Thursday, December 26, 2013
O desnorte completo
Friday, November 15, 2013
Dívidas e mais dívidas
Friday, March 01, 2013
Promiscuidades
Wednesday, June 09, 2010
Férias médicas
- No período das 09:00 às 24:00, a urgência pediátrica será assegurada pelas três Unidades Hospitalares da Península: Hospital Garcia de Orta, Centro Hospitalar Barreiro-Montijo e Centro Hospitalar de Setúbal.
- No período das 0h00 às 9h00, todos os dias da semana, a Urgência Pediátrica será garantida exclusivamente pelo Hospital Garcia de Orta que prestará os cuidados de saúde à população da Península de Setúbal.
Ou seja, numa das mais densas regiões do país, e durante 3 meses, vai haver um único hospital a funcionar durante 9 horas do dia!
Não é isto uma forma encapotada de "fecho do SNS"? É claro que é. Não é ainda o fecho total. O SNS vai sendo fechado por fases. Só que as fases vão sendo cada vez mais curtas e rápidas! Seria bom, é que estes encerramentos faseados do SNS resultassem em reduções de impostos. Mas, nem isso. Eles comem tudo, e não deixam nada.
Monday, March 15, 2010
Serviço Nacional de Saúde em escombros
Monday, July 27, 2009
E o vencedor é a Espirito Santo Saúde!
Fonte: aqui (Asklepios Future Hospital).- O hospital de Loures, o primeiro a ser lançado no modelo de parceria público-privada, vai ser construído e gerido pelo consórcio liderado pela Espírito Santo Saúde, revelou o presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa à agência Lusa.
- O agrupamento Consis Loures é liderado pelo Grupo Espírito Santo Saúde e inclui as construtoras OPCA e Mota-Engil, a clínica alemã Asklepios e a empresa de manutenção Dalkia. Em declarações à agência Lusa, a líder do consórcio confirma a notificação e diz que o hospital de Loures "é extraordinariamente interessante porque será um dos hospitais centrais na requalificação da oferta hospitalar de Lisboa". Isabel Vaz sublinha a "grande satisfação de entrar no serviço público" e garante que o grupo está "ciente da responsabilidade".
Por acaso a notícia não é absolutamente verídica, já que o Hospital Amadora - Sintra, também foi feito em parceria público-privada, entre o Grupo José de Mello Saúde e o Estado.
Tuesday, July 21, 2009
Uma história muito mal contada
- O número de médicos de família é "insuficiente" para suportar a reforma dos cuidados de saúde primários em curso, uma escassez que leva um grupo de peritos a defender um "plano de contingência".
- O alerta e a sugestão constam de um documento elaborado por um grupo de trabalho da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) e que será apresentado quarta-feira, em Lisboa.
- Concluem os peritos que "a evolução do número de profissionais nesta especialidade, entre 2008 e 2020, é negativa (-3 por cento)".
- No documento prevê-se que, dos médicos em exercício no Serviço Nacional de Saúde (SNS) em 2007, 8 190 se reformem até 2020, correspondendo a 35,2 por cento do total dos profissionais.
- Por outro lado, acrescenta, "é previsível que, entre 2010 e 2020, concluam os respectivos internatos cerca de 9 000 novos especialistas, dos quais cerca de 3 000 novos médicos de família".
- O peso das saídas é, contudo, diverso nas diferentes regiões segundo a tipologia de carreira profissional considerada: no Alentejo e no Algarve as saídas incidem predominantemente sobre os profissionais afectos à carreira médica de clínica geral, enquanto em Lisboa e Vale do Tejo incidem sobretudo sobre a carreira médica hospitalar.
Estes Senhores Peritos da ARSLVT ainda não perceberam o mundo em que vivemos. Conseguem imaginar que a evolução de médicos entre 2008 e 2020 vai ser negativa, em 3%! Não deve haver nenhum governo ou organização tão precisos e teóricos no mundo. Alguém imaginaria a importância do Google em 1997? Ou a importância do Twitter? Ou que os canais de televisão generalista estariam em grande parte à beira da falência em 2009?
Será para exercícios teóricos como este, que os portugueses pagam impostos? Planificar, sim. Mas, antes de mais, bom senso. Infelizmente, este tipo de Senhores Peritos sujeitam-se às encomendas feitas!
Wednesday, November 12, 2008
Ainda o Hospital Amadora - Sintra
Monday, April 28, 2008
Estrangulamentos previsíveis
- A necessidade de ser construída uma nova unidade na margem Sul do Tejo intensificou-se em 2007, depois do fecho total ou parcial de Serviços de Atendimento Permanente (SAP). "Há um excesso de pessoas no serviço de urgência do Garcia de Orta", salienta Jorge Fernandes, do secretariado das comissões de utentes da saúde do concelho de Almada. "A situação é caótica, porque a partir das 20 horas, o único recurso é o Garcia de Orta", avança.
Fechar serviços é tarefa fácil. Contudo, entopem-se as alternativas que funcionam. É a teoria dos vasos comunicantes.
Agora, só resta tentar agilizar novas soluções. Contudo, até que venham a existir novas soluções, os cidadãos vão sofrer muito:
- "Cada dia que passa a situação agrava-se", conta o autarca, lembrando que o Hospital do Seixal foi definido em 2006 como a terceira prioridade a nível nacional. Alfredo Monteiro recorda igualmente que o Garcia de Orta "tem três vezes mais população do que o previsto e é o hospital com maior ocupação em Portugal em todas as áreas".
- "Foi constituído um grupo técnico, encarregue de aprofundar a definição do perfil assistencial e o dimensionamento da nova unidade hospitalar, o que está a decorrer", avançou ao JN a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARS-LVT).
As populações da margem Sul do Tejo ainda vão ter muito que esperar.
Tuesday, April 15, 2008
A novela do Hospital Amadora - Sintra
- Seis anos depois do primeiro conflito sobre os pagamentos do Estado à José de Mello Saúde, a entidade que gere o hospital Amadora-Sintra, o Estado arrisca-se a enfrentar novamente o grupo nos tribunais.
- Em causa está um diferendo sobre o número de doentes atendidos no hospital, o critério que determina o valor das transferências financeiras – a José de Mello Saúde apresenta números maiores do que aqueles reconhecidos pelo Governo.
- “Não é possível saber quais os valores em causa, porque vão mudando à medida que nos vamos entendendo sobre certos pontos”, diz António Branco.
- No último tribunal arbitral, presidido por Maria de Jesus Serra Lopes, o Estado entrou a reclamar 79 milhões de euros de pagamentos indevidos e saiu a ter de pagar 43 milhões de euros.
Para nós, que somos meros Contribuintes, a situação é preocupante, pois não temos a mínima confiança em quem defende os interesses do Estado, sobretudo se tiver em conta a primeira experiência de resolução de litígio através de tribunal arbitral. Como é que alguém pede uma indemnização de 79 milhões de euros e acaba condenado a pagar 43 milhões de euros? Para além dos Contribuintes, terá havio algum Alto Funcionário do Estado condenado por negligência ou incompetência? Ou os Altos Funcionários do Estado andam sempre a aprender?
Sunday, April 06, 2008
Gestão de recursos humanos ou bagunça?
- A decisão, anunciada pelo Governo, de transferir o Hospital Amadora- -Sintra para o regime de gestão pública empresarial em 2009 está a gerar um clima de "intranquilidade" entre o pessoal quanto ao futuro da política de remunerações.
- A inquietação deve-se ao facto de aquele hospital, gerido pelo Grupo Mello em regime de parceria público-privada, pagar em média salários- base 20% acima da tabela para os médicos e 15% para o pessoal de enfermagem, uma estratégia da administração para atriar na altura profissionais para a a gestão privada.
- Adicionalmente, a administração instituiu um sistema de prémios por objectivos, que podem chegar a um valor equivalente a 50% do salário.
O que vai fazer o Ministério da Saúde e a ARSLVT? Fica a questão, ainda a tempo de ser bem resolvida. Vejamos, se o tempo não fará com que a instabilidade já latente, não venha a colocar funcionários fora do Hospital Amadora - Sintra.
Wednesday, March 19, 2008
Os ziguezagues da política pública de saúde
- O Governo vai transformar o Hospital Fernando da Fonseca (Amadora-Sintra) numa entidade pública empresarial (EPE) a partir de 1 de Janeiro de 2009, acabando com a gestão privada, que até agora estava nas mãos da José de Mello Saúde.
Comentários nossos:
- Terá este fim de casamento com os Mellos, como origem uma acção em Tribunal Administrativo em que está envolvida a Dra. Ana Jorge (antiga Responsável da ARSLVT), por causa do Hospital Amadora - Sintra?
- Todos os grupos que foram convidados a participar em Parcerias Público - privadas vão continuar a partilhar uma parceria com alguém que vai mudando em função das circunstâncias?
Wednesday, January 16, 2008
Novos Centros de Saúde à espera de abrir
- Houve uma qualquer Comissão Técnica de "peritos" que indicou o encerramento.
- O Ministro Correia de Campos entende que são falsas urgências.
- Os resultados económicos dos serviços a encerrar são fracos.
- A produção de serviços e a sua qualidade é fraca.
Sim, Senhor. Mas, há imensos hospitais em completo estado de decadência, que se vão mantendo, mesmo que prestem péssimos serviços aos doentes. Há também imensos centros de saúde a funcionar em prédios de habitação, sem elevador e sem acesso adequado a deficientes. Mais exemplos poderíamos referir, sobre maus casos de serviços que persistem e não são encerrados. Também há casos, como o Hospital de Anadia, em que após a realização de obras de 3 milhões de euros, o governo decidiu encerrar a sua urgência.
Mas, para nosso espanto, também há serviços novos, por abrir, e há mais de um ano! Vejamos isto: «Em Alcabideche, o edifício está pronto há mais de um ano e vamos agora reunir com a administração de saúde para saber qual é o problema daquele magnífico edifício do qual são possuidores», acrescenta o presidente da câmara de Cascais.
Resposta do funcionário do Ministério da Saúde: António Branco admite que houve um atraso «irrelevante» na abertura ao público do centro de saúde de S. Domingos de Rana. Quanto a Alcabideche o presidente da ARS confessa existir uma «área cinzenta» e espera que o autarca descubra o motivo do atraso.
Correia de Campos é o "chefe" da equipa do Ministério da Saúde, e por isso é o mais responsável. Mas, com gente como este Senhor António Branco, é difícil fazer alguma coisa de jeito!
