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Wednesday, May 30, 2012

Suspeição generalizada

Ministros suspeitos. Banqueiros suspeitos. Presidentes de Camara suspeitos. Presidentes de clubes suspeitos. Portugal está sob suspeita. Andaram uns quantos a comerem de mais, durante demasiado tempo. Agora, a suspeita é generalizada. Só o trabalhador incauto que paga cada vez mais impostos, não está ainda suspeito de nada. Está apenas e só condenado a pagar a devastação moral do país. Mais uns suspeitos:


  1. A autoridade do medicamento está a ser investigada pela Procuradoria Geral da República (PGR) e pela Polícia Judiciária (PJ) no âmbito do alegado favorecimento na comparticipação do primeiro medicamento português fabricado pela Bial.
  2. Jorge Torgal justificou a situação com o facto de ter sido feita uma queixa contra o Infarmed por alegadamente esta entidade reguladora ter "favorecido a comparticipação deste medicamento".
E qual é a empresa, supostamente favorecida? É esta: Infarmed investigado por alegado favorecimento à Bial. 

Monday, July 12, 2010

Avanços em tempos recessivos

Isto não é uma notícia da treta, das habitualmente anunciadas pelos governantes de turno. Isto não é uma notícia de choraminguice empresária. Isto não é uma notícia de pedinchice junto do Estado. Isto é trabalhar com eficácia:
  • A Bial anunciou hoje a aquisição da farmacêutica italiana SARM - Società Antica Ritrovati Medicinali, especializada na área da imunoterapia alérgica, com o objectivo de desenvolver a maioria da actividade comercial fora de Portugal.
  • Com este negócio a Bial passa a estar presente "em dois dos quatro maiores mercados europeus da alergologia", realça a empresa da Trofa, que já detinha uma unidade de produção e um centro de investigação e desenvolvimento dedicado à imunoterapia alérgica em Espanha.
  • Para António Portela, "ainda que sendo uma área de nicho, a imunoterapia alérgica tem um grande potencial de desenvolvimento a médio prazo e será relevante no projecto de expansão que temos em curso, em que o objectivo é assumir uma forte dimensão internacional".

Thursday, April 01, 2010

Sucesso em português

Não estamos numa fase de grandes sucessos. Os tempos são de mediocridade. Ou se quisermos, de emigração dos melhores. Outra vez.

Mas, há sempre alguém que contraria as tendências: O primeiro medicamento de patente portuguesa chega esta quinta-feira às farmácias, com um atraso de um ano face à aprovação da Comissão Europeia e depois de já estar a ser comercializado na Alemanha, Reino Unido e alguns países do norte da Europa.

Parabéns a Luís Portela, presidente do grupo Bial. É que o investimento em causa não é dispiciendo: 14 anos de investigação e 300 milhões de euros de investimentos.

E o novo medicamento português serve para: o primeiro medicamento «made in» Portugal e destina-se a doentes que sofrem de epilepsia.

Wednesday, April 29, 2009

Bial: continuação do sucesso

Não é todos os dias que empresas ou organismos portugueses têm vitórias a nível internacional. Mas, há ainda campeões em Portugal. Vejamos o caso da Bial e deste grande sucesso: O primeiro medicamento de raiz e patente portuguesas foi aprovado pela Agência Europeia do Medicamento e deve chegar às farmácias no final do ano.

Parabéns ao Dr. Luís Portela e à sua equipa de investigadores, verdadeiros campeões em domínios quase inacessíveis para os portugueses.

Vejamos de que tipo de medicamento se trata: Trata-se de um anti-epiléptico, desenvolvido pela Bial, que aplicou na investigação mais de 300 milhões de euros ao longo dos últimos 15 anos.

Friday, October 31, 2008

O descontrolo com a despesa nos medicamentos

Grosso modo, os medicamentos representam 20% dos gastos em saúde. É muito dinheiro. Apesar de ser muito dinheiro gasto, os genéricos já representam uma fatia de cerca de 20% dos medicamentos vendidos. E, para além disso, há uma clara travagem por parte do Ministério da Saúde à comercialização de novos medicamentos.

Contudo, o descontrolo com a despesa em medicamentos em 2008, é evidente:
  • A despesa do Estado com os medicamentos vendidos nas farmácias está a disparar a níveis inéditos nos últimos anos. Outubro pode fechar "com aumentos de dois dígitos, entre os 11 e os 12 por cento".

Segundo João Cordeiro, Presidente da Associação Nacional de Farmácias, as razões para tal descontrolo são estas:

  1. Defende que a culpa é do próprio Governo, de uma "política sem critérios", da incapacidade de "afrontar lóbis" e "de fazer cumprir a descida de preços" por parte da indústria de medicamentos de marca.
  2. "Não está a ser cumprida" a legislação que obriga os remédios a ser mais baratos do que nos outros países. A tutela autorizou que 132 produtos ficassem 17,7% mais caros, porque os laboratórios os podiam retirar e, assim, os doentes teriam de comprar outros mais caros.
  3. 11,3 Milhões é quanto Estado (5,5 milhões) e utentes (5,8 milhões) teriam poupado desde 2005, caso o Governo não tivesse decidido isentar a Bial da descida de 6% dos remédios, diz a ANF.
  4. 10 Milhões é o dinheiro que o Estado (4 milhões) e os utentes (seis milhões) gastam a mais por ano com a subida do preço de 132 remédios autorizada este ano pelo Ministério.

Lobbies. Muitos lobbies estão envolvidos na saúde, já o sabemos. Mas, quando não se consegue controlar a voragem descontrolada dos vários lobbies, o abismo aproxima-se!

Friday, April 04, 2008

Cluster da saúde

O tema da saúde é relevante e de importância crescente. Fala-se muito em saúde, pelas razões mais negativas. É tempo de olhar também para iniciativas de importância capital para um desenvolvimento do sector da saúde mais assente numa projecção futura do que em olhar para um passado e um presente de decadência.

Vejamos alguns detalhes sobre esta iniciativa louvável:
  • Portugal verá hoje constituído o seu primeiro pólo de competitividade e tecnologia. E será na saúde. O Health Cluster Portugal (HCP) conseguiu reunir, em meia dúzia de meses, a nata de toda a cadeia de valor do sector: são sete dezenas de instituições públicas e privadas, entre empresas, universidades, centros de investigação e hospitais, que querem fomentar o desenvolvimento de parcerias e projectos inovadores, nacional e internacionalmente, que acrescentem valor e aumentem as exportações nesta área.
  • Luís Portela, da farmacêutica Bial, será o presidente da associação HCP, que, para além de vários laboratórios e produtores de dispositivos médicos, conta entre os seus associados com outros pesos pesados, como a Fundação Champalimaud e o Instituto Ibérico de Nanotecnologias, na investigação, ou o grupo José de Mello Saúde e os Hospitais Privados de Portugal, na área da prestação de cuidados.

Exemplos de alguns dos participantes do HCP:

  • CNC - Centro de Neurociências e Biologia Celular
  • Fundação Champalimaud
  • IBMC - Instituto de Biologia Molecular e Celular
  • IMM - Instituto de Medicina Molecular
  • Instituto Gulbenkian de Ciência
  • IPATIMUP - Instituto Patologia e Imunologia Molecular da UP
  • Universidade Católica
  • Universidade de Coimbra
  • Universidade de Lisboa
  • Universidade do Minho
  • Universidade do Porto
  • Biocant - Centro de Inovação em Biotecnologia
  • Bial - Portela & CA, SA
  • GlaxoSmithKline
  • Jansen-Cilag Farmacêutica, SA
  • Laboratórios Pfizer, Lda
  • Wyeth Lederle Portugal (Farma), Lda
  • Espirito Santo Saúde, SGPS, SA
  • Hospitais da Universidade de Coimbra
  • Hospital de Vila Nova de Gaia
  • HPP - Hospitais Privados de Portugal, SGPS, AS
  • Instituto Português de Oncologia - Porto
  • José de Mello Saúde, SGPS, SA