Monday, March 23, 2009

Tuberculose

Fonte: aqui.

Thursday, March 19, 2009

O fim esperado do SNS II

Não há omoletes sem ovos, já o sabemos. Dificilmente se consegue um SNS gratuito ou tendencialmente gratuito, já o dizemos por aqui há algum tempo. Os políticos que vão vivendo de mensagens gostosas para português saborear, sentem-se à vontade a criar estes embustes, porque os cidadãos estão adormecidos com as crises!

O SNS não é sustentável. O artigo 64º da Constituição da República Portuguesa não pode ser garantido, de forma séria. Isto é, o artifício que lá puseram, "um SNS tendencialmente gratuito", não passa de um embuste, ou se quiserem, uma fantasia.

Restam duas soluções: 1) os contribuintes terão que pagar mais impostos para sustentar um SNS ineficiente e vítima de múltiplos lobbies; 2) os portugueses terão que pagar cada vez mais a sua saúde através de seguros privados de saúde.

Para os que ainda acreditam em fantasias, vem a Senhora Ministra mostrar que já não há milagres: A ministra da Saúde, Ana Jorge, lançou hoje um apelo aos médicos de família para que prescrevam medicamentos genéricos aos seus doentes, sobretudo numa fase de crise económica.

Curiosamente, foram sempre os médicos (Colegas da Senhora Ministra), que criaram o máximo de obstáculos à expansão dos medicamentos genéricos!

A verdade custa. Mas, a realidade é mais forte.

Wednesday, March 18, 2009

Obesidade: mais uma vez!

Fonte: aqui.

Pedestrians walk across the street near Times Square in New York. About two-thirds of American adults are overweight or obese, putting them at an increased risk for diabetes, hypertension, heart disease, osteoarthritis, stroke, gallbladder disease, sleep apnea and respiratory problems and even some cancers. Those who are extremely obese, about 100 or more pounds over a healthy weight, could be shortening their lives by as many as 10 years.

Tuesday, March 17, 2009

O fim esperado do SNS

Já há bastante tempo, que vimos por aqui falando no fim do SNS, tal como o conhecemos: gratuito ou tendencialmente gratuito.

Pois agora, é Jorge Sampaio, ex-Presidente da República, que vem fazer o alerta: Jorge Sampaio considerou hoje que o problema do financiamento do sector da Saúde é mais grave que o da Segurança Social, mas reconheceu que a situação dificilmente se resolverá sem maiores contribuições dos utentes.

Ora, cá está, a verdade é dura, mas vai sendo dita, no meio de umas quantas frases, inseridas num qualquer evento!

E diz mais, Jorge Sampaio: «Não conheço outros países da OCDE com um sistema de saúde de matriz igual à nossa que tenha encontrado uma fórmula milagrosa que não implique um aumento das contribuições de utentes», como consumidores, como contribuintes, ou ambos.

No entanto, como estamos a 6 meses das eleições, não é interessante falar em tal "castanha": Ana Jorge revelou que a discussão em torno da sustentabilidade do SNS é oportuna, mas não prioritária.

Pois é, a verdade dói. E custa votos!

Monday, March 16, 2009

A crise financeira atinge os farmacêuticos

O mercado de capitais não é para almas boas! O mercado de capitais é para quem sabe que está a arriscar, pois se não, o melhor é não arriscar, e colocar o aforro em títulos do tesouro ou em depósitos a prazo.

Mas, nem todos perceberam isto, e a Bolsa é para muitos um "jogo de ganho certo". Mas, não é, e se não vejamos: O Montepio Nacional da Farmácia (Monaf), associação de socorros mútuos que funciona como fundo de pensões dos farmacêuticos, poderá ser penalizado pela crise dos mercados financeiros. Só no Banco Privado Português, por exemplo, o Monaf tem aplicados 300 mil euros.

Mas, ainda se quer manter a opacidade, apostando numa eventual recuperação dos mercados no curto prazo: O relatório do Monaf de 2007 indicava que 43,2% dos fundos estavam aplicados em títulos de rendimento fixo, enquanto 54,8% (face a 41% em 2006) eram activos de rendimento variável. Os investimentos ascendiam em Dezembro de 2007 a 98,9 milhões de euros.

É preciso ter cuidado, na forma como se investe, sobretudo em épocas de grande volatilidade e incerteza.

brain health awareness

Fonte: aqui.

The competition, launched by The Stroke Association and the University of Edinburgh, invites people from across Edinburgh to think about their brain and the way that it affects their body and mind.

Wednesday, March 11, 2009

As maravilhas da medicina

Fonte: aqui.

A seven-year-old girl has survived a surgery procedure which required doctors to remove six of her vital organs. Doctors at New York Presbyterian Hospital removed Heather McNamara's pancreas, liver, spleen, stomach and small and large intestines in order to extract a tennis ball-sized cancerous tumour before the organs were re-implanted.

Tuesday, March 10, 2009

Headache

Fonte: aqui.


Médicos espanhóis II

Em Portugal, dizem que há falta de médicos, em Espanha, parece que também há falta: De los 408 nuevos galenos que se dieron de alta en el Colegio Oficial de Médicos de la Región el pasado año, 223 eran de fuera. Quiere decir que más de la mitad de los nuevos doctores que ejercen en la Región (54%) no son españoles.

A origem dos médicos estrangeiros em Espanha, é muito diversificada: Más bien, el perfil de los médicos recién llegados es el de una mujer de un país latinoamericano. Sobre todo, vienen de Colombia (27), Argentina (19) y Venezuela (18).

E não têm especialização: «El 90% de los médicos extranjeros son sólo licenciados en Medicina, sin especialidad».

Parece que não existem Faculdades de Medicina, na Europa.

Sunday, March 08, 2009

Médicos espanhóis

Durante as últimas décadas, a má distribuição geográfica dos médicos, tem sido compensada pela vinda progressiva de médicos do estrangeiro, quer sejam espanhóis, ucranianos, moldavos ou brasileiros.

No entanto, apesar deste grande período, o Ministério da Saúde e o Ministério da Ciência e do Ensino Superior foram incompetentes em duas vertentes: 1) na formação de mais médicos; 2) na melhor redistribuição geográfica de médicos.

Agora, o problema vai-se acentuar, pois os médicos espanhóis parece que se querem ir embora, regressando à sua terra natal: La Asociación de Profesionales de la Salud Españoles en Portugal considera "imprescindible" recuperar a médicos españoles que trabajan fuera de su país para hacer frente al déficit de facultativos que afecta a España.

O que fará agora o Ministério da Saúde (consta que existam mais de 3.000 médicos espanhóis em Portugal, que normalmente exercem fora das grandes cidades, onde os portugueses não gostam de trabalhar)? Importará médicos da América Latina? Forçará os médicos que existem a mais em Lisboa, Porto e Coimbra, a deslocarem-se para o Algarve, Trás-Os-Montes e Alentejo? Ou assobiará para o ar, como é habitual?

Thursday, March 05, 2009

Uma cirurgia no supermercado mais próximo

Fonte: aqui.

Dr Mohammed Jiva stands by his surgery inside Sainsbury's in Heaton Park, Manchester. Another 200 could be opened after its success. Anyone would be able to walk in for treatment, with doctors accessing their records via the NHS computer system.

Wednesday, March 04, 2009

As contas dos hospitais e os "fantasmas"

Temos escrito por aqui, que o SNS e os Hospitais por si geridos, demonstram "a olho nu" muitas incongruências, ou se quiserem, muita criatividade. Entretanto, lá se vai tocando na "ferida", de vez em quando: A Inspecção-Geral de Finanças (IGF) detectou divergências entre as compras e as vendas declaradas pelos hospitais e os respectivos fornecedores no valor de 283,2 milhões de euros, de acordo com um relatório do Ministério das Finanças.

283,2 milhões de euros? Como é possível haver uma divergência tão grande? Bem sabemos que o orçamento do SNS é também muito grande, mas 283,2 milhões de euros, dá para fazer muita coisa.

O pior é que mesmo nesta notícia corriqueira se detecta que há algo mais do que meras incongruências ou divergências, pois se não vejamos: Foram ainda encontradas nas investigações junto dos hospitais «compras de 22,2 milhões de euros, efectuadas por hospitais a fornecedores cessados em sede fiscal», ou seja, a empresas que fiscalmente não existem.

Ou seja, entidades públicas estão a pagar serviços/produtos a entidades "fantasmas". E o contribuinte também pode passar a "fantasma"? Mesmo com a crise internacional, pensamos que o Estado português tem recursos a mais, ao contrário do que por aí se diz.

Monday, March 02, 2009

Os Deuses estão loucos!

Lemos isto: A Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) vai pagar 410 mil euros a privados para prestarem "serviços de consultoria para recuperação da sustentabilidade económico-financeira do Centro Hospitalar de Setúbal EPE e do Centro Hospitalar do Médio Tejo EPE".

Como? O Estado que tem imensas estruturas de assessoria, apoio técnico, Altos-Comissariados e outros experts, vai recorrer a empresas para "porem na ordem" dois hospitais do SNS? Os Deuses do Ministério da Saúde estão a ficar sem senso.

Os visados, nem sabem porquê: Fonte da administração do Centro Hospitalar de Setúbal remeteu para a ACSS quaisquer esclarecimentos: "Neste momento não faz sentido [dar informações]. Qualquer dúvida, deverá questionar a ACSS".

Então, e os funcionários do Ministério da Saúde que deveriam fazer esta função que está a ser sub-contratada? Vão para a mobilidade especial? Ou estão entretidos?

Sunday, March 01, 2009

Secretary of Health

Fonte: aqui.

A Governadora Kathleen Sebelius deverá ser apontada por Barack Obama, como nova Secretária da Saúde do governo dos EUA, conforme se refere aqui: President Barack Obama named Kansas Governor Kathleen Sebelius to help steer his $634 billion plan to provide every American with affordable medical coverage as head of the U.S. Health and Human Services Department.

Algumas das novas tarefas da futura Secretária da Saúde (equivalente à nossa Ministra da Saúde) e o respectivo background:
  • Sebelius is a two-term Democratic governor who successfully pushed to expand subsidized health-care for children in her largely Republican state.
  • The nomination ended almost a month of uncertainty over who would assist Obama in developing and promoting his health plan. His previous nominee, former Senator Thomas A. Daschle, withdrew after questions were raised about his back payment of taxes.
  • Sebelius would also oversee the Food and Drug Administration, which polices the U.S. food supply and approves drugs, and the National Institutes of Health, which holds responsibility for medical research.
  • Sebelius previously served as the Kansas insurance commissioner. She was the first commissioner to reject a proposed conversion of a nonprofit Blue Cross Blue Shield into a for-profit company, slowing the pace of such conversions nationally.
  • Obama this week presented Congress with a budget that envisions spending $634 billion over 10 years to begin overhauling the health-care system.
  • The $634 billion would be a “down payment” on the president’s pledge to make health care affordable and cover the 46 million uninsured. Obama proposed financing it with increased taxes on wealthy Americans and less government money for some drugmakers and health insurers.

Saturday, February 28, 2009

Tabaco: o ataque continua

Fonte: aqui.

Cigarette sales in Scotland will be further restricted after ministers announced plans today to outlaw cigarette vending machines and ban shops from openly displaying tobacco.

Thursday, February 26, 2009

A avaliação dos médicos

Perante isto: A avaliação dos médicos, que já existia, baseava-se num sistema de concursos. Agora passará a ser baseada nesta avaliação de desempenho, que classifica como relevante, adequada ou inadequada a prestação do profissional, mediante a confrontação dos objectivos fixados e dos resultados obtidos. Parece-nos que vamos ter mais uma ladaínha idêntica à avaliação dos professores.

Porquê que não se encara a avaliação em Portugal, de uma forma normal e habitual? Bem sabemos que o homem é um animal de hábitos, mas quem não se adapta à mudança não sobreviverá.

  • Carlos Arroz - secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos - declara-se favorável desde que sejam reconhecidas as especificidades do sector e acrescenta que tem sido o Ministério da Saúde a travar as negociações.
  • Mário Jorge Neves - da Federação Nacional dos Médicos - manifesta-se preocupado com a eventual aplicação aos médicos de um modelo de avaliação equivalente ao da restante Administração Pública.
  • Particularmente critico dos planos do Governo para a avaliação dos médicos por objectivos declara-se Paulo Mendo. O antigo ministro da Saúde de Cavaco Silva sustenta que o desempenho dos médicos já é fortemente escrutinado e considera que o Governo procura distrair o país dos verdadeiros problemas recorrendo a temas fracturantes.

É difícil que Portugal venha a evoluir no sentido positivo. Nem os profissionais gostam de ser avaliados. Nem o governo sabe avaliar os seus funcionários.

Wednesday, February 25, 2009

Obama e o universal healthcare II

O Presidente Obama trouxe muita esperança. O Presidente Obama está em estado de graça. Aguardemos.

Uma das principais esperanças que Obama trazia, tinha que ver com os cerca de 45 milhões de Americanos excluídos de um serviço de saúde universal. Ainda assim, os EUA gastam cerca de 17% do seu PIB em saúde. Ou seja, Obama prometeu trazer serviços de saúde a quem não os tinha.

Vejamos, o que nos dizem as últimas notícias:
  • President Barack Obama will ask Congress to set aside $634 billion over 10 years to help pay for an overhaul of the nation’s health-care system.
  • About half the money will come from cost cuts in the Medicare and Medicaid programs and the other half from tax provisions.
  • The tax changes would limit deductions for wealthy tax payers.
  • “The cost of our health care has weighed down our economy and the conscience of our nation long enough,” Obama told a joint session of Congress.
  • Obama has set a goal of reducing the nation’s spending on health care and getting more of the nation’s uninsured covered.

Disse o Poeta, que "o sonho comanda a vida". Contudo, não acreditamos em milagres, sejam de que tipo forem. No país em que se gasta mais em serviços de saúde, o Presidente Obama quer aumentar o nível de serviços aos que não os têm, e simultaneamente reduzir os custos globais de saúde.

A quadratura do círculo!

Tuesday, February 24, 2009

Álcool

Fonte: aqui.

Statistics published at the weekend revealed Scots consume the alcoholic equivalent of 125 bottles of wine each every year and are near the top of a new international drinking league table.

Monday, February 23, 2009

Contabilidade criativa na Saúde

Há muito, que empresas e Estados vivem na opacidade das contas criativas ou forjadas. Há Assembleias Gerais que assinam de "cruz". Há Revisores Oficiais de Contas que assinam de "cruz". Há Auditoras que assinam de "cruz". Naturalmente, que este regabofe de irresponsabilidade aguenta no curto-prazo. A médio-prazo, a sustentabilidade vem ao de cima, ou a criatividade transforma-se em mega-prejuízos. Exemplos? Tantos. Basta começar pelo fino negócio bancário, quer nacional, quer internacional.

Mas, aqui, falamos habitualmente de Saúde, dos seus negócios, das suas contas e do seu futuro. Lemos isto, e sorrimos: As contas da Saúde deterioraram-se em 2008 com o excedente orçamental a baixar para 42,7 milhões de euros, num ano em que as despesas subiram mais do que as receitas.

Não seria mau, se a notícia fosse verdadeira. Mas, na mesma notícia percebe-se que a "coisa está má", mesmo muito má: Segundo os dados da Direcção-Geral do Orçamento (DGO), o saldo da execução orçamental do Serviço Nacional de Saúde (SNS) passou de um excedente de 111,8 milhões de euros em 2007, para um lucro de 42,7 milhões de euros no ano passado.

Alguém com bom senso e raciocínio lógico acredita que o SNS tenha dado lucro? Naturalmente, que a notícia aqui relatada, transporta em si muita iliteracia económica. Mas, mesmo que o SNS tenha tido um excedente de 42 milhões de euros face às dotações do Orçamento de Estado, e decrescido esse excedente de 111 milhões de euros, fácilmente percebemos que as contas não reflectem a realidade da situação, pois há muita desorçamentação, até por isto: A DGO refere que em Setembro e Outubro de 2008 houve cinco hospitais e três sub-regiões de saúde que saíram da esfera do Sector Público Administrativo e passaram a integrar o grupo das Entidades Públicas Empresariais, pelo que foi necessário ajustar o universo de 2007 para poder comparar as contas dos dois anos.

Nuvens negras no horizonte.

Sunday, February 22, 2009

As aparências iludem

Assistimos com vergonha, à ida de centenas de portugueses a Cuba, para serem objecto de cirurgias às cataratas. Porquê? Porque Portugal gasta cerca de 10% do seu PIB na saúde e pertence ao restrito grupo da OCDE. Porque Cuba é um país do Terceiro Mundo com grandes dificuldades de recursos financeiros e logísticos.

Depois, veio a Ministra Ana Jorge promover o PIO (Programa de Intervenção em Oftalmologia). E os resultados foram estes:
  • 83 255 operações realizadas em 2008, mais do que as 56 458 registadas em 2007.
  • Governo, que gastou 28 milhões de euros para reduzir, em seis meses, o número de doentes a operar.

Contudo, resta ainda isto:

  • Um total de 26 941 portugueses esperava, a 31 de Dezembro de 2008, por uma operação às cataratas.

Se o PIO foi um programa extraordinário e não deve ser encarado como um programa de trabalho normal, o que irá acontecer quando se acabar o PIO?

Para o Senhor Bastonário dos Médicos, a opinião não é igual: Pedro Nunes, garante que há "desvio de recursos" e que a ida dos doentes a Cuba foi "propaganda política".

Dias difíceis, continuarão a esperar os portugueses.

Thursday, February 19, 2009

Partos no sector privado

Fonte: aqui.

A Entidade Reguladora da Saúde (ERS) existe há mais de 5 anos. Muitos portugueses desconhecem para que serve tal entidade. Nós também temos dificuldade em perceber o que distingue a ERS, da Inspecção Geral da Saúde, ou da Autoridade da Concorrência.

Mas, adiante, agora a ERS percebeu que tem que justificar a sua existência. Depois do estudo, em que revela que há um bom acesso à prestação de cuidados de saúde nos Centros de Saúde, que nós comentamos noutro lado, agora vem a ERS dizer isto: Um relatório elaborado pela Entidade Reguladora da Saúde (ERS) revela que 70% dos cerca de 31 mil partos realizados entre 2006 e 2008 nos hospitais e maternidades privadas foram feitos com qualidade e segurança.

O que significa "70% dos cerca de 31 mil partos"? Significará que os restantes 30% dos 31 mil partos não foram feitos com qualidade?

É que um dos seus mais altos responsáveis vem dizer isto: O principal problema verificado nesta instituições prende-se com o número de partos, referiu o mesmo porta-voz, que em alguns casos é muito inferior ao que seria desejado para garantir meios adequados e uma equipa de profissionais de saúde permanente e bem treinada.

Se de facto 30% dos partos realizados no sector privado não têm qualidade, porque não se fecham essas mesmas instituições? Ou, estamos a jogar com interesses particulares e contra os interesses do público em geral? Para que serve, afinal esta ERS?

Wednesday, February 18, 2009

Estudos da Entidade Reguladora da Saúde

A Entidade Reguladora para a Saúde, que a generalidade da população desconhece, mas que os prestadores de serviços de saúde conhecem pelos custos que lhes acarreta, decidiu fazer um estudo de satisfação dos utentes dos Centros de Saúde, e conclui isto: Os utentes parecem estar globalmente satisfeitos com o acesso aos Centros de Saúde do SNS, nomeadamente ao nível dos horários de funcionamento, tempos de espera para atendimento, higiene e conforto das instalações nos estabelecimentos públicos de cuidados de saúde primários.

Nós que até percebemos alguma coisa sobre a realização de estudos de mercado fomos ver o documento integral do estudo, e achamos que a metodologia utilizada no estudo é frágil e indiciadora de leituras enviesadas. Se não, vejamos qual a amostra do estudo:
  • Foram inquiridos 1.031 utentes dos 101 Centros de Saúde (em média, 10,2 por Centro), tendo a selecção dos utentes sido aleatória, desde que o utente cumprisse as seguintes condições: (i) estar no Centro de Saúde com uma consulta médica programada (não urgente), previamente marcada; (ii) ter 15 ou mais anos de idade.

Seleccionar apenas 10 utentes que visitam cada um dos Centros de Saúde, não é um método adequado para depois tirar conclusões de que a acessibilidade dos Centros de Saúde é boa. Até porque, é caso para se perguntar, porque é que as pessoas que não vão aos Centros de Saúde, não têm o direito de ser inquiridas?

Este é mais um estudo que vai branquear muitas situações degradantes e degradadas, em múltiplos Centros de Saúde, por esse Portugal fora.

Só com críticas, não vamos longe. Mas, com branqueamento de situações menos boas, também nunca alcançaremos a desejada melhoria.

Mais adiante, voltaremos á leitura deste "estudo de mercado".

Thursday, February 12, 2009

Portugal Prozac

Num país em que o partido que ocupa a função governamental, se ocupa da questão candente da eutanásia, lê-se isto:
  • Nos últimos cinco anos, houve progressos na prestação de cuidados médicos a crianças e jovens, mas o indicador de saúde mental registou um agravamento.
  • «O consumo de ansiolíticos e antidepressivos ou as taxas de suicidio está a agravar-se e temos um consumo exagerado».

Será que são mais preocupantes as razões que conduzem a um suicídio, ou as razões que podem levar um doente terminal a pedir a eutanásia?

Nós temos uma opinião e uma prioridade muito clara.

Wednesday, February 11, 2009

Eutanásia: a última prioridade

Faltam médicos. Existem dezenas ou centenas de Centros de Saúde em estado de degradação. Há partes significativas de hospitais em decadência. Há listas de espera de vários tipos de cirurgias. Há listas de espera de tratamentos oncológicos. O Serviço Nacional de Saúde não tem serviço de estomatologia para a generalidade da população. Contudo, a prioridade do poder político é esta: Um grupo de militantes socialistas anunciou que quer levar ao XVI Congresso do partido o tema da eutanásia. Para tal, o deputado Marcos Sá entregou uma moção sectorial nos serviços do partido a propor a abertura do debate sobre a eutanásia, uma prática proibida por lei em Portugal.

Ou seja, estamos num mundo com os pés ao contrário! Portugal está dirigido por um bando de gente louca. A insanidade passou para o controlo da nação. Pior, um dos defensores daquela proposta é Secretário de Estado da Saúde: O documento é igualmente subscrito por Manuel Pizarro, secretário de Estado da Saúde.

Ainda vai demorar mais algum tempo, para Portugal bater mesmo no fundo.

Saugella

Fonte: aqui.

A autoridade que regula o sector do medicamento (Infarmed) mandou retirar do mercado nacional todos os lotes de um produto específico para higiene íntima por utilizar um conservante proibido.

Sunday, February 08, 2009

Tratamento oncológico sem auditoria

Vimos alertando para a falta de avaliação da qualidade dos serviços de saúde. Contudo, a situação já foi pior. Os doentes e os meios de comunicação social vão pressionando para que os serviços sejam mais e melhor auditados. Por tudo isto, não nos surpreende que isto se passe:
  • Especialistas em oncologia, reunidos na Assembleia-Geral da Sociedade portuguesa de Oncologistas, divulgam Carta de Princípios em que alertam para o “desperdício e a ineficiência” na utilização de recursos na luta contra o cancro em Portugal.

Gastamos globalmente cerca de 10% do PIB em saúde. É demasiado para o nível de resposta obtido. Espanha gasta cerca de 8% do seu PIB, e tem um nível de resposta melhor do que nós.

Contudo, é preciso ter em atenção que o desperdício e a ineficiência dos gastos em saúde dão jeito a muita gente!

Ainda que este alerta dos especialistas de oncologia tenha um outro enfoque:

  • Para os autores do documento, "o desperdício dos recursos deve-se à incapacidade e à inexperiência por parte de alguns profissionais face à abordagem diagnóstica e terapêutica dos doentes com vários tipos de tumores".
  • Os dados que se dispõe, nomeadamente os dos resultados obtidos em cada região e instituição, são na opinião destes especialistas "escassos e em regra pouco completos e fiáveis".

Ou seja, há pouco nível de controlo de gestão e pouca especialização da oferta de saúde na área oncológica. Nada de surpreendente.

Mas, também há aspectos positivos:

  • Enfatizam o alargamento da cobertura em cuidados especializados através da descentralização da prestação de serviços, o incremento da formação dos profissionais e uma melhor organização das instituições.

Aguardemos por melhores dias.

Thursday, February 05, 2009

A ansia de protagonismo de Correia de Campos

Correia de Campos foi Ministro, por duas vezes e Secretário de Estado, por uma vez. Foi um destacado membro de uma Universidade Pública e de um organismo público de formação. Contudo, Correia de Campos vive para a imagem. Não consegue viver sem as luzes da ribalta!

Há quem lhe ligue. Há quem goste de Correia de Campos. Nós achamos que Correia de Campos até fez algumas coisas positivas na última passagem pelo governo, como Ministro da Saúde.

Mas, já não temos paciência para ler este tipo de diatribes:
  • O ex-ministro da Saúde António Correia de Campos admite a existência de «excessos» e até de «fraudes» no sector, classificando-as como «perfeitamente normais».
  • «O que o gestor máximo tem de fazer é estar atento e ter mecanismos de intervenção», disse, recordando o sucesso da mediação que fez em 2005 quando, numa cerimónia pública no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, revelou que a nova direcção desta instituição, onde foram registadas fraudes com o aprovisionamento, estava a receber ameaças de morte.

Oh Senhor Professor Correia de Campos, se tem conhecimento de fraudes no sector que tutelou até há um ano, deve denunciá-las, sob pena de parecer ser conivente com elas!

Porque será que a imagem da classe política portuguesa anda pelas ruas da amargura? Apenas e só, porque não têm espírito de serviço público, assim como não se controlam para estarem sempre no púlpito.

Melhores dias virão.

Wednesday, February 04, 2009

Obama e o universal healthcare

Fonte: aqui.

O Presidente Obama criou uma onda de novidade. Mesmo, uma aura de grandiosidade. "Yes, we can". Todos, ricos e pobres, pretos e brancos, velhos e novos, podem alcançar o "american dream".

Obama questionou sobretudo que "a América não poderia aceitar que cerca de 46 milhões de cidadãos não tivessem cobertura de saúde", dado que não tinham dinheiro para suportar um seguro de saúde.

Azar, Presidente Obama, logo o Secretário da Saúde (equivalente ao nosso Ministro da Saúde), escolhido por Obama, haveria de lhe deixar mais um amargo de boca: When President Obama nominated former Senator Tom Daschle to be his secretary of health and human services, it seemed to be a good choice.

Mas, afinal: Unfortunately, new facts have come to light — involving his failure to pay substantial taxes that were owed and his sizable income from health-related companies while he worked in the private sector — that call into question his suitability for the job. We believe that Mr. Daschle ought to step aside and let the president choose a less-blemished successor.

Pois é, a moral e a ética está pelas ruas da amargura, por todo o lado. E Obama aguentará tanta falta de ética e de moral na política e nos negócios?

Monday, February 02, 2009

Sunday, February 01, 2009

Palavras malditas: negligência médica

Errar é humano. Só por isso, a nossa sociedade deveria aceitar mais o erro. A negligência é que não deveria ser tolerável. A negligência deveria ser punida. Punição implacável.

Mas não, em Portugal, como em muitos outros países, "há pessoas mais iguais do que outras"! Vejamos o que aqui nos dizem e que nos deixa mesmo profundamente revoltados:
  • A Inspecção-Geral das Actividades de Saúde movimentou 2388 processos de natureza disciplinar e pré-disciplinar, em 2007.
  • Se tivermos em conta que só no livro amarelo o mesmo ano registou 39 652 reclamações (metade direccionadas aos médicos), percebemos a abissal distância entre a sociedade civil e o resultado das suas queixas.

Ou seja, das quase 40.000 reclamações feitas por doentes e familiares, apenas foram levadas a sério pelo IGAS, cerca de 5% das reclamações. As restantes 95% foram para o lixo! Dito isto, valerá a pena reclamar?

Vejamos mais: Em termos práticos, no ano de 2007 aplicaram-se 62 penas disciplinares, a maioria de repreensão escrita (e não dependente de prévio processo disciplinar), dirigidas em 60% aos médicos. Em causa esteve a assiduidade, as deficiências e omissões nos registos clínicos e a assistência médica.

E isto, ainda constrange mais: Mas no mesmo relatório anual de actividades do IGAS não se diz quantos casos de negligência médica foram, de facto, provados. Aliás, palavras como erro e negligência médica praticamente não aparecem. Quando muito, fala-se em "alegada assistência negligente".

Pior é ainda o que se diz aqui: "Há uma diferença grande entre existir negligência e prová-la. Na maioria esmagadora das vezes, não se prova a negligência. É muito difícil", atalha Pedro Nunes, acrescentando que, "numa percentagem muito elevada, há uma relação de igualdade, sendo a voz de um contra a de outro".

Naturalmente que há também um grave problema, de que não se fala neste artigo, que é o facto de os doentes não terem na maioria dos casos, apoio judiciário para se defenderem perante uma classe importante, mas demasiado poderosa, numa sociedade portuguesa ainda com tiques feudais!

Ou seja, há uma grande oportunidade para os jovens advogados começarem a defender os interesses dos doentes fragilizados e mal tratados. É que para o Bastonário da Ordem dos Médicos, negligência é isto: "sendo a negligência a falta de prestação de cuidados".

Nós, que não somos juristas, achamos que a simples falta de prestação de cuidados, não é a única fonte de negligência médica. Negligência médica pode ser o que aqui se escreve: falta de diligência, preguiça, incúria, desmazelo, desleixo.

A informação será a arma dos doentes objecto de negligência médica.

Post Scriptum: não temos nada de especial contra os profissionais médicos, não podendo contudo, classificá-los fora do âmbito dos outros cidadãos.

Thursday, January 29, 2009

Parabéns Senhora Ministra

A Ministra Ana Jorge é simpática, leve e neutra. Para além disso, Ana Jorge, é médica. Como Ministra da Saúde tem sido discreta. Quanto a resultados? Tem sido a evolução na continuidade.

Mas agora, ao fim de um ano no cargo de Ministra da Saúde, Ana Jorge parece demonstrar capacidade de análise sobre o sector hospitalar:
  • "Um dos grandes problemas da saúde em Portugal é organizacional", disse Ana Jorge.
  • Na área hospitalar, "tem falhado muito o envolvimento das administrações e dos directores de serviço", disse, considerando que são estes "os grandes responsáveis pelo funcionamento do serviço hospitalar e por envolver os seus profissionais".
  • Ana Jorge dá como "exemplo de sucesso" o Programa de Intervenção em Oftalmologia (PIO), através do qual foram realizadas mais de 15 mil cirurgias. A "chave do sucesso foi o envolvimento dos profissionais e, nomeadamente, dos directores dos serviços de oftalmologia", considera Ana Jorge.
  • A ministra preconiza mudanças, mas não só ao nível do nome, numa referência à transformação dos hospitais em Sociedades Anónimas (SA) e, mais tarde, em Entidades Públicas Empresariais (EPE).
  • Para Ana Jorge, "existem alguns hospitais EPE com os profissionais mobilizados e outros que se esqueceram que precisam dos profissionais" de saúde. "Assim não dá, pois só muda o nome", salientou.

Ora, muito bem, Senhora Ministra. Contudo, a Dra. ana Jorge esquece-se do seguinte:

  1. As Administrações dos Hospitais EPE são nomeadas pelo Ministério da Saúde. Ou seja, se a Senhora Ministra acha que não sabem gerir bem os recursos que têm a cargo, Ana Jorge deve demiti-los.
  2. A grande maioria das Administrações dos Hospitais EPE não sabem gerir a autonomia que têm, porque: a) não têm perfil para liderar organizações; b) sabem que são boys políticos e têm medo de arriscar e de decidir.

É pena, Senhora Ministra, que não vá até ao fim, na sua análise.

Wednesday, January 28, 2009

Gripe das aves

Fonte: aqui.

The Ministry of Health in China has confirmed the fifth human bird flu death in the country this month. The H5N1 bird flu has taken its toll on the nation of China this month, sickening many and killing a total of five. The month of January has been a disaster for China to say the least in terms of controlling the H5N1 bird flu virus.

Tuesday, January 27, 2009

Sai uma Licenciatura em medicina em 3 anos?

Após "Bolonha", a generalidade dos cursos do ensino superior passaram a ter 3 anos. É a força da padronização da União Europeia. Goste-se ou não. Mas, há sempre "vacas sagradas". O curso de medicina continua a ser de 6 (seis) anos, mais os estágios.

Bem, parece que era. Se não, vejamos o que aqui se diz:
  • Por um lado, a duração do internato (estágio de especialidade) passou de 18 meses para 12.
  • Por outro, deixou de existir um período de seis meses de preparação para o exame.

Todo este "encurtamento" tem um objectivo: Até Janeiro de 2010 vão estar formados mais 600 médicos de família.

Então, e os argumentos de que a qualidade da medicina obriga a uma não-redução do tempo de formação? Então, o que dirá agora a toda-poderosa Ordem dos Médicos? É que o poder político foi célere para tapar buracos na falta de médicos que dizem haver: esta vaga de médicos resulta de uma alteração feita na lei que diminuiu em um ano o tempo de formação dos clínicos.

Nós continuamos na nossa: não há falta de médicos. Há de facto, alguns médicos a entrar em fase de reforma. Mas, na essência existem demasidos médicos nos hospitais centrais, de Lisboa, Porto e Coimbra. E faltam médicos no Interior Norte, Centro e Sul, e nos centros de saúde.

Por exemplo, como é que se percebe que o Centro Hospitalar de Lisboa Central (Hospital de São José, Hospital dos Capuchos e Hospital de Santa Marta) tenha cerca de 60 oftalmologistas e, até há pouco tempo, o Hospital de Faro tinha apenas 1 (um) oftalmologista?

Virá o tempo em que os médicos terão uma de duas opções: o desemprego ou a emigração. Aliás, como os restantes portugueses!

Sunday, January 25, 2009

Tratamentos do Principe Carlos

Fonte: aqui.

Promoted and sold under ‘Duchy Originals’ brand, these medicines have been made from plant extracts and are said to be effective in curing ailments such as colds, low disposition, fretfulness and dyspepsia. Andrew Baker, Duchy Originals's chief executive said, "The decision to launch these products reflects the Prince of Wales's passion for integrated healthcare. We hope that the Duchy Herbals range of herbal remedies will encourage more people to adopt this integrated approach to their health."

Friday, January 23, 2009

Saúde Ibérica

De Espanha, nem bom vento, nem bom casamento! Quem foi o autor desta frase? Confessamos que não sabemos se é mais do que uma frase popular.

Sinceramente, não somos contra Espanha. Até gostamos de Espanha. Se somos a favor da Ibéria? Temos muitas dúvidas em seguir por esse caminho, pela História e pela dignidade dos antepassados.

Bem, tudo isto a propósito disto: Do lado da Saúde, vão ser protocoladas as intervenções de assistências às populações das regiões transfronteiriças. Uma questão que ganha importância acrescida com a implementação da nova organização física do sistema de Saúde português.

Dito de outra maneira, a Ministra Ana Jorge foi a Zamora, com José Sócrates, entregar a gestão da saúde fronteiriça ao Ministério da Saúde de Espanha, e respectivos Governos Regionais. Só quem não conhece partes raianas, é que acha inovadora esta abordagem de Ana Jorge em Zamora.

Na Região de Elvas-Campo Maior, é normal ir tratar da saúde a Badajoz. Assim como na Região de Reguengos de Monsaraz, se passa o mesmo!

Então, o que foi fazer a Zamora, Ana Jorge? Apenas e só, formalizar a entrega do SNS raiano a Espanha!

Haverão de vir, dias melhores!

Wednesday, January 21, 2009

Esperança para o cancro do colon

Fonte: aqui.

Genetech is expecting to see results from a colon cancer study involving Avastin by April, according to media reports Tuesday. Avastin has already been approved for breast cancer, Lung cancer and colon cancer which has already speared. Genentech’s goal of the current study — which involves more than The 2,710-patients — is to show whether Avastin improves survival of patients after colon cancer surgery.

Tuesday, January 20, 2009

Investimentos na saúde em Portugal

Alguns projectos privados na saúde, parece que não se estão a sair bem. Porquê? Por várias razões: 1) a oferta pública é vasta; 2) o poder de compra da população é baixo; 3) a oferta de saúde privada ainda não é alternativa, mas antes complementar à saúde prestada pelo Estado.

Mas, há quem insista em investir na saúde: Cerca de seis milhões de euros vão ser investidos em Castelo Branco pelo Grupo Lusófona, na construção de uma unidade de saúde privada, que pretende aliar a prestação de serviços de medicina e de lazer.

Não sabemos se este projecto trará resultados positivos, mas às vezes há oportunidades que se aproveitam: O Hospital de Dia Ribeiro Sanches, que funcionará entre as 08:00 e as 20:00, vai ocupar instalações das Galerias Império, no centro da cidade.

Parece que este é um projecto que não é megalomano, como outros que há por aí!

Monday, January 19, 2009

Os orçamentos da saúde

A despesa em saúde representa cerca de 10% do PIB da generalidade dos países desenvolvidos (nos EUA, já representa quase 18% do PIB). É muito? É pouco? Há pessoas que dizem que a saúde não tem preço! Será que não tem? Será que não tem que se impor um limite aos gastos com a saúde?

Vejamos o que por aqui se escreve:
  • The American hospital is a 19th-century cottage industry in the postmodern world. The problem is not medical or technological.
  • The first problem is correcting wasteful and dangerous management practices before extending coverage to more patients. Knowledge exists to transform every hospital in the country to deliver higher quality care and in so doing substantially reduce costs and save lives.
  • Extending health care to more people without correcting the antiquated delivery system doesn’t make sense.
  • In fact, two large hospitals systems — in Pittsburgh and across the Midwest — cut costs in half and significantly reduced hospital-acquired infections and medical and medication errors.
  • This solution of continually improving patient care was based on the Toyota management system. The hospital managements created an environment — without blame — where their employees could learn and practice continual improvement of their processes, systems and themselves in pursuit of “perfect patient care.”

O próximo Presidente dos EUA, Barack Obama, prometeu uma cobertura de saúde alargada, tendo em vista dar mais saúde àqueles que não têm dinheiro para comprar uma apólice de seguro de saúde. Mas, como se diz acima, se alargar a cobertura de saúde, sem racionalizar custos, vai apenas transformar um grande problema, na falência do Estado Americano!

Sunday, January 18, 2009

Exemplos das Ilhas

Nem tudo em Portugal é mau. Há muita gente a trabalhar. Há muita gente que trabalha bem. É preciso esquecer os que remam para trás? Não. Se não criticarmos, não se chega à melhoria ou à correcção do que está errado.

Vemos este exemplo, e gostamos:
  • O Centro de Hemodiálise do Hospital do Santo Espírito de Angra do Heroísmo (Ilha Terceira) tratou 350 doentes nos últimos vinte e cinco anos dos quais 62 foram transplantados.
  • Teresa Azevedo, directora do Centro de Hemodiálise do Hospital de Angra do Heroísmo, adiantou que os serviços acompanham ainda em observação mais meio milhar de doentes
  • Antes da fundação destes serviços, os doentes açorianos optavam por mudar de residência para o continente português ainda que alguns "sabendo que corriam risco de vida permanecessem nas ilhas".
  • Teresa Azevedo disse à Agência Lusa que, para além da doença, o grande problema dos doentes de outras ilhas "é o facto de se encontrarem fora do seu ambiente familiar".
  • Foi por isso adoptado o tratamento de "Diálise Peritoneal", que pode ser feito na residência de cada paciente, reduzindo-se a deslocação dos doentes ao centro a um dia por mês.

Parabéns ao Hospital de Angra do Heroísmo, ao Centro de Hemodiálise e à sua Directora. São precisos mais bons exemplos.

Friday, January 16, 2009

Aumento das taxas moderadoras

Sabemos que o SNS não é gratuito. Mas é gratuito para os mais idosos com poucos rendimentos e para os mais novos afectos ao "rendimento mínimo garantido".

Contudo, o SNS é "tendencialmente gratuito", como diz o artigo 64º da Constituição da República.

Agora, o Governo, que anda a suportar várias falências de empresas, por esse Portugal fora, decidiu aumentar uns cêntimos nas taxas moderadoras: A partir de 1 de Fevereiro, se precisar de ir a um hospital do Serviço Nacional de Saúde (SNS), prepare-se para pagar mais. O Ministério da Saúde actualizou a tabela das taxas moderadoras.

Tudo bem, nós aceitamos. Mas, não gostamos é que digam que o SNS é "tendencialmente gratuito" e depois digam isto: Numa portaria hoje publicada em "Diário da República" e datada do passado dia 8, o Ministério indica que as taxas em vigor "encontram-se desactualizadas, quer quanto ao valor, quer quanto à tipologia dos actos, pelo que se torna necessário proceder à sua revisão".

É caso para perguntar, será que o Governo está a pensar colocar o preço dos serviços do SNS ao nível do sector privado? E então, para que pagamos impostos?

Thursday, January 15, 2009

Unidade de radioterapia na Madeira

A instalação de uma unidade de radioterapia não custa meia dúzia de euros. Naturalmente que não queremos implicitamente dizer que a instalação de equipamentos de cariz oncológico deva apenas ser avaliada por questões de rentabilidade comercial. Os portugueses pagam impostos e devem ser solidários. Mas, é preciso avaliar a disponibilidade dos recursos, face às necessidades.

Lemos esta notícia:
  • Os cerca de 250 doentes oncológicos na Madeira que anualmente se tinham de deslocar ao continente para tratamentos passarão a ser assistidos na unidade de radioterapia que vai entrar em funcionamento em Fevereiro no Funchal.
  • O governante, Francisco Jardim Ramos, salientou tratar-se de uma clínica privada que se candidatou num concurso internacional, a Quadrante, que tem várias unidades de prestação de serviços nesta área, em Lisboa, Porto e Faro.
  • "Temos enviado uma média de 250 doentes oncológicos por ano ao continente. Esta é já uma doença com muita carga de sofrimento, que traz mais penosidade pelo facto das pessoas terem de sair da região, pelo que o objectivo deste projecto é dar-lhes mais conforto e amenizar a situação", destacou.

Não queremos imaginar o sofrimento de um doente oncológico. Mas, queremos antes, imaginar que há muitas outras doenças dolorosas e mais raras, mas que não têm qualquer apoio, dado que os recursos são escassos!

Será que 250 doentes justificam a instalação de uma unidade de radioterapia? Temos muitas dúvidas.

Wednesday, January 14, 2009

Erros na saúde?

Diz o Senhor Bastonário da Ordem dos Médicos: Pedro Nunes confessou que gostava que José Sócrates admitisse a existência de erros na gestão do sector em Portugal.

Como? O Engenheiro Sócrates vai admitir erros? Pensamos que o Engenheiro Sócrates vai admitir tantos erros cometidos pelo Governo que dirige, como o Dr. Pedro Nunes admitirá que a classe que representa em Portugal, comete erros!

Depois, cá vem o discurso para "enganar cidadão": É óbvio que os médicos gostariam que o sr. primeiro-ministro dissesse que a saúde ia ser gerida com lógica de resultados a favor dos cidadãos, dizer que reconhece que houve alguns erros nesta gestão estritamente economicista e que iria passar a defender a saúde dos seus concidadãos», afirmou o Dr. Pedro Nunes.

Mas, será que os médicos não têm interesse por questões "economicistas"?

Tuesday, January 13, 2009

Michelle Obama

Fonte: aqui.

A uma semana da posse do marido, Michelle Obama decidiu abandonar seu emprego no hospital de Chicago (Illinois, norte dos Estados Unidos), onde trabalhava há seis anos, para se dedicar totalmente a sua futura função de primeira-dama dos Estados Unidos, anunciou nesta segunda-feira o próprio centro de saúde.

A advogada Michelle Obama, que se tornará a nova primeira-dama americana no dia 20 de janeiro, ocupava desde 2005 o cargo de vice-presidente para assuntos externos e comunitários do hospital, onde começou a trabalhar em 2002.

Sunday, January 11, 2009

Hospital de Faro: outra vez!


O Hospital de Faro é falado, quase sempre pelos piores motivos. São os médicos-Chefes, demissionários há mais de um ano. São os problemas no Verão, por causa da avalanche de doentes, de férias. São os médicos oftalmologistas que quase não existem. São as péssimas condições das urgências. São os corredores do hospital sempre cheios. Será possível ser pior?

Parece que não, pois vejamos:
  • Num dos dias mais frios do ano, há pacientes que têm de esperar sentados à mercê do clima, por uma consulta de Ortopedia. Aquecedores ficaram sem gás.
  • Só no dia de hoje, mais de uma dezena de pessoas encontravam-se no exterior do edifício do Hospital Central de Faro, onde se encontra montada uma enorme tenda amarela, para tentar proteger os utentes da chuva e do vento.
  • “Isto é uma situação que se arrasta para aí há um ano e meio”, garante Eduardo Rocheta, outro dos utentes à espera de consulta. “Só hoje já houve duas pessoas a pedir o livro de reclamações por causa das más condições de espera”.
  • Caso caricato, é que houve até mesmo um utente que estacionou debaixo da tenda, num lugar de acesso exclusivo às ambulâncias, para que a mulher que tem doenças dos ossos, pudesse ficar à espera sem ser ao relento.

Triste e caricato, de facto. E acontece alguma coisa ao poder responsável pelo Hospital de Faro?

Saturday, January 10, 2009

Gardasil

Fonte: aqui.

Another roadblock for the much coveted cervical cancer vaccine, Gardasil, from Merck & Co! The Food and Drug Administration has asked for additional information before it approves Gardasil for women aged between 27 and 45.

Wednesday, January 07, 2009

Império fiscal

Por aqui, escrevemos apenas sobre saúde e assuntos relacionados, directa e indirectamente. Um dos temas indirectos, que temos por aqui abordado, é o facto do Estado estar sistemáticamente em atraso no pagamento de dívidas a fornecedores, nomeadamente da saúde.

Agora lemos isto: Antes de pagar as dívidas aos fornecedores do Estado, como se comprometeu fazer até Abril deste ano, o Governo quer reaver o que é seu. Esta semana, as Finanças mandaram penhorar os créditos de todos os fornecedores do Serviço Nacional de Saúde com impostos em atraso, soube o Negócios.

Como? O Estado paga tarde e a más horas, e mesmo após os atrasos sucessivos, arranja mais subterfúgios, para continuar a não pagar? O fisco passou de uma indolência e ineficiência, para uma máquina temível e mesmo repressiva.

Gostaríamos de saber, se nós como cidadãos, podemos deixar de pagar impostos, se o Estado estiver em dívida para connosco?

Melhores dias virão.

Post Scriptum: Não somos contra o pagamento de impostos, mas somos contra um Estado que actua acima dos cidadãos que no fundo constituem o fundamento desse mesmo Estado!

Tuesday, January 06, 2009

Efeito boomerang

O Dr. António Ferreira, Presidente do Conselho de Administração do Hospital de São João, abriu uma guerra que não vai ser curta, quando ameaçou ou disse ter intenções de "publicar uma lista com a assiduidade dos médicos".

Vejamos o efeito boomerang: O Conselho Regional do Norte da Ordem dos Médicos está "indignado" com as alegadas afirmações do presidente do Hospital de São João, no Porto, que terá insinuado que os médicos faltavam muito e ameaça "tomar as medidas necessárias", não descartando a possibilidade de processar o administrador.

Os gestores não devem abdicar de uma função fulcral, que é o controlo de gestão, sob pena de eles próprios não desempenharem a sua função, de forma integral. O Dr. António Ferreira veio afirmar que os funcionários públicos com vínculo definitivo têm um nível de absentismo muito mais elevado do que os funcionários públicos com contrato individual de trabalho. Se o referiu, é porque não é mentira. Se é verdade, resta ao Dr. António Ferreira actuar para que o erário público e os contribuintes não saiam defraudados.

Concordamos com isto, que o Dr. António Ferreira quer fazer:
  • o presidente do Conselho de Administração do Hospital de São João anunciou que esta unidade de saúde vai adoptar este ano uma política de incentivos aos profissionais, monitorizando a sua produção e respectiva qualidade através de sistemas informáticos.
  • António Ferreira explicou que a monitorização em tempo real acontecerá através de sistemas informáticos, que substituem o 'papel' até agora utilizado mas sem recurso a quaisquer câmaras de vigilância.

Mas, já não concordamos com isto:

  • Actualmente, o hospital atribui subsídio de assiduidade a trabalhadores que estejam ao abrigo da lei geral.

E porque é que não concordamos? Apenas por isto: não será suposto os funcionários receberem um salário por contrapartida de um determinado serviço, com o respectivo horário de trabalho? Então, para que é que se incentiva quem cumpre o horário de trabalho? Nós achamos, que quem não cumpre o horário, deve ser penalisado. Se não, o crime compensa!

Sunday, January 04, 2009

Grave, muito grave

A gestão evolui todos os dias. Ás vezes, no sentido positivo. Ás vezes, no sentido negativo. Vejamos esta parte de entrevista do Senhor Presidente do Conselho de Administração do Hospital de São João, do Porto:
  • Neste hospital, temos dois grandes grupos: os profissionais da Função Pública e os que agora fazem contrato individual de trabalho. A taxa de absentismo na Função Pública, em termos brutos, é da ordem dos 14 a 16%. Nos contratos individuais de trabalho não ultrapassa um por cento.
  • E é preciso que se desmistifique a ideia de que só acontece com os médicos. Temos profissionais que faltam 59 dias, vêm trabalhar dois ou três e faltam mais 59, com base em atestados.
  • Isto é estratégico. Como se resolve isto? No respeito por todos os direitos legais, com a publicação das listas de ausências. Isto nos locais de funcionários do hospital, não para doentes ou visitas. E há outra coisa, o pontómetro (para picar o ponto) não diz o que estão a fazer no hospital. O que produziram? Os médicos deram consultas? Viram doentes?

Antes de mais, comentários nossos:

  1. Portugal continua a ser o paraíso de alguns e a miséria para a maioria.
  2. O sistema laboral, apesar de aparentemente rígido, ainda só funciona para uma grande minoria.
  3. O controlo de gestão em Portugal, ainda passa apenas pelo "pica ponto". O que, segundo se vê pelo caso do Hospital de São João, do Porto, é ainda muito pouco. Para não dizer, nada.

Friday, January 02, 2009

Vitória contra o tabaco

Quase assistimos à perseguição dos fumadores, desde a introdução da nova Lei do Tabaco. Contudo, fumar faz mal, e é preciso combater esse vício, de todas as formas possíveis.

Os resultados deste combate recente são bons: Num balanço sobre os primeiros 10 meses desde a entrada em vigor da Lei do Tabaco, o director-geral de saúde revelou um estudo que indica que o número de cigarros vendidos em Portugal sofreu uma queda de 13,5 por cento.

A Direcção Geral de Impostos é que não deve estar a gostar da brincadeira!

Thursday, January 01, 2009

Ministério da Saúde: 1ª batalha 2009

Definir o nível de serviço do atendimento, é um dos princípios básicos de defesa dos cidadãos ou dos clientes. O Ministério da Saúde decidiu isto e bem: O secretário de Estado da Saúde, Manuel Pizarro, considerou que os prazos máximos que definiu hoje em portaria para consultas nos estabelecimentos do Serviço Nacional de Saúde são «perfeitamente» exequíveis.

Mas, os obstáculos aparecem desde já: Muitos hospitais não vão conseguir cumprir os tempos de resposta aos utentes definidos ontem pelo Ministério da Saúde. O alerta é dado por Pedro Lopes, presidente da Associação de Administradores Hospitalares (AAH), que considera que os objectivos definidos são "um bocado ambiciosos".

Há sempre participantes do jogo, que não percebem que o doente deve estar sempre em primeiro lugar: "Fixar prazos é fácil, cumprir é mais difícil", diz Pedro Nunes, referindo que este não é o caminho para resolver o problemas das listas de espera.

A luta dos doentes tem que passar pela exigência, quer se chame reclamação, acção litigiosa ou recusa do pagamento de serviços por incumprimento. É que a Lei é muitas vezes coxa!