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Monday, April 14, 2008

Finalmente um novo hospital público

Visitamos hospitais em Lisboa, na região do Porto ou no Algarve, e lamentavelmente, todos eles demonstram características de degradação e decadência.

Finalmente, parece que o Estado (que somos todos nós) decide investir num novo hospital público:
  • Hoje "nasce" assim a primeira PPP só para construção de um novo hospital.
  • O Todos os Santos custará 200 milhões de euros e deverá estar concluído em 2013, para substituir o Centro Hospitalar de Lisboa Zona Central (que junta S. José, Capuchos, Desterro, Santa Marta e Estefânia).
  • Ocupando 95 mil metros quadrados de terreno comprados à Câmara de Lisboa por 12 milhões de euros, contará com 789 camas.

Comentário nosso: Quem nos dera que os custos e a previsão de construção venham a ser confirmados na realidade.

Monday, July 23, 2007

A reorganização hospitalar em Lisboa

Assistimos nos últimos tempos a uma grande movimentação no investimento hospitalar na Grande Lisboa, senão vejamos:
  • Abertura do Hospital da Luz (Grupo Espírito Santo).
  • Abertura prevista para 2008, do Hospital dos Lusíadas (HPP - Grupo Caixa).
  • Abertura prevista para 2009, do Hospital de Cascais (Parceria Público - Privada).
  • Abertura, ainda sem data prevista, do novo Hospital de Loures (Parceria Público - Privada).
  • Encerramento do Hospital do Desterro, em 2006.

Para além destes eventos de maior dimensão, ainda assistimos a grandes investimentos:

  • Do Grupo Português de Saúde (Clínica Unimed - Cascais, aquisição e consolidação do British Hospital, gestão do Hospital Saint Louis).
  • Do Grupo José de Mello Saúde (consolidação do Hospital CUF - Descobertas).
  • Da Clínica Quadrantes, com um investimento significativo em novas tecnologias de imagiologia e de radioterapia.
  • A Clínica de São João de Deus foi adquirida pelo Grupo Lusófona.

A saúde tem mexido, e significativamente. Parece-nos, até, que a oferta poderá vir a superar a procura (algo que se passou no Ensino Superior há mais de uma década).

Agora, e inevitavelmente, aparece-nos o reverso da medalha: O Ministério da Saúde já tem definida a lista final de hospitais que vão encerrar em Lisboa, em resultado da reorganização da capacidade de prestação de cuidados de saúde na capital.

Tinha que ser. A oferta parece ser demasiado grande. O Estado já não tem capacidade para suportar o "fardo" da saúde, e parece aceitar passá-lo aos "privados". Vejamos na mesma notícia, quem são os hospitais que deverão fechar: Assim, os hospitais dos Capuchos, Santa Marta, São José e Estefânia, Desterro e Estefânia vão fechar, mas só depois de entrar em funcionamento o novo hospital de Todos-os-Santos, em Chelas.

Se o Estado parece querer reorganizar-se na saúde, oferecendo menos serviços, parece-nos que esse mesmo Estado terá que rever a carga fiscal, que cada cidadão vai ter que alocar aos serviços privados da saúde!

Esta "guerra" ainda está no começo.......

Friday, December 08, 2006

A impaciência dos doentes

É com incredulidade que lemos isto:
  • "Se a construção do centro foi articulada, em 1999, entre as duas entidades (Câmara Municipal de Lisboa (CML) e a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT)), não compreendemos como é que agora a ARS vem dizer à comunicação social que o edifício é grande demais para ser apenas uma extensão de saúde."
  • a Câmara não só concluiu a sua parte em 2002, como ainda acarretou com a empreitada respeitante aos interiores, que era da responsabilidade da ARS.

Tudo isto, porque os moradores de Marvila, zona oriental de Lisboa, deveriam ter uma extensão de um Centro de Saúde, e esta está construída desde 2002. Contudo, até agora está fechada! Ou seja, nunca abriu!

Onde está a responsabilidade dos Responsáveis da ARS? A quem respondem hierárquicamente estes Senhores?

É que os gastos da saúde, não se baixam apenas, através do aumento da comparticipação dos portugueses. Baixam, se houver mais organização e mais responsabilidade, por parte dos Responsáveis do Estado.