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Wednesday, September 11, 2013

Evolução fundamental na saúde em Portugal

Há muitos rácios importantes para avaliar um sistema nacional de saúde. Contudo, há dois rácios que ilustram bem se a saúde de uma nação vai bem ou mal, e que são, a esperança média de vida e a mortalidade infantil.

Quanto à mortalidade infantil, Portugal ainda vai bem: O relatório sobre as desigualdades na saúde na União Europeia indica que a média entre os 27 no que diz respeito à mortalidade infantil caiu de 5,7 mortes por cada 1000 nados-vivos para 3,9 em dez anos, o que coloca Portugal na sexta posição dos países com menos mortes infantis, lugar partilhado com Espanha e Chipre.

Quanto à esperança média de vida, as coisas estão a piorarQuanto à esperança de vida saudável, Portugal estava na 22ª posição em 2011, com os homens a poder ter 60,7 anos de vida saudável e as mulheres 58,7 anos, ambos valores abaixo da média dos 27: 61,8 e 62,2 anos, respectivamente.

Monday, June 27, 2011

Os restos da miséria lusa

Desde o fim do Império Colonial português, Portugal tem tentado criar uma teia lusa a nível global. Infelizmente, os resultados não são os melhores, apesar de muitos dos países de língua portuguesa serem até bafejados pela Mãe Natureza. Vejamos o que se passa, por exemplo, em Moçambique:
  • O relatório de 2010 sobre "Pobreza Infantil e Disparidades em Moçambique"  refere que 44 por cento das crianças moçambicanas sofrem de desnutrição  crónica e a média mais alta regista-se na província de Cabo Delgado, com  59 por cento dos menores a enfrentar esse problema.
  • A situação da criança em Moçambique é também grave ao nível da mortalidade  infantil, pois 141 crianças entre mil morrem antes de completar cinco anos.  Dessas mortes, 33 por cento são provocadas por malária, aponta a UNICEF.
  • Em todo o país, indica o relatório, 48 por cento das crianças passam  por pelo menos duas ou mais privações severas, 11 por cento das raparigas  com idades entre 11 e 15 anos estão infetadas pelo HIV/SIDA e 70 por cento  dos alunos conhecem casos de abuso sexual nas suas escolas.
  • A UNICEF constatou na sua pesquisa que 52 por cento de raparigas com  menos de 18 anos estão casadas e 22 por cento de crianças entre 5 e 14 anos  trabalham.
O que é que Portugal tem que ver com isto? Tem, e muito.

Entretanto, lemos isto: Além do aumento do custo de vida, a EIU adverte que a explosão mineira, liderada pela extração de carvão na província de Tete pelas grandes empresas mundiais, poderá "acentuar as desigualdades e aumentar a frustração entre a maioria da população", que não beneficia diretamente.

Monday, December 10, 2007

As boas e as más notícias

A boa notícia: A mortalidade infantil em Portugal atingiu o ano passado o valor mais baixo de sempre, de 3,3 óbitos em cada mil nascimentos, anunciou hoje o ministro da Saúde.

A má notícia: Centenas de receitas estão a ser devolvidas às farmácias por alegados erros de preenchimento, em alguns casos da autoria de médicos ou administrativos, o que levou a Associação Nacional das Farmácias a criar um serviço para garantir os pagamentos.

Mas, não é que a má notícia, afinal até é boa: O preenchimento incompleto dos cabeçalhos das receitas, a aplicação errada de vinhetas ou o recurso incorrecto à legislação que garante maiores reembolsos são alguns dos erros apontados pelas Administrações Regionais de Saúde (ARS) para devolverem as receitas às farmácias e, logo, não procederem ao pagamento do montante com que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) comparticipa esses medicamentos.

Afinal, começam a aparecer os primeiros sinais de controlo no Ministério da Saúde. Na era da informação, já é tempo dos Senhores Doutores preencherem as receitas dos medicamentos como deve ser. É que os medicamentos são muito caros e os erros também custam caro.

Saturday, August 11, 2007

O (não) exemplo da saúde nos EUA

Os EUA são ainda a maior economia do mundo. Representam cerca de 25% do PIB mundial. Tal economia, gasta cerca de 17% na saúde dos seus habitantes (na sua componente pública e privada). Como se diz em inglês, what a huge ammount of money.

E resultados? Vejam o que aqui nos dizem:
  • A baby born in the United States in 2004 will live an average of 77.9 years. That life expectancy ranks 42nd.
  • Andorra, a tiny country in the Pyrenees mountains between France and Spain, had the longest life expectancy, at 83.5 years, according to the Census Bureau. It was followed by Japan, Macau, San Marino and Singapore.
  • The shortest life expectancies were clustered in Sub-Saharan Africa, a region that has been hit hard by an epidemic of HIV and AIDS, as well as famine and civil strife. Swaziland has the shortest, at 34.1 years, followed by Zambia, Angola, Liberia and Zimbabwe.

Apesar de tudo, o facto da Suazilândia ter uma esperança média de vida de 34 anos, deixa-nos muito tristes.

Mas, vejamos a causa de tão fraco resultado dos EUA, quanto à sua esperança média de vida:

  • Adults in the United States have one of the highest obesity rates in the world. Nearly a third of U.S. adults 20 years and older are obese, while about two-thirds are overweight.
  • "The U.S. has the resources that allow people to get fat and lazy," said Paul Terry, an assistant professor of epidemiology at Emory University in Atlanta.
  • Racial disparities. Black Americans have an average life expectancy of 73.3 years, five years shorter than white Americans.

Outro resultado dramático, para quem gasta tanto dinheiro em saúde:

  • Forty countries, including Cuba, Taiwan and most of Europe had lower infant mortality rates than the U.S. in 2004. The U.S. rate was 6.8 deaths for every 1,000 live births. It was 13.7 for Black Americans, the same as Saudi Arabia.

Diz o Prof. Murray, da University of Washington: "The starting point is the recognition that the U.S. does not have the best health care system. There are still an awful lot of people who think it does."

Monday, December 11, 2006

Vitória do Serviço Nacional de Saúde

Temos criticado o SNS, pelo seu descontrolo de gestão e pelas suas ineficiências.

Contudo, há pontos muito fortes no SNS, como aqui se refere:
  • Portugal é um dos países do Mundo com uma mais baixa taxa de mortalidade infantil.
  • Em 2005, o País registou cinco mortes em cada mil crianças.
  • Dos 180 países analisados, Portugal é o 13.º com a taxa mais baixa.
  • Portugal é um dos países do Mundo com a esperança média de vida mais elevada, 78 anos.

Neste relatório da UNICEF relatam-se aspectos menos positivos, mas exteriores à saúde:

  • a taxa de natalidade no País tem vindo a diminuir, tendo-se registado apenas um aumento de 0,3 por cento da população entre 1990 e 2005.
  • A pobreza continua a afligir-nos: cerca de 2% da população nacional vive com menos de 80 cêntimos/dia.