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Wednesday, April 06, 2011

Portugal no fim da linha

Dívidas. Taxas de juro. Déficits. Insolvência. Bancarrota. Economia. São palavras que enchem os telejornais, os jornais, os fóruns, as conversas de café. A maior parte do que é dito e escrito, nem sequer é bem escrito ou bem falado. Muito do que se afirma, nem sequer tem um suporte factual. Mas, Portugal está a chegar ao fim. Ou pelo menos, vai ter um intervalo longo.

Esta é só mais uma prova, e bem clara: As farmácias da Madeira decidiram suspender definitivamente, a partir de 1 de Maio, a dispensa de medicamentos a crédito aos beneficiários do Serviço Regional de Saúde (SRS), devido a uma dívida de 116 milhões.

Quando a entidade que deveria ser mais respeitável e respeitada faz isto: Deduzidos os 36 milhões financiados pela Caixa Geral de Depósitos, o executivo de Alberto João Jardim tinha-se comprometido a pagar gradualmente em oito anos os remanescentes 85 milhões, mas falhou esse acordo logo no primeiro mês.


Já não há valores. Já não há dignidade. Já não há nada. É o vazio.

Tuesday, March 22, 2011

Oportunidades

Todos sabemos que a Caixa Geral de Depósitos é propriedade do Estado, isto é, pertence aos portugueses. Por enquanto. Alguns sabem que a CGD é detentora da maior quota de mercado de seguros em Portugal. Não sabíamos é que o Presidente da Caixa Seguros vê uma oportunidade na presente fase de aparente falência da República Portuguesa. Mas, vêo enfraquecimento das capacidades do Estado português de assegurar a assistência em áreas como a saúde, educação, reforma e desemprego, aliado à crescente necessidade dos cidadãos, abre «grandes oportunidades» para as seguradoras do Grupo CGD, considerou hoje o seu presidente.

E acrescenta: O responsável explicou que «o mercado segurador andou muitos anos posicionado nos seguros sobre danos obrigatórios, mas com o recuo do modelo social europeu, cujo peso ascende hoje a 30 por cento do PIB da Europa - algo que é insustentável pelo que implica uma diminuição das capacidades do Estado -, e com as necessidades das pessoas a cresceram devido ao aumento da esperança média de vida, há uma hipótese de arbitragem para o setor segurador».

Será preciso fazer um croquis?

Wednesday, March 10, 2010

A evolução do negócio da saúde

A despesa com a saúde aumenta em todo o mundo. Portugal não é excepção. Mas, como tudo na vida, vai chegar um dia em que os cidadãos vão ter que escolher entre ter saúde ou comer! Porquê? Porque o caminho dos EUA não é caminho. Porquê? Porque gastar quase 20% do PIB em saúde, e ter uma saúde em que se excluem dezenas de milhões de cidadãos, só pode significar o seguinte: as corporações da saúde exploram o filão dos hiponcondríacos, de forma desmesurada. E os hipocondríacos vão ter que escolher entre pagar uma "panaceia" ou comer!

Tudo isto a propósito do aparente sucesso deste negócio público-público: Em 2009, a HPP Saúde registou um proveito operacional de 144 milhões de euros, mais 129% que em 2008, impulsionado pelo início do contrato de gestão do Hospital de Cascais em Janeiro do ano passado e pela actividade dos hospitais da Boavista, no Porto, e dos Lusíadas, que deverá atingir o break-even este ano.

Chamamos-lhe "público-público", uma vez que a HPP é detida pela CGD, que é por sua vez detida a 100% pelo Estado. A não ser que a HPP siga o caminho da Caixa - Seguros, ou seja venha a ser privatizada, tal como planeado no PEC.

No entanto, a HPP Saúde ainda não viu a côr do dinheiro: A empresa registou um prejuízo de 10,9 milhões de euros em 2009.

Wednesday, March 03, 2010

Caiu o tecto do novo Hospital de Cascais

Será verdade? Será verdade que as novas construções em Portugal, já não têm garantia de qualidade? E ainda por cima, a construção de um hospital?

Vejamos, o que aqui se diz: O tecto da zona de consultas do novo Hospital de Cascais, inaugurado há uma semana, caiu esta manhã. Não há feridos a registar.

Como? É verdade!

Aqui, dão-se mais detalhes: Uma ruptura numa conduta de água fez com que o tecto na ala de consultas externas do novo Hospital José de Almeida, em Cascais, ruisse.

Se não fosse sinistro, daria vontade de rir. O pior é que continuamos na onda do embuste, da mentira e da pura manipulação, pois inicialmente pretendeu-se mascarar a verdade: A notícia surge depois da agência Lusa ter dado conta de que os utentes que estavam à espera de consultas externas do novo edifício de Alcabideche terem sido evacuados da ala, tendo sido invocados "problemas técnicos".

O pior de tudo, é que o novo Hospital de Cascais é uma parceria pública-privada, entre o Estado e um banco do Estado (a CGD).

Aguardemos dias melhores, em Portugal. Mas, vai demorar muito!

Tuesday, August 25, 2009

Ministra da Gripe A

Fonte: aqui.

Com o Ministério da Saúde em auto-gestão, temos a Ministra da Gripe A. A Ministra da Saúde demitiu-se!

Isto é já um fait-divers pestilento: Depois de, na semana passada, a ministra Ana Jorge ter criticado o funcionamento da Linha Saúde 24, a empresa gestora do serviço argumenta que o contrato celebrado com o Governo não previa situação de epidemia e pede mais dinheiro.

Esta gente não tem vergonha. A Ministra abandonou o seu cargo e dedica-se ao fait-divers da época de Verão. Essa mesma Ministra, da Gripe A, que se demitiu da Saúde, há 3 meses renovou o contrato que tinha com a empresa da CGD, que gere a Linha Saúde 24. Há uma semana apareceu a dizer que a referida linha telefónica estava a atender 3.000 chamadas por dia, em vez das 10.000 chamadas contratadas. Agora, é a tal empresa da CGD (atenção, é do banco do Estado), que vem reclamar mais dinheiro!

A mentira é tão evidente, que vêm até desmentir a Ministra da Gripe A, quando dizem isto: Artur Martins, em declarações à Rádio Renascença, refutou as críticas da ministra e argumentou que o contrato celebrado com o Governo para o estabelecimento da linha "não previa uma situação de epidemia, mas apenas de funcionamento normal do sistema, pontualmente com alguns picos de situações de sazonalidade", mas não 10 ou 20 mil chamadas por dia.

Então a Ministra fala em 3.000 chamadas por dia, e o prestador de serviço fala em 10.000 ou 20.000 chamadas por dia. Quem falará verdade? Porque é que o fornecedor (a Linha Saúde 24) vem desmentir em público a Ministra (o cliente)? E o Cliente fica-se?

Contornos evidentemente pouco explicados, em relações muito difusas, para não lhe chamar outra coisa.

Thursday, August 20, 2009

SNS em acentuada degradação

Não somos contra um serviço de saúde público para todos os portugueses, em particular para os que têm menos posses. Somos aguerridamente contra um SNS tomado por uns quantos, que se consideram seus detentores. Pior, são estes, que hoje, aceleram o processo de desmantalamento do SNS, que já se iniciou há alguns anos. E porque é que aceleram a degração do SNS? Simplesmente, por incompetência e irresponsabilidade.

Vejamos alguns dos mais recentes exemplos de incúria e irresponsabilidade:

  • 1. A linha "Saúde 24": Até quarta-feira, a Linha de Saúde 24 estava a responder a cerca de três mil chamadas diárias, que correspondem a cerca de um terço das chamadas feitas (cerca de nove mil), avançou Ana Jorge em conferência de imprensa no Ministério da Saúde. Relembremos que esta mesma Ministra parece que renovou o contrato de prestação de serviços com a empresa do grupo CGD, há poucos meses. Mais, o próprio Director-Geral da Saúde veio recentemente dizer que estava tudo bem com a linha de atendimento telefónico!

  • 2. Uma rapariga de 17 anos foi vítima de violação sexual na noite passada. Ao dirigir-se ao Hospital de Santa Maria, em Lisboa, o pai da menor foi informado que não estavam disponíveis peritos do Instituto de Medicina Legal para a examinar e que a filha teria de aguardar doze horas, sem tomar banho ou ingerir alimentos, até que fosse vista por um médico do instituto. A razão para a espera: durante o mês de Agosto há apenas três médicos naquele serviço e na escala nocturna nenhum está disponível para realizar peritagens por falta de técnicos durante o período de férias.

  • 3. Nove hospitais com o estatuto de Entidade Pública Empresarial (EPE) vão ter menos dinheiro este ano para reforçarem o seu capital social, de acordo com um despacho governamental. Em termos globais, vão ser menos 38 milhões de euros face aos 105,4 milhões de euros previstos inicialmente, sendo que algumas unidades vão receber só metade do que estava estipulado. Um corte que poderá pôr em causa a concretização dos planos de investimento dentro dos calendários previsto por estas unidades, que servem mais de um milhão de pessoas.

É preciso mais exemplos? Os operadores privados de saúde para sobreviverem, têm apenas que ficar sentados, á espera que os clientes (ex-utentes) lhes cheguem aos serviços. Os Altos Funcionários do Ministério da Saúde tratam do resto.

Monday, July 20, 2009

O negócio bancário da saúde

Achamos estranho o interesse que alguns grupos bancários portugueses têm pelo negócio hospitalar: 1) BES/ Hospital da Luz; 2) CGD/ HPP; 3) BPN/ Grupo Português de Saúde.

Quando vemos isto: A Caixa Geral de Depósitos (CGD) e a HPP Saúde vão lançar um novo cartão destinado aos clientes das Unidades HPP Saúde e pretendem atingir 12 mil clientes até ao final do ano.

Que comentários teremos que fazer mais? Compre uma Coca-Cola, que nós damos-lhe um ingresso no Jardim Zoológico!

Está mesmo difícil vender "serviços hospitalares" em Portugal: O cartão de crédito HPP Saúde oferece descontos até 20% nas Unidades HPP, um programa de prevenção para a saúde através da emissão de vouchers para acesso a rastreios exclusivos, uma linha de crédito paralela para pagamentos fraccionados, com uma taxa de juro especial, para pagamentos realizados nas Unidades HPP Saúde e a possibilidade de estender todos estes benefícios a familiares.

Post Scriptum: Mas, a CGD parece que é um banco do Estado! Parece....

Monday, June 29, 2009

CGD à deriva

Nos EUA, durante décadas, dizia-se que "se a General Motors vai mal, a América também vai mal", tal a importância de tal empresa (hoje, que a General Motors está em processo de recuperação da falência, talvez a América vá mal!).

Em Portugal, a CGD foi sempre vista como o "pulmão" do Estado português. Aliás, após as desnacionalizações, a CGD é o braço do Estado para muitos investimentos deste. Nos tempos mais recentes, a CGD esteve relacionada com financiamentos mais ou menos cinzentos à aquisição de acções do BCP (nomeadamente do Sr. Manuel Fino), e está sempre relacionada com alguns negócios mais indigestos para o Estado português.

No sector da saúde, onde a CGD quis entrar, sabe-se lá porquê (talvez a moda do BES, BPN e outros quererem lá entrar), a Caixa não anda por bons lençóis e até já perdeu parceiros: A Caixa Geral de Depósitos desfez a parceria que tinha com o grupo hospitalar espanhol USP Hospitales, ao vender os 10% que detinha no seu capital social. A CGD, através da Caixa Seguros e Saúde, readquiriu os 25% do capital social dos Hospitais Privados de Portugal.

Depois, falta-lhes os recursos humanos, embora não lhes falte, por ora, dinheiro: A edição desta sexta-feira do semanário Sol avança o exemplo da empresa privada da Caixa Geral de Depósitos, a HPP Saúde, que está a gerir o Hospital de Cascais, a qual contratou recentemente uma equipa com quatro médicos do hospital Pulido Valente, abrindo um verdadeiro «buraco» na estrutura clínica deste hospital público. Os ordenados-base oferecidos a estes clínicos rondam os cinco mil euros líquidos.

Numa altura em que o Senhor Presidente da República apela à transparência e ao rigor, até parece que a velha Caixa nem é portuguesa!

Friday, May 29, 2009

Linha Saúde 24 ou "CGD connection" II

Já aqui o escrevemos, o contrato entre o Estado e a empresa que gere em outsourcing a Linha Saúde 24, só foi renovado porque a tal empresa é detida pela CGD, banco estatal.

Se mais dúvidas houvesse, isto confirma a nossa idéia: Relatório da Direcção-Geral da Saúde refere que a empresa privada ficou 32% aquém dos objectivos definidos, mas esta semana o Ministério da Saúde renovou o contrato por mais um ano. Hoje, a Linha de Cuidados Saúde substituiu o administrador-executivo.

Será que quando somos clientes de algum fornecedor e este nos presta um serviço que fica aquem do que era expectável, nós continuamos a querer o serviço do mesmo fornecedor? Evidentemente que não. A não ser que sejamos masoquistas ou que estejamos em conivência com o mau fornecedor.

É preciso fazer um "croquis"?

Tuesday, May 26, 2009

Linha Saúde 24 ou "CGD connection"

A Linha Saúde 24 é um serviço vital. Quer o país se chame Portugal ou Rússia. Não é possível gerir um sistema de saúde, sem uma linha de atendimento urgente, quanto mais não seja, como "placebo" e como forma de afastar muita gente das urgências hospitalares.

Por cá, a Linha Saúde 24 tem enchido as páginas dos jornais, por razões estranhas ao seu obejcto. Ou seja, por motivos laborais.

Contudo, a empresa que gere em outsourcing a Linha Saúde 24 viu renovado o seu contrato com o Ministério da Saúde por mais um ano. Que razão ou razões levou o Ministério da saúde a esta renovação? Na nossa opinião, apenas uma razão, esta: A tutela passou por cima dos conflitos laborais na empresa (Linha Saúde 24) – que faz parte do grupo Caixa Geral de Depósitos – prolongando o contrato até 2011.

Na nossa opinião, a avaliação de um outsourcing deve ir mais além do que a mera ligação accionista.

Thursday, November 20, 2008

HPP: o crescimento através da nacionalização

As nacionalizações voltaram. Desta vez, até são benvindas pelos detentores de capital. Os exageros do passado recente, a ganância de alguns investidores e a falta de rigor de vários projectos empresariais portugueses, leva a que os accionistas de empresas técnicamente falidas prefiram estar debaixo do chapéu do Estado. E pasme-se, o lado esquerdo da política é contrário a este tipo de "nacionalização por amizade".

Veja-se este exemplo de nacionalização:
  • A Hospitais Privados de Portugal (HPP), a empresa do grupo Caixa Geral de Depósitos com interesses na Saúde, vai “provavelmente” comprar o Grupo Português de Saúde (GPS).
  • ”Provavelmente, ficaremos com a gestão do GPS”, disse a mesma fonte ligada ao banco público, acrescentando que, como muitas das empresas da Sociedade Lusa de Negócios estão “fortemente ligadas” ao banco, o endividamento seria insuportável a curto prazo.
  • A concretizar-se, a HPP ficará com a gestão da primeira parceria público-privada na área da Saúde– a gestão de um Centro de Medicina Física e de Reabilitação, em São Brás de Alportel, no Algarve – e com o British Hospital, em Lisboa, para além de várias clínicas espalhadas pelo país.

Engraçado o actual "jogo financeiro". O Estado agora suporta projectos empresariais, levantados com critérios duvidosos e sem viabilidade económico-financeira. O contribuinte pagará, já a seguir.

Thursday, November 06, 2008

A eficiência dos Tribunais

Se há sector da sociedade portuguesa que não tem demonstrado nenhuma evolução ao nível da sua eficiência, é a Justiça. Porque razão ou razões? Muitas, tais como corporativismos em excesso, desresponsabilização em excesso e descoordenação de actividades.

Bem, mas por aqui fala-se habitualmente de saúde. E achamos estranha esta celeridade do Tribunal de Contas:
  • O Tribunal de Contas (TC) visou o contrato de gestão do futuro Hospital de Cascais assinado entre o Estado e o grupo Hospitais Privados de Portugal (HPP).
  • O documento havia sido chumbado em Julho, com a justificação fundamental de que o caderno de encargos da entidade privada incluía o tratamento de doentes oncológicos, enquanto o contrato de gestão não contemplava essa valência.
  • «Houve uma alteração do perfil assistencial, no que toca à prestação de cuidados continuados, à assistência a doentes infectados com HIV e à eliminação da produção em hospital de dia médico em oncologia, relativamente ao previsto no caderno de encargos», referia o acórdão.
  • Quase quatro meses depois do parecer negativo e oito meses depois do lançamento da primeira pedra da unidade, o TC decidiu agora autorizar o contrato «sem qualquer comentário adicional».

Estranhamos a extraordinária celeridade do Tribunal de Contas, e já agora, o referido Tribunal mudou radicalmente de opinião em tão pouco tempo!

Quando a oferta é muita, o pobre desconfia! Ditado popular sábio.

Tuesday, May 20, 2008

Hospital dos Lusíadas

Fonte: aqui.

O Hospital dos Lusíadas, localizado no Alto dos Moinhos, junto à Av. Lusíada, em Lisboa é a nova unidade da HPP Saúde com capacidade para 20 mil cirurgias, 50 mil diárias e 400.000 consultas por ano. O hospital dispõe de 160 camas, 60 gabinetes de consultas, oito salas de bloco operatório, três salas de bloco de partos e um hospital de dia médico.

Tuesday, April 22, 2008

Hospital dos Lusíadas

A saúde tornou-se apetecível. O investimento em saúde disparou. Só há uma coisa que nos deixa na dúvida: será que os grandes operadores de saúde realizam grandes lucros? Temos dúvidas.

O Grupo Caixa Geral de Depósitos abriu, através da sua participada HPP, o seu maior hospital: O Hospital dos Lusíadas já está a funcionar a meio-gás (apenas com ortopedia) desde meados de Fevereiro, mas a inauguração, com todos os serviços a 100%, será a 19 de Maio.

Vejamos alguns números sobre a nova unidade de saúde:
  • A HPP – Hospitais Privados de Portugal vai inaugurar o Hospital dos Lusíadas, em Lisboa, a 19 de Maio, depois de um investimento que ascendeu a 85 milhões de euros e que a administração da empresa do grupo Caixa Geral de Depósitos espera rentabilizar em seis a oito anos.
  • A nova unidade da HPP (controlada a 75% pela Caixa Seguros e a 25% pela USP Hospitales) tem capacidade para fazer 20 mil cirurgias por ano, tendo um perfil assistencial generalista: o hospital terá obstetrícia, ginecologia e pediatria, área cardiovascular, oncologia, ortopedia e traumatologia, oftalmologia e serviço de urgências.
  • António Maldonado Gonelha lembrou ainda que os dois principais investimentos recentes da HPP, Lusíadas e Hospital da Boavista, representam um investimento conjunto de 150 milhões de euros, que elevará a oferta do grupo de 230 para 610 camas.
  • Esta unidade contará com 220 médicos e 94 enfermeiros, recrutados maioritariamente no sector público. A HPP espera para este hospital uma facturação de 100 milhões de euros anuais, algo que deverá ser atingido daqui a seis anos.

Boa sorte, para mais este investimento em saúde.

Wednesday, July 11, 2007

O Estado contra-ataca

O Estado, que somos todos nós, nem sempre, está directamente relacionado com os Governos. Muitas vezes, o Estado está presente em empresas municipais, ou em empresas públicas. E até, acaba por fazer sentir a sua presença em empresas privadas.

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) é o braço financeiro do Estado. A CGD não só é o mais lucrativo (!) banco em Portugal, como tem participações simbólicas, mas de referência em múltiplas empresas em Portugal, e no estrangeiro.


Mas, atenção que a participada da HPP, também é accionista da HPP: USP que tem 25% da HPP.

Ou seja, são as teias do dinheiro, e o Estado parece já estar muito à vontade, nestas teias!

E o Estado até já é financiador do Estado, ainda que através de uma participada de um seu participado: A empresa do sector da saúde da CGD foi o consórcio vencedor do concurso para o futuro hospital de Cascais, em regime de parceria público-privada, estando actualmente a negociar com o Estado os termos do contrato de gestão desta unidade hospitalar.

Confuso? Não vale a pena. São as velhas teias do dinheiro, apenas com novos actores.

Tuesday, June 26, 2007

Afinal, o Estado financia o Estado

As Parcerias Público - Privadas parece que vão assumir-se como a solução para todos os problemas. Pelo menos, é o que se vai lendo na imprensa, e também é o que vão dizendo os políticos do Governo e da Oposição.

Agora, surge-nos esta notícia: A Caixa Geral de Depósitos (GGD) e a Parpública criaram um banco que vai «renegociar o financiamento de parcerias público-privadas (PPP)».

Mas, afinal a CGD é 100% do Estado e a Parpública é o braço-financeiro do Estado. De que lado estará a parceria entre a CGD e a Parpública? Do lado "Privado" ou do lado "Público"?

Coisas estranhas, da sociedade Europeia!