Monday, March 07, 2011
A grande manipulação
Wednesday, August 18, 2010
A inexistência da função de controlo de gestão
- A construção de hospitais em parceria público-privada padece de anomalias, a maior das quais ter como presidente da Comissão de Apreciação de Propostas um consultor contratado para os processos de concurso. A denúncia é da Inspecção-Geral de Finanças (IGF).
- O relatório de Actividades de 2009 da IGF, recentemente publicado, dá conta do resultado de auditorias a três processos concursais do programa de hospitais em parceria público-privada (PPP). E conclui que o programa não conta com recursos humanos, organizacionais e competências necessários para cumprir as metas segundo princípios de boa gestão. Resultado: há desvios temporais de mais de dois anos e, em finais de 2009, ainda não tinham começado as obras de uma unidade que deveria ter sido inaugurada em Outubro.
- A auditoria das Finanças lamenta a excessiva dependência do programa face a consultores externos, com “consequências gravosas para o exercício de futuras funções de gestão e controlo” das PPP pelo Estado, por falta de uma adequada internalização de competências. Uma dependência tal que “até o presidente da Comissão de Apreciação de Propostas, representante máximo do Estado nas negociações com os concorrentes, é um consultor contratado em regime de prestação de serviços, com a agravante de o contrato não dispor de cláusulas que salvaguardem devidamente o interesse do Estado” em matéria “de incompatibilidades”.
- A falta de controlo é realçada no caso da única PPP que já funciona, em Cascais, sem haver uma “equipa profissionalizada” de fiscalização na Administração Regional de Saúde de Lisboa. A IGF alerta para riscos financeiros e a potencial “ocorrência de um nível inferior da prestação de cuidados”.
Perante isto, o que pensarão os portugueses pensantes e cada vez mais contribuintes?
Wednesday, February 10, 2010
Estado versus José de Mello Saúde: release 2
- As dívidas são muitas e aos mais variados credores. Diversos fornecedores do hospital estão, judicialmente, a solicitar o pagamento das dívidas.
- "O hospital deve-me 25 mil euros do pão que, diariamente, entregava no S. Marcos", disse, ao JN, o responsável por uma pequena panificadora de Braga. "Para uma empresa grande como o hospital, 25 mil euros é pouco dinheiro, mas para uma empresa pequena como a minha, pode significar a falência", frisou o empresário que, apesar de já ter avançado com uma acção em tribunal, exigindo o pagamento da dívida, prefere não ser identificado.
- Também uma empresa de produtos de higiene e desinfecção prefere permanecer anónima. "Devem-nos 75 mil euros mas acreditamos que o hospital vai pagar o que deve", referiu o responsável pela empresa.
- A Clínica de Neurofisiologia Neurobraga está a em "aperto" por causa das facturas não pagas. No mês de Setembro de 2008, a unidade de saúde deixou de pagar facturas mas continuou a enviar doentes para exames auxiliares de diagnostico. Actualmente, a dívida ascende a 79 mil euros. "Estamos com dificuldade em pagar ao pessoal e em adquirir novos equipamentos".
Como pode este mesmo Estado, andar a perseguir contribuintes que não cumprem as suas obrigações fiscais? Não tem qualquer moral para o fazer.
Sunday, January 31, 2010
Estado versus José de Mello Saúde
Monday, January 18, 2010
A saúde é um bom negócio
E o SNS? Será o ano do anúncio do seu abandono? Ou será que este crescimento no sector privado, não é o melhor indicador que o SNS é cada vez mais uma opção para os que não podem ter outra?
Sunday, September 20, 2009
Médicos desencadeiam a combustão do SNS
- Os dois maiores hospitais, Luz e Arrábida, empregam "cerca de 800 médicos. Calculamos que 70% ([cerca de 560] dos que lá trabalham estão em exclusivo". As outras unidades da ESS, mais pequenas, têm metade dos médicos em exclusividade.
- Na José de Mello Saúde a situação repete-se. Em 2001, a Cuf Descobertas tinha apenas três médicos vinculados. "Hoje temos 62 em exclusivo", refere. No grupo trabalham já 110 médicos a tempo inteiro, correspondentes a 30% do total, segundo José Carlos Lopes Martins, administrador do grupo.
- Nos Hospitais Privados de Portugal (HPP), a relação é a mesma. "Já temos 800 médicos a trabalhar connosco, quando tínhamos cerca de 450 há ano e meio. A maioria continua a trabalhar noutro sítio, especialmente no SNS. Mas os casos de exclusividade são cada vez mais".
Nada que nos surpreenda. O que nos surpreende é que existam médicos que aceitam o SNS, onde têm "emprego", mas não têm capacidade de desenvolvimento de carreira. Naturalmente que o sector privado de saúde é mais exigente, e por isso mesmo, mais trabalhoso.
Curiosamente, quem dirige o sector privado da saúde refere que as condições monetárias não constituem o único atractivo para atrair bons profissionais:
- "O salário não é nem de perto nem de longe o mais importante. Um médico raramente decide ficar connosco pela questão monetária", refere Isabel Vaz. Apesar de ser o factor habitualmente mais referido, Isabel Vaz enumera outros mais relevantes: "perguntam-nos quais os profissionais que lá trabalham, as condições do bloco, as tecnologias e equipamentos disponíveis, tipos de cirurgia que fazemos, se temos uma boa medicina interna e equipa de enfermagem", avança.
- "Em cada uma das especialidades, a tecnologia disponível é a do estado da arte. Por vezes até temos equipamentos que não existem no público", diz Lopes Martins.
É importante estar atento às tendências de um mundo em mutação permanente.
Sunday, September 06, 2009
Hospital de Braga III
Friday, July 31, 2009
Saúde: o negócio do futuro?
Parece que os grupos privados portugueses pensam que sim. Vejamos como correu o negócio privado da saúde aos 3 principais operadores, no 1º semestre de 2009:
- O grupo HPP Saúde, da Caixa Geral de Depósitos, registou no primeiro semestre um aumento da facturação de 130% para 67 milhões de euros e espera terminar o ano com um volume de negócios de 130 milhões de euros, o que representa um crescimento superior a 115% relativamente ao ano passado.
- O volume de negócios do grupo Espírito Santo Saúde subiu, no primeiro semestre, 17% para 107 milhões de euros. "Só no Hospital da Luz, o crescimento da facturação foi 30%",
- A José de Mello Saúde foi o único dos três maiores grupos de saúde que não forneceu à Lusa os dados da facturação do primeiro semestre. A organização liderada por Salvador de Mello adianta apenas que os internamentos nas suas unidades subiram 3,5% para 11.360 no primeiro semestre. A José de Mello saúde, que detém os Hospitais Cuf, aumentou ainda as consultas em 27,5% para 328.667, e as urgências em 23,9% para 102.337. O número de doentes operados subiu 16,1% para 11.061 no primeiro semestre.
Será que o SNS se está a desmoronar? Será que a saúde passa ao lado da recessão económica? Será que estes números não serão ainda muito pequenos, e os crescimentos parecem grandes?
Tuesday, July 07, 2009
Hospital de Braga II
- É mais uma polémica em torno da construção do novo Hospital de Braga: apesar de decorrerem há cerca de seis meses, as obras não têm ainda visto do Tribunal de Contas.
- o secretário de Estado da Saúde, Manuel Pizarro, garantiu que, "mesmo que o Tribunal de Contas exija algum acerto no contrato de concessão, a construção do novo hospital de Braga é um processo irreversível".
- "Estamos perante um processo muito complexo", disse o governante, sublinhando a necessidade de "respeitar integralmente os termos da lei".
Como é que um "governante" pode afirmar que tem que se aplicar integralmente a lei, e simultaneamente que é possível contornar ou "acertar" alguma incorrecção daquilo que está assinado?
Pior, estamos perante um parceiro de negócio do Estado, no Hospital de Braga, que foi dado como incompetente para se negociar no Hospital Amadora Sintra. Mas, pelos vistos, já serve para o novo Hospital de Braga!
Melhores dias virão. Assim o esperamos.
Wednesday, December 10, 2008
Hospital de Braga
Fonte: aqui.
O valor global da parceria público-privada, para a construção e manutenção da nova unidade durante 30 anos e a gestão da mesma durante 10 anos, está avaliada em 794,5 milhões de euros, um valor que está 200 milhões de euros abaixo da proposta inicial deste grupo.
Friday, November 28, 2008
Uma questão de direitos?
- Os hospitais privados discriminam os utentes do Serviço Nacional de Saúde na hora de marcar exames. O processo só é acelerado se o utente quiser abdicar da credencial do médico e pagar a totalidade da conta.
- A Inspecção-geral das Actividades da Saúde também assegura estar a investigar as reclamações de utentes do SNS que demoraram mais tempo a obter um exame médico em serviços privados.
- em 140 dos 180 hospitais convencionados com o SNS, 140 revelaram uma espera superior a cinco dias quando os colaboradores tentaram marcar exames.
Cheira-nos que por detrás desta "ilegalidade" ou discriminação deverá estar o habitual comportamento do "Estado mau pagador". Ou seja, as entidades privadas que têm convénios com o Ministério da Saúde dão prioridade aos doentes que têm dinheiro para pagar, colocando em lista de espera os doentes do SNS. É desumano? É, sim Senhor. Contudo, só quem não sabe o que é gerir uma empresa, é que se admira que este comportamento exista. É que, os hospitais privados têm que pagar salários, água, luz e outros materiais, a horas, sob pena de verem parar os serviços. Ora, se o SNS tem um prazo de pagamento que chega a ser superior a 360 dias, o que podem fazer os hospitais privados?
Só pode exigir um serviço de elevada qualidade, quem paga o mesmo sem atrasos!
Wednesday, November 12, 2008
Ainda o Hospital Amadora - Sintra
Thursday, September 04, 2008
Consultoria na saúde
- Em causa está a contratação de consultores externos nas áreas infra-estrutural, jurídica, sistemas de informação, económico-financeira, gestão clínica e na área de contratação pública, com vista ao lançamento das seis unidades hospitalares previstas na segunda fase do Programa de Parcerias Público-Privadas.
- O Programa de Parcerias Público-Privadas previa o lançamento de 10 novas unidades, das quais quatro numa primeira fase - Cascais, Braga, Vila Franca e Loures - e seis numa segunda fase.
- Desta segunda fase fazem parte o Hospital de Todos-os-Santos e o Hospital Central do Algarve (cujos contratos foram lançados já este ano) e outros quatro (Hospital do Seixal, Amadora-Sintra, Hospital de Vila Nova de Gaia e Hospital de Vila do Conde/Póvoa do Varzim), cujos projectos estão em fase de análise e de elaboração dos estudos de suporte ao lançamento do respectivo concurso.
Não percebemos. Afinal, o Estado queria acabar com as PPP's, porque não consegue ter técnicos competentes para controlar os respectivos contratos de parceria, e quer alargar o número de parcerias?
Há por aqui jogo oculto, ou se quisermos passagens de cartas por baixo da mesa. Ou será que o Estado precisa de financiamento privado para os novos projectos hospitalares, para evitar o aumento do déficit público?
Monday, August 25, 2008
A atractividade do sector da saúde II
- As clínicas privadas portuguesas registaram no ano passado um aumento de 8% na facturação, que atingiu 690 milhões de euros.
- a estrutura da oferta apresenta uma concentração de 80% de quota de mercado nos cinco maiores operadores de saúde, nomeadamente José de Mello Saúde, Espírito Santo Saúde, HPP – Hospitais Privados de Portugal (do grupo Caixa Geral de Depósitos), Grupo Português de Saúde e Clisa.
- A oferta apresenta também uma forte concentração em torno dos grandes grupos seguradores. Neste mercado a quota conjunta das cinco primeiras empresas – Fidelidade Mundial, Ocidental, Império Bonança, Victoria e Allianz – elevou-se em 2007 a 74%”.
Ou seja, o aumento da oferta de serviços hospitalares parece estar associado à concentração na oferta de seguros. Repare-se que a Caixa Geral de Depósitos é o maior grupo segurador em Portugal e um dos maiores operadores hospitalares do país.
Será que o SNS vai aguentar este nível de investimento privado, sobretudo na inovação tecnológica? Esperemos pelos próximos tempos, sobretudo no que se refere ao Orçamento de Estado de 2009.
Thursday, August 14, 2008
Movimentações privadas na saúde
- o Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas refere que o «protocolo de entendimento» ou «documento de intenções» que assinou com o grupo Hospitais Privados de Portugal propõe «a constituição de uma nova sociedade para gerir» o hospital, o Centro Clínico de Ambulatório, ambos em Lisboa, e os postos clínicos de Almada, Amadora, Barreiro, Odivelas e Parede.
- Estas unidades fazem parte da rede de Serviços de Assistência Médico-Social do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas e, segundo o comunicado, a sociedade, a ser formada, «terá o controlo operacional» dos Hospitais Privados de Portugal, para que possa ser assegurada uma «gestão mais profissional».
Acreditamos que as movimentações não fiquem por aqui. Até porque o Grupo Português de Saúde (do BPN) deve estar para ser vendido, pois tem registado uma performance muito má.
Tuesday, April 15, 2008
A novela do Hospital Amadora - Sintra
- Seis anos depois do primeiro conflito sobre os pagamentos do Estado à José de Mello Saúde, a entidade que gere o hospital Amadora-Sintra, o Estado arrisca-se a enfrentar novamente o grupo nos tribunais.
- Em causa está um diferendo sobre o número de doentes atendidos no hospital, o critério que determina o valor das transferências financeiras – a José de Mello Saúde apresenta números maiores do que aqueles reconhecidos pelo Governo.
- “Não é possível saber quais os valores em causa, porque vão mudando à medida que nos vamos entendendo sobre certos pontos”, diz António Branco.
- No último tribunal arbitral, presidido por Maria de Jesus Serra Lopes, o Estado entrou a reclamar 79 milhões de euros de pagamentos indevidos e saiu a ter de pagar 43 milhões de euros.
Para nós, que somos meros Contribuintes, a situação é preocupante, pois não temos a mínima confiança em quem defende os interesses do Estado, sobretudo se tiver em conta a primeira experiência de resolução de litígio através de tribunal arbitral. Como é que alguém pede uma indemnização de 79 milhões de euros e acaba condenado a pagar 43 milhões de euros? Para além dos Contribuintes, terá havio algum Alto Funcionário do Estado condenado por negligência ou incompetência? Ou os Altos Funcionários do Estado andam sempre a aprender?
Friday, April 04, 2008
Cluster da saúde
- Portugal verá hoje constituído o seu primeiro pólo de competitividade e tecnologia. E será na saúde. O Health Cluster Portugal (HCP) conseguiu reunir, em meia dúzia de meses, a nata de toda a cadeia de valor do sector: são sete dezenas de instituições públicas e privadas, entre empresas, universidades, centros de investigação e hospitais, que querem fomentar o desenvolvimento de parcerias e projectos inovadores, nacional e internacionalmente, que acrescentem valor e aumentem as exportações nesta área.
- Luís Portela, da farmacêutica Bial, será o presidente da associação HCP, que, para além de vários laboratórios e produtores de dispositivos médicos, conta entre os seus associados com outros pesos pesados, como a Fundação Champalimaud e o Instituto Ibérico de Nanotecnologias, na investigação, ou o grupo José de Mello Saúde e os Hospitais Privados de Portugal, na área da prestação de cuidados.
Exemplos de alguns dos participantes do HCP:
- CNC - Centro de Neurociências e Biologia Celular
- Fundação Champalimaud
- IBMC - Instituto de Biologia Molecular e Celular
- IMM - Instituto de Medicina Molecular
- Instituto Gulbenkian de Ciência
- IPATIMUP - Instituto Patologia e Imunologia Molecular da UP
- Universidade Católica
- Universidade de Coimbra
- Universidade de Lisboa
- Universidade do Minho
- Universidade do Porto
- Biocant - Centro de Inovação em Biotecnologia
- Bial - Portela & CA, SA
- GlaxoSmithKline
- Jansen-Cilag Farmacêutica, SA
- Laboratórios Pfizer, Lda
- Wyeth Lederle Portugal (Farma), Lda
- Espirito Santo Saúde, SGPS, SA
- Hospitais da Universidade de Coimbra
- Hospital de Vila Nova de Gaia
- HPP - Hospitais Privados de Portugal, SGPS, AS
- Instituto Português de Oncologia - Porto
- José de Mello Saúde, SGPS, SA
Friday, March 28, 2008
Wednesday, March 19, 2008
Os ziguezagues da política pública de saúde
- O Governo vai transformar o Hospital Fernando da Fonseca (Amadora-Sintra) numa entidade pública empresarial (EPE) a partir de 1 de Janeiro de 2009, acabando com a gestão privada, que até agora estava nas mãos da José de Mello Saúde.
Comentários nossos:
- Terá este fim de casamento com os Mellos, como origem uma acção em Tribunal Administrativo em que está envolvida a Dra. Ana Jorge (antiga Responsável da ARSLVT), por causa do Hospital Amadora - Sintra?
- Todos os grupos que foram convidados a participar em Parcerias Público - privadas vão continuar a partilhar uma parceria com alguém que vai mudando em função das circunstâncias?
Thursday, March 06, 2008
Reorganização na saúde privada
- Franquelim Alves, administrador-executivo da SLN e presidente do Grupo Português de Saúde (GPS), disse à agência Lusa que este negócio se enquadra no processo de racionalização e de focagem que está a ser feito e garante que continuará no sector.
- Para Franquelim Alves, «o presente negócio é um importante sinal da estratégia que iremos adoptar em todas as áreas não financeiras do Grupo: focar os nossos esforços nas actividades em que apresentamos claras vantagens competitivas, racionalizando as nossas operações e afectando recursos onde eles possam gerar mais valor accionista.»
Os próximos tempos vão ser bons para alguns e duros para muitos.


