Tuesday, December 30, 2008

Obama’s Efforts to Quit

Fonte: aqui.

Franklin D. Roosevelt smoked cigarettes, and John F. Kennedy and Bill Clinton occasionally smoked cigars. Gerald R. Ford preferred a pipe.

Sunday, December 28, 2008

A gestão do caos

Todos os sectores têm situações críticas. Todos os sectores sofrem com a falta de clientes ou com o seu excesso. É normal. Contudo, na moderna gestão das organizações, convém tentar arranjar alguma forma de evitar a falta de clientes ou o seu excesso.

A saúde não é excepção. Mas, pelo menos, de falta de clientes, o sector da saúde não se queixa. Tudo isto, a propósito disto: Sexta-feira, registaram-se 37 mil episódios de urgência (17 mil em hospitais e 20 mil em centros de saúde), um afluência quase duas vezes superior ao normal, e ontem 20 mil pessoas acorreram aos serviços públicos de saúde (13 mil em hospitais e 17 mil em centros de saúde).

E disto: Mariana Martins esteve 25 horas à espera que o seu marido fosse atendido. Chegou às urgências do Hospital Amadora-Sintra às 10.00 de sexta-feira e só às 11.00 de ontem foi visto pelo médico. "O meu marido estava com falta de ar, só há duas horas [às 11.00] é que foi atendido e vai ficar internado", conta ao DN Mariana Martins, depois de uma noite passada no banco da sala de espera do hospital.

Mas, parece que tudo se foi resolvendo: Estamos a acompanhar a situação de perto e a comunicá-la à ministra da Saúde. Por detrás desta afluência está ainda uma epidemia de gripe moderada. Mas esperamos que as pessoas percebam que uma gripe não é uma doença grave e que não devem ir às urgências.

Mas, o pior, mesmo muito mau foi isto: Mário Carreira aconselha a que os utentes que sintam sintomas de gripe procurem os centros de saúde, a linha Saúde24, e as farmácias "em busca de aconselhamento sobre o que devem fazer nessas circunstâncias" e evitem as urgências hospitalares.

E para fechar os dislates: A Direcção-Geral da Saúde (DGS) aconselhou os utentes, que sintam sintomas de gripe, a recorrerem às urgências hospitalares apenas em «necessidade absoluta», uma vez que podem «entupir» o serviço e agravar a expansão da doença.

Até parece que Portugal está em guerra! Ou que existe alguma catástrofe natural! Ainda ouvimos o Senhor da DGS aconselhar a auto-medicação e o auto-diagnóstico. Mas, os Técnicos Superiores do Ministério da Saúde conhecem o país que dirigem?

Friday, December 26, 2008

A defesa dos doentes II

É com prazer, que lemos isto: A partir de 01 de Janeiro, os estabelecimentos do Serviço Nacional de Saúde terão de informar os utentes dos prazos máximos previstos para consultas ou cirurgias e divulgar a posição do doente na lista de espera.

De vez em quando, o poder político lá vai fazendo alguma coisa pelos doentes, a quem gostam de chamar utentes, mas que para nós são clientes, dado que o SNS é suportado pelos impostos que os contribuintes portugueses pagam.

Vamos ver se os hospitais e centros de saúde cumprem as regras definidas pelo Ministério da Saúde.

Wednesday, December 24, 2008

FDA warns Coca-Cola about claims on diet drink

Fonte: aqui.

The Food and Drug Administration issued a warning letter to the company, objecting to the product's labelling, which describes the drink as "Diet Coke with Vitamins and Minerals."

Tuesday, December 23, 2008

Chamem a Polícia!

Os hospitais estão a escrever aos fornecedores (incluindo os laboratórios farmacêuticos e empresas de dispositivos médicos) a pedir que façam descontos nas facturas em atraso, porque "a disponibilidade financeira não permite o pagamento total da dívida".

Como? Não deve ser verdade! Mas, aparece aqui escrito. Então, o Estado não anda a suportar empresas deficitárias com financiamentos extraordinários para evitar a sua falência? Será que os Hospitais do SNS não serão do mesmo Estado que salva vários bancos da falência?

Bem, mas a história já tem histórias:
  • O Governo anunciou há um mês que iria activar o Fundo de pagamentos para que as unidades de Saúde saldem as dívidas vencidas, que ascendem a 908 milhões de euros, e reduzam os prazos de pagamento.
  • O Ministério das Finanças anunciou já ter transferido para os hospitais 767 milhões.
  • Mas, ao que o CM apurou, vários conselhos de administração enviaram cartas aos fornecedores a pedir que lhes seja "concedido um desconto", num valor a propor pelas próprias empresas. Os hospitais dizem, ainda, que a disponibilidade para baixar os preços "será tida em consideração na definição dos pagamentos a efectuar", mediante o plano que estão a elaborar.

Sinceramente, isto parece-nos um procedimento semelhante ao utilizado pela "família Soprano". Será que o Estado que financia bancos insolventes, adopta procedimentos duvidosos junto de organizações suas fornecedoras?

A credibilidade só se ganha, se nós próprios formos credíveis. De outra maneira, impera o salve-se quem puder!

Monday, December 22, 2008

Desculpas de mau pagador

Todos sabemos que o Estado paga tarda. Todos sabemos que o Estado paga mal (não se incluem neste grupo, as empresas que concorrem a concursos públicos e que vêem os valores corrigidos a posteriori). Mas, o que vamos aprendendo agora, é que o Estado aprende a dilatar os prazos de pagamento, ainda que apenas prometa que paga:
  • Vários hospitais com gestão empresarial receberam sexta-feira cerca de 767 milhões de euros para pagarem dívidas vencidas, no âmbito do Fundo de Apoio ao Sistema de Pagamentos do Serviço Nacional de Saúde (SNS), segundo o Ministério das Finanças.
  • No passado dia 08, a ministra da Saúde, Ana Jorge, garantiu que a dívida vencida do SNS, no valor de 908 milhões de euros, vai ser paga até ao final do ano.
  • «A dívida do SNS está a ser enquadrada, vamos acompanhá-la, cumpri-la, estamos a trabalhar para que tudo corra bem. O importante neste momento é que a dívida vencida vai ser paga aos fornecedores», disse a governante (Ana Jorge).

Mas, para que é que servem estes avisos permanentes de "promessas de pagamento"? Se querem pagar, paguem! Para que é preciso dizer que se vai pagar, não pagando, mas prometendo que se vai pagar?

Thursday, December 18, 2008

Ultrasons: 4 D


Fonte: aqui.

Our creative multi-dimensional formats clearly convey cardiac anatomy, synchronicity and viability. You get 4D images rendered online that look like an actual heart. And, the new 4D visualization tools offer you a new perspective on volume and dimension with the assistance of Depth Color Rendering and Stereo glasses –making it look real enough to touch.

Wednesday, December 17, 2008

União Europeia: a propriedade da farmácia

O negócio do retalho farmacêutico foi quase sempre bom. E foi quase sempre exclusivo dos próprios farmacêuticos. No entanto, como o negócio é bom, as multinacionais do retalho querem esta fatia apetecível. Só que o Tribunal Europeu impede que as redes de distribuição pan-europeias consigam actuar em toda a União Europeia.

  • Efforts by some of Europe’s biggest retail chains to overturn ownership restrictions on pharmacies in European Union countries including Germany, France, Italy and Spain were frustrated in Europe’s top court on Tuesday.
  • A surprise preliminary legal opinion in two test cases found European law does allow EU member states to put curbs on who may own and operate pharmacies. The conclusion could seriously hamper expansion plans for a number of companies.
  • A senior legal adviser at the Luxembourg-based European Court of Justice said restrictions – for example, requiring owners to be qualified pharmacists – were justified because of the need to “protect public health”.

No entanto, esta "guerra" não terminou:

  • Advocate-generals’ opinions are not binding on the full court at the ECJ, which must still rule on the matter. But they are upheld in about 80 per cent of cases.
  • If the court does take the same view, it will be a serious setback for retailers including Germany’s Celesio and Britain’s Alliance Boots and supermarket chains such as France’s Carrefour, known to be keen to expand into pharmacy.

Tuesday, December 16, 2008

Aumenta o autismo em Espanha

Fonte: aqui.

Las tasas de autismo infantil en España están creciendo de forma paulatina en los últimos años gracias a un mejor diagnóstico de esta severa y crónica enfermedad asociada al desarrollo neurológico. Se estima que en España más de 13.000 niños padecen actualmente autismo.

Algunos expertos han llegado a especular sobre la existencia de una posible "epidemia de autismo", aunque la gran mayoría se decanta por pensar que esta proliferación de nuevos pacientes se debe, fundamentalmente, a un mejor conocimiento clínico de la enfermedad, al empleo de instrumentos diagnósticos más adecuados y a la realización de un buen diagnóstico diferencial con otras patologías del neurodesarrollo. "Hemos detectado un aumento de casos cada año.

Resulta curioso pero parece demostrado que los niños autistas pueden beneficiarse del contacto con los animales. Así, se han hecho pruebas con caballos (hipoterapia) y con delfines (delfinoterapia) con el fin de mejorar la interacción social y los patrones posturales y de coordinación motriz de estos niños.

Monday, December 15, 2008

INEM consome mais impostos

Há duas garantias na vida de cada cidadão: morrer e pagar impostos. Da primeira, não nos livramos. Da segunda, temos que contestar, pois se não, viveremos condenados a contribuir para uma sociedade que partilha pouco e em que os bens públicos são mal geridos (lembremo-nos do Sherriff de Nottingham e do nosso ídolo Robin Wood).

Bem, por cá, quase todos os dias temos notícias frescas do Fisco: 1) aumento do número de penhoras; 2) aumento do valor das coimas; 3) aumento dos impostos directos e indirectos.

Temos a saúde cada vez menos gratuita. Temos uma educação pública bastante fraca. Temos a maioria das estradas de melhor qualidade, com pagamento obrigatório. Então, porque pagamos tantos impostos?

Bem, mas por aqui fala-se sobretudo de saúde, e há organismos relacionados com a saúde, que andam "por maus caminhos" e parece que querem comer mais:
  • Portugueses vão pagar mais nos seguros.
  • Os custos totais com os seguros deverão subir, o que representa uma má notícia para os bolsos dos portugueses. Em causa está uma alteração feita na proposta de Orçamento do Estado que prevê que a taxa cobrada pelas seguradoras e que reverte a favor do INEM passe dos actuais 1% para 2%.

Contudo, este organismo anda "por maus caminhos":

  • Professor morre à espera do INEM.
  • Em paragem cardiorrespiratória, os colegas professores tentaram desesperadamente contactar o 112, mas sem sucesso. Alertados, os Bombeiros Voluntários de Espinho, com quartel nas proximidades, acorreram de imediato, não tardando mais do que três minutos. Todavia, a VMER, Viatura Médica de Emergência e Reanimação, que deveria ser imediatamente accionada para uma situação destas, estava, segundo informação dada aos Bombeiros pelo CODU, ocupada noutra situação, pelo que receberam indicações para não esperar pelo INEM e conduzir o professor de imediato para o hospital.

Valerá a pena pagar impostos? Ou poderemos estar nós á beira de uma campanha cívica pelo não-pagamento de alguns impostos?

Friday, December 12, 2008

Medicina alternativa

Fonte: aqui.

Just like their parents, kids are taking herbal supplements from fish oil to ginseng, a sign of just how mainstream alternative medicine has become. More than one in nine children and teens try those remedies and other nontraditional options, the government said Wednesday in its first national study of young people's use of these mostly unproven treatments.

Thursday, December 11, 2008

Hospital de Faro: palavras para quê?

Fonte: aqui.

Primeiro a versão "normal":
  • A ministra da Saúde, Ana Jorge, recusou hoje a existência de caos na urgência do Hospital de Faro, considerando que há apenas uma «maior procura» por estarmos em «plena época de Inverno». A ministra disse ter informações de que «os doentes estão a ser atendidos, e não num tempo de espera que ultrapasse aquilo que é razoável».

Depois a versão normal:

  • Um dos médicos daquele serviço hospitalar disse à Lusa que «a situação actual é de ruptura». O novo serviço de urgências do Hospital de Faro começou a funcionar este mês, mas as macas acumuladas nos corredores estão a provocar o caos e os médicos que há um ano pediram a demissão continuam demissionários.
Quando os Governantes não saiem dos gabinetes, ou se o fazem, vão apenas lançar "primeiras pedras", tudo é "normal"!

Post Scriptum: e nós que pensávamos que o Algarve tinha maior afluxo de pessoas no Verão!

Wednesday, December 10, 2008

Hospital de Braga

A decisão de construir um novo Hospital em Braga foi tomada em 1984 pelo ministro do sector, o socialista Maldonado Gonelha, tendo o concurso público sido lançado em 2005 pelo, então, titular da pasta da Saúde, Luís Filipe Pereira, do governo PSD/CDS.

O novo Hospital de Braga, cujo arranque depende do visto do Tribunal de Contas, terá 700 camas e 12 salas de cirurgia, representando um investimento inicial de 200 milhões de euros.

Fonte: aqui.


O valor global da parceria público-privada, para a construção e manutenção da nova unidade durante 30 anos e a gestão da mesma durante 10 anos, está avaliada em 794,5 milhões de euros, um valor que está 200 milhões de euros abaixo da proposta inicial deste grupo.

O agrupamento "Escala Braga", vencedor do concurso, integra as firmas, José Mello Saúde, Estabelecimentos de Saúde e Assistência, (ISU), a Sociedade Gestora do Hospital das Descobertas (SGHD), a Somague Itinere - Concessões de Infra-estruturas e a Somague Engenharia, Edifer - Construções Pires Coelho & Fernandes e Edifer - Investimentos, SGPS.

Tuesday, December 09, 2008

A conversa fiada

Andamos por esse Portugal fora, e vemos escrito "só se fia amanhã", ou "não há fiados". Qualquer organização quer receber o mais rápidamente possível e pagar o mais tarde possível.

Mas há limites para tudo. Quando um fornecedor espera durante mais de 180 dias por algum recebimento, ou corre o risco de falência ou tem muita solidez financeira. Ou seja, se a empresa for de pequena ou média dimensão, não aguenta tal embate. Se a empresa for muito grande, até pode aproveitar o mau cumprimento do cliente, e passar a elevar a sua margem de lucro para compensar os atrasos nos recebimentos.

É preciso fazer um "boneco"? Não. Basta ler mais esta notícia:
  • A ministra da Saúde Ana Jorge garantiu hoje, em Lisboa, que a dívida vencida do Serviço Nacional de Saúde (SNS), no valor de 908 milhões de euros, vai ser paga até ao final do ano
  • e adiantou que foram dadas garantias aos fornecedores do SNS que aguardam pelo pagamento há mais de 90 dias
  • "O problema do endividamento do SNS começou a ser resolvido há três anos com a melhoria das condições de gestão, e, portanto, desde essa altura que não há um aumento da dívida dos serviços do Ministério da Saúde. Aquilo que está a ser feito agora é encontrar condições para que a dívida seja reduzida para valores equivalentes a 90 dias", disse Francisco Ramos.

Com conversa fiada, ninguém vai. Dizer que fazem melhor do que os outros, é sempre a conversa fiada de políticos! Quando nos livraremos desta gente de conversa fiada?

Monday, December 08, 2008

Contas do SNS: Janeiro a Setembro 2008

Estamos à beira do fim do ano. Estamos próximos de fechar contas. É provável que se consigam atingir alguns objectivos. É muito provável que não se conquistem muitos objectivos. O Estado sofre, por enquanto, uma erosão lenta nos seus recursos. O Estado não controlou as suas despesas em altura mais apropriada. A aflição vem aí.

Vejamos o que nos diz a Direcção Geral de Orçamento, em relação ao que se passou no período de Janeiro a Setembro de 2008, em comparação com igual período de 2007, quanto ao SNS:
  • Receita cobrada total: +2,5%.
  • Transferências correntes obtidas (Orçamento Estado): +2,9%.
  • Despesa total do ano: +3,7%.
  • Despesas com o pessoal: +1,4%.
  • Compras: +3,8%.
  • Fornecimentos e serviços: +3,6%.
  • Subcontratos: +4,3%.
  • Produtos vendidos farmácias: +6,2%
  • Meios complementares de diagnóstico e terapêutica: +7,8%.

Verificamos que:

  1. Apesar das tão propaladas "taxas moderadoras", o SNS depende a 95% das suas receitas, do Orçamento de Estado.
  2. As "despesas com pessoal" estão aparentemente controladas. Dizemos aparentemente, dado que muitas despesas com pessoal em 2007, foram colocadas na rúbrica "fornecimentos e serviços", em 2008.
  3. A despesa com medicamentos e meios complementares de diagnóstico ameaça a aparente sustentabilidade do SNS.
  4. O SNS tem um saldo positivo nesta altura de 152,5 milhões de euros, quando no mesmo período de 2007, tinha um saldo positivo de 217,6 milhões de euros.
  5. Apesar do aumento de vendas de genéricos e do controlo administrativo dos contratos com prestadores de serviços de meios complementares de diagnóstico, estes dois tipos de produtos/serviços são o grande rombo de 2008: têm um custo acrescido de 100 milhões de euros.
  6. Se o SNS não gera grandes verbas para além do Orçamento de Estado e se as despesas estão em grande crescimento, como se vai sustentar um SNS com a dimensão que tem, estando Portugal em recessão económica severa?

Post Scriptum: nem queremos imaginar como estarão, na realidade, as contas do SNS neste momento!

Friday, December 05, 2008

Concurso para Sistemas Informáticos para a saúde

A saúde não é possível de gerir sem uma grande plataforma informática. Ou se quiserem, uma mega plataforma de vários tipos de softwares, com muito hardware.

Outro aspecto: é impossível gerir informação sem constantes updates.

Dito isto, a refeição vai ser grande, sobretudo para quem vende sistemas de informação de gestão. Não tenham dúvidas. Informatizar as centenas ou mesmo milhares de unidades de saúde (se incluirmos os Centros de Saúde) vai ser obra!

Mas, é preciso ter cuidado, pois se não, vai-se repetir o "Caso Alert P1", de que aqui já fomos escrevendo.

Bem, mas parece que a Ministra da Saúde Ana Jorge foi incumbida de: Conselho de Ministros, que delegou em Ana Jorge a finalização do concurso público para criar a Rede Informática da Saúde. Coitada da Senhora Ministra! Sem qualquer preconceito, parece-nos que a Senhora Ministra é ainda da geração do "papel, da caneta e do carimbo". Gerir informação hoje, é muito complexo, e sobretudo muito caro.

Ficamos a aguardar futuras notícias disto: O Ministério da Saúde prepara-se para adjudicar por quase dez milhões de euros a informatização de todos os hospitais e centros de saúde e a sua ligação em rede.

Ou estamos perante mais uma falácia (dez milhões de euros para informatizar a saúde? só?), ou o sistema cairá que nem um castelo de cartas, pois se não:
  • "As exigências em termos de velocidade de comunicações são actualmente muito elevadas, uma vez que a generalização a todo o território nacional da utilização de sistemas de informação implica uma sobrecarga da rede incompatível com a capacidade actual".

Wednesday, December 03, 2008

Embaixadora mundial contra a Sida

Fonte: aqui.

La primera dama de Francia, cantante y ex modelo Carla Bruni-Sarkozy, se convirtió hoy en embajadora del Fondo Mundial para la protección de las madres y los niños contra el Sida, coincidiendo con la jornada internacional de lucha contra esa enfermedad.

Tuesday, December 02, 2008

Sida e a Unicef

Fonte: aqui.

el FC Barcelona hizo historia este lunes en Nueva York al convertirse en la primera entidad deportiva que participa de manera activa en la presentación del informe anual de la UNICEF, ONUSIDA y la OMS sobre el impacto de la enfermedad en los niños coincidiendo con la celebración ayer del Día Mundial Contra el SIDA.

Monday, December 01, 2008

NHS: nurse

Fonte: aqui.

An NHS nurse has broken the £100,000 pay barrier for the first time as the drive to cut waiting lists brings lucrative rewards for senior staff. The nurse consultant, who is based in Rotherham, earns double the basic salary of around £50,000 by working overtime under a generous Health Service initiative.

Friday, November 28, 2008

Uma questão de direitos?

O Estado tem tentado implementar um modelo de parceria entre o sector privado e entidades públicas. A coisa não correu bem em alguns aspectos, enquanto noutros vai funcionando. Por exemplo, no Hospital Amadora - Sintra, o Estado denunciou a renovação do contrato com a José de Mello Saúde, por questões de ineficácia do controlo do contrato entre as partes. Veremos se a partir de Janeiro de 2009, data em que o Estado reassume a gestão daquele hospital, a situação melhora!

Mas agora, o assunto é diferente:
  • Os hospitais privados discriminam os utentes do Serviço Nacional de Saúde na hora de marcar exames. O processo só é acelerado se o utente quiser abdicar da credencial do médico e pagar a totalidade da conta.
  • A Inspecção-geral das Actividades da Saúde também assegura estar a investigar as reclamações de utentes do SNS que demoraram mais tempo a obter um exame médico em serviços privados.
  • em 140 dos 180 hospitais convencionados com o SNS, 140 revelaram uma espera superior a cinco dias quando os colaboradores tentaram marcar exames.

Cheira-nos que por detrás desta "ilegalidade" ou discriminação deverá estar o habitual comportamento do "Estado mau pagador". Ou seja, as entidades privadas que têm convénios com o Ministério da Saúde dão prioridade aos doentes que têm dinheiro para pagar, colocando em lista de espera os doentes do SNS. É desumano? É, sim Senhor. Contudo, só quem não sabe o que é gerir uma empresa, é que se admira que este comportamento exista. É que, os hospitais privados têm que pagar salários, água, luz e outros materiais, a horas, sob pena de verem parar os serviços. Ora, se o SNS tem um prazo de pagamento que chega a ser superior a 360 dias, o que podem fazer os hospitais privados?

Só pode exigir um serviço de elevada qualidade, quem paga o mesmo sem atrasos!

Thursday, November 27, 2008

Corporações II

Se há sector que está infestado de corporações é o sector da saúde. Médicos, enfermeiros, administradores hospitalares, farmacêuticos, sindicatos, Ordens, Universidades e afins. Tanta gente á volta da mesma mesa. Esta mesa distribui cerca de 10% do PIB. É muito dinheiro.

Semana sim, semana não, lá vem o assunto de sempre: há falta de médicos. Nós continuamos a achar que não há falta de médicos em Portugal. Há muitos médicos em Lisboa, Porto e Coimbra. Há poucos médicos no Alentejo, no Algarve e na Guarda, por exemplo. Ou se quiserem, há muitos médicos nos grandes hospitais, enquanto os centros de saúde não têm os médicos necessários.

O Governo, este, o anterior e os próximos, lá vão tentando gerir as susceptibilidades dos grupos que estão sentados à mesa! Mas, normalmente os governos esquecem-se de quem mais precisa e verdadeiramente paga todo o sistema: o doente ou contribuinte.

Escusado será dizer que o sistema de saúde em Portugal não é centrado no Cliente, mas antes é focado nos que estão à mesa do orçamento.

Mas, concedemos que pontualmente o poder político lá vai fazendo qualquer coisa para não incomodar a malta da mesa. Vejamos esta tentativa:
  • O Governo publicou um despacho que cria vagas para «suprir necessidades» de clínicos no mapa do internato médico.

Qual é a resposta imediata de um dos mais pesados membros da mesa:

  • A Ordem dos Médicos (OM) já contestou o despacho, afirmando em comunicado que «a adopção de novas regras para vagas protocoladas, em momento posterior ao da divulgação das vagas existentes e a meio do procedimento concursal, configura uma clara violação dos princípios da confiança, transparência e da publicidade».

Mas, este membro da mesa não quer só comer, quer comer bem, se não repare-se no requinte do menu pedido:

  • A Ordem dos Médicos criticou também o «sucessivo adiamento» da publicação do mapa de vagas, a sua «distribuição geográfica assimétrica, com ausência de vagas em grandes hospitais».

Ou seja, se o Despacho do Ministério da Saúde viesse trazer mais vagas nos principais hospitais do país, o Despacho teria sido oportuno!

Como a gente os compreende. Comer, mas comer bem!

Wednesday, November 26, 2008

Foi Você que pediu uma linha de saúde 24 horas?

Fonte: aqui.

O caldo transborda por todos os lados. Depois disto:
  • A Ordem dos Farmacêuticos (OF) desaconselhou hoje o recurso à Linha Saúde 24 porque não reconhece a validade das informações prestadas pelo serviço em matéria de medicamentos.

Só mesmo esta boa "caça às bruxas":

  • Há três semanas que uma carta negando a existência de problemas da Linha de Saúde 24 foi posta a circular junto dos funcionários para que estes se demarcassem das notícias sobre o "caos organizativo" do atendimento e assegurassem que "as condições de trabalho e as relações interpessoais se passam dentro da maior cordialidade e profissionalismo".
  • Alguns profissionais ouvidos pelo CM queixam-se de terem sido objecto de "pressão psicológica" para subscrever o texto divulgado na segunda-feira, depois de a Ordem dos Farmacêuticos desaconselhar a linha.

Os tiques autoritários quase sempre existiram na sociedade portuguesa. E não sairam ainda. Provavelmente, nem nunca sairão. Parece que não, mas a limitação ao livre pensamento é um dos maiores travões ao desenvolvimento económico e social de Portugal.

Monday, November 24, 2008

Medicamentos: Luta entre gigantes

O negócio dos medicamentos é bom. Sempre ou quase sempre, foi bom. Continua a ser bom para os fabricantes e para os retalhistas. Todos ganham e quase todos são muito ricos.

Os Delegados de Informação Médica ganhavam muito dinheiro, para se passearem á porta dos consultórios médicos. Os Directores dos laboratórios farmacêuticos sempre ganharam muito bem. Assim como, ser dono de uma farmácia sempre foi sinónimo de ser quase rico, ou mesmo rico.

Chegaram, entretanto, os genéricos, por força do ex-Ministro Luis Filipe Pereira. Começou a festa a ser menos efusiva.

Os trespasses de farmácia eram chorudos. A margem dos medicamentos, por prescrição médica, eram fixadas por Lei, em cerca de 20%. Que bom negócio, ter uma margem garantida de 20%.

O crescimento da venda de genéricos, por pressão de Correia de Campos, continuou o desgaste das chorudas margens de fabricantes e distribuidores de medicamentos.

A festa não acabou, mas está a tornar-se mais amarga.

Vejamos estes últimos ingredientes:
  • O Governo desistiu de impor às farmácias, à indústria e aos grossistas margens de lucro na venda de medicamentos.
  • Para Ana Jorge, ao Estado cabe "salvaguardar o direito ao acesso do cidadão" aos fármacos e que para isso basta-lhe "fixar os preços máximos". Deixa, assim, à indústria, farmácias e distribuidores o ónus da definição das "margens adequadas ao seu próprio negócio".

Por uma vez, estamos em completo acordo com a Ministra da Saúde. Os jogadores do mercado que façam valer os seus trunfos, pois que o Estado definiu o seu tecto máximo.

E, não se venha dizer que os Laboratórios farmacêuticos, representados pela Apifarma, são mais poderosos do que o retalho farmacêutico, representado pela ANF. São dois gigantes em Portugal. Por isso, chegou a altura de viverem com menos!

Mas, será que o sector do medicamento vai ter que viver com menos, ou serão os doentes a pagar mais? Veremos as cenas dos próximos capítulos.

Sunday, November 23, 2008

Aquarobics

Fonte: aqui.

A study found that just over a quarter of women who did aquarobics three times a week during pregnancy requested pain relief compared with almost two thirds of women who did not do the exercises.

Friday, November 21, 2008

Efeitos colaterais II

Vivemos em turbulência. Vivemos em instabilidade. Vivemos sem hipótese de perspectivar o futuro. E uma das consequências é esta: Os medicamentos para tratamento de doenças do foro psiquiátrico e neurológico são dos que mais contribuíram para o aumento da factura do Serviço Nacional de Saúde com tratamentos em ambulatório (farmácias).

E o que pretende fazer o SNS? Reduzir a comparticipação nos medicamentos? Ou impedir que os médicos receitem este tipo de medicamentos?

Onde está a prevenção na saúde? Prever, significa tentar anticipar aquilo que poderá ser previsível. Há muito tempo que se prevê que a instabilidade que se vive em Portugal, e não só, leva à "sociedade prozac". Faz-se alguma coisa para tentar aliviar a pressão das pessoas? Não. Até o "ópio do povo", que é o futebol, anda agora pelas ruas da amargura! Ou seja, o prozac é a tábua de salvação! Antes o prozac, do que o aumento do crime ou do suicídio!

Mas, há mais medicamentos que estão a fazer disparar a despesa de saúde:
  • De acordo com os resultados preliminares da auditoria pedida pelo Ministério da Saúde, quatro dos seis grupos de remédios responsáveis por 85% desse crescimento dizem respeito a doenças daquelas duas áreas.
  • Quanto aos grupos de fármacos com maior peso na subida dos gastos, o grupo destacou seis. Além dos imputados às doenças psiquiátricas e neurológicas (antipsicóticos, antidepressivos, antiepilépticos e anticonvulsivantes), apurou-se um peso crescente da área da diabetes e da hipertensão. Do relatório consta ainda uma lista de 20 fármacos com responsabilidade em 91% do crescimento dos gastos do SNS.

Não há muito a fazer nesta área de gastos. Mas, nós sabemos que há muitas áreas do SNS onde se pode poupar tanto! Mesmo, muito dinheiro. Mas, dá trabalho a quem quiser impôr a contenção. Ai, isso dá.

Thursday, November 20, 2008

HPP: o crescimento através da nacionalização

As nacionalizações voltaram. Desta vez, até são benvindas pelos detentores de capital. Os exageros do passado recente, a ganância de alguns investidores e a falta de rigor de vários projectos empresariais portugueses, leva a que os accionistas de empresas técnicamente falidas prefiram estar debaixo do chapéu do Estado. E pasme-se, o lado esquerdo da política é contrário a este tipo de "nacionalização por amizade".

Veja-se este exemplo de nacionalização:
  • A Hospitais Privados de Portugal (HPP), a empresa do grupo Caixa Geral de Depósitos com interesses na Saúde, vai “provavelmente” comprar o Grupo Português de Saúde (GPS).
  • ”Provavelmente, ficaremos com a gestão do GPS”, disse a mesma fonte ligada ao banco público, acrescentando que, como muitas das empresas da Sociedade Lusa de Negócios estão “fortemente ligadas” ao banco, o endividamento seria insuportável a curto prazo.
  • A concretizar-se, a HPP ficará com a gestão da primeira parceria público-privada na área da Saúde– a gestão de um Centro de Medicina Física e de Reabilitação, em São Brás de Alportel, no Algarve – e com o British Hospital, em Lisboa, para além de várias clínicas espalhadas pelo país.

Engraçado o actual "jogo financeiro". O Estado agora suporta projectos empresariais, levantados com critérios duvidosos e sem viabilidade económico-financeira. O contribuinte pagará, já a seguir.

Wednesday, November 19, 2008

Transplante inovador

Fonte: aqui.


Surgeons in Spain have carried out the world's first tissue-engineered whole organ transplant - using a windpipe made with the patient's own stem cells. The groundbreaking technology also means for the first time tissue transplants can be carried out without the need for anti-rejection drugs. Five months on the patient, 30-year-old mother-of-two Claudia Castillo, is in perfect health, The Lancet reports. She needed the transplant to save a lung after contracting tuberculosis. The disease had damaged her airways. Scientists from Bristol helped grow the cells for the transplant and the European team believes such tailor-made organs could become the norm. To make the new airway, the doctors took a donor windpipe, or trachea, from a patient who had recently died. Then they used strong chemicals and enzymes to wash away all of the cells from the donor trachea, leaving only a tissue scaffold made of the fibrous protein collagen. This gave them a structure to repopulate with cells from Ms Castillo herself, which could then be used in an operation to repair her damaged left bronchus - a branch of the windpipe. By using Ms Castillo's own cells the doctors were able to trick her body into thinking the donated trachea was part of it, thus avoiding rejection.

Monday, November 17, 2008

SNS em evidente degradação

Em Portugal existem muito mitos. Na generalidade, a existência destes mitos favorecem algumas ilusões. Por exemplo, ainda existe o mito de que Portugal é uma nação muito influente no mundo. Já foi, há muito, muito tempo. Existe o mito de que os portugueses são eternamente acomodados. Esta forma acomodada de ver as coisas, é acordada por vezes de forma abrupta!

Outro mito que existe, é que o Serviço Nacional de Saúde é bom e até funciona bastante bem. Parece que há mais de uma década a Organização Mundial de Saúde fez um estudo em que Portugal ficou classificado em 12º lugar a nível mundial. De lá para cá, lá vamos ouvindo os políticos falar desse "feito", como se uns largos anos depois, a situação se mantivesse.

Nada melhor do que uma entidade externa para avaliar o que por cá se passa na saúde. Neste caso, é uma entidade privada, sediada na Suécia, cujo nome é Health Consumer Powerhouse.

E o que nos diz esta entidade relativamente a 2007:
  1. Portugal está colocado em 19º lugar entre 26 países da União Europeia avaliados.
  2. O sistema de saúde em Portugal é referido como inferior face ao de Espanha, tendo como registo relevante, o seu sucesso quanto à baixa taxa de mortalidade infantil.

Nós sabemos que os "rankings" podem ter subjectividade, mas não devem ser ignorados, quer tenham bons ou maus resultados. A crítica, desde que seja construtiva, ajuda sempre a corrigir ineficiências. E há tantas ineficiências no SNS de Portugal.

Thursday, November 13, 2008

Vergonha

Portugueses são 23% dos caloiros de Medicina na Galiza. Como? Não há Universidades em portugal? Não há instalações ou Professores em Portugal, para ensinar medicina?

Há milhares de recém-licenciados em Portugal, todos os anos, que entram logo para as listas do desemprego. No entanto há falta de médicos, pelo que os seus órgãos corporativos vão espalhando por aí, mas não há edifícios ou Professores para se formarem novos médicos.

Enlouqueceram os portugueses?

Vejamos mais sobre aquela novidade:
  • O número de alunos portugueses que entraram este ano para o curso de Medicina na Universidade de Santiago de Compostela, na Galiza, supera os 80, o que representa 23% do total de 350 vagas disponíveis, noticia esta quinta-feira o jornal La Voz de Galicia
  • No ano passado, o contingente luso foi de 50 em 300 vagas, ou seja um sexto.
  • O jornal refere que a invasão de alunos portugueses à única faculdade de Medicina da Galiza tem gerado alguma polémica, nomeadamente porque a região necessita de profissionais e os portugueses preferem exercer em Portugal.

Eram milhões, talvez biliões!

Não se pede ao poder político que saiba tudo. Não se pede ao poder político que faça tudo. Não se pede ao poder político, sequer, que pense. Mas, há limites, isto é, pede-se no mínimo que o poder político saiba alguma coisa.

Tudo isto a propósito disto: Durante o debate, a ministra escusou-se a responder às perguntas dos deputados sobre o valor das dívidas acumuladas do Serviço Nacional de Saúde (SNS), mas à saída do debate acabou por reconhecer que desconhece o montante exacto.

E mais isto: «Qual o valor da dívida do Ministério da Saúde?» foi a pergunta lançada em uníssono pela oposição na comissão para a discussão do Orçamento de Estado para este sector, mas que ficou sem resposta. A ministra da Saúde mostrou não estar a par dos números e o secretário de Estado sugeriu que fossem os deputados a fazer as contas.

E ainda isto: A ministra da Saúde, Ana Jorge, disse hoje que o Governo vai anunciar ao país a dívida total do Serviço Nacional de Saúde (SNS), tendo afirmado que a dívida dos hospitais EPE ascende a "um milhão de euros".

Consta que a Dra. Ana Jorge é médica. Parece que é médica pediatra. A um médico pediatra não deverão ser solicitados conhecimentos sobre contabilidade pública. Mas, a um Ministro, não deve ser exigido conhecimento sobre contabilidade pública? Ou pelo menos sobre contas de merceeiro?

Raios partam os impostos que servem para pagar tanto desperdício!

Post Scriptum: como é possível a Senhora Ministra da Saúde não ter sequer a noção do que representa um milhão de euros?

Wednesday, November 12, 2008

Ainda o Hospital Amadora - Sintra

Sob proposta da actual Ministra Ana Jorge, decidiu o Governo português não prosseguir a "Parceria Público - Privada" que o Estado mantinha com a José de Mello Saúde, no Hospital Amadora - Sintra, alegando, entre outros aspectos, o facto de ser difícil gerir aquele contrato de parceria.

No entanto, o Estado e a José de Mello Saúde decidiram prosseguir outra "Parceria Público - Privada": As negociações entre o Estado e a José de Mello Saúde para o contrato de gestão do novo hospital de Braga deverão estar concluídas este mês, revelou hoje no parlamento a ministra da Saúde, Ana Jorge.

Mas então, Senhora Ministra Ana Jorge, agora já é possível gerir um contrato de parceria com a José de Mello Saúde?

E já agora, a Senhora Dra. Ana Jorge, na qualidade de antiga Presidente da ARSLVT está envolvida num processo ainda em Tribunal, relativamente ao desempenho daquela função, e em relação ao contrato entre a José de Mello Saúde e o Estado, referente ao Hospital Amadora - Sintra. Este processo em Tribunal, não se poderá considerar como um elemento perturbador na negociação entre as duas entidades?

Perguntar, não ofende!

Tuesday, November 11, 2008

Pagar tarde, custa mais dinheiro

O Estado português é forte. As multinacionais farmacêuticas não são mais fracas do que o Estado português. Se algum burocrata do Estado pensa que sim, mude de ideias!

Vejamos, esta saga relativa à guerra entre o Estado português e os Laboratórios farmacêuticos:
  • A indústria farmacêutica não tem dúvidas: não é pelo facto de os hospitais pagarem todas as dívidas atrasadas, como decidiu o Governo no final da semana passada, que os laboratórios vão começar a vender os medicamentos mais baratos.
  • O presidente da Glaxo portuguesa, Manuel Gonçalves, também considera que os preços não vão descer e aponta o esmagamento das margens dos laboratórios nos últimos três anos: “Estou na indústria há 25 anos e nunca vi negociações tão agressivas nos hospitais como desde 2005”.
  • Contudo, para o economista Pedro Pita Barros a situação não é tão linear. “A redução de preços depende da capacidade negocial e da credibilidade que os hospitais terão a partir de Janeiro”. Ao Diário Económico, o professor de Economia da Saúde na Universidade Nova explica que “os preços dos medicamentos só vão descer se os laboratórios acreditarem que houve uma mudança de regime, que os prazos de pagamento não vão outra vez derrapar”.
  • Actualmente, os hospitais demoram, em média, um ano a pagar aos fornecedores. Os próximos três meses são, por isso, essenciais: “Os laboratórios podem não querer fazer descontos já em Janeiro, porque ficariam vinculados a esses preços, suportando ainda um novo atraso nos pagamentos”.

Quem paga aos seus fornecedores com um diferimento de um ano, ainda quer ser levado a sério? A vantagem das multinacionais farmacêuticas é que têm o seu poder assente fora de Portugal, se não o Estado português forçava a barra. Mas, eles sabem isso, e o contribuinte português é que paga a factura!

Sunday, November 09, 2008

A personalidade da gravata

Fonte: aqui.

Next time around, think twice before selecting a tie. While the tie may be considered as an important part of the man’s wardrobe, it could reveal much more about one's personality than one could imagine.

Friday, November 07, 2008

O Estado afinal vai pagando!

Em Portugal, é notícia o facto de o Estado pagar a 90 dias! Fantástico.

Vejamos, o que nos contam aqui:
  • O Ministério da Saúde vai reunir um verba de 800 milhões de euros para integrar as dívidas dos hospitais entidades públicas empresariais (EPE), os quais até ao final do ano não poderão ter dívidas aos fornecedores superiores a 90 dias, anunciou hoje a tutela
  • Este fundo de 800 milhões de euros (o valor das dívidas dos hospitais EPE aos fornecedores, nomeadamente à indústria farmacêutica) vai ser utilizado através de empréstimos aos hospitais EPE com dívidas aos fornecedores superiores a 90 dias.
  • Estes montantes serão avançados «como empréstimo e não como subsídio», pelo que serão sujeitos a juros, acrescentou o governante.

Que contentes que nós, portugueses, ficamos, por termos um Estado que é notícia porque cumpre as suas obrigações. É que, habitualmente o que enche os jornais de notícias são os aumentos de multas e coimas por parte do Fisco! E quando vamos a uma Repartição de Finanças, vemos em ecrãs electrónicos, que nos últimos anos têm aumentado sistemáticamente o montante de coimas e multas, porque os contribuintes não cumprem prazos!

Olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço. Ditado sempre actual.

Thursday, November 06, 2008

A Sida avança em Portugal

Apesar das políticas oficiais de combate à Sida/Aids, os resultados alcançados são fracos. Por vezes, pensamos que o Instituto da Droga e da Toxicodependência apenas existe no "papel" e no consumo de recursos.

Vejamos o que nos diz o Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência a propósito da recente evolução da expansão da doença em Portugal, em comparação com a União Europeia:
  • Portugal apresenta uma taxa de novos casos de HIV/Sida entre os consumidores de drogas injectadas oito vezes superior à média europeia, de acordo dados revelados hoje em Bruxelas pelo director do Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência (OEDT).
  • No relatório hoje apresentado na capital belga, Portugal é apontado como o pais onde surgiram mais casos (703) de infectados com Sida em 2006, muito à frente dos restantes estados, onde a Estónia ocupa o segundo lugar (191), seguida do Reino Unido (187), Alemanha (168) e Franca (167).
  • Hoje, o director do OEDT, Wolfgang Goetz, disse aos jornalistas que a estimativa de novos casos de Sida entre consumidores de droga injectável é de 3.000 por ano em toda a União Europeia (EU), o que permite concluir que os 703 surgidos em Portugal em 2006 constituem uma taxa oito vezes superior à media dos 27 estados-membros.

Mas, o panorama europeu de consumo de drogas, também é preocupante:

  • O director do OEDT salientou ainda na sua intervenção que morre a cada hora na UE uma pessoa vítima do consumo excessivo de droga (overdose), o que totaliza entre 7.000 e 8.000 mortos anuais.
  • As estimativas do OEDT indicam ainda que um em cada quatro cidadãos da União, num total de 71 milhões, fumaram cannabis - a droga mais consumida no espaço europeu - pelo menos uma vez na vida.
  • Contudo, o que mais preocupa os especialistas é o facto de quatro milhões de pessoas consumirem diariamente aquele tipo de droga.
  • O fulcro do problema da droga na Europa continua a ser a heroína, embora o seu consumo tenha estabilizado, afirmou Wolgang Goetz, salientando, em contrapartida o aumento da disponibilização de tratamento para os dependentes daquele opiáceo.

Parece que a política de combate à toxicodependência é um fracasso na União Europeia. E em Portugal, a política de combate à Sida relacionada com a toxicodependência está ao nível do Terceiro Mundo!

Para que servirá o IDT - Instituto da Droga e da Toxicodependência?

A eficiência dos Tribunais

Se há sector da sociedade portuguesa que não tem demonstrado nenhuma evolução ao nível da sua eficiência, é a Justiça. Porque razão ou razões? Muitas, tais como corporativismos em excesso, desresponsabilização em excesso e descoordenação de actividades.

Bem, mas por aqui fala-se habitualmente de saúde. E achamos estranha esta celeridade do Tribunal de Contas:
  • O Tribunal de Contas (TC) visou o contrato de gestão do futuro Hospital de Cascais assinado entre o Estado e o grupo Hospitais Privados de Portugal (HPP).
  • O documento havia sido chumbado em Julho, com a justificação fundamental de que o caderno de encargos da entidade privada incluía o tratamento de doentes oncológicos, enquanto o contrato de gestão não contemplava essa valência.
  • «Houve uma alteração do perfil assistencial, no que toca à prestação de cuidados continuados, à assistência a doentes infectados com HIV e à eliminação da produção em hospital de dia médico em oncologia, relativamente ao previsto no caderno de encargos», referia o acórdão.
  • Quase quatro meses depois do parecer negativo e oito meses depois do lançamento da primeira pedra da unidade, o TC decidiu agora autorizar o contrato «sem qualquer comentário adicional».

Estranhamos a extraordinária celeridade do Tribunal de Contas, e já agora, o referido Tribunal mudou radicalmente de opinião em tão pouco tempo!

Quando a oferta é muita, o pobre desconfia! Ditado popular sábio.

Wednesday, November 05, 2008

Detector de drogas

Fonte: aqui.

The portable machine, known as the Itemiser, was used for the first time in Scotland in Aberdeen this weekend. The Itemiser, which can detect the presence of drugs such as cocaine, cannabis, heroin and ecstasy, was used outside nine different pubs and nightclubs in Aberdeen city centre.

Monday, November 03, 2008

Saúde 24 ou a falta de tino?


Só se deve investir em publicidade, quando podemos oferecer o melhor serviço, quando não existem deficiências ou quando tudo está em condições. Ao contrário, se investimos em publicidade quando há evidentes dificuldades, não estamos a investir, estamos a desbaratar recursos. Assim parece estar a acontecer com o serviço Saúde 24, do Ministério da Saúde.

Vamos ao multibanco e vemos publicidade do Saúde 24. Estamos parados no carro e vemos publicidade em outdoors ao Saúde 24. Mas, a realidade do serviço é esta:
  • Das 02h00 até perto das 07h00 da madrugada de sábado para domingo a Linha Saúde 24 esteve sem conseguir atender chamadas, fazer triagem de doentes ou referenciar casos para as unidades de saúde. Um utente podia ligar, mas o telefonema não era atendido, apesar de lhe ser cobrado o habitual custo da chamada local.
  • Na origem das falhas esteve a actualização do sistema informático, que obrigou ao corte das linhas telefónicas durante uma parte da noite e depois impediu que os enfermeiros conseguissem aceder ao programa informático que faz o despiste das situações e permite o aconselhamento dos utentes sobre o que fazer em caso de doença.

Como? Será isto possível? Anda-se a gastar rios de dinheiro em campanhas de publicidade a um serviço de apoio e de emergência, e ele não funciona? Isto é gestão danosa!

Mas, para piorar a péssima imagem, junta-se mais esta:

  • O Conselho de Administração (CA) da LCS-Linha de Cuidados de Saúde, SA suspendeu ontem uma das enfermeiras supervisoras fundadora do serviço Linha Saúde 24 por considerar a sua presença “inconveniente nas instalações da empresa”. A enfermeira em causa foi a primeira subscritora da carta que um grupo de oito supervisoras do call center de Lisboa escrevera há dias à ministra da Saúde, Ana Jorge, denunciando um conjunto de anomalias no funcionamento daquela linha de atendimento.

Será que voltamos à "caça às bruxas"? Um funcionário que alerta as chefias para as ineficiências, deve ser chamado a colaborar na sua correcção, e nunca ser afastado por tentar corrigir as deficiências. Se a Senhora Ministra colabora com este tipo de gestão danosa, só deve ser co-responsabilizada! Até porque caberia no mínimo à Senhora Ministra fazer estancar os custos de uma campanha publicitária absolutamente descabida para um serviço que não está a cumprir as suas tarefas!

Friday, October 31, 2008

O descontrolo com a despesa nos medicamentos

Grosso modo, os medicamentos representam 20% dos gastos em saúde. É muito dinheiro. Apesar de ser muito dinheiro gasto, os genéricos já representam uma fatia de cerca de 20% dos medicamentos vendidos. E, para além disso, há uma clara travagem por parte do Ministério da Saúde à comercialização de novos medicamentos.

Contudo, o descontrolo com a despesa em medicamentos em 2008, é evidente:
  • A despesa do Estado com os medicamentos vendidos nas farmácias está a disparar a níveis inéditos nos últimos anos. Outubro pode fechar "com aumentos de dois dígitos, entre os 11 e os 12 por cento".

Segundo João Cordeiro, Presidente da Associação Nacional de Farmácias, as razões para tal descontrolo são estas:

  1. Defende que a culpa é do próprio Governo, de uma "política sem critérios", da incapacidade de "afrontar lóbis" e "de fazer cumprir a descida de preços" por parte da indústria de medicamentos de marca.
  2. "Não está a ser cumprida" a legislação que obriga os remédios a ser mais baratos do que nos outros países. A tutela autorizou que 132 produtos ficassem 17,7% mais caros, porque os laboratórios os podiam retirar e, assim, os doentes teriam de comprar outros mais caros.
  3. 11,3 Milhões é quanto Estado (5,5 milhões) e utentes (5,8 milhões) teriam poupado desde 2005, caso o Governo não tivesse decidido isentar a Bial da descida de 6% dos remédios, diz a ANF.
  4. 10 Milhões é o dinheiro que o Estado (4 milhões) e os utentes (seis milhões) gastam a mais por ano com a subida do preço de 132 remédios autorizada este ano pelo Ministério.

Lobbies. Muitos lobbies estão envolvidos na saúde, já o sabemos. Mas, quando não se consegue controlar a voragem descontrolada dos vários lobbies, o abismo aproxima-se!

Wednesday, October 29, 2008

Barbaridades II

Há pessoas que gostam de aparecer nas notícias, muitas das vezes pelas piores razões. Sabemos que vivemos numa sociedade mediatizada, em que a força dos poderes se modela pela força que se evidencia nos media. Ou seja, os artistas são promovidos pelos promotores do show!

Vejamos o que nos diz o Senhor Bastonário da Ordem dos Médicos: A cultura económica e de gestão "destruiu" a pureza do Serviço Nacional de Saúde.

Como? A pureza do Serviço Nacional de Saúde? O que será isso? Lembramo-nos que a Ordem dos Médicos foi sempre um adversário do modelo original do SNS, dado que pretendia um modelo de saúde assente numa lógica de convenções entre o Estado e o sector privado. Ou seja, não sabemos a que SNS é que se refere o Dr. Pedro Nunes e à sua inerente "pureza".

Depois, ainda lemos isto da mesma personagem:
  • "Os médicos estão absolutamente afastados da decisão", lamentou Pedro Nunes.
  • Na sua opinião, o problema do SNS não se resolve com "artifícios de gestão", mas dando voz a políticas especializadas. Por isso lamentou que os médicos andem "assoberbados a produzir rotina" e que não sejam incentivados a participar na área da gestão.

Ora bem, perante mais estas barbaridades, temos a contrapor o seguinte:

  • Todos os Conselhos de Administração dos Hospitais do SNS têm como um dos seus membros, o seu Director Clínico. Portanto, em todos os hospitais, há pelos menos um médico na sua Administração.
  • Depois, uma grande parte dos Presidentes de Conselho de Administração dos hospitais do SNS são médicos.
  • Como é que o Dr. Pedro Nunes consegue suportar-se na afirmação de que os médicos estão afastados da gestão dos hospitais do SNS?
  • Finalmente, vem o Dr. Pedro Nunes falar em que os médicos têm que "produzir rotina". Pois é, Dr. Pedro Nunes, qualquer organização necessita de informação com qualidade, e esta só se produz com a criação de rotinas de controlo de gestão. O problema é que muitos médicos ainda assentam o seu desempenho organizativo com base "na caneta e no papel", e isso é absolutamente imperdoável para qualquer profissão do século XXI. Basta pensarmos no receituário, ainda hoje manuscrito!

Telemedicina: prós e contras

Monday, October 27, 2008

Barbaridades

Há coisas que se lêem e que se ouvem, que mais valia nem saber. Mas, há barbaridades que se dizem, e que se têm que reter. Tal a monstruosidade do que se diz.

Ao longo da História, houve quem ignorasse discursos e textos bárbaros, mas verificou-se mais tarde, que se cometeu um erro por negligência.

Vejamos o que aqui se diz:
  • A administração errada de medicamentos aos doentes hospitalizados é responsável pela morte anual de 7 mil portugueses.
  • Aida Baptista, da Associação Portuguesa dos Farmacêuticos Hospitalares (APAH), reconhece os erros de medicação e afirma que vão sempre existir. “Não se trata de um erro humano, mas sim do sistema”, disse, lamentando que muitos dos erros sejam escondidos por medo dos profissionais serem acusados.
  • O erro pode acontecer nas mais variadas ocasiões, desde o médico que prescreve o medicamento, e a letra é ilegível ou há confusão na dose, à farmácia que distribuiu, confundido as embalagens, até ao enfermeiro, que pode enganar-se no medicamento.
  • Pedro Nunes desvalorizou estes números, não confirmando a sua dimensão, por considerar que "em Portugal não existe um registo fiável das causas de morte". O bastonário da Ordem dos Médicos lembra que são feitos milhões de actos médicos em Portugal por dia e, por isso, "é natural que se cometam alguns erros".

Mas depois, parece que o "filme" mudou, quando alguém decidiu corrigir o drama, para uma farsa:

  • O ex-vice-presidente do Infarmed esclareceu, este domingo, que os sete mil mortos anuais atribuídos a erros na medicação são dados internacionais e não reflectem a situação em Portugal, onde não há um sistema que registe estes casos
  • Faria Vaz ocupava a vice-presidência da autoridade que regula o sector do medicamento quando, em 2005, realizou uma apresentação onde divulgou números sobre os mortos atribuídos a erros na medicação. Esses dados foram, desde então, interpretados pela Associação Portuguesa de Farmacêuticos Hospitalares (APFH) como nacionais

Mas, a barbaridade maior é esta: "Poderão ser 7.000 ou 70 mil. Sete milhões não serão certamente, pois nesse caso estaríamos quase todos mortos", disse Pedro Nunes.

Como é que os portugueses se poderão ver livres destes bárbaros?

Friday, October 24, 2008

Obesidade: o outro lado!


Fonte: aqui.

O medicamento contra a obesidade Acomplia, do laboratório francês Sanofi-Aventis, teve a venda proibida em 18 países da União Européia (UE) que o distribuíam, porque pode causar depressão e idéias suicidas.

Thursday, October 23, 2008

O processo de avaliação de novos medicamentos

O gasto com medicamentos representa cerca de 20% dos gastos totais em saúde. É muito dinheiro. Mas, os medicamentos trazem muita qualidade de vida e maior esperança de vida. São incontornáveis.

O Prof. Correia de Campos conseguiu controlar o orçamento dos medicamentos do SNS, de forma pouco ortodoxa (controlo administrativo de preços), mas conseguiu. Contudo, o Ministério da Saúde foi dando instruções para demorar os processos de avaliação de novos medicamentos. E porquê? Porque os novos medicamentos são caros e durante muitos anos não têm a concorrência dos genéricos (enquanto as patentes não expirarem).

Ou seja, os medicamentos inovadores estão a chegar tarde aos doentes portugueses. Vejamos o que aqui se diz:
  • Portugal é o país europeu que mais tempo demora a aprovar terapias inovadoras para o tratamento do cancro, de acordo com um estudo internacional, que adianta que o País tem uma média de dois anos de atraso em relação ao resto da Europa.
  • Com base nesta investigação, que analisou 20 países europeus, o presidente do grupo de estudos do cancro do pulmão, Fernando Barata, aponta o dedo a um Infarmed «demasiado burocratizado», que trabalha «de forma mais lenta» que o resto da Europa.
  • os doentes oncológicos portugueses têm uma barreira social comparados com os do resto da Europa, «podendo beneficiar, por vezes um e dois anos mais tarde, de terapêuticas que já estão aprovadas e utilizadas noutros países».

Não sabemos se o Infarmed é lento ou burocratizado. Ou antes, se existe uma intenção clara do Ministério da Saúde para travar novos medicamentos, que são normalmente muito caros. Se esta segunda hipótese for verdadeira, é grave e bem pior do que os organismos do Estado serem ineficientes. É que a despesa pública em saúde é grande e tem que ser controlada, mas há tanto onde poupar, antes de se atrasarem os processos de introdução de novos medicamentos!