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Monday, July 20, 2009

O negócio bancário da saúde

Achamos estranho o interesse que alguns grupos bancários portugueses têm pelo negócio hospitalar: 1) BES/ Hospital da Luz; 2) CGD/ HPP; 3) BPN/ Grupo Português de Saúde.

Quando vemos isto: A Caixa Geral de Depósitos (CGD) e a HPP Saúde vão lançar um novo cartão destinado aos clientes das Unidades HPP Saúde e pretendem atingir 12 mil clientes até ao final do ano.

Que comentários teremos que fazer mais? Compre uma Coca-Cola, que nós damos-lhe um ingresso no Jardim Zoológico!

Está mesmo difícil vender "serviços hospitalares" em Portugal: O cartão de crédito HPP Saúde oferece descontos até 20% nas Unidades HPP, um programa de prevenção para a saúde através da emissão de vouchers para acesso a rastreios exclusivos, uma linha de crédito paralela para pagamentos fraccionados, com uma taxa de juro especial, para pagamentos realizados nas Unidades HPP Saúde e a possibilidade de estender todos estes benefícios a familiares.

Post Scriptum: Mas, a CGD parece que é um banco do Estado! Parece....

Thursday, June 25, 2009

A crise atinge a saúde privada

Costuma-se dizer que a saúde não tem preço! Afinal, parece que a saúde tem custos, pelo menos no decrépito Grupo Português de Saúde, que pertence à multimediática SLN: O British Hospital de Campo de Ourique está, desde o último mês de Agosto, sem pagar os honorários a pouco mais de uma dezena de médicos, alguns dos quais são accionistas desta unidade do Grupo Português de Saúde (GPS), pertencente à Sociedade Lusa de Negócios (SLN).

Já nem os médicos escapam aos pagamentos em atraso!

Tuesday, May 19, 2009

Será verdade que o Grupo Português de Saúde está melhor?

Hoje escrevem-se coisas, que amanhã deixam de ser verídicas. O que parece ser hoje sólido, amanhã é ténue como o ar. As pessoas deixaram de acreditar nos governos, nas empresas, nos reguladores, na Justiça, nos outros. É perigoso que assim seja, mas é verdade.

Tudo isto a propósito desta afirmação: Dados disponibilizados ao Negócios pela Sociedade Lusa de Negócios (SLN), accionista do GPS, mostram que até Abril o resultado do British Hospital ascendeu a 154 mil euros, contra apenas 6 mil euros há um ano, enquanto a rede de imagiologia IMI melhorou em 15,4% o seu resultado líquido, para 606 mil euros.

A contabilidade é criativa ou é imbuída de engenharia. As contas apresentadas hoje, são corrigidas amanhã. Os Revisores Oficiais de Contas assinam as contas e ponto. As Auditoras limitam-se a tecer breves comentários. Tanta gente a ganhar dinheiro, e depois vê-se a falta de sustentabilidade.

Sabem o que aconteceu ao BPN? Não faliu, porque o Estado português o nacionalizou. Sabem o que é o Grupo Português de Saúde? É uma empresa da SLN, que era a anterior detentora do BPN.

Business as usual.

Thursday, November 20, 2008

HPP: o crescimento através da nacionalização

As nacionalizações voltaram. Desta vez, até são benvindas pelos detentores de capital. Os exageros do passado recente, a ganância de alguns investidores e a falta de rigor de vários projectos empresariais portugueses, leva a que os accionistas de empresas técnicamente falidas prefiram estar debaixo do chapéu do Estado. E pasme-se, o lado esquerdo da política é contrário a este tipo de "nacionalização por amizade".

Veja-se este exemplo de nacionalização:
  • A Hospitais Privados de Portugal (HPP), a empresa do grupo Caixa Geral de Depósitos com interesses na Saúde, vai “provavelmente” comprar o Grupo Português de Saúde (GPS).
  • ”Provavelmente, ficaremos com a gestão do GPS”, disse a mesma fonte ligada ao banco público, acrescentando que, como muitas das empresas da Sociedade Lusa de Negócios estão “fortemente ligadas” ao banco, o endividamento seria insuportável a curto prazo.
  • A concretizar-se, a HPP ficará com a gestão da primeira parceria público-privada na área da Saúde– a gestão de um Centro de Medicina Física e de Reabilitação, em São Brás de Alportel, no Algarve – e com o British Hospital, em Lisboa, para além de várias clínicas espalhadas pelo país.

Engraçado o actual "jogo financeiro". O Estado agora suporta projectos empresariais, levantados com critérios duvidosos e sem viabilidade económico-financeira. O contribuinte pagará, já a seguir.

Monday, August 25, 2008

A atractividade do sector da saúde II

O aumento do investimento privado no sector clínico tem espantado muita gente. A nós também. Achamos que a capacidade instalada é demasiado grande, a não ser que o Estado desinvista e afugente os cidadãos.

Vejamos o que aqui nos dizem:
  • As clínicas privadas portuguesas registaram no ano passado um aumento de 8% na facturação, que atingiu 690 milhões de euros.
  • a estrutura da oferta apresenta uma concentração de 80% de quota de mercado nos cinco maiores operadores de saúde, nomeadamente José de Mello Saúde, Espírito Santo Saúde, HPP – Hospitais Privados de Portugal (do grupo Caixa Geral de Depósitos), Grupo Português de Saúde e Clisa.
  • A oferta apresenta também uma forte concentração em torno dos grandes grupos seguradores. Neste mercado a quota conjunta das cinco primeiras empresas – Fidelidade Mundial, Ocidental, Império Bonança, Victoria e Allianz – elevou-se em 2007 a 74%”.

Ou seja, o aumento da oferta de serviços hospitalares parece estar associado à concentração na oferta de seguros. Repare-se que a Caixa Geral de Depósitos é o maior grupo segurador em Portugal e um dos maiores operadores hospitalares do país.

Será que o SNS vai aguentar este nível de investimento privado, sobretudo na inovação tecnológica? Esperemos pelos próximos tempos, sobretudo no que se refere ao Orçamento de Estado de 2009.

Thursday, August 14, 2008

Movimentações privadas na saúde

O fim do acordo entre o Estado e a José de Mello Saúde, no Hospital Amadora-Sintra, marcou uma nova era nas relações entre privados e Estado. O acordo entre a Espírito Santo Saúde e a ADSE veio relançar as relações Estado - Privados. Os HPP's perderam, por ora, no Tribunal de Contas, a passagem da gestão dos Hospital de Cascais do Estado para os HPP's. Tanta movimentação vem afirmar que o Estado não quer abdicar da sua forte presença no sector hospitalar, mas também significa que os privados não querem levantar o pé do sector.

Agora, vemos mais esta movimentação lateral:
  • o Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas refere que o «protocolo de entendimento» ou «documento de intenções» que assinou com o grupo Hospitais Privados de Portugal propõe «a constituição de uma nova sociedade para gerir» o hospital, o Centro Clínico de Ambulatório, ambos em Lisboa, e os postos clínicos de Almada, Amadora, Barreiro, Odivelas e Parede.
  • Estas unidades fazem parte da rede de Serviços de Assistência Médico-Social do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas e, segundo o comunicado, a sociedade, a ser formada, «terá o controlo operacional» dos Hospitais Privados de Portugal, para que possa ser assegurada uma «gestão mais profissional».

Acreditamos que as movimentações não fiquem por aqui. Até porque o Grupo Português de Saúde (do BPN) deve estar para ser vendido, pois tem registado uma performance muito má.

Thursday, March 06, 2008

Reorganização na saúde privada

Os tempos que correm são de contração para alguns e de expansão para os mais sólidos. No sector público da saúde, os tempos são de contração. No sector privado, os tempos são de expansão para alguns e de retração para outros.

O Grupo José de Mello Saúde, líder incontestado no sector de saúde privado acaba de consolidar a sua posição através da aquisição de uma parte de um concorrente: SLN vende Unimed Cascais ao grupo Mello.

Nada que nos surpreenda. Os Mellos podem ter muitos defeitos, mas têm várias virtudes, tais como, o seu rigor financeiro e a sua disciplina estratégica.

Quanto ao Grupo BPN/SLN, representado pelo Grupo Português de Saúde, não sabemos se este passo é um passo atrás, para dar dois em frente, ou se é o começo da venda do negócio de saúde, para poderem salvar alguns "anéis".

Vejamos a posição do novo Administrador do BPN/SLN:
  • Franquelim Alves, administrador-executivo da SLN e presidente do Grupo Português de Saúde (GPS), disse à agência Lusa que este negócio se enquadra no processo de racionalização e de focagem que está a ser feito e garante que continuará no sector.
  • Para Franquelim Alves, «o presente negócio é um importante sinal da estratégia que iremos adoptar em todas as áreas não financeiras do Grupo: focar os nossos esforços nas actividades em que apresentamos claras vantagens competitivas, racionalizando as nossas operações e afectando recursos onde eles possam gerar mais valor accionista.»

Os próximos tempos vão ser bons para alguns e duros para muitos.

Friday, March 23, 2007

HPP (CGD) quer adquirir Grupo Português de Saúde (BPN)

A saúde está com muita actividade:
  • A reorganização da oferta pública de saúde.
  • As concentrações e fusões, nos sectores público e privado.
  • O aumento, nunca antes visto, da oferta privada de saúde.
  • A sofisticação da oferta de serviços, desde os cuidados paliativos, até à cirurgia estética, passando pelas Clínicas para interrupção voluntária da gravidez.
  • O aumento da pressão jornalística sobre o sector, que reflecte a importância do tema perante o público.

Agora, temos mais um movimento de concentração no sector privado: A Caixa Geral de Depósitos (CGD) está a ponderar apresentar uma proposta à Sociedade Lusa de Negócios (SLN) para comprar o Grupo Português de Saúde (GPS), o segundo maior privado a operar no sector da saúde, avança hoje o "Semanário Económico".

Nada que nos surpreenda. Muito mais aí virá.

Wednesday, January 03, 2007

Expansão do sector privado da saúde

Numa fase em que o SNS demonstra fragilidades e deficiências de gestão, o sector privado da saúde está saudável e cresce, conforme se refere aqui:
  • As clínicas privadas em Portugal cresceram em média 14% ao ano entre 2000 e 2005, com a facturação a passar de 314 para 610 milhões de euros.

E o crescimento vem sobretudo das Seguradoras: As receitas decorrentes de acordos com seguradoras e mutualidades reforçaram a fracção sobre o total do sector em Portugal, tendo em 2005 representado 44% do valor do mercado. E, o gasto per capita em seguros de doença duplicou entre 1999 e 2005, atingindo neste último ano 35 euros.

A força do sector privado da saúde começa a ser relevante:

  • Actualmente o número de clínicas privadas não comparticipadas ascende a 39, com um total de 2.100 camas, a que se juntam mais 900 camas em clínicas privadas comparticipadas e centros públicos geridos por operadores privados.
  • Lisboa dispõe de mais de 50% da dotação de camas, com 81 camas por clínica, para uma média nacional de 54 camas.
  • A oferta concentra-se nas cinco maiores empresas gestoras de clínicas privadas - a José de Mello Saúde, Grupo Espírito Santo Saúde, Hospitais Privados Portugueses (HPP), Grupo Português de Saúde e Clisa.