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Tuesday, May 21, 2013
Eutanásia geracional
A hecatombe persiste. Era esperada. Restam-nos os detalhes. Agora, o conceito de "eutanásia geracional": A ARS do Norte divulgou um «indicador» que sugere um máximo de cinco fármacos
para doentes acima dos 75 anos, explicando hoje ser esse o número limite
«definido internacionalmente» para evitar o agravamento do risco de interações
medicamentosas.
O Senhor Presidente da República está próximo da idade determinada pela ARS-Norte: nascido a 15 de Julho de 1939, perfazendo próximamente 74 anos. Na fase terminal do seu mandato, terá o Prof. Cavaco Silva direito a mais do que cinco fármacos por dia?
Tuesday, February 08, 2011
Veto a pedido
Lê-se isto: O Presidente da República vetou hoje o diploma do Governo sobre prescrição de medicamentos que permite que a prescrição da marca do medicamento pelo médico seja substituída pelo farmacêutico, quer por medicamentos genéricos, quer por outro essencialmente similar.
Não se percebe a fundamentação do veto.
A não ser que o Presidente da República esteja condicionado por:
1. A Ordem dos Médicos rejeita a prescrição por Denominação Comum Internacional por estar em causa “a defesa da qualidade da medicina e dos doentes” e propõe uma uniformização dos preços de todos os medicamentos com o mesmo princípio activo.
2. O presidente da Associação Portuguesa de Medicamentos Genéricos (APOGEN) está "absolutamente de acordo" com as razões que levaram o Presidente da República a devolver hoje ao Governo o diploma que prevê a obrigatoriedade da prescrição de medicamentos por substância activa.
3. A Ordem dos Médicos aplaudiu hoje o veto do Presidente da República ao diploma que previa a obrigatoriedade de prescrição electrónica e por substância activa, considerando que é a decisão que defende os interesses dos doentes.
Friday, February 22, 2008
Sim, Senhor Presidente, mas....
O Presidente da República (PR) inaugurou hoje novos equipamentos de saúde no norte do país e aproveitou o acto para lançar algumas ideias:
- «ninguém pode ser excluído (do acesso à saúde) por razões financeiras».
Esta pequena frase limita-se a clarificar que o PR se recorda do artigo 64º da Constituição da República. Mas, Cavaco Silva avançou ainda mais ideias:
- «As ofertas são complementares, os dois sectores (público e privado) podem funcionar em paralelo, mas é preciso que coloquem o doente no centro das suas preocupações, para satisfazer o direito básico à saúde».
- Na sua intervenção, Cavaco Silva elogiou ainda a competência dos profissionais de saúde portugueses e deixou um conselho para a resolução dos problemas na área da saúde.
O problema é que ao contrário do que se costuma dizer, "a saúde tem um preço". Ou seja, os doentes têm expectativas muito elevadas quando entram numa unidade de saúde, os profissionais de saúde têm grandes expectativas face ao seu imaginado desempenho e os portugueses (o Estado e os cidadãos) não possuem recursos para algo "que tem um preço muito elevado".
O puzzle vai ser muito complexo de resolver, ainda que o PR refira que, «Os problemas devem ser resolvidos com serenidade, com diálogo construtivo e com a experiência dos que contactam directamente com os doentes no dia-a-dia», afirmou.
Wednesday, January 02, 2008
A arrogância face aos fracos e a humildade perante os fortes
Correia de Campos já nos habituou à sua incontinência verbal. Mas, quando a incontinência assume este tipo de afirmação do Senhor Professor: «Foi provavelmente a ministra mais impopular de Cavaco Silva e hoje toda a gente reconhece que Leonor Beleza foi uma grande ministra da Saúde».
Nem sabemos o que havemos de escrever! Achamos que a incontinência quando já é demasiado evidente, se torna insustentável, pois quem desempenha cargos públicos, deve ter o mínimo de consistência!
Já nos habituámos a ver diversas "figuras políticas" em Portugal, que em diferentes fases da vida, defenderam Karl Marx e Adam Smith! Como se esta viragem fosse absolutamente normal!
Não somos intolerantes ao ponto de achar que a mudança de idéias é negativa! Mas, adorar Cristo e o Diabo, ainda que em tempos diferentes, é absolutamente degradante e execrável!
Tudo isto a propósito das "farpas" de Cavaco Silva à falta de estratégia na saúde, ao que Correia de Campos respondeu: «Muitas vezes reconheço que a minha mensagem não passa por razões que certamente têm a ver comigo e outras têm a ver com outros factores», explicou o ministro.
Sinceramente, ainda não percebemos o que é que significa dignidade e princípios, para quem exerce o poder público em Portugal!
Mais uma vez, coitados dos portugueses, com élites destas!
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