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Saturday, March 01, 2014

Monday, August 31, 2009

Tuesday, January 13, 2009

Michelle Obama

Fonte: aqui.

A uma semana da posse do marido, Michelle Obama decidiu abandonar seu emprego no hospital de Chicago (Illinois, norte dos Estados Unidos), onde trabalhava há seis anos, para se dedicar totalmente a sua futura função de primeira-dama dos Estados Unidos, anunciou nesta segunda-feira o próprio centro de saúde.

A advogada Michelle Obama, que se tornará a nova primeira-dama americana no dia 20 de janeiro, ocupava desde 2005 o cargo de vice-presidente para assuntos externos e comunitários do hospital, onde começou a trabalhar em 2002.

Thursday, May 08, 2008

A atractividade do sector da saúde

O investimento na saúde aumenta, com maior enfase na parte privada do que na pública. No entanto, temos dúvidas que a generalidade dos investimentos no sector da saúde venham a frutificar.

Agora, segundo nos informam aqui, investidores Israelitas pretendem investir numa nova unidade de saúde na Nazaré:
  • A Câmara da Nazaré e um grupo de investidores israelitas estão a negociar a instalação de um hospital de topo no concelho, que se dedique à investigação e ao ensino da medicina, num projecto orçado em cem milhões de euros.

Não é de conhecimento muito amplo, mas Israel é dos países que mais investe em novas tecnologias, quer se relacionem com sistemas de informação de gestão na saúde, quer se relacionem com novos fármacos.

Vamos estar atentos a mais esta possibilidade.

Wednesday, December 12, 2007

Wednesday, January 24, 2007

Monday, January 01, 2007

Wednesday, December 27, 2006

Médicos e a gestão de recursos humanos

Todos conhecemos de há muitos anos, situações que vinham nos media, como estas: "há 1.000 médicos a mais, no Hospital de Santa Maria"; "há falta de médicos"; "há uma lista de espera de doentes sem médico de família"; "há falta de médicos nos Centros de Saúde"; etc.

Perante este tipo de "conclusão", quem gere a autorização de licenciaturas, em número e em tipo, não só não autorizou maior número de licenciados em medicina, como também não teve coragem para uma maior racionalização dos recursos. Chegamos ao cúmulo de não existirem estatísticas sérias, sobre o número de médicos a trabalhar em Portugal (e é preciso não esquecer, que existem muitos licenciados em medicina, que não exercem a actividade, ou porque estão em cargos de gestão, ou porque estão em actividades de docência, ou porque estão na política).


A solução do Estado português foi esta: importam-se médicos! Não que a solução não seja aceitável, mas quando se está num mercado global, a solução de importação de recursos não pode ser encarada como eterna!

Tudo isto a propósito disto: A "fuga" registada nos últimos anos de médicos espanhóis para Portugal está a provocar um défice de clínicos na Galiza. Mas o governo regional, liderado por Emílio Pérez Touriño, quer agora reverter a balança comercial, tentando que estes profissionais voltem a Espanha.

Perante este horizonte normal, de eventual regresso de alguns médicos ao seu país de origem, o Bastonário da Ordem, responde desta forma: Face à ofensiva que pode estar na calha, o bastonário da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes, não tem dúvidas em classificar a situação como "preocupante". É que, se as condições melhorarem para os médicos espanhóis, também os portugueses que trabalham em zonas transfronteiriças podem ficar "seduzidos" pelo país vizinho.

Não vemos qual a preocupação face a uma eventual saída de médicos, quer sejam espanhóis ou portugueses. Portugal tem muitos jovens licenciados desempregados, e que provavelmente, não arranjarão emprego nem no estrangeiro. Portugal tem é que aumentar o número de licenciados em medicina, quer para consumo interno, quer para exportação.

Aliás, o governo regional galego vai precisamente tentar essa solução: o chefe do governo regional deverá abordar na próxima semana com a ministra da Saúde espanhola, Elena Salgado, a quem vai pedir a revisão ao limite à entrada de alunos (numerus clausus) nos cursos de Medicina.

A globalização ainda não é entendida, por cá!

Sunday, December 03, 2006

Primeira urgência hospitalar privada

A notícia é esta: Canada's first private clinic to treat emergency patients has opened.
Sabemos que o Canadá tem um dos melhores sistemas de saúde do mundo, mas o sector privado da saúde viu uma oportunidade de negócio e arrancou com uma urgência hospitalar. Contudo, parece-nos que o arranque tem algo de parecido com o exercício da medicina em Portugal, se não vejamos:
  • "We've got a wonderful thing here," Dr. Gordon Bird, the facility's medical director.
  • Bird is among 24 doctors who work in emergency departments around the Vancouver area and are also employed by the Urgent Care Centre.
  • "That's one of the principles of our organization, that all physicians continue to practise in the public system," .
  • "Isn't that dual practice, Dr. Bird?" asked a reporter. "We'll continue, we'll have more questions later," said Bird, appearing flustered.

De facto, há qualquer coisa de inconsistente, conforme observa o Primeiro Ministro Canadiano, Stephen Harper:

  • "Dual practice creates conflict of interest for physicians as there would be a financial incentive for them to stream patients into the private portion of their practice,".
  • "Furthermore, dual practice legitimizes queue-jumping as it provides an approved mechanism for patients to pay to seek treatment at the front of the line," .

Contudo, há quem ache que a nova clínica vem melhorar a ineficiência do sistema público: "Dr. Mark Godley, the operator of the "state-of-the-art" 10-bed clinic, has said the clinic will help ease overcrowding in emergency wards where people have to wait too long for treatment".

Tuesday, November 07, 2006

A falta de transparência na gestão da saúde


Lemos com alguma incredulidade, notícias sobre um relatório realizado pelo Tribunal de Contas, sobre uma nova experiência realizada nos hospitais do estado, que teve o nome de Hospitais, S.A..

Mais tarde, dedicaremos algum espaço a este relatório oficial.

Contudo, registamos algumas notícias:

Aqui:

  • A adopção do modelo empresarial em vários hospitais portugueses resultou em aumentos de eficiência, em termos globais e em comparação com as unidades de gestão tradicional.
  • os défices de exercício dos hospitais empresarializados têm-se agravado.
  • Devido à transformação jurídica em sociedades anónimas (SA) no final de 2002, os hospitais com gestão empresarial receberam dotações de cerca de 897 milhões de euros....este dinheiro, na maior parte dos casos, foi utilizado para cobrir despesas correntes, não contribuindo para tornar estas unidades viáveis financeiramente.

Aqui:

  • E, se as auditorias a três hospitais servirem de exemplo, o grau de satisfação dos utentes baixou.
  • Apesar do ano de 2005 não constar do período auditado, o Tribunal refere já que ascendeu a 20 o número de hospitais SA com resultados negativos, no ano passado, "aumentando em relação a anos anteriores".
  • Quanto ao endividamento, verificou-se um crescimento das dívidas a fornecedores a partir de 2002, particularmente no período da transformação, com um acréscimo de 30%.
  • o Tribunal de Contas critica a actuação da Unidade de Missão Hospitais SA por não ter procedido em 2003 e 2004 a um "adequado controlo financeiro, em especial, ao endividamento resultante dos compromissos assumidos perante os fornecedores, no sentido de acautelar as necessidades futuras".

E aqui:

  • O Tribunal de Contas também não poupa críticas às entidades com competência para fiscalizar aqueles hospitais – Unidade de Missão e Instituto de Gestão Informática e Financeira da Saúde (IGIF), dependentes do Ministério da Saúde.
  • As despesas com o pessoal representaram o maior acréscimo nos custos dos hospitais SA, mais do que com mercadorias, material clínico, fornecimentos ou serviços exteriores.
  • O administrador hospitalar Manuel Delgado não tem dúvidas de que o modelo dos hospitais SA “falhou”, porque, sublinha, “tiveram dinheiro fresco [898 milhões de euros] e não se coibiram de contrair empréstimos bancários, com 16,4 milhões de euros”.

Comentários nossos:

  1. Continuamos a insistir que não há gestão na saúde, e verificamos pelo relatório do Tribunal de Contas, que infelizmente temos razão. Para os mais detatentos, sempre dizemos que se não há controlo de gestão, não há gestão.
  2. É confrangedor, que o Ministério da Saúde e todos os órgãos tentaculares, na sua dependência, tenham informação de gestão, 2, 3 ou 4 anos, após o fim dos exercícios. Em Wall Street, ou na Bolsa de Valores de Lisboa, os resultados das empresas, aparecem a público, 15, 30 ou 45 dias, após o encerramento de cada ciclo.
  3. Finalmente, gostaríamos de saber se haverá consequências, nos vários níveis, que são alvo deste relatório: Ministério da Saúde, Unidade de Missão, IGIF ou Administrações Hospitalares. Ou não acontecerá nada? A palavra ao contribuinte....