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Sunday, November 01, 2009

A partidocracia do Ministério da Saúde


No início de 2005, o Professor Correia de Campos era Ministro da Saúde, tendo como principal activo, o facto de pertencer à Escola Nacional de Saúde Pública. Da sua equipa, faziam parte dois técnicos relacionados com a saúde: o Dr. Francisco Ramos, também oriundo da Escola Nacional de Saúde Pública, e a Dra. Carmen Pignatelli, oriunda do Programa Saúde XXI.


Com a saída do Professor Correia de Campos, veio o Dr. Manuel Pizarro com a Dra. Ana Jorge. O que tinham ambos em comum? O facto de serem médicos! Longe vão os tempos em que o facto de apenas se ser médico era razão suficiente para se ser Ministro da Saúde. Contudo, para quem gosta de olhar para a escassez dos recursos que existem na saúde, ficou a satisfação com a manutenção do Dr. Francisco Ramos. Pelo menos, ficou um pequeno "aval" de que as Corporações ávidas da saúde, teriam alguém que os tentaria colocar na linha!

Agora, o Dr. Francisco Ramos regressa à Escola Nacional de Saúde Pública. E quem o substitui? Este Senhor: o estreante Óscar Gaspar, vindo directamente do gabinete do primeiro-ministro.

Em resumo: em 2005, o Ministério da Saúde era constituído por 3 responsáveis com passado profissional na área da saúde; em 2009, o Ministério da Saúde é constituído por 2 médicos e por um ex-assessor do Primeiro Ministro.

Não se avistam melhorias para os contribuintes no Ministério da Saúde. Avista-se um descontrolo económico-financeiro no Ministério da Saúde, o que será sempre uma excelente notícia para as tais Corporações!

Wednesday, February 06, 2008

Não há alternativas ao Alert P1?

Como? Estão a brincar? É que estamos a falar de muitos milhões.

Repare-se nisto:
  • O Tribunal de Contas está a investigar os contratos do Ministério da Saúde com uma empresa, a Alert Life Sciences Computing, para a informatização dos hospitais e centros de saúde.
  • O negócio foi feito através de ajuste directo e não por concurso público, que permitiria escolher condições mais vantajosas para o Estado.
  • Carmen Pignatelli (...) remeteu explicações para o seu antigo chefe de gabinete, Rui Guerra, que justificou a opção pela empresa Alert: “Não havia um sistema alternativo ou outro produto na central.”

A resposta vem do Dr. José Miguel Boquinhas: Por que não adquiriu o software da Alert? Porque havia no mercado outra empresa, a HP, com condições muito mais favoráveis.

Não estaremos perante uma situação de "lesa - Estado"?

Sunday, January 27, 2008

Será o Alert P1, um sistema informático?

Um sistema de informação de gestão tem que ser integrador e global, em relação aos vários utilizadores que o utilizam. Se não o for, mais vale continuar a ter os velhos carimbos, papel e caneta. Tudo isto a propósito desta notícia: Empresa conquista informática sem concurso. Programa para a Consulta a Tempo e Horas tem deficiências, criticam médicos.

Vejamos mais, a propósito de mais um acto gestão grave para todos os contribuintes portugueses:
  • Incompatibilidade total. Foi a esta conclusão que chegou o Ministério da Saúde depois de ter gasto sete milhões de euros na compra a uma empresa privada de um novo sistema informático que visava a marcação pelos centros de saúde das primeiras consultas da especialidade nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde.
  • Agora, médicos e administrativos acabam de perceber que a aplicação informática Alert P1 é totalmente incompatível com os sistemas já pré-existentes nos centros de saúde, nas Unidades de Saúde Familiar e nos hospitais públicos
  • Entre as falhas do Alert P1 detectadas por centros de saúde de norte a sul do país contam-se a "falta de interoperabilidade com as demais aplicações informáticas - SAM, Medicine One e VitaCare - e ainda a reduzida flexibilidade funcional do sistema".

Das duas uma, ou quem tomou a decisão de adquirir o equipamento informático, não percebe nada de sistemas de informação de gestão ou sequer de gestão, ou existiram factores ocultos que ajudaram a tão disparatada decisão!

Lá terão que se encerrar mais uns quantos serviços de saúde para colmatar mais um golpe de sete milhões de euros.

Friday, January 25, 2008

A evidente falta de capacidade de gestão: outra vez

Não é possível viver sem sistemas de informação, em qualquer tipo de organização. Goste-se ou não de informática.

O tempo em que existiam centenas ou milhares de pessoas a prencherem papéis à mão, carimbando e agrafando documentos, acabou. Ou pelos menos, tem que acabar.

Só que uma decisão de compra de um sistema informático, não pode ser leviana ou tomada por impulso. Ainda poderá menos, ser tomada por pessoas que nem sequer percebem de informática! Ou se quisermos, de sistemas de informação.

Tudo isto, a propósito disto: O Ministério da Saúde gastou sete milhões de euros na compra a uma empresa privada de um sistema informático que visa a marcação pelos centros de saúde das primeiras consultas da especialidade nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

À primeira vista, óptimo. Mas, a decisão parece que não foi a melhor: As boas intenções do Governo caem por terra com as críticas dos médicos dos centros de saúde e das Unidades de Saúde Familiar (USF), que denunciam que a aplicação informática Alert P1 é incompatível com o sistema informático já existente nos centros de saúde e hospitais.

Pois é, e quem é o responsável? A resposta vem aqui:
  • A secretária de Estado adjunta e da Saúde, Carmen Pignatelli, é a governante responsável pela compra do programa informático Alert P1 e fonte do Ministério da Saúde diz que não houve qualquer financiamento do antigo programa Saúde XXI gerido pela actual governante à compra do programa informático.

E assim vamos nós, alegremente esbanjando nuns lados e poupando noutros à custa dos que menos podem!