- A ministra da Saúde desvalorizou hoje críticas da Ordem dos Médicos e Federação Nacional dos Médicos sobre a capacidade dos médicos colombianos há um mês em Portugal, lembrando que a Ordem deve "assegurar a qualidade da prática da medicina".
- "À Ordem dos Médicos compete assegurar a qualidade da prática da medicina em Portugal de todos os médicos, seja qual for a sua nacionalidade", disse Ana Jorge.
- As críticas surgiram pela boca da Ordem dos Médicos (OM) e da Federação Nacional dos Médicos (FNAM).
- Da FNAM surge a acusação de que "os médicos colombianos não sabem fazer uma citologia ou sequer aconselhar uma pílula" ou que "um dos médicos gravava as consultas para depois ouvir e perceber melhor o português".
- Sobre a falta de especialidade e sobre a alegada falta de conhecimento para fazerem planeamento familiar, a ministra da Saúde garantiu que "não é disso que se trata" e deixou a pergunta: "Quantos médicos em Portugal estão preocupados com o planeamento familiar?".
- "Se isso assim fosse talvez hoje tivéssemos uma maior adesão ao planeamento familiar e talvez pudéssemos ter redução daquilo que são as interrupções voluntárias de gravidez se cada médico tivesse a preocupação de falar com os seus utentes", respondeu Ana Jorge.
Wednesday, May 11, 2011
United Nations of Doctors
Medicina: a profissão do passado, do presente e do futuro
Tuesday, April 05, 2011
O maná
Thursday, November 13, 2008
Vergonha
Vejamos mais sobre aquela novidade:
- O número de alunos portugueses que entraram este ano para o curso de Medicina na Universidade de Santiago de Compostela, na Galiza, supera os 80, o que representa 23% do total de 350 vagas disponíveis, noticia esta quinta-feira o jornal La Voz de Galicia
- No ano passado, o contingente luso foi de 50 em 300 vagas, ou seja um sexto.
- O jornal refere que a invasão de alunos portugueses à única faculdade de Medicina da Galiza tem gerado alguma polémica, nomeadamente porque a região necessita de profissionais e os portugueses preferem exercer em Portugal.
Wednesday, July 09, 2008
Mais vale tarde do que nunca 2
Monday, July 07, 2008
A escassez prevista de Médicos
- A Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, está à beira da ruptura. Faltam médicos para assegurar as urgências desde o início do ano. Oito clínicos foram convidados para hospitais privados, o que agrava ainda mais a situação.
- Acontece que faltam médicos para garantir as urgências e o número de nascimentos vai subir porque as doentes de Vila Franca vão passar a ser reencaminhadas para esta unidade hospitalar.
- A situação começou a agravar-se com a saída de médicos dos quadros para os hospitais privados. Queixam-se de falta de incentivos, no Estado. Para além dos partos, a Maternidade recebe cem urgências por dia, asseguradas pela mesma equipa médica.
Parece-nos que estamos perante mais uma mega-mistificação na sociedade portuguesa. Não estaremos perante um simulacro de extermínio do SNS? Aguardemos.
Wednesday, June 18, 2008
O pânico
- Portugal vai passar a ter 15 médicos do Uruguai a trabalhar, por três anos, nos serviços de emergência médica dos hospitais, e o Governo está a estudar alargar a experiência a outros países.
- Face à falta de médicos formados em universidades portuguesas -- um problema que a governante admitiu vir a agudizar-se no prazo «de quatro ou cinco anos» -, Ana Jorge disse depois aos jornalistas que a contratação de médicos uruguaios era «uma das formas que há» para tentar resolver o problema.
- Ana Jorge afirmou que outra das maneiras para tentar fixar médicos ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) é fazer acções junto dos jovens estudantes ainda quando estão das universidades.
Perguntas nossas:
- Não saberá a Senhora Ministra que há centenas de portugueses a tentarem tirar uma licenciatura em Medicina em países como a República Checa e a Espanha, porque as universidades portuguesas não têm vagas?
- A seguir, a Ministra Ana Jorge irá contratar Médicos em Marte ou em Júpiter?
Tuesday, June 17, 2008
Ineficácia do Estado
- Terminou o fluxo migratório de médicos espanhóis para Portugal. Uma maior oferta de emprego e melhores salários em Espanha vieram tornar menos atractivo cruzar a fronteira para exercer medicina ou tirar cá a especialidade.
- O fluxo de médicos galegos, extremenhos, andaluzes e de outras regiões de Espanha "está praticamente parado", confirma Carlos Lopez Salgado, vice-presidente de Profissionais de Saúde Espanhóis em Portugal (APSEP). "Agora, os espanhóis estão a procurar oportunidades de trabalho na sua região de origem", diz.
- As unidades de saúde nas zonas raianas já estão a ressentir-se da falta de médicos espanhóis. Em 2007, entre 800 e mil médicos espanhóis exerciam a sua actividade no Norte de Portugal, na grande maioria nos centros de saúde, diz o número dois da APSEP. Cinco anos antes havia três mil. Neste momento, a estimativa (não há dados oficiais) aponta para menos de dois mil médicos espanhóis no Norte.
- Na região alentejana chegaram a trabalhar quase 400 médicos oriundos da Extremadura espanhola. Agora o número deve estar entre 100 a 150 profissionais. Os restantes distribuem-se pela região centro, Algarve e zonas litorais. Lopez Salgado diz que a grande maioria, cerca de 80 por cento, são médicos e o resto enfermeiros. No final de 2007, o ministro da Saúde espanhol, Bernat Soria, admitia existirem cerca de 1700 espanhóis nas unidades hospitalares portuguesas.
- O Norte é a região mais afectada. O bastonário da Ordem dos Médicos fala do elevado número de médicos galegos nas unidades de saúde de Chaves, Montalegre, Boticas, Miranda do Douro, onde "cerca de metade dos quadros eram espanhóis", o mesmo acontecendo com o hospital de Faro, "muito dependente de profissionais" vindos da região de Huelva.
Perante tal "retrato", que nada tem de novo, os Responsáveis Governamentais confirmam o "problema", e provavelmente dirão que "estão a trabalhar para o solucionar". Mas, podem existir ainda políticos que venham dizer que "herdaram o problema", mas daqui por alguns anos o problema será ainda mais grave!
Que fazer, sobretudo quando sabemos que há centenas de portugueses que até buscam Universidades Espanholas e Checas para cursar Medicina? Porquê que estes portugueses não conseguem fazer esses mesmos Cursos em Portugal?
Nós até sabemos porquê que não aumentam os numerus clausus de Medicina em Portugal. E os governantes também. Mas, quem governa, não quer governar.....
Tuesday, May 20, 2008
O falhanço do Estado
- Em Portugal formam-se por ano cerca de 1200 médicos, se bem que as vagas sejam da ordem dos 1500. Mas, tal como reconhecia não há muito tempo o ex-ministro da Saúde, Correia de Campos, o país precisava de formar cerca de dois mil médicos por ano para fazer face às necessidades que se avizinham nos próximos tempos. Necessidades que se reforçam com o crescente aumento da esperança média de vida e do consequente aumento do recurso aos serviços de saúde pela população mais idosa.
Perante este diagnóstico, o que fizeram os sucessivos Ministros da Educação e da Saúde? Apenas e só, soçobraram perante o lobby da Ordem dos Médicos!
Em Espanha, o lobby médico tenta travar a abertura de novas Faculdades de Medicina, para evitar a emigração e o desemprego médico. Por cá, há 1.500 vagas de medicina e 1.200 alunos! Pior, as necessidades são de 2.000 alunos por ano!
Estado, para quê? Pagar elevados impostos para quê?
Pior, dado o elevado investimento privado na saúde, o SNS corre o risco de ficar com os "velhos" médicos e com os pouco ambiciosos: As necessidades de recrutamento dos novos hospitais ameaçam continuar a exercer uma pressão crescente para que muitos clínicos abandonem o sistema público de saúde.
Post Scriptum: No entanto, abrem-se várias curso superiores todos os anos, sabendo-se que serão futuras portas para a emigração ou para o desemprego.
Tuesday, April 29, 2008
Mais médicos em Espanha? Não.
- Los estudiantes de la Facultad de Medicina de la Universidad de Zaragoza se unirán hoy a la protesta nacional contra la creación de más centros docentes para facultativos.
- En el manifiesto que hoy leerán denuncian que el "indiscriminado" aumento de alumnos y la creación de hasta quince nuevas facultades, una propuesta realizada por diversas comunidades autónomas, traerá sólo "subempleo, el paro médico y el deterioro de la asistencia al ciudadano".
É difícil lidar com determinadas classes profissionais. Porque será que os médicos têm tanto medo do desemprego? Outras classes profissionais é que vão sofrendo na pele, o desemprego!
Friday, April 18, 2008
A formação em medicina em Portugal
- O ministro do Ensino Superior, Mariano Gago, garantiu ontem que o número de vagas em medicina vai aumentar.
Mas, este "acordar" parece que tem obstáculos vários:
- O anúncio do ministro do Ensino Superior surgiu depois de Manuel Sobrinho Simões, professor na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e um dos oradores da conferência, ter indicado que "não há capacidade" para as escolas portuguesas de medicina receberem mais alunos. "Atingiu-se o número máximo. Não conseguimos aguentar mais médicos nas faculdades de medicina clássicas", acrescentou.
Como? Não há cá instalações suficientes? Então, construam-se novas Universidades. Nós não temos petróleo ou ouro, que se saiba, mas ainda temos terrenos para construção e pessoas para estudar, porque é que se tem que optar por esta solução:
- Sobre a possibilidade de o Governo português estabelecer acordos com escolas estrangeiras, Manuel Sobrinho Simões afirmou conceber a possibilidade de se estabelecer parcerias "com universidades espanholas de qualidade comprovada", rumo à formação em medicina de alunos portugueses.
Ás vezes parece que os portugueses estão demasiado adormecidos!
Tuesday, August 21, 2007
Medicina: a nova Era Ibérica
Wednesday, December 06, 2006
Mais Médicos
- Decreto-Lei que institui e regula um concurso especial para acesso ao curso de Medicina por titulares do grau de licenciado e fixa as áreas que devem integrar obrigatoriamente as provas de ingresso no curso de Medicina .
- Este Decreto-Lei vem permitir que os licenciados, em qualquer área, que pretendam ingressar no curso de Medicina disponham de uma nova via, para além do regime geral de acesso e do concurso especial, para titulares de um curso superior.
É de louvar, esta medida governamental, sobretudo numa altura em que diversos especialistas em saúde repetem sistemáticamente que "há falta de médicos".
Nós pensamos que a falta de Médicos, nem é assim tanta. O problema é outro: há demasiados Médicos nos grandes centros e poucos Médicos no interior.
Mas, segundo diversas fontes, só a norte de Coimbra estão a trabalhar cerca de 3.000 Médicos Espanhóis.

