Sunday, March 09, 2014
Vale tudo
Friday, November 08, 2013
Crimes de lesa contribuinte!
3) O documento faz igualmente referência à Unidade Local de Saúde do Norte Alentejo, que apresenta uma lista "de cerca de meia centena de artigos" comprados em 2011 e 2012, mas que "ainda não afetou a qualquer serviço". Entre esse equipamento estão, por exemplo, 12 bombas de infusão volumétrica.
4) O Centro Hospitalar Lisboa Norte, o Hospital Francisco Zagalo, em Ovar, e o Centro Hospitalar do Tâmega-Sousa (CHTS) não listaram os equipamentos comprados que ainda não foram usados. O Centro Hospitalar do Algarve diz ter sido impossível fornecer a informação em tempo útil, enquanto o Centro Hospitalar Tondela-Viseu referiu dois equipamentos.
5) Um dos aspetos verificados durante o levantamento efetuado pela IGAS diz respeito às unidades que têm equipamentos subutilizados por falta de recursos humanos especializados. No total, foram oito as unidades que responderam ter equipamentos ou material hospitalar nessas condições: Centro Hospitalar do Oeste, Centro Hospitalar do Algarve, Centro Hospitalar do Alto Ave, Centro Hospitalar Tâmega-Sousa, Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga, Centro Hospitalar São João, Centro de Medicina de Reabilitação da Região Centro-Rovisco Pais e Unidade Local de Saúde de Castelo Branco.
A falência prossegue.
Wednesday, July 25, 2012
A balda no SNS continua
- No ano passado, o IGAS detectou 374 casos de médicos com vínculos a unidades dos Serviço Nacional de Saúde (SNS) e que simultaneamente estavam contratados à tarefa, com regime de prestação de serviços, pelas mesmas entidades, de acordo com o relatório de actividades de 2011 da IGAS.
- Actualmente ainda existem hospitais a pagar 60 euros à hora a médicos contratados à tarefa, o que significa o dobro do máximo estipulado há um ano pelo secretário de Estado da Saúde.
Tuesday, July 24, 2012
As esperadas duplicidades
- Foi apurado que muitos clínicos acumulam salários, estando vinculados ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) e prestando também serviços no local de trabalho ou ainda em outros locais públicos.
- “Foram sinalizadas situações de médicos que têm relação jurídica de emprego no SNS e que simultaneamente acumulam enquanto prestadores de serviço nos seus próprios serviços ou noutros”, afirmou a IGAS.
- Conforme a análise, a 31 de dezembro de 2011, constavam 2938 contratos de prestação de serviços em unidades de saúde pública e em grande parte destas a renumeração não é tabelada de acordo com o valor/hora do serviço prestado.
- Foram apenas quatro unidades em cada dez analisadas que confirmaram controlar todos os impedimentos de acordo com a legislação em vigor, a qual regula a contratação de médicos por meio da prestação de serviços.
A propósito, o que andam a fazer os chamados "Conselhos de administração" dos hospitais?
Monday, July 02, 2012
O descontrolo total II
Thursday, June 28, 2012
O descontrolo total
Wednesday, October 26, 2011
A gestão do caos
Wednesday, June 22, 2011
A banalização da fraude
Monday, June 13, 2011
Farwest em Portugal
Sunday, June 12, 2011
Más práticas médicas II
Monday, April 11, 2011
Erro ou negligência médica: uma tendência imparável
Monday, April 04, 2011
Se fossem só 22
Sunday, March 28, 2010
Medicina dentária
Sunday, August 16, 2009
A Administração cega?

Sunday, May 17, 2009
Falta de controlo das infecções
- Dos 68 hospitais e centros hospitalares do Serviço Nacional de Saúde, dez instituições, que representam 15 por cento do total, reconheceram que não dispõem de “políticas e procedimentos de prevenção e controlo de infecção”, apesar de apenas duas não possuírem uma Comissão de Controlo da Infecção (CCI).
Como? Então, há hospitais que têm Comissões de Controlo da Infecção, e não dispõem de procedimentos para controlar as infecções? Então, para que servem as tais Comissões?
Pior, até se verifica isto: A inspecção concluiu que 18 por cento das CCI, órgãos de assessoria técnica das administrações, não fazem vigilância epidemiológica de acordo com os padrões do Plano de Prevenção e Controlo de Infecção.
Anda muita gente em Portugal, a fingir que trabalha. E o contribuinte paga!
Wednesday, May 13, 2009
Piratas da Malásia
Sunday, May 10, 2009
Hospital de Faro: mais uma vez
Monday, April 20, 2009
A ética está nas ruas da amargura
Tuesday, March 24, 2009
É a negligência!
- só uma minoria dos hospitais (7,58 por cento) detém seguros de responsabilidade profissional.
- O inquérito da IGAS pretendeu ainda monitorizar o erro médico em 68 hospitais do Serviço Nacional de Saúde. E as conclusões não são animadoras: mais de metade dos estabelecimentos admitiu não ter protocolos escritos de prevenção de erros médicos e só um terço disse possuir sistemas informatizados de alerta e prevenção de riscos.
Sunday, February 01, 2009
Palavras malditas: negligência médica
- A Inspecção-Geral das Actividades de Saúde movimentou 2388 processos de natureza disciplinar e pré-disciplinar, em 2007.
- Se tivermos em conta que só no livro amarelo o mesmo ano registou 39 652 reclamações (metade direccionadas aos médicos), percebemos a abissal distância entre a sociedade civil e o resultado das suas queixas.
Ou seja, das quase 40.000 reclamações feitas por doentes e familiares, apenas foram levadas a sério pelo IGAS, cerca de 5% das reclamações. As restantes 95% foram para o lixo! Dito isto, valerá a pena reclamar?
Vejamos mais: Em termos práticos, no ano de 2007 aplicaram-se 62 penas disciplinares, a maioria de repreensão escrita (e não dependente de prévio processo disciplinar), dirigidas em 60% aos médicos. Em causa esteve a assiduidade, as deficiências e omissões nos registos clínicos e a assistência médica.
E isto, ainda constrange mais: Mas no mesmo relatório anual de actividades do IGAS não se diz quantos casos de negligência médica foram, de facto, provados. Aliás, palavras como erro e negligência médica praticamente não aparecem. Quando muito, fala-se em "alegada assistência negligente".
Pior é ainda o que se diz aqui: "Há uma diferença grande entre existir negligência e prová-la. Na maioria esmagadora das vezes, não se prova a negligência. É muito difícil", atalha Pedro Nunes, acrescentando que, "numa percentagem muito elevada, há uma relação de igualdade, sendo a voz de um contra a de outro".
Naturalmente que há também um grave problema, de que não se fala neste artigo, que é o facto de os doentes não terem na maioria dos casos, apoio judiciário para se defenderem perante uma classe importante, mas demasiado poderosa, numa sociedade portuguesa ainda com tiques feudais!
Ou seja, há uma grande oportunidade para os jovens advogados começarem a defender os interesses dos doentes fragilizados e mal tratados. É que para o Bastonário da Ordem dos Médicos, negligência é isto: "sendo a negligência a falta de prestação de cuidados".
Nós, que não somos juristas, achamos que a simples falta de prestação de cuidados, não é a única fonte de negligência médica. Negligência médica pode ser o que aqui se escreve: falta de diligência, preguiça, incúria, desmazelo, desleixo.
A informação será a arma dos doentes objecto de negligência médica.
Post Scriptum: não temos nada de especial contra os profissionais médicos, não podendo contudo, classificá-los fora do âmbito dos outros cidadãos.

