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Sunday, March 18, 2012

Comadres

A operação relax redux:

  1. A IMS explica que “tomou conhecimento da imputação de suspeitas de alegados crimes informáticos que envolveriam dados de farmácias e está totalmente confiante de que, no que toca à IMS Health, não há qualquer fundamento para estas suspeitas”.
  2. “A IMS Health investiu muito esforço para tentar reconstruir o seu Painel de Farmácias no seguimento do litígio que a opõe à ANF, de forma a ser capaz de prestar informação no mercado como qualquer outro concorrente, e limitou-se a recolher dados transaccionais sobre vendas de farmácias, cuja recolha estava contratualmente legitimada”, refere a empresa.
  3. “A IMS Health tomou também conhecimento de que esta investigação teve origem numa queixa da ANF, entidade com quem a IMS Health, como é do conhecimento público, tem um litígio pendente há vários anos, com base em diversos fundamentos”.

Wednesday, March 14, 2012

IMS: grande relax

Afinal, o tráfico é algo global e aparentemente realizado com grande ligeireza: através do sistema informático a IMS Health conseguia ter acesso a informação privilegiada que em circunstâncias legais estaria apenas disponível à ANF. A multinacional tinha assim acesso ao tipo de medicamentos que eram mais vendidos, quem eram os destinatários, os historiais clínicos dos doentes, bem como informação sobre o receituário dos médicos. Estes dados eram por sua vez vendidos a outras empresas além-fronteiras, com o objectivo de controlar a concorrência.


Entidades reguladoras? Ministério Público? Lei? A festa continua em Portugal!

Tuesday, March 13, 2012

IMS: relax?

Tempos turbulentos. Tempos de volatilidade. Por vezes resultam em tempos de vale tudo!

Não percebemos o que quer dizer isto: A Polícia Judiciária (PJ) desmontou uma fraude no sector farmacêutico, como resultado da “Operação Relax”, desencadeada no âmbito de uma investigação de seis meses. Segundo informações da PJ, o caso envolve crimes de “burla informática, sabotagem informática, dano a programas ou outros dados informáticos, acesso ilegítimo, acesso indevido e tratamento transfronteiriço de dados pessoais”.

Sabemos que as farmácias estão mal económica e financeiramente. Mas, estes contornos são surreais: esta rede era encabeçada por uma farmácia bastante famosa em Portugal que, a partir de um software informático, estaria a controlar os movimentos de cerca de 250 outros estabelecimentos farmacêuticos. Ainda segundo a mesma fonte, a recolha destes dados permitia à referida farmácia conseguir ganhar vantagem em concursos públicos.

Depois da falência de Portugal, perpetrada intencionalmente,  a que mais teremos que assistir?