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Thursday, November 13, 2008

Vergonha

Portugueses são 23% dos caloiros de Medicina na Galiza. Como? Não há Universidades em portugal? Não há instalações ou Professores em Portugal, para ensinar medicina?

Há milhares de recém-licenciados em Portugal, todos os anos, que entram logo para as listas do desemprego. No entanto há falta de médicos, pelo que os seus órgãos corporativos vão espalhando por aí, mas não há edifícios ou Professores para se formarem novos médicos.

Enlouqueceram os portugueses?

Vejamos mais sobre aquela novidade:
  • O número de alunos portugueses que entraram este ano para o curso de Medicina na Universidade de Santiago de Compostela, na Galiza, supera os 80, o que representa 23% do total de 350 vagas disponíveis, noticia esta quinta-feira o jornal La Voz de Galicia
  • No ano passado, o contingente luso foi de 50 em 300 vagas, ou seja um sexto.
  • O jornal refere que a invasão de alunos portugueses à única faculdade de Medicina da Galiza tem gerado alguma polémica, nomeadamente porque a região necessita de profissionais e os portugueses preferem exercer em Portugal.

Tuesday, August 21, 2007

Medicina: a nova Era Ibérica


E ainda, em referência à mesma notícia: «Este ano, em que a nota mínima de acesso é de 8,4, matricularam-se 50 alunos portugueses».

Monday, May 07, 2007

A saúde em Portugal, vista da Galiza

Discutimos muito se temos um bom serviço de saúde, sobretudo público, já que pagamos impostos, e queremos ver o retorno.

Diga-se o que se disser, o SNS é segundo a OMS, o 12º melhor do mundo. É um ranking, de certa maneira, imparcial. Contudo, a gestão do SNS, conjugada com a estagnação económica, pode fazer desmoronar o actual sistema, até porque os portugueses já pagam cerca de 35% dos custos totais da saúde do seu bolso, sem contar com o que pagam de impostos.

Vejamos, qual a imagem que têm os Espanhóis, em particular os Galegos, sobre o que se passa por cá:
  • Cualquiera que acuda a un centro de salud en Portugal en un día normal no hallará muchas diferencias con un ambulatorio gallego. A media mañana, el edificio está lleno de pacientes, mayoritariamente jubilados, que esperan ser consultados, que entran y salen con sus cartillas y sus recetas.
  • Ahora bien, si el observador se detiene un momento notará la presencia de un elemento insólito en los centros de salud de Galicia: el dinero. Ir al médico en Portugal no es gratis. Casi nada lo es en la sanidad pública excepto para algunos grupos que quedan exentos de las tasas que regulan la atención médica.
  • Las tasas abarcan prácticamente todos los aspectos de la sanidad. Las pruebas encargadas por el médico también suponen un coste para el usuario. Análisis de sangre, ecografías, radiografías..., hasta la aplicación de una inyección subcutánea tiene un precio y el número de puntos que se aplican en una sutura marca también la diferencia en la factura. Es el sistema que Portugal utiliza para racionalizar su sanidad pública. Ahora, las autoridades del país están a punto de poner en marcha una nueva reforma: la centralización de las urgencias, algo parecido a la concentración de servicios que Galicia realizó a finales de los noventa y que supuso el cierre de numerosos puntos de atención en lugares pequeños para concentrarlos en localidades de referencia.
  • La no gratuidad absoluta afecta también a las recetas. Los medicamentos tienen varios precios en función del régimen del paciente. Una caja de Zarator 10, un fármaco muy popular para reducir el colesterol, cuesta 29,68 euros. Un paciente normal pagará por el fármaco 18,70 y un jubilado, 14,25. De ahí el interés por entrar en el grupo de los exentos.El sistema, sin embargo, no ha conseguido evitar las listas de espera aunque, según los médicos españoles, sí favorece una mejor atención al paciente. La ley obliga a conceder 15 minutos a cada uno, aunque, en la práctica, rara vez se emplea tanto tiempo. En una jornada normal, un médico atiende a una media de entre 15 y 22 pacientes.

Seria importante, que os responsáveis portugueses de saúde, fizessem um benchmarking, para analisarem sobretudo onde se está a cometer erros em Portugal!

Wednesday, December 27, 2006

Médicos e a gestão de recursos humanos

Todos conhecemos de há muitos anos, situações que vinham nos media, como estas: "há 1.000 médicos a mais, no Hospital de Santa Maria"; "há falta de médicos"; "há uma lista de espera de doentes sem médico de família"; "há falta de médicos nos Centros de Saúde"; etc.

Perante este tipo de "conclusão", quem gere a autorização de licenciaturas, em número e em tipo, não só não autorizou maior número de licenciados em medicina, como também não teve coragem para uma maior racionalização dos recursos. Chegamos ao cúmulo de não existirem estatísticas sérias, sobre o número de médicos a trabalhar em Portugal (e é preciso não esquecer, que existem muitos licenciados em medicina, que não exercem a actividade, ou porque estão em cargos de gestão, ou porque estão em actividades de docência, ou porque estão na política).


A solução do Estado português foi esta: importam-se médicos! Não que a solução não seja aceitável, mas quando se está num mercado global, a solução de importação de recursos não pode ser encarada como eterna!

Tudo isto a propósito disto: A "fuga" registada nos últimos anos de médicos espanhóis para Portugal está a provocar um défice de clínicos na Galiza. Mas o governo regional, liderado por Emílio Pérez Touriño, quer agora reverter a balança comercial, tentando que estes profissionais voltem a Espanha.

Perante este horizonte normal, de eventual regresso de alguns médicos ao seu país de origem, o Bastonário da Ordem, responde desta forma: Face à ofensiva que pode estar na calha, o bastonário da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes, não tem dúvidas em classificar a situação como "preocupante". É que, se as condições melhorarem para os médicos espanhóis, também os portugueses que trabalham em zonas transfronteiriças podem ficar "seduzidos" pelo país vizinho.

Não vemos qual a preocupação face a uma eventual saída de médicos, quer sejam espanhóis ou portugueses. Portugal tem muitos jovens licenciados desempregados, e que provavelmente, não arranjarão emprego nem no estrangeiro. Portugal tem é que aumentar o número de licenciados em medicina, quer para consumo interno, quer para exportação.

Aliás, o governo regional galego vai precisamente tentar essa solução: o chefe do governo regional deverá abordar na próxima semana com a ministra da Saúde espanhola, Elena Salgado, a quem vai pedir a revisão ao limite à entrada de alunos (numerus clausus) nos cursos de Medicina.

A globalização ainda não é entendida, por cá!