Monday, December 31, 2007

Friday, December 28, 2007

A insustentável leveza da saúde

É habitual ouvirmos falar de encerramentos de serviços de saúde. Para nós, o nascimento e morte de serviços é tão normal como o nascimento e a morte das pessoas!

Depois, vamos ouvindo falar de novos hospitais. Vários hospitais: Hospital de Todos-Os-Santos, Hospital de Cascais, novo Instituto Português de Oncologia (Lisboa), etc. Ouvimos, voltamos a ouvir, mas hospitais novos, não vemos nenhum. Parece que o último hospital aberto foi o Centro Hospitalar do Litoral Alentejano (Santiago do Cacém), já lá vão uns tempos!

Há hospitais que já deviam estar fechados, é certo, porque estão semi-vazios, como é o caso do Hospital de Tomar! Há outros hospitais que já deviam estar encerrados, por falta de condições de sobrevivência humana. Mas, não fecham! Há hospitais que têm um ou outro Serviço mais novo, mas na sua grande parte são miseráveis. Existem até hospitais que tiveram as cantinas encerradas por falta de higiene!

Mas, ninguém fala de uma coisa: será que a maioria dos portugueses está satisfeita com os seus cuidados de saúde? Não, não estamos a falar sobre o que o Ministro pensa! Estamos a falar de um estudo de opinião sério, mas não feito por uma qualquer "Eurosondagem"!

Pois, mas o Ministro mais impopular do governo, que parece que fez um Mestrado em Economia, só pensa em coisas mais materiais, tais como:
  • O fecho dos Serviços de Atendimento Permanente (SAP) e a diminuição das comparticipações do Serviço Nacional de Saúde (SNS) em medicamentos e meios de diagnóstico e terapêutica vão permitir ao Ministério da Saúde poupar, pelo menos, 330 milhões de euros em 2008.
  • 56 SAP vão encerrar, isso significa que o Estado arrecada 30 milhões de euros.
  • A somar a essa verba juntam-se 150 milhões de euros – correspondem a 0,1 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) – que não vão ser canalizados para a comparticipação de medicamentos e outros 150 milhões de euros – 0,1 por cento do PIB – que não serão destinados à comparticipação dos meios de diagnóstico e terapêutico, como análises clínicas, Raios X, TAC (tomografia axial computorizada) e electrocardiogramas.

Senhor Ministro, pedimos-lhe o favor de ser honesto até ao fim e, em consequência, pedir à maioria parlamentar que o suporta para alterar o artigo 64º da Constituição da República Portuguesa, que garante uma saúde tendencialmente gratuita aos portugueses.

Uma coisa seria certa, poderíamos ter menos saúde, mas sentíamo-nos a viver com a realidade e a seriedade, e não com miragens e mentiras!

Thursday, December 27, 2007

Hospital de Todos os Santos

Por alguma razão haveremos de ter a imagem do país das "obras de Santa Ingrácia"! Ou seja, é habitual que uma obra comece um dia, ou antes, seja anunciada um dia, e se concretize muitíssimo tempo depois! Mesmo que hajam Santos pelo meio.

Lá vamos nós assistindo a mais um anúncio de obras do "governante de serviço", neste caso o mais impopular dos Ministros, Correia de Campos. Nem sempre, popularidade significa coisa boa.

Vejamos mais um anúncio pomposo que faz salivar o tão amaldiçoado, mas sempre hiper-protegido lobby do betão. Seja lá o que isso for!


Quem nos dera a nós, ter notas de 20 euros, por cada dia que passar sobre os 5 anos prometidos para a construção da obra! Não ficaríamos ricos, mas....

Diz o tal Ministro impopular: «Este hospital terá tudo aquilo que tem um hospital terciário, inclusivé (unidade de) grandes queimados», disse Correia de Campos, adiantando que o projecto do novo centro hospitalar é «uma agregação física de uma unidade que sempre existiu no tempo dos hospitais civis de Lisboa».

Estamos já a imaginar umas torres de 25 andares no lugar do Hospital dos Capuchos e um Hotel Hilton no lugar do actual Hospital de S. José!

Não há Santos que nos valham!

Post Scriptum: Mesmo com a aprovação do novo Tratado de Lisboa, o futuro Hospital de Todos os Santos deverá ser aberto ao público, lá para 2020, ainda antes do Aeroporto da OTA - Alcochete!

Wednesday, December 26, 2007

Sunday, December 23, 2007

Quem mente, não tem direito a prenda de Natal

Diz um Edil que: presidente da autarquia de Anadia, acusa o ministro da Saúde, Correia de Campos, de «se ter portado mal» neste processo, por ter dito que «ia tratar o concelho diferente porque era um caso diferente». «Nunca me disse que encerrava as urgências», garantiu, acrescentando que se sente «enganado».

Será verdade, Senhor Professor?

Olhe que quem mente, não tem direito a prenda de Natal!

Friday, December 21, 2007

O sonho comanda a vida

A generalidade dos hospitais portugueses caracterizam-se por serem "hospitais de retalhos", que é como quem diz, têm zonas absolutamente novas e zonas absolutamente decadentes. Têm zonas humanizadas e têm zonas miseráveis.

Depois, lá se vão construindo alguns hospitais, sendo muitos deles fruto de maléficos lobbies locais, como é o caso do Hospital de Tomar ou do Hospital de Torres Novas.

Como somos um país de poetas e de sonhadores, vemos esta notícia, e sentimo-nos a sonhar:
  • O novo Hospital de Todos-os-Santos – que substituirá os hospitais de S. José, Santa Marta, Capuchos, Desterro e Estefânia que compõem o actual Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental (CHLO) – já tem garantido um terreno de 95 mil metros quadrados na zona da Bela Vista, ao lado de Chelas.
  • O Todos-os-Santos vai ter 789 camas – para substituir as mais de mil do CHLO, que têm uma ocupação de 70% – e será organizado segundo um modelo inovador. Os tradicionais serviços hospitalares vão deixar de existir, estando o hospital dividido por áreas.
  • A área de cirurgia, por exemplo, inclui a ortopedia, a cirurgia plástica, a neurologia, etc. As camas vão ser todas em quartos individuais – que deverão estar preparados para duplicarem esta capacidade, se for preciso.
  • O novo hospital terá uma forte vertente universitária, com um centro de ensino e um centro de investigação, um auditório e salas de alunos.

O pior é a realidade: As dívidas do Estado aos fornecedores em 2006 aumentaram 19 por cento em relação ao ano anterior e, no caso do Ministério da Saúde aumentaram 32,6 por cento.

Paciente

Fonte: aqui.

Thursday, December 20, 2007

Hospital do Algarve: para as calendas!


Resposta das hostes governamentais: Aldemira Pinho confirmou que a obra «foi uma bandeira do PS» e concluiu: «Nós continuamos a acreditar no nosso Governo e que em 2012 o Hospital Central do Algarve vai ser uma realidade».

Comentário nosso: quem diz 2.012, também pode dizer 2.022! O que é facto, é que o Algarve continua a ser mal servido pelo Hospital de Faro.

Wednesday, December 19, 2007

Gestão Ibérica da saúde

Não temos nada contra Espanha. Gostamos de lá estar e até somos dos que acham que uma convivencia maior, com a necessária autonomia, não seria mau para Portugal. Até porque, a economia se impõe, quer os portugueses gostem ou não de nuestros hermanos.

Na saúde, já se avalia uma certa fusão de serviços. Primeiro foram as experiências das maternidades, em particular a de Badajoz.

Agora isto: Mais de 400 profissionais de cirurgia, um quarto deles do Alentejo e os restantes da Extremadura espanhola, receberam formação em Cáceres (Espanha), nos últimos quatro anos, em técnicas de saúde inovadoras, graças a um projecto transfronteiriço.

Será que a economia nos vai obrigar a ser uma região autónoma da Ibéria? Se sim, não será o Professor Correia de Campos o interlocutor dos Conselleros de Sanidad das Regiões Autónomas da Cataluña ou da Estremadura?

Post Scriptum: O projecto, denominado SURGENET - Rede Cirúrgica Extremeño-Alentejana, é co-financiado pelo programa comunitário transfronteiriço INTERREG III e tem como objectivo melhorar, nos dois lados da fronteira, a qualidade dos cuidados cirúrgicos prestados aos doentes.

Tuesday, December 18, 2007

Monday, December 17, 2007

Pay for performance

A Grã - Bretanha tem o NHS. Portugal tem o SNS. O SNS não tem qualquer parecença com o SNS, mas Correia de Campos segue tudo o que se faz por lá. Algumas idéias poderão fazer sentido, outras nem por isso. Mas, independentemente de fazerem ou não sentido, importa ter o bom senso (o que será isso?), de aplicar medidas que se ajustem à realidade portuguesa.

Vejamos mais esta "importação" do NHS: Os médicos dos hospitais públicos vão começar a ser remunerados em função da produtividade já durante o próximo ano, confirmou hoje à agência Lusa fonte oficial do Ministério da Saúde.

O que significará, ser pago em função da produtividade? Uma assalariada do Professor Correia de Campos lançou algumas pistas: «A intenção do Ministério é avançar com essa iniciativa durante o próximo ano, mas não há ainda qualquer data concreta», declarou à Lusa a assessora de imprensa do ministro Correia de Campos.

E alvitra-se esta solução: Para a remuneração baseada na produtividade contabiliza-se o número de consultas ou cirurgias feitas por cada médico.

Cuidado com as idéias copiadas rápidamente, é que ainda vamos ver doentes a serem operados várias vezes ao ano. Ou então, um doente que é atendido de manhã, ainda poderá ser atendido à tarde!

É preciso ter bom senso. Mas, concordamos que os médicos ou quaisquer outros funcionários não podem estar em "roda livre"!

Thursday, December 13, 2007

Sociedade Prozac: outra vez!


De acordo com dados do Infarmed - Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, no ano passado foram gastos 81,94 milhões de euros em medicamentos para ajudar a dormir ou para combater a ansiedade.

Os mesmos dados indicam que os portugueses consomem anualmente cerca de 20 milhões de embalagens deste tipo de comprimidos, o que dá uma média de duas embalagens por cada português.

Post Scriptum: Será que a leitura do novo Tratado de Lisboa não poderá substituir um qualquer soporífero?

Wednesday, December 12, 2007

Foguetes antes de festa!

Sempre nos aconselharam a deitar foguetes durante a festa. Mas, os políticos que governam Portugal, são muito dotados de capacidade de marketing. Para nosso azar, o marketing preferido pelos políticos portugueses, é a propaganda, e até em muitas circunstâncias a charlatanice!

Vejamos mais este "fim de festa", antes tão propagandeado pelo Governo Sócrates: O ministro da Saúde, Correia de Campos, confirmou ontem a notícia do Diário de Coimbra, de que a farmacêutica Medinfar recuou na construção da primeira unidade de produção de vacinas anti-gripais em Portugal, projectada para Condeixa-a-Nova e que deveria estar concluída em 2008.

Antes, veja-se a quantidade de foguetes que os Senhores Ministros deitaram:
  • O projecto, lançado em Janeiro de 2006 através de um memorando de entendimento assinado entre a Medinfar e a Agência Portuguesa de Investimento (API), previa a criação de uma fábrica de vacinas para a gripe, orçada em 27 milhões de euros, que podia também fabricar as futuras vacinas contra a variante humana da gripe das aves.
  • Os Ministérios da Saúde, Economia e Ciência e Tecnologia associaram-se à cerimónia de assinatura de acordo entre a API e a Medinfar em Janeiro de 2006, a qual contou com a presença dos três titulares daquelas pastas.
  • Na mesma cerimónia Correia de Campos destacou o «interesse nacional» do projecto e a importância estratégica de Portugal estar preparado para uma eventual pandemia de gripe, pois se essa ameaça se concretizar «cada país jogará no seu egoísmo nacional», disse.

Então, e se vier a "gripe do Dr. George", perdão, a "gripe da aves"?

Será que não há dignidade em quem afirma que governa Portugal? Ou se quiserem, pudor? Ou ainda, vergonha?

Post scriptum: as inaugurações devem ser realizadas, após a construção das obras!

Hospital Central

Fonte: aqui.

Tuesday, December 11, 2007

A busca do impossível

Quem trabalha na saúde, sabe que o grau de exigência dos doentes é cada vez maior. Ninguém aceita ter dores. Ninguém aceita sofrer. Toda a gente quer ser bem servida.

Do outro lado, há inevitavelmente, a gestão do possível. Ou dito de outra forma, tem que se saber gerir recursos, sob pena de virmos a gastar quase tudo em saúde e não termos recursos para comer.

O equilibrio é o ideal, mas é difícil de atingir.

Toda a gente percebe, que o SNS tenta copiar, para o bem e para o mal, o NHS Britânico. Desde a sua criação. Veja-se onde já vai o NHS, para perceber quais serão as próximas medidas de Correia de Campos ou do seu sucessor.

A contenção do NHS vem agora da gestão da frota de ambulâncias. Sim, é verdade, vejamos aqui:
  • The government is putting lives at risk by encouraging the use of one-person ambulance cars to meet crude targets.
  • From next April, ambulance trusts must ensure that 75% of serious emergencies are reached by paramedics within eight minutes.
  • The target has forced trusts to increase the number of so-called "solo responders" at the expense of traditional ambulances crewed by two paramedics.

Vejamos o que diz este blogger, condutor de ambulâncias: Tom Reynolds, a London ambulance driver who blogs about his experiences, said of the new target: "I can turn up after eight minutes and save someone's life and the job will be counted as a failure. If I turn up before eight minutes and someone dies, it's a success."

É preciso ter bom senso, antes de se realizarem racionalizações. É evidente que a saúde não pode existir a todo o custo, até porque todos acabaremos por morrer, mais cedo ou mais tarde. Mas, precisa-se de bom senso!

Monday, December 10, 2007

As boas e as más notícias

A boa notícia: A mortalidade infantil em Portugal atingiu o ano passado o valor mais baixo de sempre, de 3,3 óbitos em cada mil nascimentos, anunciou hoje o ministro da Saúde.

A má notícia: Centenas de receitas estão a ser devolvidas às farmácias por alegados erros de preenchimento, em alguns casos da autoria de médicos ou administrativos, o que levou a Associação Nacional das Farmácias a criar um serviço para garantir os pagamentos.

Mas, não é que a má notícia, afinal até é boa: O preenchimento incompleto dos cabeçalhos das receitas, a aplicação errada de vinhetas ou o recurso incorrecto à legislação que garante maiores reembolsos são alguns dos erros apontados pelas Administrações Regionais de Saúde (ARS) para devolverem as receitas às farmácias e, logo, não procederem ao pagamento do montante com que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) comparticipa esses medicamentos.

Afinal, começam a aparecer os primeiros sinais de controlo no Ministério da Saúde. Na era da informação, já é tempo dos Senhores Doutores preencherem as receitas dos medicamentos como deve ser. É que os medicamentos são muito caros e os erros também custam caro.

Sunday, December 09, 2007

Pela boca morre o peixe

O Ministro da Saúde, Correia de Campos, tem fama de ser um incontinente verbal. Não que isto signifique má educação. Não. Apenas significa que não tem controlo na sua boca.

Disse Correia de Campos, que nunca entraria num SAP. Disse Correia de Campos, que não apresentaria Orçamento Rectificativo. Disse Correia de Campos, que as Unidades de Saúde Familiar (USF) representariam a quintessência dos cuidados primários.

Quanto aos SAP, uns fecham sem alternativa, outros vão continuando a existir. O Tribunal de Contas veio dizer recentemente, porquê que não há Orçamento Rectificativo, simplesmente porque as contas da saúde estão "marteladas". Quanto às USF's, também temos novidades.

Vejamos isto: Falta de espaço e condições de trabalho aquém do que seria desejável. Foi com estas limitações que inaugurou, em Dezembro de 2006, a Unidade de Saúde Familiar (USF) de Santa Maria, na Benedita. Um ano depois, as obras prometidas para as instalações continuam por realizar.

Então, Senhor Ministro, as USF's seriam a modalidade adequada para modificar integralmente a má imagem e a ineficiência dos cuidados primários, e afinal abrem-se USF's em estado de degradação?

Professor Correia de Campos seria bom que falasse menos e mostrasse mais trabalho feito. Os contribuintes agradeceriam. Ou então, sempre pode regressar à Escola, onde como se costuma dizer , "quem não sabe fazer, ensina".

Friday, December 07, 2007

Thursday, December 06, 2007

Como?


Será que este Senhor, de nome, António Silva Pinheiro, tem as dívidas do hospital de que é o Presidente do Conselho de Administração, em dia? Ou seja, não deve nada aos Laboratórios Farmacêuticos? Ou aos serviços de segurança?

Wednesday, December 05, 2007

Hospitais de retalhos

Vamos irregularmente a hospitais do SNS. Há de tudo. Hospitais aceitáveis. Hospitais decadentes. Hospitais semi-vazios (como é o caso de unidades do Centro Hospitalar do Médio - Tejo).

Mas, o que mais nos deixa tristes, é a existência de "hospitais de retalhos"! E o que são "Hospitais de retalhos"? São do tipo que aqui vem descrito:
  • «Ainda temos serviços, como o de Medicina, por exemplo, com enfermarias de oito camas e onde 35 doentes dispõem apenas de uma casa de banho, muitas vezes sem condições», lamentou António Ferreira.
  • Por outro lado, acrescentou o responsável, temos o Serviço de Cirurgia Torácica, completamente renovado, com enfermarias de três camas e casa de banho privativa e com circuitos diferenciados para doentes, para profissionais e para visitas.
  • O responsável referiu ainda que um terço do hospital já está renovado, outro terço está a ser intervencionado - inclui a construção do novo serviço de pediatria, actualmente deslocado para contentores - avançando, por último, a renovação da Ala Central do edifício.

Isto é, como se a nossa cozinha fosse o máximo de inovação e de funcionalidade, e a casa de banho fosse um antro de lixo! Ou ainda, como se andássemos vestidos de fato e gravata, e andássemos descalços!

Será que quem está à frente destes hospitais, não percebe isto?

Depois, vêm sempre com esperanças vãs, a médio - prazo, sobretudo a pensar que não vão ser eles a cumprirem a promessa: O presidente do Conselho de Administração do Hospital de S. João, do Porto, anunciou hoje que até 2011 aquela unidade hospitalar ficará totalmente renovada e com infra-estruturas de referência.

Os avanços da ciência

Todos sabemos que a ciência e a tecnologia têm contribuido para a melhoria da qualidade de vida das pessoas. No entanto, para que a vida seja melhor para a maioria, houve muita gente que sofreu com as experiências iniciais.

Onde queremos chegar? Aqui: O DIAP do Porto está a investigar a morte de três doentes durante um ensaio clínico no Hospital de S.João, Porto, depois de o Ministério Público ter deduzido acusação contra um médico devido a um quarto óbito.

Ou seja, parece que houve mortes causadas por medicamentos em fase de experiência. Estas situações não são tão anormais, quanto parecem. Pois, muitos dos doentes que experimentam novas tecnologias médicas ou farmacológicas, estão muitas vezes condenados a uma vida curta ou a uma vida difícil.

Contudo, há situações mais complexas que importa salvaguardar. Vejamos mais detalhes:
  • «Além da morte da minha mãe, participei ao Ministério Público, à Inspecção-Geral de Saúde e à Comissão de Ética do Hospital S.João, no Porto, a morte de mais três pessoas que participaram no ensaio clínico do medicamento «Humira», realizado em 2003», disse à Lusa o filho da vítima, Fernando Moreira.
  • Durante a investigação à morte de Felícia Moreira, o DIAP constituiu arguidas cinco pessoas: o médico em causa, dois responsáveis pelo laboratório Abbott e duas clínicas do Hospital S. João.

Mas, é necessário reflectir sobre isto: «O laboratório não tem dúvidas de que o remédio 'Humira' foi o responsável pela morte da minha mãe porque, pouco tempo depois de ter pedido esclarecimentos à Alemanha (onde está sedeada a farmacêutica), a empresa quis pagar uma indemnização de um milhão de dólares para que o processo não avançasse», disse o filho de Felícia Moreira.

Tuesday, December 04, 2007

Mais uma estocada nos serviços públicos de saúde


Como? A ADSE é mais cara do que um Seguro de Saúde? Há, de certeza, muito má gestão nos serviços, pois é preciso não esquecer que as Seguradoras são entidades com fins lucrativos, coisa que parece não ser a ADSE!

O uso da comunicação no serviço de saúde


Haverá algum espanto, perante tal evidência? Não, evidentemente.

Esperamos é que o Ministério da Saúde procure agilizar mais a comunicação com os doentes, promovendo mais a prevenção e evitando que as pessoas encham as urgências.

Toda a gente sabe que uma parte significativa das urgências hospitalares seriam evitadas com melhor comunicação com as pessoas e com melhor interacção com os cuidados primários.

É em aspectos como este, que achamos que existe muito espaço para melhorar o SNS, mesmo com orçamentos reduzidos.

Monday, December 03, 2007

Será este um sinal de fim à vista do SNS?

Já todos sabemos que o negócio da saúde é crescente. Aumenta o número de internados em hospitais privados. Aumenta o número de consultas de especialidade. Aumenta o número de exames.

Sabemos, através do seu Relatório e Contas, que a José de Mello Saúde ganha dinheiro com a saúde. Também sabemos, pela experiência dos EUA, que o negócio da saúde não é tão bom como parece, na óptica do prestador hospitalar. Vejamos o que se passará por cá, daqui por uns anos!

Ou será que o Prof. Correia de Campos está a tentar acabar com o SNS? Na perspectiva dele, está a defende-lo, quando fecha maternidades ou urgências. Gostávamos de ver "rolar cabeças" onde a gestão é ineficiente, em vez do encerramento puro e simples de serviços! Mas, se calhar teríamos que começar pelo Ministro......

Vejamos esta notícia:
  • Até 2009, Portugal passará de uma oferta de duas mil para cinco mil camas hospitalares no privado. Ou seja, um quinto das actuais vagas públicas, fruto de pelo menos 22 investimentos lançados desde o ano passado.
  • um investimento exponencial num sector que já passou dos mil milhões de euros de facturação - vai atrás das classes menos desfavorecidas aquelas que, insatisfeitas com a oferta pública, compram seguros. Dois milhões de portugueses. Para já.
  • tirando Mirandela, os futuros hospitais privados estão a nascer nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, em Coimbra, no Minho, em Vila Real e no Algarve.
  • "O que se verifica é que em zonas de maior desenvolvimento, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) não dá a resposta mais adequada às necessidades dos cidadãos", explica Teófilo Leite. O filão, assumido, é o dos seguros de saúde. "Cerca de 20% da população portuguesa já têm um seguro de saúde. Porquê? Porque não está satisfeita com o SNS. Se estivesse, não iria gastar mais dinheiro num seguro".

Estaremos cá, para ver os próximos capítulos do fim de uma "das conquistas de Abril"!

Friday, November 30, 2007

Thursday, November 29, 2007

Mistificações na China

Ninguém tem orgulho em possuir HIV/ SIDA. É evidente.

Muita gente evita fazer o teste de SIDA. É lamentável.

Não compreendemos, contudo, a persistência em reconhecer situações que eventualmente nos possam envergonhar. Mas, este síndroma é global, na era da Globalização.

O governo chinês teima em querer escamotear a enorme bolha de SIDA, pois parece mal (!) a um país que cresce tanto económicamente, estar conotado com uma doença pouco recomendável.

Vejamos a realidade: The number of people estimated to be living with HIV in China has risen to 700,000, says a report released Thursday by the United Nations and the Chinese government.

E mais detalhadamente, ficamos a conhecer melhor a realidade:
  • There were 50,000 new cases in 2007, mainly among intravenous drug users and sex workers, says the report by Unaids.
  • The report also notes that the number of HIV cases officially reported still remained at 223,501 - far lower than the estimated total in part because of people's reluctance to seek testing in China.
  • HIV gained a foothold in China largely due to unsanitary blood plasma-buying schemes and tainted transfusions in hospitals.
  • After years of denying that AIDS was a problem, China's leaders have shifted gears dramatically in recent years, confronting the disease more openly and promising anonymous testing, free treatment for the poor and a ban on discrimination against people with the virus.
  • Khalid Malik, the UN coordinator in China, said HIV/AIDS remained a "large challenge" in China. "The issue of stigma and discrimination is really a complex challenge," he said. "We have to address this challenge at many different levels, including general education and general media."

É difícil esconder a realidade no mundo da comunicação virtual.

Wednesday, November 28, 2007

Pior cego é o que não quer ver!

Fonte: aqui.

A contra-informação e a mistificação

A droga ou se quiserem os estupefacientes, são um tema complexo em todo o mundo. Não é um problema de ricos ou de pobres. É uma batalha constante e eterna.

Tudo isto a propósito de dois relatórios sobre a situação da toxicodependencia e da sua relação com a SIDA/ HIV, em Portugal.

Vejamos o que nos diz o relatório do Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependencia:
  • Portugal continua a ser o país da União Europeia com maior incidência de sida e de transmissão deste vírus entre toxicodependentes, segundo conclui o relatório de 2007 do Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência (OEDT).
  • «Portugal continua a ser o país com maior incidência de sida relacionada com o consumo de droga injectada, com 36 novos casos estimados por milhão de habitantes em 2005, quando em 2004 referia apenas 30 casos por milhão».
  • Em relação ao HIV, Portugal detém o mais elevado índice de transmissão entre toxicodependentes, com 850 novas infecções diagnosticadas.

Vejamos agora o que nos diz o relatório do IDT (Instituto da Droga e da Toxicodependencia):

  • O presidente do Instituto da Droga e da Toxicodependência afirmou hoje os dados do Observatório Europeu que apontam Portugal como o país com maior incidência de VIH entre Consumidores de Droga Injectável «são muito diferentes» das estimativas portuguesas.

E, já agora esta outra notícia:

  • Portugal reforçou este ano a tendência decrescente das infecções de VIH/Sida entre toxicodependentes, apesar de os casos associados ao consumo de droga injectável atingirem 45% do total e colocarem o país no topo das cifras negras europeias.

E também uma outra "obra" realizada pela Câmara Municipal do Porto, que o IDT decidiu deixar de financiar: A polémica continua na cidade do Porto, com o Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT) a assegurar que nunca quis acabar com o programa «Porto Feliz». Em entrevista ao PortugalDiário e Rádio Clube, o presidente João Goulão assegurou que se tratou de uma decisão de Rui Rio, numa altura em que se negociava uma abordagem da problemática da droga na cidade.

Infelizmente, chegamos à conclusão que quem está à frente de vários organismos públicos, como é o caso do IDT, prefere continuar a mistificar a realidade, mas continuando a gastar dinheiro sem nenhuns resultados alcançados. E quando alguém consegue, como a Câmara do Porto, logo se corta no orçamento, com o grande argumento do momento, "por razões orçamentais"!

Poupem-nos, vão-se embora!

Tuesday, November 27, 2007

A Globalização chegou ao SNS

Há muito desemprego de Universitários, é o que vamos lendo nos jornais. Cada vez mais, os licenciados investem na sua formação, para emigrarem ou terem funções indiferenciadas.

Mas, por outro lado, existe isto: Um em cada dez profissionais de Saúde no Alentejo é estrangeiro.

Como? Então, na saúde, importamos licenciados? Porquê que será?

Lemos mais:
  • Dos 2365 médicos e enfermeiros em funções nos hospitais e centros de saúde da região, com vínculo contratual com o Ministério da Saúde, mais de 200 não são portugueses.
  • Nos hospitais e centros de saúde de Portalegre predominam os profissionais espanhóis. Mas também trabalham técnicos oriundos do Brasil, Ucrânia e Angola. No total, são 106 os profissionais estrangeiros no distrito.
  • Espanhóis e angolanos estão em maioria no distrito de Évora, mas também há profissionais brasileiros, moçambicanos e moldavos.
  • A maioria dos 45 médicos estrangeiros em Beja é espanhola. Existem também alemães, holandeses, cabo-verdianos e moldavos.

Mas que raio, fecha-se a Maternidade de Elvas, para se terem filhos em Badajoz, e agora também temos as Nações Unidas nos hospitais do Alentejo?

Mas, o que anda a fazer o Ministério da Saúde e o Ministério do Ensino Superior? Parece que andam a formar alunos para o desemprego, para depois importarem alguns tipos de licenciados!

Que falta de gestão há neste país! Será que há gestores na condução de Portugal? Duvidamos. Perdão, temos a certeza que não há gestão no Estado da Nação!

Post Scriptum: queremos deixar claro que não temos nada contra os emigrantes que vivem em Portugal. Mais, Portugal tem todo o dever de aceitar todos os emigrantes, pois sempre foi e continua a ser um país com uma grande diáspora.

Monday, November 26, 2007

O Relatório assassino

A Democracia só funciona se houver uma forte componente de correcção, em cada altura que se detectam erros graves, de outra forma, começa-se a criar a impunidade, ou dito de outra forma, vale a pena ser incompetente.

O Relatório do Tribunal de Contas, sob o título "Acompanhamento da Situação Económico Financeira do SNS 2006", tem o condão de vir a público confirmar que não há gestão no SNS e concomitantemente no Ministério da Saúde. É grave que assim aconteça, até porque este Ministério é o que gere a maior fatia do Orçamento de Estado.

O Ministro da Saúde tem-se mostrado sucessivamente arrogante e convencido, quer por ele, quer pelos seus "meninos", sejam eles os Secretários de Estado, alguns dos Presidentes dos Hospitais - EPE, e até o mui pomposo Presidente da Administração Central dos Sistemas de Saúde (entidade que substituiu o defunto IGIF de tão má memória, que até foi objecto de avaliação tão negativa, que o Professor Correia de Campos sentiu a necessidade de lhe mudar o nome).

Ora, quando se aposta tudo na equipa, devem-se tirar as conclusões quando a equipa produz resultados tão fracos. Não vamos aqui falar do encerramento indescriminado de SAP's ou de maternidades, não vamos aqui falar do aumento das comparticipações dos medicamentos, ou das Taxas de Punição por internamento hospitalar, vamos dar apenas enfase às conclusões do Tribunal de Contas, que até o Professor Correia de Campos veio dizer que concordava com elas.

Vejamos então o sumo das conclusões:
  1. Na falta de informação económico-financeira consolidada respeitante ao universo das entidades que integram o SNS, abrangendo os dois subsectores, SPA e SEE, desenvolveu-se uma análise com base nos dados agregados produzidos pelo IGIF/ACSS, I.P., no âmbito do acompanhamento por si efectuado.
  2. As conclusões ficaram prejudicadas em virtude de os documentos produzidos pelo IGIF/ACSS, I.P., não mencionarem qualquer justificação relativamente aos factos e acontecimentos mais relevantes, nem aos de carácter extraordinário que influenciaram de forma significativa as suas demonstrações financeiras e respectivos indicadores.
  3. A informação económico-financeira consolidada do SNS quer de 2005 quer de 2006 continua a não dar uma imagem verdadeira e apropriada da situação financeira e dos resultados do conjunto das entidades que integram o SNS, em virtude de a actual metodologia de consolidação de contas não garantir que o resultado dessa informação seja exacto e integral, não só devido às limitações inerentes ao tratamento das relações económico - financeiras inter-institucionais, como também, por não incluir os fluxoseconómico-financeiros globais do SEE.
  4. Continua a não existir um balanço consolidado do SNS.

Senhor Professor Correia de Campos, ao fim de mais de quatro anos no exercício da função de Ministro da Saúde (cerca de dois anos com António Guterres e mais de dois anos com José Sócrates), se o Senhor tivesse a dignidade que se exige a pessoas que desempenham cargos públicos, só lhe deveria restar a saída, sobretudo pelo que se alude no ponto 4. Há empresas em Portugal, que têm um orçamento tão complicado como o SNS, e no entanto têm-no consolidado há muito tempo!

Thursday, November 22, 2007

A verdade vem sempre ao de cima

Já vimos escrevendo por aqui, que o Ministério da Saúde anda a fazer sucessivas mistificações. É fácil de as ver, sobretudo para quem percebe alguma coisa sobre gestão.

Claro que, quem tem o poder na mão, tem mais facilidade em fazer mistificação junto de uma comunicação social dócil (resumida a 4 ou 5 grupos de comunicação) e de jornalistas quase iliteratos.

Depois, os Deputados da nação evidenciam, com uma ou outra excepção, dois defeitos mortais: excessiva aquiescência perante os seus Chefes e incapacidade de análise de gestão.

Mas, de tempos a tempos, lá aparece uma ou outra entidade, mais abalizada e mais independente, como o Eurostat, o Tribunal de Contas ou o Provedor de Justiça, e vêm pôr o dedo na ferida. E a ferida começa a infectar! E na saúde, que é a principal fatia de gastos públicos, a infecção pode agravar!

Vejamos as primeiras cenas de um capítulo que vai ser longo:
  1. No final do ano passado, as dívidas do Serviço Nacional de Saúde (SNS) atingiram os dois mil milhões de contos (serão mesmo contos? ou euros?), mais 40,9% do que os valores atingidos no final de 2005.
  2. Estes números constam de uma auditoria, feita pelo Tribunal de Contas, ao estado financeiro da Saúde pública, nos dois primeiros anos de Governo de José Sócrates e constituem um retrato devastador do sector.
  3. Nas conclusões da auditoria, que hoje chegaram ao Parlamento, o tribunal chama a atenção para o facto de a informação prestada pelo Ministério no âmbito desta auditoria poder não ser fiável.
  4. «As entidades com maior volume de créditos a receber eram, em 2006, os hospitais EPE, os quais registaram um decréscimo de 11,9%» em relação ao ano anterior. Também as dívidas destes hospitais atingiram os 846,5 milhões de euros, mais 52% do valor da dívida apurada em 2005».
  5. De uma maneira geral, e segundo o TC, a situação económica do SNS «agravou-se em 2006, tanto nos resultados operacionais como nos resultados líquidos».
    Este agravamento é da ordem, respectivamente, dos 233% e 290%, respectivamente, quando comparados com os resultados apurados em 2005.
  6. O Tribunal de Contas considera, finalmente, que a informação económica-financeira do SNS, quer relativa a 2005, quer a de 2006, «continua a não dar uma imagem verdadeira e apropriada da situação financeiras e dos resultados das entidades que integram o SNS».

É natural que o Professor Correia de Campos venha dizer que afinal não é bem assim, que os critérios são outros, que a leitura não é a adequada......e se for preciso até diz que os números dele é que estão certos, e que todas as outras Entidades não percebem nada do que é o SNS!

Pois, alguém vai pagar a grande mistificação. Nós até sabemos quem é. Infelizmente.

Post Scriptum Aliás, a vergonha é tal que se diz isto: O ministro da Saúde, Correia de Campos, em declarações à agência Lusa, não quis comentar o teor deste relatório, tendo, no entanto, dito estar «optimista face aos progressos na gestão financeira» do SNS.

Turismo da saúde Ibérico

Gostamos de falar em inovação. Gostamos de falar de empreendedorismo. Gostamos de falar de novas opções para as pessoas.

Já tínhamos ouvido falar de turismo da saúde, para várias regiões do mundo. Em Portugal, e de forma explícita, ainda não tínhamos visto nada. Até agora, já que podemos ver esta oferta: Iberian Medical Tourism Network.

E o que é que se oferece? Médicos. Hospitais. Especialidades.

Depois, todo o Portugal, para visitar.

Chama-se Fly2doc.

Wednesday, November 21, 2007

Sistemas de saúde alternativos

O SNS português não é mau. É verdade. Mas, também é verdade que é insustentável, face á pressão de lobbies e à grande falta de gestão do sector da saúde.

Como se costuma dizer, se os recursos são sempre escassos mesmo quando são bem geridos, fará se existir uma atitude de desleixo, então não há recursos possíveis.

Nos países mais desenvolvidos, o tema é discutido e não existe uma solução. Isto é, não há um modelo de sistema de saúde ideal. Há sistemas melhores e sistemas piores. Só isso.

Vejamos o que aqui nos dizem, sobre os exemplos de alguns dos mais ricos países do mundo:
  • America, a nation prone to love at first sight with seductive health-care fixes, is now falling for the systems of the Netherlands and Switzerland.
  • Though media accounts lump the systems of Switzerland and the Netherlands together, they are profoundly different. There are things to be learned from each, though neither presents a complete model the U.S. should emulate.
  • The Swiss and Dutch systems share one terrific feature -- universal coverage.
  • Both (Swiss and Dutch) achieve universal coverage using private sector insurers, at far lower cost than the U.S. -- 12% of GDP for Switzerland and 10% for the Dutch, versus a staggering 15% for the U.S. in 2003.
  • The Swiss are required to buy health insurance themselves, using their own money -- they account for 65% of health care expenditures. If individuals cannot afford it, most Cantons transfer funds to them.
  • The Dutch government, in contrast, funds consumers to purchase their own health insurance to a much greater extent -- five million people in the country are on some sort of government dole. Thus, when the Dutch buy their insurance, they may think they are using other people's money.

E os resultados:

  • The Swiss have lower health-care inflation -- 2.8% versus 4.1% for the Dutch and the U.S. from 1996-2003 -- and substantially more in the way of health-care resources. And Switzerland tops the world in most measures of user satisfaction.

É bom olhar para os bons exemplos e aprender com eles. Aliás, os Americanos concluem que a sua experiência dos anos 80, do managed care, falhou, e por isso, na actual campanha para a Presidência a "health care coverage" é um dos assuntos mais discutidos.

Tuesday, November 20, 2007

SIDA: a triste realidade em 2007

A ONU emitiu o seu Relatório Anual sobre a evolução da SIDA/HIV. Os números são maus, vejamos alguns deles:

  • Number of people living with HIV in 2007: 33.2 million.
  • People newly infected with HIV in 2007: 2.5 million.
  • AIDS deaths in 2007: 2.1 million.

Vejamos alguns números por regiões do globo:

  • Sub-Saharan Africa: 22.5 million.
  • Middle East and North Africa: 380 000.
  • South and South-East Asia: 4.0 million.
  • East Asia: 800 000.
  • Oceania: 75 000.
  • Latin America: 1.6 million.
  • Caribbean: 230 000.
  • Eastern Europe and Central Asia: 1.6 million.
  • Western and Central Europe: 760 000.
  • North America: 1.3 million.

Quanto a Portugal, esta referência não é muito abonatória:

  • In Western Europe (excluding the United Kingdom), the number of annual reported new HIV diagnoses almost tripled between 1999 and 2005 (from 7497 to 19 476), but declined significantly in 2006 (to 16 316).
  • The largest number of diagnoses were reported in France (where routine reporting only started in 2003 and where 5750 HIV infections were newly diagnosed in 2006), Germany (2718) and Portugal (2162).

Monday, November 19, 2007

How does gene therapy work?

Fonte: aqui.

In most gene therapy studies, a "normal" gene is inserted into the genome to replace an "abnormal," disease-causing gene.

Sunday, November 18, 2007

A mistificação dos números: outra vez

Lemos isto: O Serviço Nacional de Saúde (SNS) deverá fechar o exercício de 2007 com um «lucro» de 10 milhões de euros.

Como? O SNS dá lucro? O que significará o SNS dar lucro? Agora os Ministérios são como as empresas?

Lemos mais:
  • a estimativa inicial apontava para um défice de 57,2 milhões de euros, segundo dados do Ministério da Saúde.
  • o secretário de Estado da Saúde, Francisco Ramos, disse que a previsão inicial «já era um bom exercício do orçamento», mas há «a perspectiva de fazer melhor, tendo em conta os dados» mais recentes relativos a Setembro».
  • Em termos de acumulados, o Ministério prevê um saldo negativo de 176 milhões de euros, o que representará uma diminuição de 66,8 milhões de euros em relação ao défice acumulado no final de 2006.
  • Este resultado traduz ainda uma evolução positiva em relação aos 220,7 milhões de euros que o Ministério previa aquando da apresentação do Orçamento do Estado (OE) para 2007.

Este tipo de entrevistas dos Responsáveis do Ministério da Saúde, ou são mal trabalhadas pelos media (neste caso, a Lusa), ou são propositadamente lançadas para os media para confundirem a opinião pública.

Por um lado, é dito que o SNS tem lucro. Depois, é referido que gasta abaixo do que estava orçamentado. E finalmente, acaba com esta "pérola": Confrontado com o agravamento das dívidas à indústria farmacêutica - em Setembro já ultrapassam os 800 milhões de euros - Francisco Ramos admitiu que o Ministério deve «muito dinheiro» mas considera que não há necessidade de recorrer ao fundo de tesouraria, criado este ano para pagar a fornecedores, com uma «reserva» de 200 milhões de euros.

Sinceramente, merecemos melhores media e melhores políticos! Sobretudo, que saibam o que digam e o que escrevem.

Friday, November 16, 2007

Começou a batalha

Todos conhecemos a Família Mello e o seu peso histórico na sociedade portuguesa. Muito fez de bem, também vai deixando alguns descontentes.

Tudo isto, a propósito disto: A administração do Hospital Fernando Fonseca (Amadora-Sintra), liderada pela José de Mello Saúde, recebeu esta semana uma carta do ministério da Saúde denunciando o contrato de gestão e confirmando que o mesmo terminará a 31 de Dezembro de 2008.

Iniciou-se uma batalha entre o Estado e o Grupo Mello, um dos poucos grupos empresariais portugueses com dimensão e com capacidade de gestão.

Vejamos mais: Há cinco anos que não há contas validadas do Hospital Amadora-Sintra.

Como? Há cinco anos que não há contas validadas? Sem qualquer menosprezo, estaremos nós a chegar ao Burkina Fasso? Ou ao Ruanda? O Estado português têm um Hospital, que é dos maiores do país, em concessão há cinco anos, e não faz as contas?

Onde está o Senhor Professor Correia de Campos? Onde está aquele manancial de Altos Dirigentes do Ministério da Saúde, ARS, Altos Comissariados, Comissões e afins? O que fazem afinal estas pessoas?

Vale a pena ler isto: Depois de meses de negociações amigáveis, a ARS e o grupo Mello não chegaram a um entendimento sobre os pagamentos pelos cuidados de saúde prestados por aquele hospital - o único público com uma gestão privada. O grande diferendo é relativo à actividade de 2002 e 2003, quando estava ainda em vigor o primeiro contrato - que veio a ser substituído por se entender que tinha várias deficiências.

A consequência pode ser esta: o Estado arrisca-se a ter de pagar 18,5 milhões de euros, caso seja dada razão à entidade gestora.

Claro que o Prof. Correia de Campos, através da denúncia do contrato, está a querer impôr a sua Lei! Mas, veremos se tudo isto não terá uma qualquer contrapartida nas Estradas de Portugal!

Wednesday, November 14, 2007

Saúde mental: precisa-se!

Mais uma Comissão no sector da saúde, vem dizer que há muita coisa para fazer e há muita coisa mal feita: O nível médio de qualidade dos serviços públicos de psiquiatria está na «faixa inferior do razoável», indica um relatório da Comissão Nacional para a Reestruturação dos Serviços de Saúde Mental, a apresentar sexta-feira no III Congresso Nacional de Psiquiatria.

E diz-se mais: O mesmo relatório refere que a qualidade ao nível do ambulatório é inferior à das unidades de internamento, num momento em que a tendência de prestação de cuidados é cada vez mais a inversa e que as áreas mais críticas de incumprimento de critérios e padrões de qualidade centram-se a nível de recursos humanos e organização administrativa.

Mas, em outro sítio, um Reponsável da área psiquiátrica diz isto: É há muito consensual que o tratamento dos doentes psiquiátricos deve ser feito em hospitais gerais, e isto foi provado por diversos estudos.

Quanto à integração dos doentes mentais, parece que não é um sucesso: O principal problema não é a integração mas o modo como ela foi feita, sem qualquer planeamento. Os serviços de psiquiatria têm todas as competências médicas mas, tirando algumas excepções, não estão preparados em termos de gestão e autonomia para responder aos problemas da comunidade.

Nós já há algum tempo que vimos alertando para a quase inexistência de gestão nos meios de saúde. Apesar das tentativas do actual Ministro, a situação permanece na essência na mesma. Ou seja, há mais Comissões, mais Relatórios e os resultados são muito fracos!

Só continuam a ganhar os mesmos, os que vendem prozac!

Tuesday, November 13, 2007

Nem uma urgência fechou


Perante tal facto, que o Ministério da Saúde não desmentiu, ficam aqui as nossas perguntas:
  1. Não fechou nenhuma das "urgências" que se previam que fechasse, porque o Ministro concedeu que errou?
  2. O Ministro Correia de Campos, que é habitualmente o mais impopular dos Ministros, terá visto aqui uma forma de subir nas sondagens?
  3. Será que o Ministro Correia de Campos tem medo dos poderes autárquicos (ou caciqueiros, como alguns lhe chamam)?
  4. O Engenheiro Sócrates avista as eleições, e prefere não perder mais votos?

Seja qual for a resposta, estas ou outras, fica mal a qualquer poder, afirmar uma coisa e não a fazer! A não ser que admita que errou! Ainda não ouvimos nada.

Monday, November 12, 2007

Banda gástrica no SNS

Diz o Director Geral da Saúde que a banda gástrica vai ser comparticipada a 100% no SNS: O Serviço Nacional de Saúde (SNS) vai passar a comparticipar na totalidade as cirurgias de colocação de banda gástrica.

E diz ainda que, o Estado irá pagar mais de 4.507 euros por cada intervenção cirúrgica, mais do dobro do montante que comparticipava até agora. Os hospitais públicos vão ainda reforçar o número de cirurgias bariátricas realizadas.

Não somos contra a medida. Mas, gostaríamos de ver um autentico fundamentalismo contra as gorduras e a má alimentação. Isso deveria começar precisamente, na alimentação dos refeitórios e cantinas públicas, nomeadamente nos hospitais.

Infelizmente, vamos investir agora que o mal está feito. Seria mais produtivo, investir antes do mal acontecer, através de prevenção!

Porque será que o Governo só é fundamentalista contra o tabaco?

Porque não taxar as gorduras como se taxa o tabaco e o álcool? Fica a sugestão, para a Direcção Geral de Impostos!

PS Nós não fumamos, e achamos que o fundamentalismo contra o tabaco é adequado.

Sunday, November 11, 2007

Tanta obesidade

É terrível estar perante o monstro da obesidade, num mundo em que milhares de pessoas morrem de fome, todos os meses.

É a sociedade de consumo que promove, através da forte promoção de má alimentação, a obesidade. Ou seja, dá muito lucro a muita gente, que hajam cada vez mais obesos.

A propósito, descobrimos que até há uma "Plataforma Contra a Obesidade", em Portugal, e que esta "Plataforma" é mais uma "Comissão" do Ministério da saúde. Tanta Comissão tem este Ministério. Não admira que o orçamento da saúde represente 10% do PIB!

O Responsável da dita "Plataforma" diz isto: Uma das prioridades é reduzir a prevalência do excesso de peso, designadamente no que respeita à obesidade infantil. Um terço das crianças portuguesas têm excesso de peso. Nos adolescentes, é um quarto.

Bonitas palavras de mais um Presidente de uma Comissão! E os bolos que se vendem nos hospitais, serão livres de gorduras? E as batatas fritas que se comercializam nas escolas terão pouco teor de sal?

Bem prega Frei Tomás!!!

Friday, November 09, 2007

Pacemaker

Fonte: aqui.

Thursday, November 08, 2007

A mistificação dos dentes!

Gostamos de verdade. Não gostamos de aparências. Não gostamos de mistificações. Gostamos ainda menos de mistificadores!

Tudo isto a propósito desta "pérola": o relatório do OE2008 limita-se a adiantar a saúde oral como "domínio prioritário, especialmente focalizado na prevenção da doença de modo a que alguns segmentos da população, em particular crianças, grávidas e idosos com baixos rendimentos, possam ter dentes saudáveis".

Vamos ao portal do Ministério da Saúde e vemos com mais detalhe a tal "pérola": Pela primeira vez, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) vai integrar um Programa Nacional de Saúde Oral, que vai alargar ao conjunto das crianças de 6 a 12 anos a intervenção de prevenção da cárie dentária realizada nas escolas, assegurar a cobertura de 65 mil grávidas e aumentar os apoios aos idosos beneficiários do complemento solidário na aplicação de próteses.

Senhor Professor Correia de Campos, perguntamos-lhe: quantos portugueses vão ser abrangidos pelo novo Programa Nacional de Saúde Oral? 150.000? 200.000? Estamos ou não a fingir que o Serviço Nacional de Saúde presta serviços na área oral? Estamos definitivamente a fingir, Senhor Ministro!

Mais valia dizer aos portugueses, a ladaínha habitual, "não há dinheiro, não há higiene oral"!

É que com medidas destas, estamos a contribuir para a imagem do Serviçozinho Nacional de Saúde para pobrezinhos! Ou dito de outra forma, só recebem o cheque-dentista os pobres.....indigentes e grávidas! Por amor de Deus.

Vejamos o que se passa em alguns países Europeus:
  • Em Inglaterra, diz, toda a gente tem acesso à saúde oral, com diferentes níveis de co-pagamento em função do rendimento.
  • em Espanha, todas as crianças têm cuidados gratuitos até aos 18 anos, idade a partir da qual se entende que a prevenção é responsabilidade individual.

Wednesday, November 07, 2007

New watchdog

Nós chamamos-lhe "Entidade Reguladora", os Britânicos chamam-lhe "Watchdog".

Seja como for, o Primeiro Minitro Gordon Brown, face a uma imensa teia de instituições que andam à volta da saúde, decide impôr ordem em multiplas casas, com mão de ferro, senão vejamos a notícia: A new regulator with powers to fine hospitals and shut down wards will be created under legislation set out today in Gordon Brown's first Queen's Speech.

Vejamos mais detalhes:
  • The Care Quality Commission will bring together the functions of the existing Healthcare Commission, the Commission for Social Care Inspection and the Mental Health Act Commission.
  • It will also be equipped with a stronger remit to "inspect, investigate and intervene" where hospitals are failing to meet hygiene standards.
  • The integrated regulator, to be set up under a forthcoming Health and Social Care Bill, will cover adult social care as well as health services.

É importante, que os Governos, que vão estando perante desafios maiores e mais complexos, consigam ter controlo sobre alguns desvarios que vão existindo. E a Grã - Bretanha está a fazê-lo.

Por cá, ainda recentemente, tivemos o escandalo do encerramento de várias cantinas de hospitais, e não tivemos conhecimento de qualquer penalização para a Administração das respectivas instituições. Se não há penalização, o crime compensa.....

Tuesday, November 06, 2007

A nutrição e a publicidade

Fonte: aqui.

Finalmente, descobriu-se que se faz muita publicidade enganosa, no que diz respeito à alimentação. Mais vale tarde do que nunca. Parece que vem aí nova legislação sobre o que deve ser mencionado na publicidade à alimentação.

Vejamos o que aqui se diz: Figuras públicas como Fátima Lopes, Júlio Isidro ou Rosa Mota vão deixar de poder dar a cara na publicidade aos alimentos que alegam resultados benéficos para a saúde também chamados de funcionais, em consequência de um conjunto de restrições emanadas da União Europeia sobre estes produtos.

Evidentemente, que não se deve poder dizer que o alimento X faz bem ao colesterol, se não se tem qualquer prova de tal facto! Tal como um medicamento que diz que não causa "vício", e se vem a verificar que causa "vício", tem que ser retirado do mercado.

Somos favoráveis ao mercado. Somos abertos a novas idéias e novos modelos. Não podemos é aceitar a idéia da "venda de gato por lebre"! E como sabemos, não podemos deixar tudo por conta do livre arbítrio!

Como acreditamos mais no que fazem e pensam os burocratas de Bruxelas, do que nos políticos de Lisboa, esperamos ansiosamente pelas próximas novidades da legislação que vai limitar a publicidade à alimentação, sem fundamento....

Monday, November 05, 2007

Prevenção na Saúde?

A saúde é um assunto que abre "telejornais", que fideliza leitores de jornais, ou que até já é tema de programas de rádio.

São tantos os assuntos, das "maternidades de auto-estrada", ás listas de espera de cirurgias, passando pela inexistência de Dentistas no SNS.

Curiosamente, pouco se fala de prevenção, com excepção do tabaco. Vejamos estas duas notícias, que nos dizem que há tanto para se fazer no Ministério da Saúde:

Perguntamos nós, o que anda a fazer o Ministério da Saúde? Sim, porque no caso da diabetes, muito pode ser feito antes da doença eclodir! Por exemplo, que tipo de alimentação se serve nos hospitais e escolas públicas? Começando pelas gorduras, em bolos e bebidas ou batatas fritas. Isto para não se falar nos recentes encerramentos das cantinas em alguns dos principais hospitais portugueses, por falta de higiene.

Quanto à toxicodependência, só ouvimos falar em "metadona" e "salas de chuto", mas quando chegamos à realidade dos números, verificamos que os pomposos nomes, como "IDT" servem para abandonar as pessoas na rua! Se assim é, mais vale reduzir os custos que o Estado tem com organismos deste tipo! Encerre-se e sempre se poupam alguns impostos.