Friday, November 23, 2012
A queda da procura das urgências hospitalares
Monday, August 23, 2010
O dinheiro escasseia
- Segundo os dados mais recentes da Apifarma, as dívidas dos hospitais ascendiam, em finais de Julho, a 929 milhões de euros, tendo subido ao ritmo de dois milhões por dia.
- “O Ministério da Saúde rejeita os valores tornados públicos pela Apifarma, que não correspondem aos valores apurados pelas diversas instituições do Serviço Nacional de Saúde (SNS)”.
- A Autoridade da Concorrência (AdC) decidiu abrir uma investigação à associação que representa os laboratórios farmacêuticos por indícios de violação da lei da concorrência. Em causa está a decisão tomada pelas farmacêuticas de se juntarem, através da associação do sector, para cobrar aos hospitais juros pelo atraso no pagamento dos medicamentos que consomem.
- O Ministério da Saúde (MS) vendeu quatro hospitais de Lisboa a uma empresa do Estado, por 111,5 milhões de euros, dos quais foram usados 75 milhões para aumentar o capital de 18 hospitais EPE (Empresas Públicas Empresariais) e fazer face às suas dívidas. Entre as unidades vendidas, os hospitais de Santa Marta, São José e Capuchos vão ser integrados no novo Hospital de Todos os Santos, que deve abrir em 2013.
- Mais apoios sociais e transferências para a saúde explicam o aumento de 3,8% da despesa do Estado. Um aumento superior à subida de 3,6% da receita. A diferença entre os dois mostra um défice de 8,9 milhões de euros, mais 347,1 milhões face ao período Janeiro-Julho de 2009.
- No final de 2009 as dívidas a fornecedores por parte das instituições do Serviço Nacional de Saúde (SNS) ascenderam a 749 milhões de euros. No topo da tabela está a Administração Regional de Saúde do Norte (ARS Norte), que em 31 de Dezembro do ano passado registava uma dívida de 265 milhões de euros. Em segundo lugar, surgia a Administração Regional de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) com 214,2 milhões, seguida da ARS Centro (78,3 milhões), Alentejo (15,6) e Algarve (14, 5 milhões de euros). No total, as cinco ARS acumularam quase 600 milhões de euros de dívidas aos fornecedores. Mais 452,7 milhões de euros do que vinte hospitais em conjunto.
Resumindo e concluindo: a) os hospitais devem muito dinheiro, em particular, à Indústria Farmacêutica; b) os órgãos do Ministério da Saúde (em particular, as ARS's) devem muito dinheiro aos hospitais; c) o Estado consegue assim maquilhar as contas do déficit que apresenta a Bruxelas.
Engenharia financeira. Ou se quiserem, muita contabilidade criativa. Até quando?
Thursday, November 19, 2009
Os hospitais portugueses são perigosos
Wednesday, July 02, 2008
As derrapagens sucessivas da Ministra
- A ministra da Saúde disse esta terça-feira no Parlamento que, em caso de doença grave, nunca iria a um hospital privado.
- A ministra da Saúde acusou ainda os médicos de receitarem medicamentos e exames a mais, que não são necessários à saúde dos doentes.
- «Quem vai ao médico leva uma receita mesmo que não necessite de prescrição. Muitos exames que completam o diagnóstico são pedidos exageradamente», alertou a ministra.
Das duas uma, ou a Ministra já percebeu que não consegue enfrentar o "monstro das 7 cabeças", ou não sabe o que diz!
Comentários nossos:
- Se a Ministra diz que não vai a um Hospital Privado, é porque tem conhecimento de factos graves, que a maioria dos cidadãos não tem. Perante isto, deveria agir, encerrando os Hospitais Privados que não lhe servem a ela e a nós cidadãos!
- Se os Hospitais Privados só servem para consultas ou para a execução de exames, então, as entidades públicas que os credenciaram como Hospitais deveriam retirar-lhes as licenças.
- Se a Ministra não tem confiança nos Médicos que trabalham nos Hospitais Públicos (relembre-se que a própria Ministra é Médica num Hospital Público), só tem que os disciplinar. Aliás, se não há confiança entre empregador e empregado, quebra-se a relação de trabalho saudável e que propicia maiores níveis de produtividade.
Triste, demasiado triste.
Sunday, June 22, 2008
O calor mata
- Nos hospitais sem ar condicionado o número de mortes aumenta em 60 por cento. A conclusão é de um estudo do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), agora divulgado, que analisou os 41 hospitais do Serviço Nacional de Saúde e que vem agora provar aquilo para que os especialistas alertavam: dentro das unidades de Saúde também se morre por excesso de calor. Os doentes com mais de 65 anos e os serviços de Medicina Geral são os mais afectados.
Não somos contra os estudos, mas há estudos que seriam evitáveis, e este é um deles. Será que se os Senhores Altos Funcionários do Ministério da Saúde visitassem as várias unidades de saúde do SNS, não poderiam ver com os seus próprios olhos que as condições de habitabilidade em muitos hospitais é muito má?
Nós, com a experiência que tivemos, chegámos à conclusão que viver doente num hospital pode ser fatal. E não poderá ser só fatal pela doença. É que passámos 3 dias num hospital e jamais nos esqueceremos dessa experiência, mas recordamo-nos de pessoas que já lá estavam há meses!
Será que nos Serviços Administrativos do Ministério da Saúde haverá algum gabinete sem ar condicionado?
Post Scriptum: se não há recursos para suportar a instalação de ar condicionado nas camaratas dos hospitais, também não deverá haver recursos para suportar ar condicionado nos Gabinetes administrativos!
Monday, June 16, 2008
Ineficiência logística do SNS
- diversos hospitais têm promovido a transferência da requisição dos exames complementares de diagnóstico entendidos necessários nas consultas realizadas pelos seus médicos para os Centros de Saúde – neste procedimento frequentemente nem sequer é anexada qualquer informação clínica.
- Os hospitais começam agora a solicitar que sejam os médicos de família a requisitar os exames pré-operatórios e de estadiamento em situações oncológicas, bem como a emitir as credenciais de transporte dos doentes para consultas, tratamentos e internamentos.
- Esta prática é identificada pelos médicos de família como um dos factores mais geradores de desmotivação no seu trabalho diário, na medida em que se vêem sobrecarregados com solicitações de utentes vindos dos hospitais que visam uma mera acção burocrático-administrativa de pedidos de transcrição.
- Implicam um aumento importante do número de consultas, desnecessárias, nos Centros de Saúde e um acréscimo de custos, fruto de os utentes terem de recorrer aos seus médicos de família para simplesmente formalizar requisições decorrentes da avaliação clínica efectuada a nível hospitalar.
Não gostamos de ouvir lobbies a reclamarem o seu quinhão. Contudo, quando os lobbies dão verdadeiros contributos para uma melhoria dos serviços, gostamos de ouvir.
Neste caso, esta corporação de médicos até tem uma intervenção adequada, dado que estes procedimentos burocráticos do Ministério da Saúde podem ter algum objectivo, mas de certeza que não têm como fim a satisfação dos doentes.
Independentemente da satisfação dos médicos e de outros colaboradores da saúde, os doentes devem ser o fulcro dos serviços da saúde, e nesta reclamação da FNAM, vê-se claramente que os doentes são um objecto que anda de um lado para o outro! E quando assim é, o serviço não serve. Ou dito de outra forma, não há qualidade do serviço, ainda que o serviço médico possa ser satisfatório!
Wednesday, January 30, 2008
Olha para o que eu digo!
- O primeiro-ministro, José Sócrates, garantiu hoje que mantém as suas reformas na área da saúde, nomeadamente na rede hospitalar, e que não haverá mais encerramentos de urgências sem alternativas.
- "Ninguém vai voltar atrás em nada. O que nós queremos é ter um novo método mas cumprir os mesmos objectivos".
- "Não quero que as pessoas pensem que o Estado está a fechar as portas para se ir embora", afirmou.
Ora, só os ingénuos é que pensarão que haverá mudança, nos objectivos! Ou seja, o Primeiro Ministro acha que não se encerrarão mais hospitais, sem haver alternativas aos serviços a encerrar. Mas, entretanto não volta atrás! Dito de outra forma, quem já tem o serviço hospitalar encerrado, que se quilhe!
Mas, ainda assim, será que os próximos serviços hospitalares a encerrar, terão mesmo alternativa, para além do "carro dos bombeiros"?
Wednesday, January 23, 2008
Friday, January 11, 2008
Será o Ministério da Saúde uma pessoa de bem?
Como dizia um antigo Primeiro Ministro: é a vida!
Tuesday, January 01, 2008
Os desafios globais da saúde
Monday, December 31, 2007
Friday, December 28, 2007
A insustentável leveza da saúde
- O fecho dos Serviços de Atendimento Permanente (SAP) e a diminuição das comparticipações do Serviço Nacional de Saúde (SNS) em medicamentos e meios de diagnóstico e terapêutica vão permitir ao Ministério da Saúde poupar, pelo menos, 330 milhões de euros em 2008.
- 56 SAP vão encerrar, isso significa que o Estado arrecada 30 milhões de euros.
- A somar a essa verba juntam-se 150 milhões de euros – correspondem a 0,1 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) – que não vão ser canalizados para a comparticipação de medicamentos e outros 150 milhões de euros – 0,1 por cento do PIB – que não serão destinados à comparticipação dos meios de diagnóstico e terapêutico, como análises clínicas, Raios X, TAC (tomografia axial computorizada) e electrocardiogramas.
Senhor Ministro, pedimos-lhe o favor de ser honesto até ao fim e, em consequência, pedir à maioria parlamentar que o suporta para alterar o artigo 64º da Constituição da República Portuguesa, que garante uma saúde tendencialmente gratuita aos portugueses.
Uma coisa seria certa, poderíamos ter menos saúde, mas sentíamo-nos a viver com a realidade e a seriedade, e não com miragens e mentiras!
Monday, December 03, 2007
Será este um sinal de fim à vista do SNS?
- Até 2009, Portugal passará de uma oferta de duas mil para cinco mil camas hospitalares no privado. Ou seja, um quinto das actuais vagas públicas, fruto de pelo menos 22 investimentos lançados desde o ano passado.
- um investimento exponencial num sector que já passou dos mil milhões de euros de facturação - vai atrás das classes menos desfavorecidas aquelas que, insatisfeitas com a oferta pública, compram seguros. Dois milhões de portugueses. Para já.
- tirando Mirandela, os futuros hospitais privados estão a nascer nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, em Coimbra, no Minho, em Vila Real e no Algarve.
- "O que se verifica é que em zonas de maior desenvolvimento, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) não dá a resposta mais adequada às necessidades dos cidadãos", explica Teófilo Leite. O filão, assumido, é o dos seguros de saúde. "Cerca de 20% da população portuguesa já têm um seguro de saúde. Porquê? Porque não está satisfeita com o SNS. Se estivesse, não iria gastar mais dinheiro num seguro".
Estaremos cá, para ver os próximos capítulos do fim de uma "das conquistas de Abril"!
Tuesday, November 27, 2007
A Globalização chegou ao SNS
- Dos 2365 médicos e enfermeiros em funções nos hospitais e centros de saúde da região, com vínculo contratual com o Ministério da Saúde, mais de 200 não são portugueses.
- Nos hospitais e centros de saúde de Portalegre predominam os profissionais espanhóis. Mas também trabalham técnicos oriundos do Brasil, Ucrânia e Angola. No total, são 106 os profissionais estrangeiros no distrito.
- Espanhóis e angolanos estão em maioria no distrito de Évora, mas também há profissionais brasileiros, moçambicanos e moldavos.
- A maioria dos 45 médicos estrangeiros em Beja é espanhola. Existem também alemães, holandeses, cabo-verdianos e moldavos.
Mas que raio, fecha-se a Maternidade de Elvas, para se terem filhos em Badajoz, e agora também temos as Nações Unidas nos hospitais do Alentejo?
Mas, o que anda a fazer o Ministério da Saúde e o Ministério do Ensino Superior? Parece que andam a formar alunos para o desemprego, para depois importarem alguns tipos de licenciados!
Que falta de gestão há neste país! Será que há gestores na condução de Portugal? Duvidamos. Perdão, temos a certeza que não há gestão no Estado da Nação!
Post Scriptum: queremos deixar claro que não temos nada contra os emigrantes que vivem em Portugal. Mais, Portugal tem todo o dever de aceitar todos os emigrantes, pois sempre foi e continua a ser um país com uma grande diáspora.
Tuesday, November 13, 2007
Nem uma urgência fechou
- Não fechou nenhuma das "urgências" que se previam que fechasse, porque o Ministro concedeu que errou?
- O Ministro Correia de Campos, que é habitualmente o mais impopular dos Ministros, terá visto aqui uma forma de subir nas sondagens?
- Será que o Ministro Correia de Campos tem medo dos poderes autárquicos (ou caciqueiros, como alguns lhe chamam)?
- O Engenheiro Sócrates avista as eleições, e prefere não perder mais votos?
Seja qual for a resposta, estas ou outras, fica mal a qualquer poder, afirmar uma coisa e não a fazer! A não ser que admita que errou! Ainda não ouvimos nada.
Monday, October 01, 2007
Friday, July 20, 2007
Rankings na saúde
E ainda: Manuel Delgado explica que, no sector público, os utentes estão limitados aos serviços da sua área de residência, pelo que não têm grande possibilidade de escolha. “Um ranking de um mercado muito incipiente, em que os cidadãos têm pouca mobilidade e em que os próprios modelos de financiamento do sistema, são pouco sensíveis a esta variabilidade da procura em função da qualidade do serviço. É evidente que o seu impacto é pequeno”, diz este responsável, explicando que “os efeitos práticos, que a existência de um ranking tem, fazem com que a procura se dirija para os serviços de maior qualidade. Esse efeito não se vai notar na medida em que as pessoas estão muito ligadas ao seu hospital de referência”.
Se calhar, Dr. Manuel Delgado, o que está mal, é o facto dos doentes não poderem escolher livremente o seu prestador. Naturalmente, que se o serviço for mau ou medíocre, e o doente não puder escolher alternativas, tudo ou quase tudo ficará na mesma!
Para nós, trata-se de uma questão de mentalidade, é preciso fazer ouvir os principais utilizadores e pagadores do sistema de saúde: os doentes.
Monday, April 30, 2007
Gestão Camarária de Hospitais
Friday, March 30, 2007
Tuesday, February 20, 2007
Falta rigor na gestão da saúde
É nestes "pequenos detalhes", que a gestão hospitalar se deve focar. Pois, não é só na reorganização dos cuidados de saúde, que há muitas ineficiências. No dia-a-dia das organizações de saúde há muitas "pequenas" ineficiências. Se não forem minimizadas, correremos o risco de fechar quase toda a rede de saúde!



