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Friday, November 30, 2012

Dengue na Madeira

O número de casos de dengue confirmados em laboratório aumentou na última semana para 966. “Foram notificados 1.891 casos de febre de dengue, dos quais 966 com confirmação laboratorial”, afirmou Francisco George, que assina o comunicado semanal, disponível no sítio na Internet da Direção-Geral da Saúde (DGS).

No documento lê-se que no âmbito do processo de monitorização do surto de dengue na ilha da Madeira, “desde o dia 3 de outubro e até ao dia 25 de novembro foram, cumulativamente, notificados 1.891 casos de febre de dengue” na região.


No boletim emitido a 07 de novembro, a DGS anunciou que “a situação epidemiológica atual não implica qualquer restrição a viagens” para a Madeira, mas “os viajantes deverão observar as recomendações” deste organismo disponíveis no seu sítio da Internet e “ter em atenção as orientações das autoridades de saúde da Região Autónoma da Madeira”. “A principal medida de proteção contra picadas de mosquitos vetores é o uso de repelentes”, sustenta a DGS.

Tuesday, December 13, 2011

A Madeira é só um pequeno ilhéu

A Madeira está para Portugal, como Portugal está para a União Europeia. A Madeira viveu durante décadas do financiamento do Continente e do crédito internacional com o aval do Estado português.

Portugal viveu durante décadas tendo como base o financiamento internacional. Agora, com o crédito adicional da chamada Tróika, Portugal vive com o aval da finança internacional, isto é, com o apoio da União Europeia e do FMI.

Ou seja, quer a Madeira, quer o Continente, tiveram um crescente desenvolvimento durante décadas. Este desenvolvimento foi obtido através da dependência acentuada do crédito internacional. Agora, Portugal entrou em bancarrota e a Madeira entrou em colapso.

Este é só mais um exemplo que ilustra a imensa irresponsabilidade de quem tem governado o país ou alguma das suas partes: A Associação Nacional de Farmácias (ANF) informou hoje, em comunicado, que a partir do próximo dia 15 de Dezembro (quinta-feira) as farmácias não poderão continuar a dispensar medicamentos a crédito à população da Região Autónoma da Madeira. Isto porque a dívida da região às farmácias é, neste momento, de 77 milhões de euros, estando em dívida as comparticipações desde Setembro de 2009.

Quem vive à custa dos outros, dificilmente muda de caminho. Isto passa-se com os indivíduos, as famílias ou as empresas. É como a toxicodependência. É quase irreversível. A gente que conduziu Portugal e todas as suas partes à actual condição, continua a dirigir a nação.

Quando a cabeça não pensa, o corpo é que paga: a ANF publicou um anúncio na imprensa informando que as farmácias vão deixar de dispensar medicamentos a crédito à população da Região Autónoma da Madeira a partir de quinta-feira.

Wednesday, April 06, 2011

Portugal no fim da linha

Dívidas. Taxas de juro. Déficits. Insolvência. Bancarrota. Economia. São palavras que enchem os telejornais, os jornais, os fóruns, as conversas de café. A maior parte do que é dito e escrito, nem sequer é bem escrito ou bem falado. Muito do que se afirma, nem sequer tem um suporte factual. Mas, Portugal está a chegar ao fim. Ou pelo menos, vai ter um intervalo longo.

Esta é só mais uma prova, e bem clara: As farmácias da Madeira decidiram suspender definitivamente, a partir de 1 de Maio, a dispensa de medicamentos a crédito aos beneficiários do Serviço Regional de Saúde (SRS), devido a uma dívida de 116 milhões.

Quando a entidade que deveria ser mais respeitável e respeitada faz isto: Deduzidos os 36 milhões financiados pela Caixa Geral de Depósitos, o executivo de Alberto João Jardim tinha-se comprometido a pagar gradualmente em oito anos os remanescentes 85 milhões, mas falhou esse acordo logo no primeiro mês.


Já não há valores. Já não há dignidade. Já não há nada. É o vazio.

Wednesday, November 17, 2010

Barões

Fonte: aqui.


Portugal comemorou recentemente 100 anos de República. Mas, os barões, os duques e os princípes continuaram por cá:
  • "Alberto João Jardim é presidente do governo regional, mas tem de perceber algo muito concreto: ou declara independência do país ou, se a Madeira faz parte do todo nacional, há legislação nacional" a cumprir, frisou Pedro Nunes.
  • Enquanto persistir a recusa da Madeira em permitir a avaliação extraordinária do Centro Hospital do Funchal e dos centros de saúde do arquipélago, que deveria ter sido realizada até Setembro passado, o bastonário da OM garante que não permitirá a abertura de novos internatos em 2011.
  • Jardim Ramos reagiu garantindo que tinha “ recebido dos colégios de especialidade da Ordem dos Médicos (OM) pareceres favoráveis para haver formação em 2011 nos serviços do Hospital Central do Funchal”.
  • Por seu lado, Alberto João Jardim reduz a situação a “um conflito que tem natureza política”. Como “o presidente da Ordem dos Médicos está de saída, eu não queria fazer dele uma pessoa importante e, portanto, nós vamos seguir o nosso caminho e o presidente da Ordem dos Médicos vai à vida e não tem qualquer importância para nós”, conclui.

Tuesday, August 31, 2010

Uma boa notícia da Madeira

Finalmente, há alguém com vontade e empenho para enfrentar as forças duras do medicamento, e vem da Madeira: Um decreto legislativo regional publicado no Jornal Oficial da Madeira estabelece que, a partir de 12 de setembro, os utentes do Serviço de Saúde na região passam a poder optar pelo genérico ou o medicamento de marca comercial.

Por que espera a Dra. Jorge? É isto que nós precisamos há muito tempo para tentar travar as despesas com medicamentos: o secretário regional dos Assuntos Sociais madeirense destaca que esta medida, definida no DLR nº 16/2010/M, publicado a 13 de agosto, "estabelece que a prescrição de medicamentos é feita de acordo com a denominação comum internacional, pelo nome da substância ativa e não por outros critérios".

Já imaginávamos que aparecessem os amigos da Indústria Farmacêutica: A Ordem dos Médicos deu parecer «absolutamente negativo» ao decreto legislativo regional que estabelece que os utentes do Serviço de Saúde da Madeira passam a poder optar pelo genérico ou o medicamento de marca comercial.

Thursday, January 15, 2009

Unidade de radioterapia na Madeira

A instalação de uma unidade de radioterapia não custa meia dúzia de euros. Naturalmente que não queremos implicitamente dizer que a instalação de equipamentos de cariz oncológico deva apenas ser avaliada por questões de rentabilidade comercial. Os portugueses pagam impostos e devem ser solidários. Mas, é preciso avaliar a disponibilidade dos recursos, face às necessidades.

Lemos esta notícia:
  • Os cerca de 250 doentes oncológicos na Madeira que anualmente se tinham de deslocar ao continente para tratamentos passarão a ser assistidos na unidade de radioterapia que vai entrar em funcionamento em Fevereiro no Funchal.
  • O governante, Francisco Jardim Ramos, salientou tratar-se de uma clínica privada que se candidatou num concurso internacional, a Quadrante, que tem várias unidades de prestação de serviços nesta área, em Lisboa, Porto e Faro.
  • "Temos enviado uma média de 250 doentes oncológicos por ano ao continente. Esta é já uma doença com muita carga de sofrimento, que traz mais penosidade pelo facto das pessoas terem de sair da região, pelo que o objectivo deste projecto é dar-lhes mais conforto e amenizar a situação", destacou.

Não queremos imaginar o sofrimento de um doente oncológico. Mas, queremos antes, imaginar que há muitas outras doenças dolorosas e mais raras, mas que não têm qualquer apoio, dado que os recursos são escassos!

Será que 250 doentes justificam a instalação de uma unidade de radioterapia? Temos muitas dúvidas.