Showing posts with label Universidade do Porto. Show all posts
Showing posts with label Universidade do Porto. Show all posts

Friday, April 04, 2008

Cluster da saúde

O tema da saúde é relevante e de importância crescente. Fala-se muito em saúde, pelas razões mais negativas. É tempo de olhar também para iniciativas de importância capital para um desenvolvimento do sector da saúde mais assente numa projecção futura do que em olhar para um passado e um presente de decadência.

Vejamos alguns detalhes sobre esta iniciativa louvável:
  • Portugal verá hoje constituído o seu primeiro pólo de competitividade e tecnologia. E será na saúde. O Health Cluster Portugal (HCP) conseguiu reunir, em meia dúzia de meses, a nata de toda a cadeia de valor do sector: são sete dezenas de instituições públicas e privadas, entre empresas, universidades, centros de investigação e hospitais, que querem fomentar o desenvolvimento de parcerias e projectos inovadores, nacional e internacionalmente, que acrescentem valor e aumentem as exportações nesta área.
  • Luís Portela, da farmacêutica Bial, será o presidente da associação HCP, que, para além de vários laboratórios e produtores de dispositivos médicos, conta entre os seus associados com outros pesos pesados, como a Fundação Champalimaud e o Instituto Ibérico de Nanotecnologias, na investigação, ou o grupo José de Mello Saúde e os Hospitais Privados de Portugal, na área da prestação de cuidados.

Exemplos de alguns dos participantes do HCP:

  • CNC - Centro de Neurociências e Biologia Celular
  • Fundação Champalimaud
  • IBMC - Instituto de Biologia Molecular e Celular
  • IMM - Instituto de Medicina Molecular
  • Instituto Gulbenkian de Ciência
  • IPATIMUP - Instituto Patologia e Imunologia Molecular da UP
  • Universidade Católica
  • Universidade de Coimbra
  • Universidade de Lisboa
  • Universidade do Minho
  • Universidade do Porto
  • Biocant - Centro de Inovação em Biotecnologia
  • Bial - Portela & CA, SA
  • GlaxoSmithKline
  • Jansen-Cilag Farmacêutica, SA
  • Laboratórios Pfizer, Lda
  • Wyeth Lederle Portugal (Farma), Lda
  • Espirito Santo Saúde, SGPS, SA
  • Hospitais da Universidade de Coimbra
  • Hospital de Vila Nova de Gaia
  • HPP - Hospitais Privados de Portugal, SGPS, AS
  • Instituto Português de Oncologia - Porto
  • José de Mello Saúde, SGPS, SA

Thursday, September 20, 2007

Ecstasy

A sociedade actual vive em versão turbo, isto é, vive em ansiedade, mas semi-deprimida, pelo que necessita de ajudas! Parece que os Incas consumiam algumas formas de ervas. Não queremos fazer juízos de valor, nem ser politicamente correctos. Queremos apenas viver numa sociedade mais sã, quer sob ponto de vista físico, assim como do ponto de vista psíquico.

Uma equipa de Cientistas do Instituto Biomolecular e Celular da Universidade do Porto, publicou no Journal of Neuroscience, um estudo que pretendeu verificar os efeitos tóxicos do ecstasy em adolescentes.

Dizemos nós: mas todos sabemos que este tipo de turbo, só pode causar despites! Sim, mas a evidência científica vem trazer à tona mais do que wishfull thinking.

Vejamos alguns detalhes, aqui relatados, sobre o estudo dos referidos Cientistas da Universidade do Porto:
  • Os investigadores usaram na sua experiência ratos «adolescentes«.
  • A equipa......descobriu que o excesso de serotonina - um neurotransmissor conhecido por «hormona da felicidade» - libertada pelo consumo de ecstasy, não tem apenas efeito no exterior das células, nas sinapses, como estava descrito até agora.
  • «A serotonina que está acumulada no interior da célula por efeito do consumo de ecstasy não pode ficar lá e vai ter de ser retirada», explicou Teresa Summavielle, acrescentando que, «ao ser retirada, vai ser transformada por uma enzima, a MAO-B (monoamina oxidase), que está no interior da mitocondria».
  • A MAO-B transforma a serotonina em peróxido de hidrogénio, vulgarmente conhecido por água oxigenada, um elemento que também é tóxico e faz normalmente parte do processo normal de envelhecimento da célula, «mas que neste caso aumenta e acelera este processo».
  • «O que acontece é que toda essa água oxigenada que se forma vai entrar dentro da mitocondria, onde começa a destruir uma estrutura que é responsável pela produção de energia na célula e vai limitar a capacidade da célula de produzir energia».
  • «Quanto maior for o consumo da droga, mais este problema se fará sentir e maior será a possibilidade de a célula morrer», defende a cientista, realçando que durante a investigação apenas foi dado ecstasy a ratos durante um dia. «Quinze dias depois os danos continuavam presentes numa quantidade muito significativa, portanto não é uma coisa que acontece naquele momento e depois desaparece. É um efeito a longo prazo».

Para quem quiser conhecer com mais detalhe o estudo, pode consultá-lo aqui.