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Wednesday, November 04, 2009

Há médicos a mais em Portugal

A versão das Corporações é de que há médicos a menos em Portugal. Basta ver o rácio do número de médicos por 1.000 habitantes, e fácilmente se verifica que Portugal não tem um rácio mais baixo do que, por exemplo, a Finlândia! Relembre-se que a Finlândia não é própriamente um país com má qualidade de serviços de saúde.

No entanto, há doentes que têm que ir para Cuba fazer cirurgias oculares. Há médicos a actuar em Portugal, provenientes de Cuba, de Espanha, da Ucrânia, dos PALOP's, etc.

Depois, há mais estes, que pagam do seu bolso, o curso no estrangeiro, mas querem o "lugarzinho" garantido: Os estudantes de Medicina no estrangeiro lamentam que a ministra da Saúde nada tenha feito, dez meses depois, quanto à promessa de que estes alunos podiam acabar o curso em Portugal.

Portugal é uma festa! Para além do cozido à portuguesa, há pastéis de nata, bom vinho e muito Sol. Já agora, os Hospitais de Lisboa, Porto e Coimbra, estão cheios de médicos, que por acaso poderiam ser úteis em Sátão, Monsaraz ou em Alcoutim!

Tuesday, January 27, 2009

Sai uma Licenciatura em medicina em 3 anos?

Após "Bolonha", a generalidade dos cursos do ensino superior passaram a ter 3 anos. É a força da padronização da União Europeia. Goste-se ou não. Mas, há sempre "vacas sagradas". O curso de medicina continua a ser de 6 (seis) anos, mais os estágios.

Bem, parece que era. Se não, vejamos o que aqui se diz:
  • Por um lado, a duração do internato (estágio de especialidade) passou de 18 meses para 12.
  • Por outro, deixou de existir um período de seis meses de preparação para o exame.

Todo este "encurtamento" tem um objectivo: Até Janeiro de 2010 vão estar formados mais 600 médicos de família.

Então, e os argumentos de que a qualidade da medicina obriga a uma não-redução do tempo de formação? Então, o que dirá agora a toda-poderosa Ordem dos Médicos? É que o poder político foi célere para tapar buracos na falta de médicos que dizem haver: esta vaga de médicos resulta de uma alteração feita na lei que diminuiu em um ano o tempo de formação dos clínicos.

Nós continuamos na nossa: não há falta de médicos. Há de facto, alguns médicos a entrar em fase de reforma. Mas, na essência existem demasidos médicos nos hospitais centrais, de Lisboa, Porto e Coimbra. E faltam médicos no Interior Norte, Centro e Sul, e nos centros de saúde.

Por exemplo, como é que se percebe que o Centro Hospitalar de Lisboa Central (Hospital de São José, Hospital dos Capuchos e Hospital de Santa Marta) tenha cerca de 60 oftalmologistas e, até há pouco tempo, o Hospital de Faro tinha apenas 1 (um) oftalmologista?

Virá o tempo em que os médicos terão uma de duas opções: o desemprego ou a emigração. Aliás, como os restantes portugueses!

Monday, June 09, 2008

A falta de esperança

Todas as pessoas procuram ser felizes. Todas as pessoas procuram um desempenho melhor do que as anteriores gerações. Todas as pessoas tentam sempre alcançar mais. Mas isto, revela uma preocupante visão quanto ao futuro de Portugal:
  • muitos estudantes portugueses que tencionavam inscrever-se este ano nos cursos de Medicina espanhóis, poderão não o conseguir fazer.
  • A inscrição em Espanha passou a ser a 4 de Junho, mas a nota dos exames em Portugal - essencial para a candidatura - só sai a 7 de Julho.
  • A Confap não sabe quantos estudantes portugueses procuram este ano cursos em Espanha, mas Albino Almeida disse ao DN que o "fenómeno está a aumentar" e que muitos jovens estudam castelhano durante o secundário, na antecipação de uma futura matrícula em universidades espanholas. Em algumas regiões, o número de estudantes do secundário que escolheram aprender castelhano duplica anualmente.

Mais do que a busca do "ouro" de um Curso de Medicina, os estudantes e os pais portugueses vivem a completa falta de esperança num país em que se diz que a formação compensa. E é mentira. A formação em Portugal e portuguesa, não compensa.

Depois, é com absoluta tristreza que se assiste à drenagem de recursos humanos (algo que Portugal tem com fartura) para outros países. Pior, os que tentam ir para fora, são os melhores! O que restará por cá?

Wednesday, December 06, 2006

Mais Médicos

O Conselho de Ministros de hoje, 6 de Dezembro de 2006, aprovou o seguinte:
  • Decreto-Lei que institui e regula um concurso especial para acesso ao curso de Medicina por titulares do grau de licenciado e fixa as áreas que devem integrar obrigatoriamente as provas de ingresso no curso de Medicina .
  • Este Decreto-Lei vem permitir que os licenciados, em qualquer área, que pretendam ingressar no curso de Medicina disponham de uma nova via, para além do regime geral de acesso e do concurso especial, para titulares de um curso superior.

É de louvar, esta medida governamental, sobretudo numa altura em que diversos especialistas em saúde repetem sistemáticamente que "há falta de médicos".

Nós pensamos que a falta de Médicos, nem é assim tanta. O problema é outro: há demasiados Médicos nos grandes centros e poucos Médicos no interior.

Mas, segundo diversas fontes, só a norte de Coimbra estão a trabalhar cerca de 3.000 Médicos Espanhóis.