Thursday, December 26, 2013

O desnorte completo

Há muito tempo que o Ministério da Saúde é mal gerido. É mal gerido, porque não tem pessoas competentes a geri-lo. Vai tendo gente que por lá passa para ganhar a vida, ou para a vida ganhar. De resto, devem por lá existir um conjunto de pessoas, que sem saberem porquê, lá vão cumprindo algumas tarefas. Um caso de clara "gestão ao acaso".

Estes são mais alguns detalhes da dita "gestão ao acaso":

1. A Administração Regional de Saúde (ARS) de Lisboa e Vale do Tejo pagou mais de 400 mil euros a uma empresa de consultoria pela elaboração do inventário dos bens móveis e imóveis da instituição. As outras quatro ARS do país (Norte, Centro, Alentejo e Algarve) estão também a fazer os respectivos inventários mas com os seus próprios meios e recursos humanos.


2. “A grande dimensão e dispersão territorial das unidades pertencentes à ARSLVT, bem como as várias reorganizações internas e fusões realizadas ao longo dos anos sem a existência de um inventário valorizado dos bens móveis e imóveis, implicou, por exemplo, que desde 1994 conste, no balanço, um valor patrimonial negativo superior a 5 milhões de euros, montante absolutamente irreal face à referida dimensão desta administração regional”.


3. Orçado em 338.750 euros mais IVA, o inventário foi adjudicado à SGG - Serviços Gerais de Gestão, SA, uma empresa associada da Deloitte, em 2011, antes de o novo conselho directivo ter tomado posse, explica o actual presidente da ARS de Lisboa e Vale do Tejo, Luís Cunha Ribeiro, para quem o valor do contrato não é assim tão elevado, tendo em conta a “complexidade” do trabalho


Em qualquer país desenvolvido (não confundir com países de governação ao acaso), estes factos seriam escrutinados no Parlamento. Em Portugal, o Parlamento serve para dar um ar de que existe poder democrático, sem contudo defender o interesse dos portugueses em geral e em particular dos contribuintes.

Paulo Macedo parece querer fazer um trabalho satisfatório. Mas, os seus subordinados são mais do mesmo.

Tuesday, December 24, 2013

A vida para além da saúde

Isto não é normalFuncionários do Hospital de Egas Moniz juntaram-se para dar cabazes a doentes carenciados.

Mas, Portugal não vive a normalidade: Este foi um ano em que muitos hospitais e centros de saúde do país foram confrontados com um grande número de situações de doentes que, para além dos problemas de saúde, traziam consigo grandes dificuldades económicas.

Thursday, December 19, 2013

Sinais acentuados de decadência

Para nós, não há novidade, a casa está há muito em queda. A queda não é eminente. A queda é lenta, mas consistente. InfelizmenteOs medicamentos Artane (para o tratamento do Parkinson) e o Varfine (para prevenir tromboses), há duas semanas em falta das farmácias.


Provavelmente, esta situação não existirá na Grã-Bretanha, na França ou na Alemanha. É a nova realidade portuguesa, a da descida de divisão: O cardiologista e vice-presidente da Fundação Portuguesa de Cardiologia, Jacinto Gonçalves, explicou ao PÚBLICO que a falta do Varfine é “especialmente grave para a saúde pública”, visto que o medicamento existe há mais de 40 anos, pelo que é amplamente utilizado e é sobretudo dado para evitar a formação de coágulos e prevenir acidentes vasculares cerebrais.


Coitados dos portugueses.

Thursday, December 12, 2013

Cirurgia com Google Glass


A inovação tecnológica também acontece em Portugal, e logo em áreas tão complexas como a das intervenções cirúrgicas: O hospitalcuf infante santo realizou duas intervenções cirúrgicas transmitidas pela primeira vez em Portugal em directo para estudantes e profissionais de saúde através do dispositivo Google Glass.

O Google Glass é um dispositivo tecnológico que permite, entre outras funcionalidades, a transmissão de imagem e som em tempo real através da Internet. Os estudantes e os profissionais de saúde tiveram, assim, a possibilidade de assistir às intervenções cirúrgicas de uma perspectiva privilegiada e com todo o pormenor, como se estivessem no lugar do cirurgião.

As intervenções cirúrgicas consistiram num implante coclear - realizado pelos especialistas João Paço, e Hugo Estibeiro médico especialista em otorrinolaringologia - e numa videotoracoscopia - realizada por António Pinto Marques, coordenador de Cirurgia Torácica do hospitalcuf infante santo, e Fernando Martelo, médico especialista em cirurgia torácica.

Friday, November 29, 2013

Evidências


Os hipermercados vendem os medicamentos sem receita médica cerca de 10% mais baratos do que as farmácias, uma tendência que se mantém desde 2005, segundo um estudo da associação de defesa do consumidor Deco.

Apesar de apresentarem preços mais elevados, as farmácias continuam a ter 84% das vendas dos medicamentos não sujeitos a receita médica, refere o artigo da Teste Saúde.

Sunday, November 24, 2013

Tontices

Portugal vive em situação de tontice há bastantes anos. Como os portugueses não têm demonstrado inteligência suficiente para se livrarem de políticos e de administradores do Estado tontos, a tontice tem estado a aumentar e até a roçar a absoluta irracionalidade. Isto é algo que nem um tonto imaginaria como possível: No próximo ano, os hábitos tabagísticos dos pais devem passar a ficar registados por escrito no Serviço Nacional de Saúde e no boletim infantil das crianças. Saber se os pais fumam em casa, no carro e quantos cigarros por dia são algumas das questões que vão ser colocadas, numa nova orientação defendida por vários especialistas em saúde pública.

Isto não é socialismo. Isto é algo perigoso. Isto é um atentado a todas as liberdades individuais. Se a moda pega, todos os portugueses vão ser cadastrados para saber se: 1) dormem com um ou mais companheiros; 2) quantas vezes vão ao McDonald's por mês; 3) quantas Coca-Colas consomem por semana; 4) quantas farinheiras ingerem por mês; etc.

Post Scriptum. Declaração de interesses: nunca fumámos, nem temos qualquer tipo de solidariedade com os fumadores.


Thursday, November 21, 2013

Estudiar el riesgo de diabetes por los ojos


Investigadores del Instituto Karolinska en Suecia han descubierto una forma innovadora de estudiar la regulación de glucosa en el cuerpo: por la transferencia de las vitales células productoras de insulina del páncreas en el ojo. Sus autores prevén que estos resultados, publicados en 'Proceedings of the National Academy of Sciences', tengan un impacto significativo en la investigación de la diabetes.

Friday, November 15, 2013

Dívidas e mais dívidas

Apesar do estrangulamento económico-financeiro dos últimos anos, a situação corrente só está ligeiramente melhorO ministro da Saúde garante que a dívida da saúde nunca foi tão baixa. Em dois anos houve 1.900 milhões de euros de redução. Em Outubro e Novembro serão regularizados mais 400 milhões de euros.

Apesar da melhoria das dívidas a fornecedores, o Ministério da Saúde é incompetente para fazer recebimentosAs companhias de seguro não pagaram 6,1 milhões de euros à Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT). Uma inspecção às suas actividades revelam que actos de gestão dos agrupamentos desta entidade resultaram num prejuízo de 133 milhões de euros.

Apesar da melhoria da situação global, a falta de gestão na saúde continua a penalizar o contribuinte.

Friday, November 08, 2013

Crimes de lesa contribuinte!

A gestão é um eufemismo em muitos sectores em Portugal. Na área da saúde também:

1O ministro da Saúde, Paulo Macedo, revelou hoje que mandou investigar casos de imóveis da area da saúde inaugurados e sem funcionar há anos, aparelhos de diagnóstico que nunca foram usados e instalações sobredimensionadas no Serviço Nacional de Saúde (SNS). "Como é que o SNS - que todos nós reconhecemos que precisa de mais fundos para áreas como a prevenção -- tem equipamentos que nunca foram usados?", questionou-se.


2Sete unidades de saúde gastaram dinheiro em material e equipamentos que nunca utilizaram. A conclusão consta do relatório da Inspeção-Geral das Atividades em Saúde, que analisou 46 unidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS) com o objetivo de otimizar recursos. O documento não refere as verbas gastas. Este levantamento faz parte de uma análise mais pormenorizada ao SNS levada a cabo pelo Ministério da Saúde.

3O documento faz igualmente referência à Unidade Local de Saúde do Norte Alentejo, que apresenta uma lista "de cerca de meia centena de artigos" comprados em 2011 e 2012, mas que "ainda não afetou a qualquer serviço". Entre esse equipamento estão, por exemplo, 12 bombas de infusão volumétrica.

4O Centro Hospitalar Lisboa Norte, o Hospital Francisco Zagalo, em Ovar, e o Centro Hospitalar do Tâmega-Sousa (CHTS) não listaram os equipamentos comprados que ainda não foram usados. O Centro Hospitalar do Algarve diz ter sido impossível fornecer a informação em tempo útil, enquanto o Centro Hospitalar Tondela-Viseu referiu dois equipamentos.

5Um dos aspetos verificados durante o levantamento efetuado pela IGAS diz respeito às unidades que têm equipamentos subutilizados por falta de recursos humanos especializados. No total, foram oito as unidades que responderam ter equipamentos ou material hospitalar nessas condições: Centro Hospitalar do Oeste, Centro Hospitalar do Algarve, Centro Hospitalar do Alto Ave, Centro Hospitalar Tâmega-Sousa, Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga, Centro Hospitalar São João, Centro de Medicina de Reabilitação da Região Centro-Rovisco Pais e Unidade Local de Saúde de Castelo Branco. 


6O relatório conclui que metade das 46 entidades hospitalares tinha, em agosto, equipamento que não estava em funcionamento. O Centro Hospitalar Lisboa Central - inclui os hospitais de São José, Capuchos, Santa Marta, D. Estefânia, Maternidade Alfredo da Costa e Curry Cabral - é um dos casos. Tem parados um angiógrafo, um TAC e um aparelho de RX, pela desativação de serviços na fusão do Hospital Curry Cabral. Sem especificar a quantidade, estão equipamentos do bloco operatório e do internamento de Ginecologia/Obstetrícia do Hospital D. Estefânia.

A falência prossegue.

Sunday, November 03, 2013

A mudança em curso

Nem tudo é mau, no momento presente. A força dos doentes e a Justiça começam a sentir-se:

1A família de um idoso que veio a morrer depois da queda de uma cama num hospital privado em Aveiro, decidiu processar a unidade hospitalar, exigindo uma indemnização de mais de 100 mil euros.  O caso remonta a outubro de 2011, quando o homem, de 84 anos, caiu de uma cama na Cliria, uma unidade do Grupo Espírito Santo Saúde, onde se encontrava a receber tratamento médico, após ter sofrido um acidente de viação. No processo, que começou a ser julgado no mês passado, no Juízo de Grande Instância Cível de Aveiro, os familiares do idoso dizem que na referida queda o doente sofreu um "traumatismo craniano e fratura do colo do fémur". Estas lesões, assim como a pneumonia que, entretanto, o doente contraiu, só terão sido diagnosticadas dias mais tarde nos Hospitais da Universidade de Coimbra, para onde foi então transferido.

2O Hospital de Braga pagou, através da sua companhia de seguros, uma indemnização de 165 mil euros à família da mulher que morreu após ali ter sido submetida a um tratamento de fototerapia, disse à Lusa um advogado do processo. Segundo Severino Santos, advogado da família da vítima, o acordo foi conseguido «com alguma facilidade» e o hospital disponibilizou-se «imediatamente» para facultar acompanhamento a vários níveis, incluindo psiquiátrico, ao marido e aos filhos da vítima. Com este acordo, o hospital evita ir a julgamento.

Sunday, October 27, 2013

Sunday, October 20, 2013

Razões da falência anunciada

A falência de uma nação não tem um fim imediato, pois transporta consigo uma doença que demora a curar. Falam aos portugueses, em "memorandum da Tróika", ou em "intervenção da Tróika", para não parecer que o Estado português não tem autonomia. Muitos dos fundamentos da falência são muitas vezes esquecidos. Importa que as pessoas percebam que a falência tem responsáveis e teve muitos beneficiários. Vejamos algumas causas da queda:

1A Inspeção-Geral de Finanças confirma que as seis farmácias hospitalares devem mais de 16 milhões de euros em rendas em atraso. A Associação Nacional de Farmácias pede o fim desta "iniciativa falhada". A Administração do hospital já interpôs uma ação no Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto para reclamar a dívida de mais de 2,4 milhões de euros contabilizada até ao final de 2012, a que acrescem juros de mora. Mas a ação encontra-se pendente devido a uma providência cautelar interposta pela concessionária. Este é apenas um dos vários imbróglios jurídicos que envolvem as seis farmácias hospitalares abertas durante o Governo de José Sócrates. 

2A antiga farmácia do Centro Comercial Colombo, em Lisboa, estava atolada em dívidas, mas conseguiu manter-se aberta até Novembro do ano passado porque terá usado uma farmácia de Paredes, no distrito do Porto, para ter stock de medicamentos. Com pagamentos aos fornecedores e rendas em atraso, a solução encontrada por um gerente - que fazia a gestão dos dois espaços - terá passado por comprar mercadoria através da Farmácia Ruão, localizada no Norte.

3A denúncia vai mais longe e sugere que os medicamentos poderão ter tido outros destinos além da farmácia de Lisboa. Isto porque os administradores de sociedades de importação e exportação de medicamentos também teriam levantado encomendas no Centro Comercial Colombo. E José Rascão e o filho teriam ligação à administração de algumas dessas sociedades, como a Noweda Pharma, a JSMP4 Pharma, a Rainbowonder e a Orbitomorrow. Algumas delas, com capital de 20 milhões, terão até uma falsa morada, na Avenida de Roma. "O que levanta a possibilidade de os medicamentos encomendados através da Farmácia Ruão, e 'desviados' para Lisboa, terem outros destinos que não apenas a Farmácia Findor, designadamente os apetecíveis mercados dos países africanos, como Angola ou qualquer das sociedades supra mencionadas", sugere a queixa-crime.

Sunday, October 13, 2013

Crime, disse ele!

Há por aí muito distraído que ainda não percebeu porque é que Portugal faliu! Uns acreditam que Portugal deixou de ter sorte. Outros, acham que os restantes europeus deixaram de ser amigos dos portugueses. Outros ainda, acreditam que a globalização foi madrasta dos portugueses (quando foram os portugueses a iniciarem a globalização).

A falência chegou por várias razões: incapacidade de organização; falta de visão e de estratégia; falta de disciplina e de rigor; ou ainda, por fundamentos de corrupção, mais ou menos, generalizada.

Este é apenas mais um casoPaulo Macedo já comentou a alegada fraude na construção do Hospital Pediátrico de Coimbra. Em causa está o consórcio "Somague-Bascol", que terá inflacionado a obra em 27 milhões de euros.

Discute-se até à exaustão, um eventual corte nas pensões de cerca de 100 milhões de euros, quando apenas numa única obra pública, parece que há o trambique de 27 milhões de euros!

Grande Estado português, que tolera e olvida, tamanhos ataques.

Os putativos criminosos até parece que foram criativos: Neste caso a denúncia partiu de um ex-fiscal residente da obra. João Costa da Silva diz que o construtor inventou a existência de um lençol de água e de rocha no terreno que obrigava ao uso de explosivos. Os materiais da obra já começaram a ceder por defeitos no edifício.

O contribuinte é a parte ignorada neste faz-que-faz. Os representantes do Estado, ou seja, os políticos e os altos funcionários do Estado, fingem que se mexem: O Tribunal de Contas abriu um inquérito... o DCIAP de Coimbra também investiga o caso... o Ministro admite irregularidades.

E há ainda quem se interrogue sobre a razão da falência. Pior cego, é o que não quer ver.

Sunday, October 06, 2013

Sextalk

Fonte: aqui.

Sunday, September 29, 2013

Crónicas de uma nação em sufoco

É habitual, ouvir várias classes a queixarem-se. São os funcionários públicos. São os militares. São os polícias. São os sindicalistas. São os empresários. São os médicos. São os enfermeiros. São os pensionistas. Todos reclamam. Todos não querem perder direitos, mordomias, ou regalias.

Os credores da nação, já reafirmaram por várias vezes, que não aceitam o perdão da dívida. Se houver perdão da dívida, a nação ficará no rol das nações incumpridoras, com as inerentes cargas internacionais.

Só os contribuintes portugueses, que têm das maiores cargas fiscais do mundo, não se queixam. Ou pelo menos, não fazem greve ao pagamento de impostos, nem se manifestam publicamente contra o ataque aos contribuintes sérios, uma espécie sofredora.

Até estes cidadãos querem ser um fardo ainda maior para o contribuinte português suaveo Ministério da Saúde não perdoa uma dívida de 59 milhões de euros ao Serviço Regional de Saúde pelo tratamento de doentes açorianos em hospitais do continente.

O que querem os açorianos, numa época de estrangulamento de uma nação sem forças e sem capacidade de inverter uma falência causada por incompetências e por desvios vários?

Friday, September 20, 2013

Contra factos não há argumentos

Num país medianamente remediado, os recursos têm que ser racionalizados e até racionados, por muito que isso custe a muita gente. Portugal não tem ouro, ou petróleo. Portugal não tem marcas globais. Portugal tem um tecido empresarial pouco competitivo. Só resta ao país, gerir bem os recursos que tem. A não ser assim, o passado pobre estará à espreita.

Estes são bons exemplosNo final da semana passada foi noticiado que os Portugueses gastaram menos 50 milhões de euros em medicamentos desde o início do ano até ao mês de Maio, em comparação com o ano de 2012. O Serviço Nacional de Saúde terá também, no mesmo período, poupado 62,5 milhões de euros em comparticipações.

Naturalmente que falta ver, se nesse período, a saúde dos portugueses ter-se-á mantido ou não.

Friday, September 13, 2013

Esperança média de vida: a face do desespero


Enquanto Angola gosta de alardear o seu potencial económico, sobretudo assente no facto de ser o segundo maior produtor de petróleo de África, existe um lado sinistro ocultado pelo boom petrolífero: Angola ocupa a segunda posição mundial na tabela da taxa de mortalidade de menores de cinco anos, com 164 mortes infantis em mil crianças nascidas vivas, indica a UNICEF num relatório hoje divulgado.

Outros países lusófonos não estão muito melhor: De entre os países lusófonos, segue-se a Guiné-Bissau, na 6.ª posição ex-aequo com a República Centro-Africana, com uma taxa de mortalidade de menores de cinco anos (TMM5) -- que representa, nos termos da definição dos indicadores da UNICEF, "a probabilidade de morrer entre o nascimento e exatamente cinco anos de idade, por mil nascidos vivos" -- de 129 crianças em 2012, contra 158 crianças em 2011 e 243 em 1990. Moçambique classifica-se no 22.º lugar da lista, utilizada como "principal indicador dos progressos em direção ao bem-estar da criança", com 90 crianças entre cada mil nascidas vivas a terem elevada probabilidade de morrer nos primeiros cinco anos de vida, em 2012, em contraste com as 103 que se encontravam nessa situação em 2011 e as 226 em 1990, indica o documento.

Wednesday, September 11, 2013

Evolução fundamental na saúde em Portugal

Há muitos rácios importantes para avaliar um sistema nacional de saúde. Contudo, há dois rácios que ilustram bem se a saúde de uma nação vai bem ou mal, e que são, a esperança média de vida e a mortalidade infantil.

Quanto à mortalidade infantil, Portugal ainda vai bem: O relatório sobre as desigualdades na saúde na União Europeia indica que a média entre os 27 no que diz respeito à mortalidade infantil caiu de 5,7 mortes por cada 1000 nados-vivos para 3,9 em dez anos, o que coloca Portugal na sexta posição dos países com menos mortes infantis, lugar partilhado com Espanha e Chipre.

Quanto à esperança média de vida, as coisas estão a piorarQuanto à esperança de vida saudável, Portugal estava na 22ª posição em 2011, com os homens a poder ter 60,7 anos de vida saudável e as mulheres 58,7 anos, ambos valores abaixo da média dos 27: 61,8 e 62,2 anos, respectivamente.

Thursday, September 05, 2013

Exclusividade, naturalmente!

Na generalidade das profissões, as pessoas que trabalham por conta de outrem, têm apenas um patrão. No sector da saúde, não é assim, porque os lobbies são poderosos. E aí, vemos os hospitais vazios, logo após as 12h30m, pois, à tarde, tem que se ir para a Clínica privada.

Agora, retoma-se esta velha temáticaEm entrevista à TVI 24, o líder socialista, António José Seguro, assumiu que, se vier a governar, os trabalhadores na área da saúde terão de escolher entre o sector privado e o sector público.


É evidente que qualquer entidade patronal está livre de definir a sua forma de contratação. Assim como, os trabalhadores estão livres de escolherem caminhos. Ou seja, os que querem servir no SNS, deverão estar apenas por lá. Quem quer ter o seu negócio privado, poderá dedicar-se integralmente ao mesmo.

Monday, September 02, 2013

Smokers Who “Survive to 70″ Lose Many Years of Life


According to a recent press release at the European Society of Cardiology (ESC), individuals who smoke are at considerable risk of mortality, regardless of their age. Until recently, thorough epidemiological studies had not been conducted to determine the relationship between smoking in older generations and mortality risks. However, researchers claim that individuals who survive to 70 years of age are still at risk, and will lose many years of life.

Two research scientists, Dr. Jonathan Emberson and Dr. Robert Clark seized the opportunity to track the health and lifestyles of elderly males, between the age of 66 and 97; 7,000 of these individuals were taken from a population of subjects that took part in a Whitehall study of civil servants from London.
The study calculated what it classified as hazard ratios for each member of the studied population, and factored into the equation the degree to which smoking impacted a subject’s mortality. These results were adjusted to reflect a variety of factors, including an individual’s age, employment status and clinical history of cancer and vascular disease.
Overall, more than 70% of the participants died during the study, which lasted a duration of 15 years, representing a figure of 5,000 men. The two researchers found a hazard ratio of 1.5 for smokers, which denotes a 50% higher death rate in smokers, relative to their non-smoking counterparts.

Tuesday, August 27, 2013

Coutadas


Portugal continua a ser um país feudal. As castas e as coutadas são parte da cultura. Este é só mais um exemploA Ordem dos Médicos (OM) defende que a triagem dos doentes nas urgências dos hospitais deve deixar de ser efectuada por enfermeiros, como acontece há mais de uma década em Portugal, passando a ser assegurada por clínicos experientes. "Um médico acerta mais do que um enfermeiro. Os médicos é que têm formação para fazer diagnósticos", justifica o bastonário da OM, José Manuel Silva.

Para quê levantar agora mais um fait divers, que comprovadamente foi bem ultrapassado, no passado? Será que já se pensa em desemprego médico? Porque não se faz pela vida, em vez de se querer empurrar para fora do jogo, quem consegue demonstrar valor acrescentado?


Tuesday, August 20, 2013

El wi-fi perjudica la salud?


Los expertos reclaman extremar las precauciones con esta tecnología y restringir su uso en las escuelas y espacios públicos.

En este sentido, uno de los estudios epidemiológicos de mayor envergadura que se han realizado sobre la materia, Interphone, donde participaron 13 países, no reveló un aumento del riesgo de dos tipos de tumores -glioma y meningioma- con el uso del teléfono móvil a lo largo de un periodo superior a los 10 años. Sin embargo, se encontraron ciertos indicios de un aumento del riesgo de glioma en las personas con más horas acumuladas de uso del celular. Cardis, investigadora principal del estudio, indica que tampoco es descartable que “hubiera sesgos” en la investigación puesto que la gente que padece un cáncer se suele preguntar cuál ha sido la causa y puede atribuir fácilmente su enfermedad al móvil.

Sunday, July 28, 2013

Negociatas

Há muitos anos, a quando da concretização da Ponte Vasco da Gama, em 1998, foi vendido aos portugueses que as Parcerias Público-Privadas eram o "negócio da China": 1) o Estado português não tinha gastos imediatos; 2) os privados investiam, substituindo o Estado, que não tinha dinheiro para investir; 3) os privados ganhavam alguma coisa. Era a panaceia que os Estados super-endividados queriam!

Agora o resultado é este: Uma auditoria do Tribunal de Contas (TC) aos encargos com as parcerias público-privadas (PPP) de quatro hospitais concluiu que não estão a ser contabilizados cerca de 6000 milhões de euros relativos a 20 anos de serviços clínicos.

Ou seja, alguém varreu as despesas relativas a investimentos públicos para debaixo do tapete. No fundo, dizem-nos que estes hospitais são públicos: Esta análise do Tribunal de Contas incidiu sobre os encargos com as parcerias público-privadas (PPP) dos hospitais de Braga, Vila Franca de Xira, Cascais e Loures, bem como as PPP do Centro de Medicina Física e Reabilitação do Sul e do Centro de Atendimento do Serviço Nacional de Saúde.


A contabilidade criativa manipula sempre: O TC refere que “têm sido divulgados encargos relativos a 10 anos de serviços clínicos, mas tem faltado a quantificação dos encargos com os serviços clínicos que permitirão dar utilidade aos edifícios hospitalares até ao final do seu período previsto de vida útil (30 anos)”.


O que fazer? Perante a incúria do bem público e com os portugueses abúlicos, não se pode fazer mais nada,  para além de continuar a pagar a estes salafrários até à morte!

Wednesday, July 17, 2013

Retratos de um sector


A China apresentou ontem uma longa lista de acusações de corrupção e conduta irregular contra a GlaxoSmithKline, iniciativa que pode sinalizar uma repressão mais ampla nesse lucrativo mercado para as empresas farmacêuticas e médicas.

Em entrevista coletiva ontem, autoridades da divisão de investigação de crimes econômicos do Ministério da Segurança Pública disseram que quatro altos executivos chineses da Glaxo foram detidos por graves violações das leis do país. As autoridades acusaram os executivos de usar agências de viagens como veículos para subornar funcionários do governo, hospitais e médicos, com o objetivo de vender mais medicamentos e a preços mais elevados.

As alegações resultam de uma investigação iniciada publicamente no fim de junho, quando fiscais visitaram vários escritórios da Glaxo, apreendendo documentos e detendo alguns executivos. A investigação atingiu a Glaxo num de seus mercados mais importantes e de mais rápido crescimento, onde mantém mais de 5.000 funcionários e meia dúzia de fábricas e laboratórios de pesquisa.

No entanto, pessoas da área dizem que o setor de saúde na China está submerso em um corrupção sistêmica. Muitas empresas médicas atuam através de intermediários para alcançar mais nichos de um mercado difuso, enquanto os médicos muitas vezes procuram reforçar seus baixos salários por meio de regalias. "A corrupção é considerada por muitos um grande impedimento para as iniciativas de reforma da saúde do governo chinês", disse Jason Mann, especialista em saúde e diretor administrativo da firma de investimentos Konus Capital, em Hong Kong.

Isto acontecerá só na China?!

Tuesday, July 09, 2013

Hospital ou sítio mal frequentado?


É triste, continuar a ver o principal hospital do país, envolto nisto: A Polícia Judiciária efetuou, esta terça-feira, buscas à farmácia de venda livre no perímetro do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, no âmbito de uma investigação que está em curso. As buscas decorreram na farmácia externa ao hospital, que serve o público em geral, disse à Agência Lusa fonte policial.

A história de sucesso da farmácia de Santa Maria, integrada num período sinistro da História de Portugal: Inaugurada a 14 de abril de 2009 - numa cerimónia que contou com a presença do primeiro-ministro na altura, José Sócrates, e a ministra da Saúde Ana Jorge - esta farmácia deveria ter pago uma percentagem das vendas e uma renda ao hospital, o que nunca chegou a acontecer.

Os loucos que criaram esta vergonha, deveriam ser responsabilizados criminalmente. A bem do contribuinte português.

Saturday, June 29, 2013

A culpa morre sempre solteira

Portugal não tem remédio, apenas porque os seus habitantes não querem que as coisas mudem. Depois de evidentes danos causados a pessoas doentes e indefesas, vítimas da irresponsabilidade de uma instituição de saúde do Estado, o Doutor Juíz determinouO tribunal absolveu hoje os dois profissionais de saúde julgados no processo relacionado com cegueira total ou parcial de seis pessoas no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, em julho de 2009.

Perante isto, o que fazer? Nada. Portugal continuará o seu caminho para o abismo. Um país sem rumo. Um país sem Justiça. Um país de pretensos brandos costumes, ou mais apropriadamente, um país frouxo.

O Doutor Juíz, ou não quis saber, ou fingiu que não soube disto:

  • Ao longo de 15 meses de audiências – o julgamento teve início a 02 de fevereiro de 2012 -, ficou a saber-se que a Unidade de Produção de Citotóxicos não tinha manual de procedimentos para a elaboração de medicamentos, nem havia normas na rotulagem dos medicamentos.
  • Ficou ainda a saber-se que os medicamentos eram elaborados e ministrados segundo as orientações verbais da coordenadora do serviço de produção de citotóxicos, e que não havia supervisão e fiscalização dos profissionais que produziam os medicamentos por falta de meios humanos.
  • Ao longo do julgamento, uma ex-inspetora do Infarmed considerou que devia haver mais arguidos no banco dos réus deste julgamento, sobretudo os superiores hierárquicos dos dois arguidos. 
A culpa não é da Tróika, nem do FMI, nem da Comissão Europeia. Os portugueses gostam de elites assim, Doutores Juízes, Doutores em medicina, Administradores hospitalares.

Tudo isto se passou naquele que é apresentado pelos donos do Estado, como o melhor hospital do país, o Hospital de Santa Maria!

As indemnizações pagas às vítimas, determinadas por um tribunal arbitral, foram pagas pelos dinheiros retirados aos contribuintes que ainda pagam impostos em Portugal. Curiosamente, o contribuinte vai pagando tudo, desde a má governação, até à má Justiça. Até quando?

Friday, June 28, 2013

Rankings dos hospitais

Rankings cheira a classificações. Cheira a campeonatos. Cheira a competição. Muita gente que trabalha nos serviços de saúde não gosta de competição. A competição nem sempre deve ser vista como negativa.

Este é o resultado de um campeonatoO Hospital de Braga é, no seu grupo de referência, "o mais eficiente" na gestão das cirurgias programadas, tendo em conta critérios como procura, oferta, transferência, qualidade no acesso e produtividade. A conclusão é do Relatório da Atividade Cirúrgica Programada que teve o ano de 2012 como referência. A classificação foi divulgado pela Administração Central dos Sistemas de Saúde.

O Hospital de Braga é gerido em regime de Parceria Público - Privada (o tal regime que custa a cada contribuinte português, valores astronómicos), entre o Estado português e a José de Mello Saúde. 

Quem não gosta da José de Mello Saúde vai desprezar este resultado. Quem gosta de concorrência na saúde e em todos os sectores, vai gostar de continuar a ver os resultados futuros da avaliação de desempenho dos hospitais portugueses.

Wednesday, June 19, 2013

Crónica de uma falência anunciada

Todos os anos, o mundo académico português relacionado com a saúde, emite um documento, sob a chancela do Observatório Português dos Sistemas de Saúde. Este ano, não foi excepção.

Curiosamente, este ano, o relatório habitual inicia-se com um relato sobre o presente descalabro económico-financeiro de Portugal, iniciado em Maio de 2011. Ou seja, os académicos da saúde parece que perceberam que a falta de recursos do Estado levou à inevitável decadência dos resultados da saúde em Portugal. Parece novidade, mas não é. A falência da nação já indiciava os resultados actuais.

Adiante, depois, o mesmo relatório do Observatório, lista as "tarefas" que o Governo de Portugal tem de executar, por imposição da chamada Tróika. Nada de novo, também. Quem deve, tem que cumprir o que o credor quer. A não ser que deixe de cumprir, e deixe de pagar. Mas, chegados aí, Portugal ficaria (ficará?) sem combustível, sem automóveis novos, sem medicamentos, sem ressonâncias magnéticas, etc.

Depois, na Figura 1, do documento, verifica-se o que foi a loucura vivida no Ministério da Saúde desde 2000, até 2010. Durante este período, o Orçamento da saúde cresceu dos 4.500 milhões de euros anuais, para os 8.700 milhões de euros. Ou seja, os patuscos que ocuparam os cargos de gestão da saúde em Portugal, duplicaram a despesa em 10 anos. Grandes dirigentes. Grande falência.

Voltaremos mais tarde, ao documento publicado pelo Observatório.

Monday, June 17, 2013

Retrato de um ministro popular

Em tempos de dificuldades de uma nação em completo desvario, não é fácil ser-se popular, e onde até seria mais fácil ser-se populista: Paulo Macedo consegue mais do que não ser extremamente impopular enquanto desbasta centenas de milhões de euros em despesa com Saúde - consegue a adulação quase unânime de editorialistas e de líderes de opinião que, mesmo sem saberem o que realmente se passa na Saúde.

E porquê? Porque há aquilo que comummente se chama de bom senso: Paulo Macedo é um executivo rodeado por uma equipa que, em contraste atroz com o que se passa em tutelas como as Finanças, sabe gerir a mensagem e a comunicação.

E mais: 1) o ministro neutralizou de imediato o lóbi que mais problemas lhe poderia causar: os médicos. Um aumento salarial encapotado em tempo de crise profunda tem chegado para comprar a paz; 2) A desintegração do outro lóbi problemático, o das farmácias (muito devido à saída do perigoso e eficaz João Cordeiro), foi um bónus inesperado; 3) Relativamente liberto das corporações mais pesadas (e adiando a polémica reestruturação da rede de saúde para depois das autárquicas), Macedo colocou a maior parte do peso do ajustamento na Saúde em dois alvos fáceis: a indústria farmacêutica e os doentes; 4) De que se fala quando se fala em racionar? Fala-se em ter quotas apertadas para a prescrição de medicamentos melhores e mais caros em patologias dispendiosas (como a diabetes e o cancro), fala-se em quotas para o número de cesarianas (cada vez mais decididas como último recurso), fala-se em comparar médicos pelo que prescrevem e não pelos resultados, fala-se em escolher quem se trata - fala-se, no fundo, de gerir muitas vezes ao arrepio dos melhores interesses dos doentes, sem que estes o saibam.

Num país, em que quem tem desempenhado funções governativas e de dirigentes da administração pública, não tem a mínima noção da gestão de um casebre de gado, parece que ainda há alguém com capacidade e discernimento para conduzir um barco à beira de se despedaçar.

Avé, César!

Sunday, June 09, 2013

Os gloriosos anos loucos

Cada farmácia valia de trespasse entre um e dez milhões de euros. Poderia localizar-se em São João da Madeira ou em Faro. Ultrapassavam-se rácios de quase todos os outros negócios. O trespasse de uma farmácia valeria 3, 4, ou 10 vezes, o volume de facturação anual. Era melhor ter uma farmácia, do que uma mina de ouro na África do Sul.

Correia de Campos, que foi dos poucos ministros da saúde, com algum tino, queria dobrar o forte lobby do retalho farmacêutico. Entre as medidas engendradas para forçar a quebra dos retalhistas de medicamentos veio a ideia peregrina de abrir as chamadas farmácias hospitalares. Os valores licitados para as várias farmácias hospitalares pareciam que no Hospital de Santa Maria, por exemplo, se vendia algo ainda mais raro do que diamantes, tal a barbaridade contratualizada com o Estado, para a abertura da farmácia hospitalar.

Como a vida é dura (sempre foi), os ventos mudaramAs seis farmácias hospitalares do País enfrentam processos de cobrança de dívida que deverão levar ao fecho destes estabelecimentos. Em causa, segundo o Diário de Notícias, estão dívidas de 16 milhões de euros aos hospitais onde se instalaram, nomeadamente no que diz respeito ao pagamento de rendas.

A insanidade toldou os portugueses por demasiado tempo: Pedro Nunes, administrador do Hospital de Faro refere que só em rendas fixas a farmácia deve 517 mil euros. Montante que "nunca foi pago nem os 26% da facturação" e por isso perderiam "uma acção de despejo", acrescenta.

Custa muito a quem não sabe! Os portugueses pensaram que Portugal, ao entrar na União Europeia, teria voltado à gloriosa época do ouro do Brasil.

Tuesday, June 04, 2013

Colonoscopies Explain Why U.S. Leads the World in Health Expenditures


Deirdre Yapalater’s recent colonoscopy at a surgical center near her home here on Long Island went smoothly: she was whisked from pre-op to an operating room where a gastroenterologist, assisted by an anesthesiologist and a nurse, performed the routine cancer screening procedure in less than an hour. The test, which found nothing worrisome, racked up what is likely her most expensive medical bill of the year: $6,385.

That is fairly typical: in Keene, N.H., Matt Meyer’s colonoscopy was billed at $7,563.56. Maggie Christ of Chappaqua, N.Y., received $9,142.84 in bills for the procedure. In Durham, N.C., the charges for Curtiss Devereux came to $19,438, which included a polyp removal. While their insurers negotiated down the price, the final tab for each test was more than $3,500.

Americans pay, on average, about four times as much for a hip replacement as patients in Switzerland or France and more than three times as much for a Caesarean section as those in New Zealand or Britain. The average price for Nasonex, a common nasal spray for allergies, is $108 in the United States compared with $21 in Spain. The costs of hospital stays here are about triple those in other developed countries, even though they last no longer, according to a recent report by the Commonwealth Fund, a foundation that studies health policy.

While the United States medical system is famous for drugs costing hundreds of thousands of dollars and heroic care at the end of life, it turns out that a more significant factor in the nation’s $2.7 trillion annual health care bill may not be the use of extraordinary services, but the high price tag of ordinary ones. “The U.S. just pays providers of health care much more for everything,” said Tom Sackville, chief executive of the health plans federation and a former British health minister.

Colonoscopies offer a compelling case study. They are the most expensive screening test that healthy Americans routinely undergo — and often cost more than childbirth or an appendectomy in most other developed countries. Their numbers have increased manyfold over the last 15 years, with data from the Centers for Disease Control and Prevention suggesting that more than 10 million people get them each year, adding up to more than $10 billion in annual costs.

Sunday, May 26, 2013

O que é uma beterraba?



Réalisée dans les écoles au cours du premier trimestre 2013, une enquête indique que les enfants ne boivent pas assez d'eau, consomment trop d'assaisonnement, ignorent de nombreux fruits et légumes et la composition des aliments transformés comme les frites ou les nuggets.

A table près d'un enfant sur quatre boit du sirop, du jus de fruit ou du soda et seulement 20 % disent ne jamais rajouter de sel ou du sucre dans leur plat. Quant aux sauces mayonnaise et ketchup, ils sont 10 % à déclarer en rajouter systématiquement.

Parmi les fruits et légumes, si les jeunes reconnaissent facilement les poires, les pastèques et les carottes, en revanche ils sont 87 % à ne pas savoir ce qu'est une betterave. Un écolier sur trois ne sait pas non plus identifier un poireau, une courgette, une figue ou un artichaut.

Enfin, un quart d'entre eux ignorent que les frites sont faites à partir des pommes de terre. Quant aux chips, jambon et nuggets, ils sont environ 40 % à ne pas savoir d'où ils viennent et près de la moitié d'entre eux ne sait pas l'origine du steak haché ou du jambon de leur assiette. Quant aux pâtes, ils sont seulement un tiers à savoir comment elles sont faites.

Blood donation is valuable, so why not pay donors?


For nearly 40 years, efforts to compensate people for donating blood have been discouraged by the World Health Organization. In the United States, the American Red Cross says “all blood collected for transfusion in the United States must be from volunteer donors.”

But the authors of an essay published in Friday’s edition of Science challenge the rationale for such policies, which presume that the highest-quality blood comes from altruistic donors. The types of people who would donate blood only if offered compensation (i.e. intravenous drug users) are more likely to be people with bloodborne infectious diseases (i.e. HIV or hepatitis) — or so the thinking goes.

Such concerns are unfounded, write Nicola Lacetera, Mario Macis and Robert Slonim. Among the reasons:

* Donated blood can be screened to make sure it’s safe to use for transfusions.
* By offering incentives to those who show up for a blood drive rather than those who actually donate, there’s little incentive for would-be donors to lie about their health history.
* A field trial in Argentina that offered supermarket vouchers worth roughly $11.50 or $19.20 (in U.S. dollars) boosted blood supply without having any effect on safety.
As the Argentina trial showed, financial incentives work. The economists reviewed 19 cases of “incentive items” being offered to encourage people to donate blood, including coupons, T-shirts, lottery tickets and an extra vacation day. In 18 of those 19 cases, the enticements worked — and the more the reward was worth, the more blood donation increased. The only “incentive” that was a dud was a free cholesterol test.

Tuesday, May 21, 2013

Eutanásia geracional

A hecatombe persiste. Era esperada. Restam-nos os detalhes. Agora, o conceito de "eutanásia geracional"A ARS do Norte divulgou um «indicador» que sugere um máximo de cinco fármacos para doentes acima dos 75 anos, explicando hoje ser esse o número limite «definido internacionalmente» para evitar o agravamento do risco de interações medicamentosas.

O Senhor Presidente da República está próximo da idade determinada pela ARS-Norte: nascido a 15 de Julho de 1939, perfazendo próximamente 74 anos. Na fase terminal do seu mandato, terá o Prof. Cavaco Silva direito a mais do que cinco fármacos por dia?

Sunday, May 12, 2013

Retalhos da vida de uma médica


A coisa está dura. Não vai ficar melhor. Mas, há gente que ainda brincaUma médica de serviço no hospital de Santarém foi surpreendida a jogar computador por uma utente que estava há mais de uma hora à espera para ser atendida no serviço de urgências, sem nenhum outro doente à sua frente.

Apesar do estado comatoso da nação, há quem insista em lutar: A queixosa, Mara Cardoso, que ainda conseguiu tirar uma fotografia com o seu telemóvel à caricata situação, vai apresentar queixa na Ordem dos Médicos e desconfia da validade da exposição que preencheu no Livro de Reclamações que lhe entregaram.

Tudo isto se passa num hospital público: Foram também pedidos esclarecimentos ao Conselho de Administração do Hospital de Santarém, que ficou de devolver o contato, mas não o fez até ao momento.

Pior, foi o tratamento prestado pela prestadora de serviço:"Ainda se exaltou, discutiu comigo e disse-me que eu podia bem esperar duas horas, uma vez que tinha pulseira verde", conta a utente.


O que não tem remédio, remediado está!

Wednesday, May 08, 2013

Médicos: finalmente, um caminho

É verdade. A vida está má. Portugal faliu. Por muito tempo. Não vale a pena, chorar. Não vale a pena, parar. É preciso avançarO ministro da Saúde brasileiro anunciou planos para recrutar milhares de médicos estrangeiros para trabalhar em regiões remotas e onde há maior carência de clínicos no país. A maioria, cerca de seis mil, serão cubanos, mas Alexandre Padilha abriu também a porta ao recrutamento de profissionais de Portugal e Espanha.

Aliás, os próximos patrões dos jovens médicos portugueses, até os elogiam: "Como ministro da Saúde, não vou ficar vendo a situação de Espanha e Portugal – que têm médicos de muita qualidade, que falam português e que vivem uma situação de 30% de desemprego – sem pensar em alternativas de intercâmbio para trazer esses profissionais", anunciou o governante na última terça-feira.

Um outro português emigrado, tão do agrado do Ministro da Saúde do Brasil: As fotografias foram divulgadas pelo próprio Ministério da Saúde do Brasil. Mostram uma reunião de trabalho entre a Octapharma, uma empresa farmacêutica sediada na Suiça, o ministro brasileiro da Saúde, Alexandre Padilha e José Sócrates. Um encontro que decorreu em Brasília, no início de Fevereiro. O ex-primeiro ministro português é, desde dia 1 de Janeiro, presidente do conselho consultivo para a América Latina da multinacional farmacêutica.

Friday, May 03, 2013

Fazer o mesmo, com menos

Após a falência da nação, não há outra hipótese. Até porque, desenganem-se aqueles que acreditam no linguajar dos políticos do poder e da oposição. Nenhuma falência se resolve em poucos anos. O estado comatoso da nação vai demorar gerações.

Sendo assim, só resta trabalhar o mesmo, por menos dinheiroOs hospitais-empresa (EPE) vão perder pelo menos 160 milhões de euros de financiamento no próximo ano. A transferência do Orçamento do Estado para estas unidades de saúde será - e de acordo com as últimas previsões do ministério tutelado por Paulo Macedo - de quatro mil milhões de euros em 2014. Para o ano seguinte a dotação dos hospitais deverá manter-se e só em 2016 está previsto um aumento ligeiro do financiamento, em 24 milhões de euros.

Naturalmente que quem irá pagar esta factura, serão em primeira instância os utilizadores dos hospitais, vulgo doentes. Pois, quem por lá trabalha, provavelmente não vai gostar da situação e vai trabalhar menos. Ou se quisermos, vai ser menos eficiente. O ciclo que deveria ser virtuoso, vai ser vicioso. Os portugueses foram historicamente um povo ingénuo. A ingenuidade não tem que ser má, mas tem sempre um preço a pagar.

Friday, April 26, 2013

Patients may be at risk of over-treatment


Despite a health care system burdened by high costs and patients facing long waits for medical procedures, many Canadians are getting unnecessary diagnostic tests and surgeries that may leave them worse off, physicians say.


Patients in their 40s and 50s who have elective knee-replacement surgery, for example, are at increased risk for early failure of the artificial joint, said Gillian Hawker, a rheumatologist and clinical epidemiologist at the University of Toronto.


Revision surgery to repair the artificial joint is a complex procedure that does not always go well, she said. But try telling that to middle-aged patients who insist they need a new knee or hip so they can ski into their golden years, she added. “They will keep looking until they find a surgeon who will operate,” Hawker said. “Then they have surgery and are surprised that, when you hit a new joint hard, it wears out fast.”


Knee replacement surgery is on a list of procedures under review by Canadian provinces in a recent push to reduce unnecessary medical treatments and diagnostic tests. The Health Care Innovation Working Group, an interprovincial body, is re-evaluating procedures including MRIs, joint replacements and cataract removal to set new guidelines on when such interventions are necessary and when they are of questionable benefit.


In the past two years, “there’s been a groundswell of energy focused on overdiagnosis and overtreatment,” said Alan Cassels, a pharmaceutical policy researcher at the University of Victoria and the author of Seeking Sickness: Medical Screening and the Misguided Hunt for Disease (2012).