Monday, June 04, 2012
Finalmente, a receita por DCI
Friday, October 21, 2011
May day, may day
Sunday, May 15, 2011
Evidências
Wednesday, March 23, 2011
O descalabro esperado
Wednesday, March 16, 2011
Porreiro, pá!
Wednesday, February 23, 2011
A racionalidade dos mercados
Thursday, November 18, 2010
Os predadores do SNS - XIV
- Apifarma diz que valor global da dívida é de 1.034 milhões de euros. Farmacêuticas já começaram a emitir facturas com juros de 8%.
- A dívida dos hospitais à indústria farmacêutica e às empresas fornecedores de meios de diagnóstico voltou a crescer no mês de Outubro e é agora de 1.034 milhões de euros. Deste valor, mais de 733 milhões estão por pagar há mais de 90 dias.
- De há um ano para cá, a dívida global aumentou 55%, enquanto a dívida a mais de 90 dias cresceu 92%. O prazo médio de pagamento também se agravou em 32%.
Para os inquilinos da Avenida João Crisóstomo, infelizmente, já não há notícias sobre o "swine flu"!
Post Scriptum: os especuladores financeiros que financiam a dívida pública portuguesa, esses estão bem atentos, a estas e a outras realidades.
Tuesday, October 26, 2010
O Império contra-ataca
- A Ordem dos Médicos (OM) considerou hoje «um absurdo, um erro» a recente legislação sobre prescrição do medicamento, pelas consequências na saúde pública e por distinguir os que têm e não têm dinheiro para os pagar. Em conferência de imprensa, em Coimbra, o Conselho Nacional Executivo da OM, afirmou que «por dever de verdade» não podia deixar de expressar «a maior preocupação sobre as consequências em termos de saúde, económicas e pela inaceitável discriminação dos portugueses mais desfavorecidos».
- O abaixamento em seis por cento no preço dos medicamentos vai prejudicar a indústria farmacêutica, pondo em causa entre 1500 a 2 mil postos de trabalho e com prejuízos financeiros entre 150 milhões a 170 milhões de euros. O alerta foi hoje dado pela Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma), para a qual a redução sistemática do preço dos medicamentos é vista «com muita apreensão».
Ou seja, esta gente deve pensar que o cidadão que trabalha árduamente, e que cumpre as suas obrigações fiscais, ainda deve agradecer a esta gente, pelo facto de se servirem de Portugal! O feudalismo já acabou há muito tempo.
Thursday, October 14, 2010
Os predadores do SNS - VIII
- A oposição aprovou hoje diplomas do CDS-PP para generalizar a prescrição de medicamentos genéricos e a dispensa de fármacos em unidose, com críticas unânimes à «inércia» do Governo nestas áreas. O projeto de lei para generalizar a prescrição de medicamentos por princípio ativo (genéricos) foi aprovado com os votos favoráveis do CDS-PP, PSD, PCP, BE e PEV e contra do PS.
Naturalmente, os predadores contra-atacam:
- A Ordem dos Farmacêuticos saudou hoje a aprovação pelo Parlamento da prescrição de medicamentos por princípio activo mas criticou a aprovação da unidose sem garantias definitivas da segurança desse modelo e dos seus benefícios.
- A Apifarma condenou hoje as iniciativas aprovadas na Assembleia da República sobre a prescrição de medicamentos, sobretudo a generalização da prescrição por denominação comum internacional (DCI), que considera poder vir a ter consequências catastróficas para o setor.
Curiosa é a posição do partido do governo, que supostamente deveria defender a unidose e a prescrição por DCI, como forma de controlar custos, num orçamento da saúde em total desequilíbrio (sabendo-se que a factura dos medicamentos é superior a 20% do total dos gastos com a saúde). Provavelmente, deverão haver razões que a própria razão desconhece!
Monday, August 30, 2010
Ministério da Saúde: a clara desorientação
Wednesday, July 07, 2010
Perdoai-lhes, Senhor
Tuesday, July 06, 2010
Se a incompetência pagasse impostos
Monday, July 05, 2010
Os custos de ser mau pagador
Sunday, May 02, 2010
A farmácia visa sobretudo o lucro
Friday, September 18, 2009
Adensa-se o cenário escuro
Monday, November 24, 2008
Medicamentos: Luta entre gigantes
- O Governo desistiu de impor às farmácias, à indústria e aos grossistas margens de lucro na venda de medicamentos.
- Para Ana Jorge, ao Estado cabe "salvaguardar o direito ao acesso do cidadão" aos fármacos e que para isso basta-lhe "fixar os preços máximos". Deixa, assim, à indústria, farmácias e distribuidores o ónus da definição das "margens adequadas ao seu próprio negócio".
Por uma vez, estamos em completo acordo com a Ministra da Saúde. Os jogadores do mercado que façam valer os seus trunfos, pois que o Estado definiu o seu tecto máximo.
E, não se venha dizer que os Laboratórios farmacêuticos, representados pela Apifarma, são mais poderosos do que o retalho farmacêutico, representado pela ANF. São dois gigantes em Portugal. Por isso, chegou a altura de viverem com menos!
Mas, será que o sector do medicamento vai ter que viver com menos, ou serão os doentes a pagar mais? Veremos as cenas dos próximos capítulos.
Thursday, September 25, 2008
Haverá falta de medicamentos em Portugal?
- Há medicamentos que estão a ser exportados para outros países europeus, onde o seu preço é mais elevado do que no mercado nacional. Mas no meio do negócio, doentes portugueses têm ficado privados dos fármacos de que precisam, o que preocupa médicos e responsáveis do sector da saúde.
- "O caso mais preocupante surgiu agora, com uma doente que estava a tomar um novo medicamento anti-psicótico e que ficou mais de duas semanas sem ele porque estava totalmente esgotado nas várias farmácias a que foi".
- Preocupado com a situação, o médico contactou o laboratório responsável pela produção daquele fármaco para apurar a razão da sua ausência no mercado, mas a resposta surpreendeu-o: o medicamento não estava disponível porque a empresa distribuidora o tinha exportado.
- Segundo o presidente da Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma), João Almeida Lopes, "as empresas distribuidoras ganham mais se exportarem os medicamentos do que se os venderem ao mercado nacional", uma vez que o preço de muitos fármacos é mais baixo em Portugal do que noutros países europeus.
- O vice-presidente da Federação Nacional dos Médicos, Mário Jorge Neves, considera que "o país está à mercê de outros interesses, que não os dos doentes" e deixa um aviso: "Em determinadas terapêuticas em que as pessoas dependem da toma diária de um medicamento, isso pode ser a fronteira entre a vida e a morte".
- O presidente da Federação das Cooperativas de Distribuição Farmacêutica (FECOFAR), José Amorim, reconhece que "a exportação paralela é um problema delicado que, não sendo ilegal, causa algum embaraço e desconforto porque, às vezes, os medicamentos acabam por faltar no mercado nacional".
Sinceramente, acabamos por não perceber claramente o problema. Mas, de uma coisa temos a certeza, esta notícia retrata um enfrentamento entre o Estado e a Indústria Farmacêutica, provavelmente motivado pela pressão que o ex-Ministro da Saúde, Correia de Campos, colocou ao fazer descer administrativamente os preços dos medicamentos dois anos consecutivos.
Vamos ver o que fará a Senhora Ministra da Saúde, face a este problema que se pode vir a tornar complicado.
Monday, June 30, 2008
Não há impostos que cheguem!
- a indústria não suspende fornecimentos, não cobra juros, não faz muito barulho e, acima de tudo, está sempre interessada em vender os seus novos produtos. A dívida acumulava-se, mas depois havia sempre um Orçamento rectificativo, e os administradores hospitalares e os directores das multinacionais andavam felizes e tranquilos durante uns tempos. O problema é que só aparentemente a indústria é o fornecedor ideal: como têm a certeza de que não vão receber a tempo e horas, os laboratórios sobem os preços à partida.
- Miguel Gouveia diz que as diferenças de preço podem chegar aos 28% e Pedro Pita Barros diz que os hospitais estão a pagar mais 33 milhões em juros por causa dos atrasos. O problema não é só dos hospitais. Afinal, a factura chega a todos nós sempre que os hospitais compram medicamentos mais caros, porque não pagam a tempo e horas.
Coitados dos portugueses, que continuam a ser mal "geridos"! Ou como referiu um antigo Primeiro Ministro, "é a vida"!
Wednesday, January 23, 2008
Os medicamentos em unidose e a voragem pelo lucro
- A indústria farmacêutica considera que a venda de medicamentos em unidose, que o CDS-PP vai hoje defender no Parlamento, «poderia acarretar um perigo para a saúde pública».
Como? O doentes em vez de possuirem stocks de medicamentos em casa, que lhes custa dinheiro e ao Estado (SNS), passavam a possuir uma quantidade aceitável, e isso causa problemas de saúde pública? Grandes cortinas de fumo, para os ingénuos engolirem!
Mas, vejamos como a argumentação é fraca:
- «Considerar que a distribuição por unidose é resolução do problema dos doentes e uma medida para aumentar a sustentabilidade do sistema de saúde é profundamente irreflectido e demagógico»
- Para a Apifarma, a medida «poderia acarretar um perigo para a saúde pública, por não estarem acauteladas as condições exigíveis de qualidade e segurança.»
É em alturas como estas, que os políticos que são eleitos pelos cidadãos, necessitam de cuidar dos recursos de todos, e não privilegiar só alguns!
Vejamos o que nos diz o Ministro Correia de Campos e a maioria parlamentar que o suporta.
É na gestão do desperdício que acarretam os stocks de medicamentos em casa dos cidadãos, que se pode poupar. Poupa-se mais, do que nos encerramentos de hospitais, sem alternativa para os cidadãos.

