Showing posts with label Hospital da Luz. Show all posts
Showing posts with label Hospital da Luz. Show all posts

Sunday, January 13, 2013

Será o SNS confiável?

Gostávamos que sim. No entanto, esta notícia é um forte sinal de desconfiança no Serviço Nacional de Saúde: O antigo Presidente da República, Mário Soares, deu entrada no Hospital da Luz no sábado devido a uma indisposição e está estável, mas sob vigilância médica.

Porque é um sinal de desconfiança? Apenas porque o antigo Presidente da República reside numa zona de grande concentração hospitalar pública, sendo também a zona com mais recursos humanos e tecnológicos de qualidade na oferta de saúde.

Ora se assim é, porque prefere o antigo Presidente da República, estar a recuperar de um ligeiro AVC, num pequeno hospital privado de Lisboa?

Monday, July 20, 2009

O negócio bancário da saúde

Achamos estranho o interesse que alguns grupos bancários portugueses têm pelo negócio hospitalar: 1) BES/ Hospital da Luz; 2) CGD/ HPP; 3) BPN/ Grupo Português de Saúde.

Quando vemos isto: A Caixa Geral de Depósitos (CGD) e a HPP Saúde vão lançar um novo cartão destinado aos clientes das Unidades HPP Saúde e pretendem atingir 12 mil clientes até ao final do ano.

Que comentários teremos que fazer mais? Compre uma Coca-Cola, que nós damos-lhe um ingresso no Jardim Zoológico!

Está mesmo difícil vender "serviços hospitalares" em Portugal: O cartão de crédito HPP Saúde oferece descontos até 20% nas Unidades HPP, um programa de prevenção para a saúde através da emissão de vouchers para acesso a rastreios exclusivos, uma linha de crédito paralela para pagamentos fraccionados, com uma taxa de juro especial, para pagamentos realizados nas Unidades HPP Saúde e a possibilidade de estender todos estes benefícios a familiares.

Post Scriptum: Mas, a CGD parece que é um banco do Estado! Parece....

Monday, June 23, 2008

Público versus Privado

A dicotomia sempre existiu, existe e existirá, na opção de escolha entre um serviço público e um serviço privado. Aliás, esta dicotomia é identica entre serviços privados alternativos.

A Eng. Isabel Vaz, Presidente do Conselho de Administração da Espírito Santo Saúde assume aqui, algumas das suas opções comerciais:
  • "há quotas a nível global para cada cliente. Não podemos ter no hospital só doentes da ADSE", que já representa 20% do negócio. Não podemos ficar dependentes de nenhum cliente. O estabelecimento de quotas justifica-se sobretudo porque "há movimentos no sentido de acabar com a ADSE. Temos de zelar pela saúde financeira do hospital e das 900 famílias que aqui trabalham".

Digamos, que não é normal que um gestor assuma em público a política comercial da sua empresa. Mas, a Eng. Isabel Vaz tem todo o direito de o fazer.

Aliás, a polémica que aqui se levanta tem a ver com uma outra dimensão:

  • Um beneficiário da ADSE só consegue marcar uma primeira consulta para 2009. Com um seguro de saúde, a operadora conseguiu encontrar um vaga para terça-feira. Um funcionário do Estado que tentou ainda marcar consulta para cirurgia vascular, conseguiu vaga em Agosto: "aqui a espera não é longa", frisaram do outro lado da linha. Com um cartão da seguradora, teria consulta amanhã.
  • Os doentes do subsistema de saúde falam em discriminação e, ao que o DN apurou, a Entidade Reguladora terá recebido inúmeras queixas relacionadas com tratamento desigual no acesso aos cuidados.
  • A Direcção-Geral de Protecção Social aos Funcionários e Agentes da Administração Pública (ADSE) também admite ter recebido reclamações dos beneficiários. Ao DN, refere que, "nestas situações, questiona o prestador porque os acordos contemplam clausulado que proíbe qualquer tipo de discriminação no acesso". Ainda assim, adverte, "a administração dos cuidados de saúde é da exclusiva responsabilidade do prestador, que poderá confirmar se existem ou não quotas para estes doentes" do subsistema.

Pensamos que o problema da Eng. Isabel Vaz tem que ver com o facto de o Estado e as entidades consigo relacionadas, serem maus pagadores. Isto é, o prazo médio de pagamento por parte do Estado é como se sabe, de forma generalizada, muito maior do que o que se refere ás empresas privadas. Sendo assim, e dado que a Espirito Santo Saúde parece prosseguir fins lucrativos, é normal que o seu maior responsável esteja atento ao prazo médio de recebimento dos seus clientes.

Os beneficiários da ADSE deveriam reclamar junto da própria entidade, no sentido de esta passar a ser mais célere relativamente aos seus pagamentos.

Post Scriptum: esta frase ("há movimentos no sentido de acabar com a ADSE") é muito estranha, e deveria ser esclarecida pelo Estado.

Tuesday, December 12, 2006

A corrida aos Médicos

Lemos aqui, que: "Dezenas de clínicos das unidades de saúde públicas estão a ser contratados para o novo Hospital da Luz".

Será preocupante? Pensamos que não. Se analisarmos os rácios europeus, Portugal nem tem um mau rácio, de número de Médicos, por mil habitantes. A Finlândia que é tantas vezes utilizado como um bom exemplo, em Portugal, não tem um rácio melhor do que Portugal.

Pensamos pois, que o Estado deve saber gerir melhor os seus recursos humanos na saúde, em particular os Médicos. Se o Estado não o souber fazer, uma de duas coisas acontece: degrada-se a qualidade médica no sector público, ou o Estado tem que aumentar as remunerações dos Médicos. Como não acreditamos nesta última alternativa, veremos se não vamos cair na primeira.