Saturday, November 07, 2009

O sonho de George e Jorge

An employee of the Saudi Arabian Health Ministry, right, is administered a swine flu vaccine during the launch of a swine flu vaccine campaign in Riyadh, Saudi Arabia, Saturday, Nov. 7, 2009.

Saudi Arabia's health minister said Saturday the kingdom will not ban anyone considered high risk for swine flu from performing the hajj pilgrimage this year.

Thursday, November 05, 2009

A dependência da droga

Tal como o alcool, o tabaco ou o jogo, a droga causa vício. Por variadas razões, o consumo de droga é crescente e intemporal. Associado à droga está também muito crime económico, nomeadamente relacionado com braqueamento de capitais.

Há quem advogue a liberalização do consumo de drogas, tendo como objectivo eliminar os incentivos económicos associados ao tráfico ilegal de droga. Qualquer coisa que assenta no exemplo da Lei Seca, nos idos de 1920 e 1930, nos EUA.

Vai-se lendo em alguma imprensa internacional, que Portugal é um bom caso, no que toca ao tratamento da questão da redução dos impactos do consumo de droga, porque há alguns anos saiu uma legislação que liberalizou parcialmente o consumo de algumas drogas chamadas "leves"!

Há sempre a leitura do "copo vazio" e do "copo cheio", relativamente às estatísticas que resultam de alguma análise de dados. Vejamos o que se tem passado em Portugal, segundo o Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência:

1. Portugal continua entre os países da União Europeia que lideram a tabela quanto a consumidores de droga infectados com HIV, embora se tenha verifica um ligeiro decréscimo dos casos.
2. Em 2007, Portugal registou 670 casos novos de HIV sida entre os consumidores de droga injectada. Apesar deste número ter diminuído ligeiramente em relação a 2006, não foi o suficiente para Portugal deixar de ser um dos piores países da União Europeia.
3. Portugal está, juntamente com Espanha, Itália e França, entre os países com maior taxa de mortalidade entre os consumidores que se injectam.
4. Portugal é ainda apontado como uma das portas de entrada da cocaína da Europa, embora a Espanha continue a ser o país que mais intercepta esta droga.
5. "Os padrões de policonsumo de drogas são a norma e o consumo combinado de diversas substâncias é responsável pela maioria dos problemas ou complica-as", conclui o OEDT no relatório.
6. Observatório Europeu da Droga e Toxicodependência considera que o modelo legal português de descriminalização do consumo de drogas não contribuiu para o aumento do consumo.
7. "Este programa está a funcionar há oito anos e os receios iniciais de que essa abordagem suscitasse um aumento do turismo da droga ou aumentasse os níveis de consumo não parecem ser confirmados pelos dados disponíveis", afirma o Observatório.

Apesar de gostarmos de uma forma liberal de vida, não somos daqueles que advogam que se deve encontrar um "pacotinho" no supermercado mais próximo! A ser assim, o Estado até cobrava mais IVA.

Nem nos revemos nos que afirmam que sociedade ancestrais, como a dos Incas, eram inteligentes e organizadas, e faziam do consumo da folha da coca um hábito.

Wednesday, November 04, 2009

Há médicos a mais em Portugal

A versão das Corporações é de que há médicos a menos em Portugal. Basta ver o rácio do número de médicos por 1.000 habitantes, e fácilmente se verifica que Portugal não tem um rácio mais baixo do que, por exemplo, a Finlândia! Relembre-se que a Finlândia não é própriamente um país com má qualidade de serviços de saúde.

No entanto, há doentes que têm que ir para Cuba fazer cirurgias oculares. Há médicos a actuar em Portugal, provenientes de Cuba, de Espanha, da Ucrânia, dos PALOP's, etc.

Depois, há mais estes, que pagam do seu bolso, o curso no estrangeiro, mas querem o "lugarzinho" garantido: Os estudantes de Medicina no estrangeiro lamentam que a ministra da Saúde nada tenha feito, dez meses depois, quanto à promessa de que estes alunos podiam acabar o curso em Portugal.

Portugal é uma festa! Para além do cozido à portuguesa, há pastéis de nata, bom vinho e muito Sol. Já agora, os Hospitais de Lisboa, Porto e Coimbra, estão cheios de médicos, que por acaso poderiam ser úteis em Sátão, Monsaraz ou em Alcoutim!

Tuesday, November 03, 2009

Almost 50% Of 11-16 Year-Old Girls Dieting

The researchers found a watershed after the age of 10 when it came to appearance. Among seven to 11-year-olds, 2% were unhappy with their appearance but this rose to 11% of 11 to 16-year-olds.

Cheryl Cole is by far the most popular female role model among 11 to 16-year-olds. Half as many girls in this group chose model Katie Price, aka Jordan, and fewer than one in 10 favoured America's First Lady Michelle Obama or Olympic athletes Kelly Holmes and Rebecca Adlington.

Sunday, November 01, 2009

A partidocracia do Ministério da Saúde


No início de 2005, o Professor Correia de Campos era Ministro da Saúde, tendo como principal activo, o facto de pertencer à Escola Nacional de Saúde Pública. Da sua equipa, faziam parte dois técnicos relacionados com a saúde: o Dr. Francisco Ramos, também oriundo da Escola Nacional de Saúde Pública, e a Dra. Carmen Pignatelli, oriunda do Programa Saúde XXI.


Com a saída do Professor Correia de Campos, veio o Dr. Manuel Pizarro com a Dra. Ana Jorge. O que tinham ambos em comum? O facto de serem médicos! Longe vão os tempos em que o facto de apenas se ser médico era razão suficiente para se ser Ministro da Saúde. Contudo, para quem gosta de olhar para a escassez dos recursos que existem na saúde, ficou a satisfação com a manutenção do Dr. Francisco Ramos. Pelo menos, ficou um pequeno "aval" de que as Corporações ávidas da saúde, teriam alguém que os tentaria colocar na linha!

Agora, o Dr. Francisco Ramos regressa à Escola Nacional de Saúde Pública. E quem o substitui? Este Senhor: o estreante Óscar Gaspar, vindo directamente do gabinete do primeiro-ministro.

Em resumo: em 2005, o Ministério da Saúde era constituído por 3 responsáveis com passado profissional na área da saúde; em 2009, o Ministério da Saúde é constituído por 2 médicos e por um ex-assessor do Primeiro Ministro.

Não se avistam melhorias para os contribuintes no Ministério da Saúde. Avista-se um descontrolo económico-financeiro no Ministério da Saúde, o que será sempre uma excelente notícia para as tais Corporações!

Friday, October 30, 2009

Getting enough sleep?


Fonte: aqui.




Thursday, October 29, 2009

Negócios

A saúde é um negócio. Ou a saúde não tem preço. Ou com a saúde não se brinca. Ou ainda, a saúde não tem valor.

Bem, sem teias ideológicas, a saúde tem que se pagar. Pois de outra forma, os medicamentos seriam feitos por bons samaritanos, os médicos trabalhavam de borla, os administradores hospitalares funcionavam em regime de voluntariado, e por aí fora.

A realidade é outra, e quem não a perceber, está tramado: O volume de negócios dos hospitais privados deverá ultrapassar os 700 milhões de euros este ano e atingir os 1.200 milhões de euros nos próximos dois a três anos, segundo Teófilo Leite, presidente da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP).

Bem, mas o que são 1.200 milhões de euros? O Modelo-Continente factura anualmente 5 vezes este valor. Contudo, se levarmos em conta o crescimento dos últimos anos e o potencial que aí está, o negócio dos hospitais vai ser ainda mais apetitoso: estão já concretizados ou em fase de concretização mais 25 novas unidades de saúde privadas em todo o País. Estas novas unidades representam um investimento global de 500 milhões de euros e deverão gerar nos próximos anos um volume anual de negócios de 525 milhões de euros.