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Sunday, July 29, 2007

E-Health: status

A revolução tecnológica na saúde será incomensurável. Será. Pois, entretanto, vai andando! Vejamos esta notícia:
  • "Electronic medical records could help us learn from every encounter with a patient," said Agus, an oncologist and director of the Spielberg Family Center for Applied Proteomics at Cedars-Sinai Medical Center in Los Angeles.
  • For now, many medical records remain in paper files that are easily lost, sometimes hard to read and less-than-convenient to locate, share and compare.
  • Meanwhile, patient privacy issues, complaints about costs, competition among technology providers and doctors' apparent reluctance to embrace the system have left many medical records in the informational Stone Age.
  • According to statistics from the Centers for Disease Control and Prevention, only 1 in 10 U.S. physicians in 2005 were using systems that included prescription and diagnostic test orders, test results and physician notes, which are vital to a complete health information network.

E em outros países, para além dos EUA, como é que vai a revolução digital na saúde:

  • Denmark leads the pack among European and English-speaking countries when it comes to using digital information to deliver health care, according to the Commonwealth Fund.
  • The Danish government provides health care for its citizens and most of their health information is kept in a single system that can be accessed and updated by an individual's primary care doctor and other medical professionals.
  • Anyone who has personally -- or through an acquaintance or family member -- grappled with a complex or terminal medical condition knows just how difficult it can be to keep track of specialist visits, hospital stays and prescription drugs -- and how valuable it is for doctors, patients and family members to have immediate access to complete records during a health crisis.

A Dinamarca só tem 4 milhões de habitantes. A Dinamarca não tem petróleo. A Dinamarca limita-se a organizar os seus recursos, sobretudo os recursos humanos. Será que estes exemplos não poderão ser analisados pelos nossos Dirigentes políticos, élites empresariais e intelectuais?

Friday, July 13, 2007

E-Health - Portugal !

O E-Health, ou "saúde electrónica", é o futuro. De contrário, será impossível gerir um sistema de saúde. Nós já o percebemos há muito!

Temos dado, por aqui, vários exemplos de E-Health. Sem querer ser catastrofista ou "bota-abaixo", queremos demonstrar que isto não é E-Health:
  • “Alguns meses após a morte da minha mãe recebemos uma carta do Centro de Saúde de Loulé a marcar-lhe uma consulta de oftalmologia”, explica Fernanda da Silva, que diz ter então contactado os serviços, informando do falecimento da mãe e tendo a garantia de que o nome seria eliminado no sistema informático.
  • “Não serviu de nada o alerta".
  • A família recebeu agora, dois anos após a sua morte, uma convocatória dessa unidade de saúde para se apresentar no Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio, em Portimão, a fim de marcar a tão desejada operação.

Lamentável. Vergonhoso.

Vem agora o Presidente do Conselho de Administração do hospital, onde a Senhora seria objecto de cirurgia, dizer isto:

  • Luís Batalau, director do CHBA, disse ao CM que “os serviços do hospital desconheciam, em absoluto, este caso, não constando nos arquivos qualquer pedido da utente para cirurgia”.
  • A responsabilidade do erro que revoltou a família da falecida é dos serviços do Centro de Saúde de Loulé, como também foi explicado pela Administração Regional de Saúde do Algarve.

Mas, será que "responsabilidade" faz parte dos dicionários dos Altos Responsáveis Públicos? É que a "responsabilidade" é sempre de alguém......mas, não é de ninguém.

Wednesday, June 20, 2007

A opção de Livre Escolha na saúde

Defendemos, antes de mais, os doentes, quer o sejam já ou estejam em vias de o ser. Detestamos que chamem aos doentes, "pacientes", e não gostamos que lhes chamem "utentes".

Não gostamos que chamem "pacientes", porque se as pessoas pagam um serviço (através de impostos, ou através de seguros de saúde), não têm que ser pacientes! Têm que ser exigentes. Aliás, como são, quando estão numa Escola, num restaurante ou numa papelaria.

Não gostamos que chamem "utentes", porque soa a caritativo ou encapotadamente, a uma forma de "se és utente, não pagas, e também não reclamas". Não. Os cidadãos em Portugal pagam impostos para suportar o SNS, pelo que não são "pacientes", nem sequer "utentes"!

Dizemos isto, porque queremos aplaudir a iniciativa do Governo Blair, de promover uma livre escolha na saúde, através da Internet, conforme vemos aqui: The website was launched by the health secretary, Patricia Hewitt, who said it was the boost patients needed to exercise their right to choice.

Parabéns a Tony Blair e a Patricia Hewitt.

Vejamos o que faz a nova plataforma eletrónica: NHS Choices is intended to allow patients to access NHS approved information under four different headings:
  • Living Well – providing information to help people stay fit and manage their health;
  • Health A-Z – providing a library of approved medical literature;
  • Choose Services – full authoritative and comparative data on standards and availability of services with quality scorecards for all services;
  • Your Thoughts- where patients are invited to comment an feedback on NHS services.

Finalmente, registamos esta frase da Senhora Hewitt: The website was launched by the health secretary, Patricia Hewitt, who said it was the boost patients needed to exercise their right to choice.

O site está aqui.