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Tuesday, October 20, 2009

Investigação em saúde


O presidente da Comissão Executiva do estabelecimento, Hugo Meireles, disse que estão já acertados, entre o Hospital e a Escola de Ciências da Saúde da Universidade, os termos do protocolo que criará o Centro, a curto prazo. 'O Centro vai conjugar tudo o que se faz na Universidade em termos de investigação com a prática clínica do novo Hospital, que começa a funcionar em Maio de 2011', adiantou, frisando que, 'embora pareça brincadeira, a nova estrutura pode vir a produzir os novos prémios Nobel da medicina portuguesa'.

O gestor hospitalar representa a empresa Escala Braga, do Grupo Mello Saúde que começou a gerir o Hospital em Setembro, no quadro do contrato de parceria-público-privada assinado com o Estado para a construção - já em curso - do novo Hospital Central da cidade.

Monday, April 21, 2008

Falta de Médicos: a situação já se antevia

Há mais de dez anos que se vem falando e escrevendo que há falta de médicos, sobretudo se for levado em conta que há a previsibilidade de muitos médicos se virem a reformar na próxima década. Pouco se fez, para além da abertura de duas pequenas faculdades de medicina (Beira Interior e Minho).

Mais, o mercado acabou por procurar alternativas, quer através da "importação" de médicos estrangeiros (de Espanha, América Latina e do Leste da Europa), quer através da busca de cursos realizados em Espanha e República Checa.

O Ministério do Ensino Superior pouco fez. O Ministério da Saúde nada fez. Agora, o problema está à vista de todos, mas pouco se continua a fazer:
  • "Temos sete médicos por equipa de urgência para fazer seis mil partos por ano", avançou ao DN Jorge Branco, presidente do Conselho de Administração da Maternidade Alfredo da Costa (MAC).
  • Jorge Branco reconhece o aumento da carência de médicos para as urgências, numa maternidade "que faz praticamente cem consultas por dia". A difícil gestão das equipas ainda "não teve repercussão até agora no desenvolvimento do trabalho, porque os médicos têm aceitado fazer horas extraordinárias", reconhece.
  • Uma das consequências para os médicos da MAC é semelhante à traçada por outros hospitais citados no texto em cima. Os turnos avolumam-se e o tempo de trabalho vai expandindo. A dimensão dos turnos? "São de 24 horas. Não temos pessoas suficientes para fazer turnos de doze como antes. Isso seria a situação desejável, mas não é possível", lamenta Jorge Branco.
  • Muitos médicos atingiram a idade de aposentação ou deixam de fazer urgências. Aos 50 anos, um médico pode deixar de fazer urgência nocturna e, aos 55, fica oficialmente dispensado de fazer urgência. "Muitos dos nossos médicos atingiram a idade de aposentação. Este ano já perdemos um chefe de equipa e calculo que vão sair mais quatro pessoas. E é preciso lembrar que todos estes médicos levam consigo uma grande experiência", acrescenta.
  • A saída para os privados, já muito referida, também levou alguns profissionais da maternidade lisboeta. "Os internos recém--formados e que acabaram há um mês, eram quatro: dois saíram e dois apenas ficaram a tempo parcial." Estes médicos optaram por trabalhar no sector privado, tal como outros médicos desta instituição.

Notas nossas: 1) Não gostamos de ser observados por médicos com mais de 12 horas seguidas de trabalho desenvolvido; 2) Será que o Ministério da Saúde ainda não percebeu que a atractividade do trabalho médico é pequena no sector público da saúde (pelo menos para os médicos mais ambiciosos)?

Friday, April 04, 2008

Cluster da saúde

O tema da saúde é relevante e de importância crescente. Fala-se muito em saúde, pelas razões mais negativas. É tempo de olhar também para iniciativas de importância capital para um desenvolvimento do sector da saúde mais assente numa projecção futura do que em olhar para um passado e um presente de decadência.

Vejamos alguns detalhes sobre esta iniciativa louvável:
  • Portugal verá hoje constituído o seu primeiro pólo de competitividade e tecnologia. E será na saúde. O Health Cluster Portugal (HCP) conseguiu reunir, em meia dúzia de meses, a nata de toda a cadeia de valor do sector: são sete dezenas de instituições públicas e privadas, entre empresas, universidades, centros de investigação e hospitais, que querem fomentar o desenvolvimento de parcerias e projectos inovadores, nacional e internacionalmente, que acrescentem valor e aumentem as exportações nesta área.
  • Luís Portela, da farmacêutica Bial, será o presidente da associação HCP, que, para além de vários laboratórios e produtores de dispositivos médicos, conta entre os seus associados com outros pesos pesados, como a Fundação Champalimaud e o Instituto Ibérico de Nanotecnologias, na investigação, ou o grupo José de Mello Saúde e os Hospitais Privados de Portugal, na área da prestação de cuidados.

Exemplos de alguns dos participantes do HCP:

  • CNC - Centro de Neurociências e Biologia Celular
  • Fundação Champalimaud
  • IBMC - Instituto de Biologia Molecular e Celular
  • IMM - Instituto de Medicina Molecular
  • Instituto Gulbenkian de Ciência
  • IPATIMUP - Instituto Patologia e Imunologia Molecular da UP
  • Universidade Católica
  • Universidade de Coimbra
  • Universidade de Lisboa
  • Universidade do Minho
  • Universidade do Porto
  • Biocant - Centro de Inovação em Biotecnologia
  • Bial - Portela & CA, SA
  • GlaxoSmithKline
  • Jansen-Cilag Farmacêutica, SA
  • Laboratórios Pfizer, Lda
  • Wyeth Lederle Portugal (Farma), Lda
  • Espirito Santo Saúde, SGPS, SA
  • Hospitais da Universidade de Coimbra
  • Hospital de Vila Nova de Gaia
  • HPP - Hospitais Privados de Portugal, SGPS, AS
  • Instituto Português de Oncologia - Porto
  • José de Mello Saúde, SGPS, SA

Monday, October 08, 2007

Professor Correia de Campos: Portugal tem falta de médicos

Portugal e os portugueses são muito teimosos! Há já longos anos que se fala na falta de médicos. E continua-se a falar.

O Professor Correia de Campos foi Ministro da Saúde entre 1999 e 2001, e é Ministro da Saúde, novamente, desde 2005. Então, Professor Correia de Campos, para que se senta o Senhor nos Conselhos de Ministros semanais?


Não nos parece que os estudantes do Ensino Secundário não queiram ir para a Faculdade de Medicina, pelo menos a atestar pelas médias de entrada (habitualmente a rondar os dezanove valores). Há até centenas de alunos portugueses que estão a estudar em Espanha (Madrid, Badajoz, Salamanca, Barcelona) e na República Checa!

Então, qual é o problema?

Ahhh, o Senhor Ministro foi a este evento: A Escola de Ciências da Saúde da Universidade do Minho acaba de formar 50 médicos. Este ano saíram os primeiros diplomados de uma escola que abriu as portas em 2001.

Tanta coisa, para comemorar 50 novos médicos numa nova Faculdade de Medicina?

Faz-se muito pouco em Portugal, ao nível da Classe Dirigente.