Thursday, July 16, 2009
Portugal contrata médicos uruguaios
Wednesday, July 15, 2009
Será Portugal, um país de doidos?
- Os números já eram maus, mas em 2008 o consumo de calmantes e antidepressivos voltou a subir, afastando-se mais da meta definida no Plano Nacional de Saúde. Em vez das 92 doses diárias por mil habitantes, Portugal já regista 151, quatro vezes mais que a média na Europa.
- "Estamos a falar de medicamentos vendidos nas farmácias. Ou os farmacêuticos os dispensam ou os médicos os receitam. O facto é que estão a subir. E é preciso saber porquê. Acho que esta questão merecia um estudo", refere, acrescentando também "que as pessoas pressionam cada vez mais" os profissionais de saúde para os obter.
- Os números de 2008, a que o i teve acesso, mostram que nos últimos seis anos o recurso a ansiolíticos, hipnóticos, sedativos e antidepressivos aumentou 32%. Quando o Plano Nacional de Saúde foi criado, em 2004, o objectivo era reduzir 20% até 2010. Muito longe dos números actuais. A crise económica e o desemprego não ajudam.
- O problema é admitido pelos médicos. "O abuso está generalizado: das pessoas que pressionam os médicos e os farmacêuticos para obter estes medicamentos, aos médicos que também têm uma cultura de prescrição excessiva", admite o psiquiatra Pedro Varandas. Ao contrário do resto da Europa, onde "há regras apertadas e um culto anticalmantes", Portugal "exagera".
Pois é, Senhora Alta-Comissária da Saúde, aqui nos deixa um grande desafio para si! Não é só os custos relacionados com os fármacos que nos preocupam, são também os efeitos de habituação que aqueles medicamentos criam, e sobretudo as eventuais ligações perigosas entre Laboratórios farmaceuticos e prescritores.
Direitos na saúde
Monday, July 13, 2009
Teste de Alzheimer
Fonte: aqui.Answer: Most patients will follow a series of changes as they progressively deteriorate as a result of Alzheimer's dementia. Patients in their final months will become less interactive, lose the ability to speak and communicate and become incontinent of both stool and urine. They eventually become bed-bound, as they no longer are able to walk or transfer.
They will no longer remember to eat, and often push food away if fed, and have progressive weight loss. As a result of these changes, they are more susceptible to infections such as pneumonias and urinary tract infections and are admitted to the hospital more frequently.
They may also develop bed sores and contractures (inability to extend and flex their joints). Some individuals become more agitated and disruptive. Other patients become withdrawn. Regardless, in these final stages, these individuals will require total assistance for all of their activities of daily living.
Sunday, July 12, 2009
A América em dieta?
- There is only one viable solution: ask Americans to lose weight and give them the tools to keep it off. The waistlines of Americans young and old are expanding and the costs of related chronic diseases—like Type 2 diabetes, heart disease, kidney disease and stroke—are exploding alongside the obesity epidemic. Our nation’s obesity problem is costing the country more than $117 billion per year in direct medical costs and indirect costs related to reduced worker productivity and absenteeism. And experts agree that rising rates of obesity-related chronic diseases are driving higher annual medical expenditures.
- we must create a primary prevention system on top of an expanded healthcare system that supports Americans in their effort to lose weight.
- the adoption of a wellness tax credit tied to wellness insurance utilization rates and health outcomes would create an economic incentive for Americans of all backgrounds to eat healthier and be more physically active.
- For decades, corporations have been encouraging their employees to participate in wellness programs as a way to reduce costs and enhance their bottom lines. The efficacy of this approach has been proven in the private sector, now we must give a broad base of American workers access to wellness services.
- The final part of the plan involves adopting and implementing community and school-based policies that support healthy eating and active living. Most Americans live in what researchers call “obesogenic environments” that encourage sedentary lifestyles and unhealthy eating.
Pois é, sem ser pessimista, não será em dois mandatos que isto acontecerá nos EUA. Pois é, Barack Obama não vai cumprir a sua promessa de "global healthcare coverage" for everybody!
Finalmente, é preciso ter em conta que cerca de 7.000 milhões de pessoas no planeta (sobretudo do hemisfério sul) não lutam ainda por uma saúde global, mas antes por um prato de arroz diário.
Wednesday, July 08, 2009
SNS: os portugueses confiam?
- No ano passado, os utilizadores do serviço público aumentaram de 84,8% para 89,9% em relação a 2001.
- O resultado mais negativo (43,2%) em relação ao SNS são os tempos de espera, que subiu cerca de 20% para uma consulta, quer nos hospitais quer nos centros de saúde. Mas, na globalidade, os 3.039 inquiridos estão mais satisfeitos do que em 2001 com os cuidados de saúde públicos em Portugal.
- Os portugueses que não têm médica de família são agora menos, de 15 para quase 8%, e as opiniões positivas acerca das consultas externas hospitalares aumentaram 12% nos últimos sete anos.
- O grau de satisfeitos em relação às urgências também subiu, de 39 para quase 45%.
Mas, saúde é também esta realidade: Os idosos e os pobres, sobretudo estes últimos, continuam a recorrer, maciçamente, ao Serviço Nacional de Saúde.
Pois. Copo meio cheio e meio vazio. Somos dos que consideramos que o SNS não é mau, é até aceitável em algumas áreas. Mas, cuidado com a chamada "auto-avaliação", é que o estudo do Prof. Villaverde Cabral foi encomendado pelo Ministério da Saúde. Pois!
Tuesday, July 07, 2009
Hospital de Braga II
- É mais uma polémica em torno da construção do novo Hospital de Braga: apesar de decorrerem há cerca de seis meses, as obras não têm ainda visto do Tribunal de Contas.
- o secretário de Estado da Saúde, Manuel Pizarro, garantiu que, "mesmo que o Tribunal de Contas exija algum acerto no contrato de concessão, a construção do novo hospital de Braga é um processo irreversível".
- "Estamos perante um processo muito complexo", disse o governante, sublinhando a necessidade de "respeitar integralmente os termos da lei".
Como é que um "governante" pode afirmar que tem que se aplicar integralmente a lei, e simultaneamente que é possível contornar ou "acertar" alguma incorrecção daquilo que está assinado?
Pior, estamos perante um parceiro de negócio do Estado, no Hospital de Braga, que foi dado como incompetente para se negociar no Hospital Amadora Sintra. Mas, pelos vistos, já serve para o novo Hospital de Braga!
Melhores dias virão. Assim o esperamos.
Sunday, July 05, 2009
Ainda há estado de direito?
- O Estado não vai poder usar o nome de Todos-os-Santos para o novo mega-hospital de Lisboa, a construir em terrenos do Parque da Bela Vista, até 2012 (ver caixa). Pelo menos por enquanto. E se o fizer pagará uma multa de 500 euros por cada dia que utilizar aquela designação em qualquer documento ou meio de divulgação. É isto mesmo que determina uma sentença do Tribunal de Comércio de Lisboa de 16 de Junho, que vem dar razão à providência cautelar interposta pela clínica privada de Todos-os-Santos, que não quer ver o seu nome confundido com o do hospital.
- O Ministério da Saúde, por seu lado, defende-se dizendo que a clínica é uma unidade privada de saúde, enquanto o hospital é uma unidade integrada no Serviço Nacional de Saúde, para a prestação "tendencialmente" gratuita de cuidados de saúde a todos os cidadãos. Pelo que considera não existir entre as duas entidades "qualquer relação de concorrência", lê-se no documento.
Nós sabemos que o Estado representa todos os cidadãos. Mas, esse mesmo Estado não pode atropelar alguns dos cidadãos, até porque não nos parece que estejamos perante um nome de hospital único e que tenha que ser de posse de todos nós (como seria o exemplo de um Hospital da Liberdade, ou Hospital de Portugal).
Mas, o Estado português não é detido por todos os cidadãos, como querem fazer crer os empregados do Ministério da Saúde. O Estado português está, neste momento, controlado por um grupo de pessoas, que acham que o estado é seu, e que representam de qualquer forma todos os portugueses!
Até quando se manterá este Estado quase autoritário? Até quando a maioria dos portugueses quiserem. Apenas e só, até quando os cidadãos mal representados acordarem e derem um murro na mesa.
Post Scriptum: O ministério da Saúde se tem falta de criatividade para criar um novo nome para um hospital, que lance um Concurso de Ideias. Nós alvitramos um nome: Hospital de Santo António de Lisboa.

