Wednesday, October 24, 2007

Swiss Smile


Fonte: Swiss Smile.

A globalização de alguns conceitos já não é nova. Depois da Coca-Cola, do MacDonald's, das Levi's, da Zara, da Ikea ou da Starbucks, talvez estejamos perante um conceito de saúde em fase de globalização, conforme se escreve aqui: Two dentists from Zürich have turned the profession on its head and are now exporting the results.

Ou seja, estaremos nós perante uma nova rede mundial de serviços dentários? Talvez, pois vejamos mais detalhes: At least, that’s the promise of the glamorous Abivardi sisters, Haleh and Golnar, who last month opened what they claim is Europe’s largest private dental clinic – bang in the middle of London’s Mayfair, surrounded by luxury boutiques and hotels, impenetrably discreet beauty salons and the offices of Vogue magazine.

Para quem quer ver mais detalhes sobre a Swiss Smile, pode ir aqui.

Monday, October 22, 2007

As Farmácias e a gestão do espaço

Perante esta notícia: «O problema da falta de espaço é um dos mais graves com que as farmácias se debatem», disse à Lusa fonte oficial da Associação Nacional de Farmácias (ANF), ficamos incrédulos, sobretudo porque o problema do espaço das farmácias tem que ver com os medicamentos genéricos.

Então para a corporação das farmácias, o problema é este:
  • A introdução no mercado de medicamentos genéricos veio criar um problema de falta de espaço para armazenamento nas farmácias.
  • Além da substância activa ou princípio activo Sinvastatina com 319 apresentações de genéricos, seguem-se a Amlodipina com 241, Risperidona com 237 (ambas para perturbações psiquiátricas), Ciprofloxacina (antibiótico) com 231, Sertralina (antidepressivo) com 225, Lansoprazol (acidez gástrica) com 204, Pravastatina (colesterol) com 170, Omeprazol (acidez gástrica) com 136, Fluoxetina (antidepressivo) com 104 e Acido Alendrónico (osteoporose) com 75 medicamentos genéricos, nas suas várias apresentações.

Não entendemos qual o problema das farmácias. Hoje, com um software com capacidades mínimas, consegue-se gerir muito bem um portfolio de milhares de referências. Nem sequer é necessário um grande conhecimento de gestão.

Os hipermercados gerem mais de 50.000 items. Em algumas categorias de produtos, os hipermercados, perante a oferta de 50 marcas, só oferecem 4 ou 5. O consumidor só tem que escolher o que existe, sob pena de ter que ir a outro hipermercado.

A ANF até sabe trabalhar bem com as regras do mercado, porquê que não se adapta a uma oferta de produtos maior? Até porque, é natural que várias marcas de genéricos venham a sair do mercado, porque as vendas são baixas.

Mas, é mais fácil chamar pelo regulador que até tem estado a fazer o seu trabalho: o Infarmed entende que actualmente «já há medicamentos genéricos para a maior parte das patologias e para as patologias mais importantes».

Farmácias: a propriedade já não tem limitações

Durante dezenas de anos, só quem era farmacêutico podia ter uma farmácia. Nunca percebemos porquê. Até porque, nem só os cozinheiros podiam ter restaurantes ou os médicos podiam possuir clínicas.

Finalmente, e como todas as regras arbitrárias e anacrónicas, acabam por um dia, ter o seu fim. A maior corporação de farmácias em Portugal, entretanto, já se adaptou aos novos ventos: A Associação Nacional de Farmácias já procedeu a uma alteração dos seus estatutos para permitir que, diante das novas regras de funcionamento do sector, por força da liberalização da propriedade dos estabelecimentos de dispensa de fármacos e do novo regime jurídico da actividade, os proprietários de farmácias que não sejam farmacêuticos possam aderir à ANF.

Ou como se costuma dizer, se não podes com eles, junta-te a eles!

Post Scriptum: Ainda não percebemos porquê que não é possibilitada a abertura de mais farmácias.

Sunday, October 21, 2007

Thursday, October 18, 2007

Controlo biométrico com silicone!

Curiosa a gestão de recursos humanos que anda pela Administração Pública portuguesa. No Estado, que somos nós todos, há de tudo, para todos:
  • Pessoas com nomeação definitiva em Diário da República, que nem que não apareçam no trabalho durante semanas a fio, colocarão em risco a sua nomeação definitiva;
  • Pessoas que estão há mais de uma dezena de anos, em renovação contratual regular, independentemente de fazerem falta ou não ao Estado.
  • Pessoas que não têm qualquer vínculo ao Estado, mas que trabalham para ele. Sabe-se lá porquê.....
  • Pessoas a "recibo verde".
  • Pessoas que durante anos não têm o mérito reconhecido.
  • Pessoas em "licença sem vencimento" há uma dezena de anos, como se alguém pudesse fazer falta a um qualquer patrão, estando fora da organização durante uma década!

Mas, prometemos no título escrever sobre "controlo biométrico". Aqui vai o que afirmou uma antiga Ministra da Saúde:

  • A instalação de sistemas de controlo de assiduidade biométrica irá conduzir à degradação do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e está a provocar um sentimento generalizado de desmotivação na classe médica que já levou muitos clínicos a optarem por trabalhar no sector privado ou a anteciparem a aposentação.
  • Esta é a conclusão tirada da conferência em jeito de aula dada na Ordem dos Médicos, em Lisboa, pela professora universitária (e ex-ministra da Saúde) Manuela Arcanjo perante uma plateia composta por algumas dezenas de clínicos.

Contudo, com arte e engenho, até os controlos biométricos podem ser contornados:

Avaliação dos serviços de saúde em Portugal

Já tinhamos aqui escrito sobre um estudo realizado por uma entidade pan-Europeia, a Health Consumer Powerhouse, que classificou o serviço nacional de saúde, em 19º, em 27 Estados da UE (25 + Bulgária + Roménia).

Tínhamos prometido que voltaríamos ao assunto. Assim, aqui apresentamos os aspectos mais positivos, de acordo com o referido Estudo:
  • Na rubrica, "Informação aos doentes", o item "qualidade no atendimento telefónico e na internet, durante 24 horas", atribui a Portugal um nível elevado.
  • Na rubrica, "resultados do Serviço de Saúde", o item "mortalidade infantil, por 1.000 habitantes", é muito bom em Portugal.
  • Na rubrica "generosidade dos sistema publicos de saúde", o item "vacinação infantil", é muito bom em Portugal.

Quanto aos aspectos negativos, infelizmente são mais relevantes do que os positivos:

  • Na rubrica, "Informação aos doentes", o item "seguro relativo a más práticas", o item "registo de médicos por especialidade disponível para os doentes", o item "prestadores de serviço com um catálogo com o seu nível de qualidade", são todos items em que Portugal é considerado como estando muito mal.
  • Na rubrica, "Lista de espera", o item "atendimento pelo médico de família no próprio dia", o item "acesso directo ao especialista" e o item "tempo de espera de grandes cirurgias inferiores a 90 dias", Portugal sai muito mal classificado.
  • Na rubrica, "Resultados", o item "mortalidade infantil cardíaca" e no item "infecções", Portugal tem resultados maus.
  • Na rubrica, "generosidade dos sistema publicos de saúde", o item "operações às cataratas por 100.000 habitantes" e o item "cuidados de saúde dentária pelos serviços públicos", são muito mal avaliados em Portugal.

Resumimos da seguinte forma: o estado da saúde em Portugal não é muito mau, mas no cenário em curso, perspectiva-se uma degradação evidente, sobretudo ao nível em que se deve começar a cuidar da saúde, que é nos cuidados primários.

Tuesday, October 16, 2007

Uno de cada diez médicos ha sufrido agresiones de los pacientes o familiares

Não, não vamos falar do caso português. Isto é, não sabemos qual é a percentagem de médicos portugueses que são agredidos ou insultados pelos doentes ou seus familiares.

A notícia vem de Espanha, e é preocupante: Las consultas de atención primaria, los servicios de atención hospitalaria o las unidades de urgencias se han convertido, en alguna ocasión, en un verdadero calvario para un porcentaje nada desdeñable de los médicos españoles.

Não aplaudimos, evidentemente. O que queremos chamar à atenção, é que esta é uma tendência crescente no mundo, e à qual Portugal não irá fugir. As pessoas exigem cada vez mais dos prestadores de cuidados de saúde; as pessoas exigem mais qualidade de vida; as pessoas exigem custear menos os cuidados de saúde. Normalmente, quem está do "outro lado", são os médicos e os enfermeiros.

Os números são assustadores: Las cifras de estas actitudes violentas evidencian, por sí mismas, la intranquilidad y el temor que se ha instalado entre los médicos. De los 160.000 médicos en ejercicio, el 10% ha sido agredido físicamente alguna vez por pacientes o familiares de pacientes, y una amplia mayoría, tres de cada cuatro, han recibido una o más veces amenazas verbales, según una encuesta de la Confederación Estatal de Sindicatos Médicos (CESM), mayoritaria en el sector.

Monday, October 15, 2007

Obesidade: lá como cá!

Fonte: aqui.

Parece que os dentes não fazem parte da saúde


Em Portugal, há já muitos anos, que o SNS se esquece dos dentes! Isto é, quem quer ir ao Dentista, paga. Pensamos que o SNS nem tem lista de espera de Dentista. Simplesmente, parece que não tem Dentistas....

Também desde há longos anos, que o SNS tenta ser um decalque do NHS, Britânico. Até no serviço que presta quanto aos dentes, o SNS se quer parecer com o NHS, se não vejamos esta notícia:
  • Falling numbers of state dentists in England has led to some people taking extreme measures, including extracting their own teeth, according to a new study released Monday.
  • Others have used superglue to stick crowns back on, rather than stumping up for private treatment, said the study. One person spoke of carrying out 14 separate extractions on himself with pliers.
  • More typically, a lack of publicly-funded dentists means that growing numbers go private: 78 percent of private patients said they were there because they could not find a National Health Service (NHS) dentist, and only 15 percent because of better treatment.
  • "This is an uncomfortable read for all of us, and poses serious questions to politicians from patients," said Sharon Grant of the Commission for Patient and Public Involvement in Health.

Os portugueses sempre admiraram França, e sempre gostaram menos dos Britânicos. Seria bom, que na saúde, a tendência também fosse França. O Professor Correia de Campos até foi em França que desempenhou funções de Administrador Hospitalar.....

Sunday, October 14, 2007

O milagre das rosas - versão 2008

Nada nos surpreende, quanto á forma como se trabalham números. Há quem pense que os números, por serem demasiados claros e objectivos, só podem transmitir verdade! Nada de mais enganador. Com os números, só é preciso saber trabalhá-los, à nossa medida e como queremos. Acredite-se ou não, mas a ciência dos números é uma arte!

Olhemos para esta notícia, que nos dá uma ideia global sobre o Orçamento de Estado 2008:
  • A despesa total estimada do Ministério da Saúde para 2008 é superior em 0,9% à prevista para este ano, mas ainda assim fica abaixo da inflação.
  • A despesa prevista para 2008 é de 8.645,6 milhões de euros, quando a estimativa para 2007 era de 8.564,4 milhões de euros.
  • Para o Serviço Nacional de Saúde, o Orçamento de Estado para o próximo ano consagra 7.937,2 milhões de euros, dos quais 7.900 milhões de euros se destinam a despesas de funcionamento, nomeadamente dos estabelecimentos de saúde do sector público administrativo (4.653,1 milhões de euros) e dos hospitais com estatuto de Entidade Pública Empresarial (3.077,2 milhões de euros).

Alguém acredita que se consiga fazer crescer o orçamento de 2007, para 2008, em menos de 1%? Só quem acredita em mistificações! A despesa com a saúde cresce em qualquer parte do mundo, cerca de dois dígitos percentuais. Em Portugal, cresce menos de 1%!

Será a magia do Professor Correia de Campos?

Numa outra notícia, vemos uma tendência que mostra o futuro da saúde em Portugal:

  • As PPP na área da Saúde vão absorver 80,7 milhões de euros em 2008, e 224,4 milhões de euros em 2009.
  • O valor orçamentado para 2008 engloba as PPP já em operação (o centro de atendimento do SNS e o Centro de Medicina Física e de reabilitação do Sul), os projectos em concurso (como o hospital de Loures e os novos hospitais de Cascais, Braga e Vila Franca de Xira).

Porquê que não se assume, de uma vez por todas, que está em curso a substituição do SNS, tal como está constitucionalmente consignado?

Post Scriptum: Repare-se que o Orçamento de Estado de 2008, apenas prevê investir 37,2 milhões de euros, no sector da saúde, e gastar 7.900 milhões de euros em despesas de funcionamento!

Friday, October 12, 2007

Telemedicina

Falar de telemedicina, já não é novidade. Em países de grande dimensão geográfica, como a India, projectos de implementação de telemedicina, são fundamentais para que se consiga fornecer serviços adequados às populações que vivem em locais remotos.

Ao contrário daquilo que muitos pensam em Portugal, na India já se avançou muito na prestação de serviços de saúde à distância:

In today's world with several advancements made in the medical field still the benefits are available to the privileged fielv, residing mainly in the urban areas. With the advent of communication technology especially the SatCom combined with Information Technology, we have means to benefit from the advanced medical sciences to reach even the remote and inaccessible areas. It is known that in developing countries most of the qualified doctors practice in urban centres where as majority of population live in rural areas. Indian Space Research Organisation (ISRO) as a part of application of space technology for Health care and education, under GRAMSAT (rural satellite) programme, has initiated number of Telemedicine pilot projects which are very specificto the needs of development of the society.ISRO's Telemedicine projects consist of linking through Indian Satellites remote/rural areas like Jammu, Kashmir & Ladhak in north near Himalayas, Offshore Islands of Andaman and Lakshadweep, North Eastern States & some of the remote and tribal districts in the main land States across the country.


Por cá, ainda não se conseguem ligar hospitais e centros de saúde, inseridos na mesma Freguesia!

Monday, October 08, 2007

Professor Correia de Campos: Portugal tem falta de médicos

Portugal e os portugueses são muito teimosos! Há já longos anos que se fala na falta de médicos. E continua-se a falar.

O Professor Correia de Campos foi Ministro da Saúde entre 1999 e 2001, e é Ministro da Saúde, novamente, desde 2005. Então, Professor Correia de Campos, para que se senta o Senhor nos Conselhos de Ministros semanais?


Não nos parece que os estudantes do Ensino Secundário não queiram ir para a Faculdade de Medicina, pelo menos a atestar pelas médias de entrada (habitualmente a rondar os dezanove valores). Há até centenas de alunos portugueses que estão a estudar em Espanha (Madrid, Badajoz, Salamanca, Barcelona) e na República Checa!

Então, qual é o problema?

Ahhh, o Senhor Ministro foi a este evento: A Escola de Ciências da Saúde da Universidade do Minho acaba de formar 50 médicos. Este ano saíram os primeiros diplomados de uma escola que abriu as portas em 2001.

Tanta coisa, para comemorar 50 novos médicos numa nova Faculdade de Medicina?

Faz-se muito pouco em Portugal, ao nível da Classe Dirigente.

Sunday, October 07, 2007

Como comunicar com o seu Médico?

Autora: Jane Williams.

Resumo: How To Talk To Your Doctor provides important, easy to read and easy to follow information and tips on how to communicate better with your doctor to ensure that you receive the care you are entitled to: the best care available. Paired with Dr. Jerome Groopman's book, How Doctors Think, patients gain very valuable insight into the way doctors think and how to communicate effectively with their doctors. "From understanding doctor language ... How to Talk to Your Doctor is filled with important resources average consumers must have."

Comentário nosso: não é fácil, estabelecer uma comunicação eficaz entre doentes e médicos.

Friday, October 05, 2007

A recolha informática de dados

Sabemos que a próxima revolução na saúde, virá através da Internet. Os doentes já possuem hoje a ferramenta Internet, para os ajudar a saber mais sobre a complexidade que é a temática da saúde. No entanto, acreditamos que os doentes não vão saber mais do que os profissionais de saúde. Apenas acontecerá que estes profissionais terão que fazer face a uma nova situação: ter à sua frente doentes que não aceitarão de modo passivo, toda e qualquer decisão tomada por um profissional de saúde.

A Microsoft percebe bem esta oportunidade e lança agora uma ferramenta que permitirá aos doentes, gerirem eles próprios os seus dados de saúde: Software giant Microsoft Corp. on Thursday joined an increasingly crowded field of health and technology companies offering consumers an electronic personal health record.

A ferramenta chama-se HealthVault.

Um médico americano emite a sua opinão sobre esta nova ferramenta: "We think they are very important -- perhaps the most important consumer health tool that's been developed over the past decade," said Archelle Georgiou, a physician and executive vice president of OptumHealth, a unit of UnitedHealth Group Inc., one of the nation's largest health insurers.

Mais uma onda de inovação na saúde a aproximar-se.

Thursday, October 04, 2007

Cozinhas horribilis

Estranha, ou talvez não, a sucessiva descoberta de falta de condições adequadas em múltiplos hospitais do SNS (Hospital de Santa Maria, Hospital da Estefânia e Hospital de Leiria).


Para nós, ficam apenas duas reflexões:
  1. A ASAE não estava a fazer o seu serviço até agora. Não acreditamos que a falta de higiene nas cozinhas dos hospitais, só esteja a acontecer agora, e logo em massa!
  2. Gostaríamos que outras entidades inspectoras fizessem também o seu trabalho, pois desconfiamos muito de que os próprios blocos operatórios, os armazéns de equipamentos e medicamentos, estejam em condições de degradação completa. Basta apenas, deslocarmo-nos a muitos dos hospitais por esse país fora.

Já tínhamos alertado, por aqui, para o permanente desinvestimento em instalações na saúde. Mas, nem por isso, deixamos de considerar meritório o esforço de contenção orçamental do Prof. Correia de Campos. Contudo, o Ministro da Saúde poupa no farelo para gastar na farinha!

Ai tanta farinha que é deperdiçada por esses hospitais fora.....

Wednesday, October 03, 2007

Horários mais curtos para médicos atraídos pelo privado

Vivemos tempos incertos. Vivemos os tempos da globalização. Vivemos os tempos da flexibilidade. Goste-se ou não.


Perante esta afirmação abalizada do Professor Correia de Campos, perguntamos nós, se alguém está satisfeito no sector privado, porquê que há-de trabalhar no sector público? Dito de outra forma, se estivéssemos a falar de um contabilista ou de um arquitecto, será que a situação se colocaria de igual modo? Ou seja, um contabilista desempenhar a sua função numa entidade privada e simultaneamente numa autarquia?

Mas, nesta era de incerteza, temos ainda que ler coisas tão surrealistas como esta: "As pessoas têm-se-me dirigido, dizendo o seguinte: 'Permita-nos que trabalhemos num horário a tempo parcial, para estarmos presentes de verdade, e deixe-nos trabalhar no sector privado'".

Quando é que haverá bom senso, seja lá o que isso for, em Portugal?

Porquê que não se paga melhor aos funcionários públicos, para que eles se dediquem mais e melhor às suas tarefas?

Tuesday, October 02, 2007

A falta de qualidade alimentar nos hospitais

Ao contrário do que muita gente pensa, a saúde não se cumpre apenas com medicamentos, médicos, enfermeiros e enfermarias. É preciso muito mais, desde um sorriso, até a instalações limpas e a uma alimentação saudável e com asseio.


Esta situação só é surpreendente, para quem não visita as instalações de muitos hospitais públicos, já envelhecidos. O discurso oficial é sempre o mesmo: não há recursos. E assim, vai-se deixando cair até à decadência, os velhos hospitais que ainda vêm da monarquia!

Será que o Professor Correia de Campos achará dispiciendo este facto? Sobretudo quando o principal hospital universitário do país e o maior hospital pediátrico, são afectados por graves problemas de qualidade alimentar?

Monday, October 01, 2007

SNS é o 19º melhor sistema de saúde da Europa

Os rankings valem o que valem. É como no futebol, ganham-se determinados títulos e perdem-se outros. Mas, é sempre importante avaliarmos ou sermos avaliados por outros, para sabermos se vamos bem ou mal. Por muito que custe a muita gente, a competitividade faz-se assim, avaliando a nossa qualidade, na perspectiva dos outros.

A organização europeia HealthPowerhouse levou a cabo um estudo em que definiu um ranking de sistemas de saúde, em relação ao espaço da União Europeia, alargada. Isto é, no estudo foram avaliados 29 países, dos quais 25 pertencem à UE. Os outros 4, são: Roménia e Bulgária (candidatos a membros da UE); e a Noruega e Suíça.

O ranking actual, de acordo com este estudo é o seguinte, conforme se pode ver no relatório:
  1. Áustria.
  2. Holanda.
  3. França.
  4. Suíça.
  5. Alemanha.
  6. Suécia.
  7. Noruega.
  8. Finlândia.
  9. Dinamarca.
  10. Bélgica.

Portugal é o 19º melhor da Europa, em 29 países. Podia ser pior. Mas podia ser bem melhor. Por exemplo, Chipre é o 13º melhor da Europa e a República Checa é o 15º melhor. Senhor Professor Correia de Campos, não se esqueça de olhar para este benchmarking!

Adiante, voltaremos a analisar, de que forma é que esta organização, chegou ao resultado final.

Segurança na saúde

Fonte: aqui.

Friday, September 28, 2007

Tomar a vacina ou beber um copo de água!

A vacina da gripe tem tido uma adesão progressiva, sobretudo no que toca aos mais velhos. As Autoridades estão sucessivamente a recomendar que as pessoas se protejam contra a gripe, tomando a vacina, nesta altura de Outono.

Mas afinal, parece que os aspectos positivos que a vacina contra a gripe traz, não são grande coisa. Se não, vejamos o que aqui nos dizem: O grupo coordenado por Lone Simonsen, da George Washington University (EUA), afirma que "as evidências são insuficientes para indicar os benefícios reais contra a mortalidade - se é que existem alguns - associados à vacinação dos idosos".

Então para que serve a vacina? Diz a Senhora Sub-Directora Geral de Saúde: A subdirectora-geral considera, por isso, que "por pequena que seja, é protecção" e, por isso, a sua administração é uma escolha "racional", considera.

Mas, vale a pena tomar a vacina, ou está-se a suportar apenas um ou vários Laboratórios farmacêuticos, que comercializam a vacina?

Pior, até por cá, parece que existem estudos que comprovam a pouca eficácia da vacina: O estudo, coordenado por Baltazar Nunes, e que analisou dados de 1998 a 2007, mostra que não há uma tendência de melhoria definida no tempo.

Apesar disto tudo, é com incredulidade que lemos isto: Este ano, o objectivo é vacinar mais 10% dos idosos, passando a abranger 60% e chegar a 100% da população dos lares.

Tomar a vacina ou beber um copo de água, será o mesmo? Não estaremos a falar de um placebo?

Thursday, September 27, 2007

Cybermedicine


Definição de cybermedicine: "the science of applying Internet and global networking technologies to the area of medicine and public health, of studying the impact and implications of the Internet and of evaluating opportunities and the challenges for health care", by Gunther Eysenbach.

Wednesday, September 26, 2007

Proridade à segurança na saúde

Vamos ouvindo falar em raptos de crianças, desaparecimentos e falta de controlo de entradas e saídas de pessoas dos hospitais. Achamos mesmo estranho, que se entre num hospital, onde estão pessoas, muitas vezes, sem capacidade de se auto-vigiarem, e ninguém controle esses estranhos ao serviço.


Repare-se na funcionalidade do sistema de segurança: «Se o bebé se aproximar de uma zona não autorizada, ou se ocorrer sabotagem da pulseira, maliciosa ou acidental, o sistema produz um alarme e procederá ao encerramento automático da porta de saída».

Parabéns ao Hospital do Barreiro.

Tuesday, September 25, 2007

Europa: a mudança social e cultural

Por aqui, só abordamos temas relacionados com a saúde e com o consumidor de serviços de saúde. Contudo, há aspectos que não sendo exclusivamente de saúde, nos interessam. Vejamos este panorama preocupante:

Definitivamente, esta atitude diz muito da deriva social e cultural da Europa e em particular da União Europeia. A Europa, históricamente, foi emigrante, enviou hordas de gerações por esse mundo fora, muitas vezes com intuitos pouco dignificantes. Agora, a "fortaleza europeia" parece querer rejeitar pessoas que apenas procuram comer melhor, ter direito a um pouco mais de conforto e de dignidade. Perante isto, a Europa fecha-se!

Este é um caminho perigoso:

  • esta situação acontece por três razões: desconhecem os seus direitos (33%), porque os profissionais lhes recusam esse direito (10%) ou simplesmente porque têm medo.
  • «Os ilegais desconhecem que podem recorrer a um centro de saúde ou a um hospital e que ninguém os vai denunciar. Mas os serviços de saúde e sociais também desconhecem as leis e recusam-se a prestar os cuidados ou criam barreiras, exigindo papéis que não são necessários. E, às vezes, têm atitudes incorrectas e discriminatórias».
  • Entre os 835 entrevistados (do estudo), há quem resida no País há 24 anos, embora a média de permanência seja de dez anos.

Há qualquer coisa a correr mal na União Europeia! Ou a Europa já se esqueceu dos milhões de pessoas que tiveram que sair, no passado, para adquirir uma vida mais digna?

Monday, September 24, 2007

Dormir faz bem à saúde

Os Espanhóis gostam de dormir a siesta. Há quem diga, que a civilização mediterrânica sempre dedicou uma parte do dia, após o almoço, a um pequeno descanso.


Na conferência anual da British Sleep Society, reforçou-se esta idéia:
  • "A third of the population of the UK and over 40 percent in the U.S. regularly sleep less than five hours a night, so it is not a trivial problem".
  • "The current pressures in society to cut out sleep, in order to squeeze in more, may not be a good idea -- particularly if you go below five hours".

Dormir, faz bem. Embora, como a vida não é tão longa como desejamos, não é muito bom passar a vida a dormir.....

Health Care system crisis

Fonte: aqui.

Saturday, September 22, 2007

SNS: que futuro?

O SNS criado em 1979, não é o mesmo que foi alterado em 1990. Não falamos nos seus autores, para não personalizar. O SNS foi uma criação idealista de um conjunto de pessoas que queriam dar mais a mais pessoas!

Entretanto, a saúde está-se a tornar a nova doença: fala-se já numa esperança média de vida de 120 anos, fala-se de evitar ou reduzir a dôr, fala-se de não poder estar doente por causa da concorrência no mercado de trabalho.

Os hipocondríacos aumentam. Ninguém quer estar doente, ninguém quer sofrer!

As tecnologias, os medicamentos e o aumento do conhecimento científico, trouxeram uma melhoria global da qualidade de vida. Mas, tudo tem um preço. Quem paga esse preço? Todos? Cada um?

Hillary Clinton disse, recentemente, a propósito da sua candidatura a Presidente dos EUA: "I believe that everyone—every man, woman and child—should have quality, affordable health care in America". É bonito. Fica-lhe bem. Mas, como atribuir uma qualidade de saúde para todos, quando os EUA gasta quase 20% do seu PIB, em saúde? Difícil.

Por cá, as dificuldades no SNS, são já muitas, mas o actual Governo tenta racionalizá-lo, embora não admita formalmente que a qualidade do SNS se tem degradado. Será mesmo que se degradou, ou estamos perante uma falácia de hipocondríacos?

Vejamos estas reacções:
  • Sindicatos e comissões de utentes promovem este sábado, em vários pontos do país, iniciativas públicas em defesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS), num protesto contra a «postura de ataque do governo».
  • Os projectos de municipalização e privatização dos cuidados de saúde primários, o encerramento de maternidades e urgências e o aumento dos custos da saúde são alguns dos motivos que estão na origem destas iniciativas.

Quem trabalha no universo da saúde, vai ter uma vida mais difícil, nos próximos tempos. Mas, quem é que não a terá?

Thursday, September 20, 2007

Ecstasy

A sociedade actual vive em versão turbo, isto é, vive em ansiedade, mas semi-deprimida, pelo que necessita de ajudas! Parece que os Incas consumiam algumas formas de ervas. Não queremos fazer juízos de valor, nem ser politicamente correctos. Queremos apenas viver numa sociedade mais sã, quer sob ponto de vista físico, assim como do ponto de vista psíquico.

Uma equipa de Cientistas do Instituto Biomolecular e Celular da Universidade do Porto, publicou no Journal of Neuroscience, um estudo que pretendeu verificar os efeitos tóxicos do ecstasy em adolescentes.

Dizemos nós: mas todos sabemos que este tipo de turbo, só pode causar despites! Sim, mas a evidência científica vem trazer à tona mais do que wishfull thinking.

Vejamos alguns detalhes, aqui relatados, sobre o estudo dos referidos Cientistas da Universidade do Porto:
  • Os investigadores usaram na sua experiência ratos «adolescentes«.
  • A equipa......descobriu que o excesso de serotonina - um neurotransmissor conhecido por «hormona da felicidade» - libertada pelo consumo de ecstasy, não tem apenas efeito no exterior das células, nas sinapses, como estava descrito até agora.
  • «A serotonina que está acumulada no interior da célula por efeito do consumo de ecstasy não pode ficar lá e vai ter de ser retirada», explicou Teresa Summavielle, acrescentando que, «ao ser retirada, vai ser transformada por uma enzima, a MAO-B (monoamina oxidase), que está no interior da mitocondria».
  • A MAO-B transforma a serotonina em peróxido de hidrogénio, vulgarmente conhecido por água oxigenada, um elemento que também é tóxico e faz normalmente parte do processo normal de envelhecimento da célula, «mas que neste caso aumenta e acelera este processo».
  • «O que acontece é que toda essa água oxigenada que se forma vai entrar dentro da mitocondria, onde começa a destruir uma estrutura que é responsável pela produção de energia na célula e vai limitar a capacidade da célula de produzir energia».
  • «Quanto maior for o consumo da droga, mais este problema se fará sentir e maior será a possibilidade de a célula morrer», defende a cientista, realçando que durante a investigação apenas foi dado ecstasy a ratos durante um dia. «Quinze dias depois os danos continuavam presentes numa quantidade muito significativa, portanto não é uma coisa que acontece naquele momento e depois desaparece. É um efeito a longo prazo».

Para quem quiser conhecer com mais detalhe o estudo, pode consultá-lo aqui.

Wednesday, September 19, 2007

Dentes estragados

Há já longos anos, que vamos sabendo que o SNS não tem oferta de serviços na área da saúde oral. Ou pelo menos se a tem, é muitíssimo escassa.

Não conseguimos perceber porquê que o Estado considera a saúde oral como secundária, ou mesmo irrelevante, ao ponto de negar um serviço que está consignado na Constituição.

De vez em quando, vamos ouvindo estes ruídos:
  • «Estimamos que cerca de 50 por cento da população portuguesa não tenha capacidade para pagar sequer uma consulta na medicina dentária privada. Enquanto não houver médicos dentistas nos centros de saúde ou sistemas de concessão, as pessoas estarão excluídas da saúde oral», afirmou em entrevista à agência Lusa o bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, Orlando Monteiro da Silva.
  • Orlando Monteiro da Silva citou um estudo realizado pela Universidade de Liverpool, onde Portugal figura com «o cenário mais negro na Europa» nos cuidados de saúde oral.

Será que quem ocupa as posições públicas, também não trata os seus dentes?

Tuesday, September 18, 2007

Ruídos biométricos



Comentários nossos: 1) desconhecemos que exista alguma cadeira de gestão, em algum curso de medicina; 2) economia não é a mesma coisa do que gestão; 3) nem o Ministro, nem o Bastonário, parecem perceber o que é gerir pessoas.

A indumentária do Pessoal da Saúde na Grã - Bretanha

O novo Ministro da Saúde Britânico, Alan Johnson, impõe novas regras quanto às roupas que o pessoal da saúde deve usar: Long-sleeved white coats, favoured by physicians for decades, are set to be banned under an NHS shake-up aimed at tackling hospital superbugs.

Mais, toda aquela série de parafernália que o comum dos mortais usa, tem que ser banida, tais como: relógios, brincos, jóias e até unhas grandes....


E parece que a higiene é tão problemática na Grã-Bretanha, como em Portugal: Experts have said that up to two-thirds of doctors do not wash their hands properly.

Monday, September 17, 2007

World Health 2001

Fonte: aqui.


Muito curiosa esta imagem. Em 2001, das crianças nascidas na Serra Leoa, na Libéria, no Afeganistão ou no Níger, só cerca de 70% sobreviviam 5 anos. Triste, mas real.

Enquanto que apenas menos de 0,5% das crianças da Suécia, da Islândia, da Noruega e da Finlândia, não chegam aos 5 anos.

Quanto a Portugal, que está bem valorizado, menos de 0,8% das crianças não chegam aos 5 anos. O mesmo não se poderá dizer de outro mundo que fala português, como Moçambique (20% falecem até aos 5 anos), Guiné-Bissau (mais de 20% falecem até aos 5 anos), Angola (20% não chegam aos 5 anos), Cabo Verde (5% não chegam aos 5 anos) e Brasil (4% não chegam aos 5 anos).

Há muito por fazer, por esse mundo fora.

Sunday, September 16, 2007

Hospital de Santa Maria EPE - Resultados 2006

Não vamos aqui analisar em detalhe, a Demonstração de Resultados do Hospital de Santa Maria (HSM), referentes ao ano de 2006, mas antes, levantar algumas questões que nos deixam inquietos, como cidadãos e como contribuintes.

Assim, em relação aos resultados aqui expostos, fazemos os seguintes comentários:
  • Antes de mais, é anómalo verificar que o HSM tenha um Resultado Líquido positivo de 44,5 milhões de euros em 2005, enquanto teve apenas 4,8 milhões de euros em 2006. Contudo, e dado que o HSM é um Hospital Universitário, consideramos que este tipo de hospital de cariz público deveria ter por fim, o "lucro zero". Não conseguimos conceber um Hospital Universitário com imensos lucros, a não ser como excepção!
  • A anomalia verificada nos Resultados Líquidos prossegue nos Proveitos do HSM. Isto é, enquanto em 2006, o HSM tem 259 milhões de euros de Prestação de Serviços, apenas tem 36,5 milhões de euros em 2005! Contudo, o HSM tem em 2005, 267 milhões de euros de transferencias correntes, quando tem apenas 12 milhões de euros de transferencias em 2006.
  • Na parte final da Demonstração de Resultados, parece que estamos perante um autentico milagre financeiro, pois o HSM apresenta em 2006 Resultados Operacionais francamente maus, de cerca de 8,6 milhões de euros, mas consegue ter Resultados Financeiros de 5 milhões de euros (sobretudo por via da obtenção de juros de 3,9 milhões de euros!!!), o que lhe permite ter o tal lucro de 4,8 milhões de euros!

Estranha, muito estranha, tal Demonstração de Resultados. Sobretudo, por se tratar de um Hospital público, ainda que tenha cariz empresarial, e em particular por ser um Hospital Universitário.

Finalmente, verificamos que o HSM tem um Imobilizado que cresce sobretudo através dos Edifícios e dos Terrenos, caindo acentuadamente quanto a Equipamentos. Ou seja, o principal Hospital Universitário do país tem desinvestido em equipamentos, o que é grave, na nossa opinião.

Cuidados Continuados

O Interior está em desertificação. Não há iniciativas novas. Os velhos predominam. Os novos fogem para o Litoral. Não há nascimentos. Fecham escolas e hospitais. O poder político (Governo, Assembleia da República e Presidente da República) finge que não vê!


Disse o Presidente: "Esta unidade de saúde é um bom exemplo daquilo que a sociedade civil pode fazer para cuidar e prestar atenção de forma humanizada aos idosos e doentes vulneráveis".

Mesmo assim, há quem ache que é o Estado (que Entidade será esta?) que tem que fazer tudo: Lembre-se que ao mesmo tempo que no distrito de Coimbra abrem unidades de saúde privadas, o Governo fecha "urgências" e outros serviços de saúde públicos.

Afinal, o que querem os portugueses? Portugal reduzido a Lisboa e Porto? Nós, não.

Saturday, September 15, 2007

Eurobarómetro e a Saúde na União Europeia

A União Europeia (UE) leva a cabo com regularidade estudos de mercado, sobre questões tão diferentes como: a visão que cada país tem dos seus vizinhos; a visão sobre a adesão ao Euro; ou, entre outros, a avaliação sobre a saúde que cada nação da UE faz sobre o seu estado de saúde.

Recentemente, a UE fez sair à luz do dia: Health in the European Union.

Resumidamente, e conforme se pode ler aqui, os principais objectivos deste Estudo são os seguintes:
  • As part of the European Commission’s Health Strategy, a Public Health Programme1 was adopted for the period 2003-2007.
  • Amongst other objectives, this aims to improve information and knowledge for the development of public health monitoring.

Os resultados são muitos, e não pretendemos analisar aqui, todo o manancial de informação levantada pela TNS Opinion & Social. Já agora, o Estudo foi levado a cabo entre 6 de Setembro e 10 de Outubro de 2006, nos 25 Estados da UE, na Bulgária, Roménia e Croácia.

Referiremos, por ora, apenas uma análise sobre as duas primeiras questões colocadas.

  • Questão: How is your health in general?

A esta questão, 73% da média dos cidadãos europeus responderam que têm a sua saúde em muito bom ou em bom estado. 20% respondeu que a sua saúde não está bem, nem mal. E apenas 7% repondeu que a sua saúde vai mal ou muito mal.

Dos Irlandeses, 89% consideram-se em bom estado de saúde. No outro extremo, apenas 44% dos Lituanos se consideram em bom estado de saúde. Quanto a Portugal, cerca de 66% dos seus cidadãos consideram-se em bom estado de saúde.

  • Questão: Do you have any long-standing illness or health problem?

Dos Estonianos, 42% consideram que têm uma doença crónica. Enquanto que no outro extremo, estão os Irlandeses, em que apenas 19% consideram ter uma doença crónica. Dos Portugueses, 30% consideram que têm uma doença crónica.

Finalmente, as respostas a estas duas questões, mostram que a UE se considera mais doente em 2006 (data do Estudo), do que em 2005. Esta é uma tendência comum a todos os países desenvolvidos. Os hipocondríacos alastram!

Sunday, September 09, 2007

A revolução no retalho farmaceutico vem aí

Vejamos este exemplo que vem do Brasil:
  • Segundo o Vox Populi, que ouviu 400 pessoas a partir de 18 anos, 75,5% dos consumidores freqüentam uma rede de farmácia e drogaria para ter acesso a não-medicamentos - entre alimentos, doces, bebidas, higiene e limpeza, produtos domésticos e veterinários -, enquanto 60,6% também adquirem remédios no ato da compra.
  • Já no levantamento do Ibope, 77% de um universo de 504 pessoas, de 16 anos ou mais, acreditam que as farmácias e drogarias não devem se ater à oferta de medicamentos e cosméticos.

Nos EUA, as farmácias já vendem serviços clínicos e meios complementares de diagnóstico. No Brasil, conforme poderemos verificar, as farmácias vendem higiene, bebidas e alimentação.

A discussão no Brasil, tem que ver com uma discussão política e pública, em que a Autoridade do Medicamento, a Anvisa, tem uma opinião:

  • A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) participou, nesta quinta-feira (6), de audiência pública promovida pela Câmara dos Deputados para o debate das propostas da Agência voltadas à normatização dos serviços prestados pelas farmácias e drogarias.
  • o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Raposo de Mello, defendeu que o funcionamento destes estabelecimentos tenha foco na prestação de serviços de saúde. “Nós, que atuamos na área de saúde pública, temos que refletir sobre o tipo de farmácia que devemos oferecer à população”.

A discussão vai continuar, mas as farmácias não vão continuar como estão, no Brasil, nos EUA ou em Portugal!

Friday, September 07, 2007

A prevenção na saúde: o consumo de sal e as crianças

Infelizmente, nas sociedades ocidentais, combate-se sobretudo o tabagismo. Foi preciso falecerem milhões de pessoas, por razões relacionadas com doenças associadas com o consumo do tabaco, para que hoje em dia, se chegue a um autentico fundamentalismo anti-tabaco.

Quase se questiona porquê que se o tabaco é assim tão mau, porquê que não se proíbe a sua comercialização, como se faz com a cannabis ou com os opiáceos? Mas, o financiamento dos orçamentos estatais é bem mais importante!

Para além do tabaco, esquece-se a sociedade ocidental (aquela em que nos inserimos), da gordura (dos hamburgueres, das batatas fritas, dos bolos, etc.), do sal (das batatas fritas, dos aperitivos, dos guisados ou dos molhos), do excesso de consumo de medicamentos, etc.

Mas, como a sociedade ocidental adora manter a sua relação cínica com alguns dos seus males, há sempre males mais apetitosos do que outros!

Vejamos esta notícia, proveniente do Reino Unido:
  • Children as young as four are eating so much salt it is putting their health at risk by raising their blood pressure, a study suggests.
  • The average four-year-old ate 4.7g a day, which is way above the 2-3g recommended for this age group, the Journal of Human Hypertension reports.
  • In the study, which involved 2,127 4-18-year-olds in Britain as part of an official audit for the Department of Health called the National Diet and Nutrition Survey, salt intake did not include salt added in cooking or at the table, although this often occurred.
  • Every extra gram of salt consumed by the children was related to a rise in systolic (peak) blood pressure of 0.44mmHg - which the researchers say tallies with past studies linking high salt intake with high blood pressure.
  • Jo Butten of Consensus Action on Salt and Health said: "The message for parents is to check labels, especially on foods such as breakfast cereals and snack products, which they may not expect to contain high levels of salt, and choose the lower salt options.

Por cá, não vemos nem estudos semelhantes a estes, nem activismo que tente impor regras mais estreitas junto dos fabricantes de alimentação!

Sem prevenção, há pior qualidade de vida e mais custos de saúde! De certeza.

Tuesday, September 04, 2007

As lutas das Corporações




Comentário nosso: será que uma Companhia Aérea só pode ser gerida por um piloto? ou será que um Restaurante só pode ser gerido por um chefe de cozinha? ou ainda será que um Construtor de automóveis só poderá ser gerido por um Engenheiro mecânico? E já agora, será que um Médico se pode pronunciar sobre aspectos de gestão, quando não está inscrito na Ordem dos Economistas?

Venda de medicamentos na Internet: avanço muito curto

Já aqui abordámos o tema da venda de medicamentos online. É uma situação já dada como adquirida, por exemplo, nos EUA e Canadá, ou na Grã - Bretanha.


Não achamos mal, antes pelo contrário. Achamos pouco! Porquê só as "aspirinas" e os "betadines"? Estamos a falar duma parte residual do mercado de medicamentos. Será o lobby retalhista farmacêutico, a condicionar este novo canal de distribuição? Ou será a aversão portuguesa às novas tecnologias?


Repara-se neste alerta da Autoridade da Concorrência: De acordo com o relatório sobre a Situação Concorrencial no Sector das Farmácias, entregue pela AdC (Autoridade da Concorrência) ao Governo, «a venda de medicamentos pela Internet por empresas obrigadas por regras legais é provavelmente a única medida susceptível de diminuir os riscos para a saúde pública que resultam da proliferação de empresas ilegais».

É que diáriamente, recebemos, de origens não definidas, e-mail's, com ofertas de medicamentos sujeitos a receita médica, como os célebres "viagra" ou "cialis". Vão as Autoridades da saúde, em Portugal, continuar a fingir que não existe este mercado paralelo, que a própria Autoridade da Concorrência já viu?

Monday, September 03, 2007

Os gastos da saúde em França

Não se pense que só se gastam "rios de dinheiro" na saúde, por cá! Não. Só gasta muito dinheiro na saúde, quem o tem, isto é, os países desenvolvidos. Vejamos, quanto gasta em saúde a nossa "musa" Francesa:

Claro que haveremos de ter um "tecto", pois senão, daqui por algumas décadas gastaríamos tudo em saúde, e nem comeríamos!

É que na saúde, há muita gente a ganhar dinheiro, e não se pense que mesmo aqueles que falam na "gratuitidade" dos serviços de saúde, não têm uma barriga cheia! Não! Desde os mais famosos Laboratórios Farmacêuticos, até aos Médicos e Enfermeiros, passando pelos Administradores Hospitalares, são pessoas que antes de pensarem nos "doentes" (que pagam directa ou indirectamente os serviços), pensam no seu rendimento, ou num eventual apoio para ir a uma Conferência, se possível num qualquer paraíso tropical!

Embora, concedemos que não há regra sem excepção...

Sunday, September 02, 2007

Os gastos com a saúde e a esperança média de vida

Fonte: aqui.


The Economist stated:

In 2003, America spent $5,635 per person on health care, more than twice the average in rich economies, according to a new OECD report. Britain spent only $2,231 per person. Health spending accounted for 15% of America's GDP. Germany, France, Switzerland, Norway and Iceland also spent over 10% of GDP on health. America is the only country where more than half of all health spending is within the private sector.


Fonte: aqui.