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Wednesday, May 11, 2011

United Nations of Doctors

  • A ministra da Saúde desvalorizou hoje críticas da Ordem dos Médicos e Federação Nacional dos Médicos sobre a capacidade dos médicos colombianos há um mês em Portugal, lembrando que a Ordem deve "assegurar a qualidade da prática da medicina".
  • "À Ordem dos Médicos compete assegurar a qualidade da prática da medicina em Portugal de todos os médicos, seja qual for a sua nacionalidade", disse Ana Jorge.
  • As críticas surgiram pela boca da Ordem dos Médicos (OM) e da Federação Nacional dos Médicos (FNAM).
  • Da FNAM surge a acusação de que "os médicos colombianos não sabem fazer uma citologia ou sequer aconselhar uma pílula" ou que "um dos médicos gravava as consultas para depois ouvir e perceber melhor o português".
  • Sobre a falta de especialidade e sobre a alegada falta de conhecimento para fazerem planeamento familiar, a ministra da Saúde garantiu que "não é disso que se trata" e deixou a pergunta: "Quantos médicos em Portugal estão preocupados com o planeamento familiar?".
  • "Se isso assim fosse talvez hoje tivéssemos uma maior adesão ao planeamento familiar e talvez pudéssemos ter redução daquilo que são as interrupções voluntárias de gravidez se cada médico tivesse a preocupação de falar com os seus utentes", respondeu Ana Jorge.
Post Scriptum: quando as chamadas élites não se entendem, não há memorandum of understanding que nos valha! E ainda dizem que o SNS é uma maravilha. E já agora, a Ordem dos Médicos deveria começar a pensar em fazer exames de avaliação sobre língua portuguesa a todos os seus membros, nacionais e estrangeiros.

Medicina: a profissão do passado, do presente e do futuro

The new federal health-care law has raised the stakes for hospitals and schools already scrambling to train more doctors. Experts warn there won't be enough doctors to treat the millions of people newly insured under the law. At current graduation and training rates, the nation could face a shortage of as many as 150,000 doctors in the next 15 years, according to the Association of American Medical Colleges. That shortfall is predicted despite a push by teaching hospitals and medical schools to boost the number of U.S. doctors, which now totals about 954,000. The greatest demand will be for primary-care physicians. These general practitioners, internists, family physicians and pediatricians will have a larger role under the new law, coordinating care for each patient. The U.S. has 352,908 primary-care doctors now, and the college association estimates that 45,000 more will be needed by 2020. But the number of medical-school students entering family medicine fell more than a quarter between 2002 and 2007.

Tuesday, April 05, 2011

O maná

Os portugueses sempre tiveram jeito para descobrir negócios da China. Desde as especiarias da Índia, ao ouro do Brasil, passando pelo petróleo de Angola, os portugueses sempre se dedicaram muito à procura do "remédio universal".

Houve épocas em que tirar um curso, era sinal de vidinha feita. Depois, veio a moda das croissanterias. Mais tarde, o boom da construção civil.

Nos últimos anos, houve a corrida às licenciaturas na área da saúde. E paralelamente, começou a moda de querer ter filhos jogadores de futebol, e foi o bom e o bonito, com os papás a quererem ter os filhotes nos berçários dos clubes de futebol mais famosos.

Agora, o maná é este: A Universidade de Aveiro (UA) recebeu 1636 candidaturas para preencher as 40 vagas do novo curso de Medicina, que vai arrancar em Setembro. Na TSF, o reitor da UA confessou que a procura superou as expectativas.

Apenas uma pergunta singela, se há tanta falta de médicos, conforme dizem as respectivas corporações, e se há tantos candidatos, porque é que a vetusta Universidade de Aveiro só abre 40 vagazinhas para o exercício de feitiçaria moderna? Não deve ser por falta de espaço.

Thursday, November 13, 2008

Vergonha

Portugueses são 23% dos caloiros de Medicina na Galiza. Como? Não há Universidades em portugal? Não há instalações ou Professores em Portugal, para ensinar medicina?

Há milhares de recém-licenciados em Portugal, todos os anos, que entram logo para as listas do desemprego. No entanto há falta de médicos, pelo que os seus órgãos corporativos vão espalhando por aí, mas não há edifícios ou Professores para se formarem novos médicos.

Enlouqueceram os portugueses?

Vejamos mais sobre aquela novidade:
  • O número de alunos portugueses que entraram este ano para o curso de Medicina na Universidade de Santiago de Compostela, na Galiza, supera os 80, o que representa 23% do total de 350 vagas disponíveis, noticia esta quinta-feira o jornal La Voz de Galicia
  • No ano passado, o contingente luso foi de 50 em 300 vagas, ou seja um sexto.
  • O jornal refere que a invasão de alunos portugueses à única faculdade de Medicina da Galiza tem gerado alguma polémica, nomeadamente porque a região necessita de profissionais e os portugueses preferem exercer em Portugal.

Wednesday, July 09, 2008

Mais vale tarde do que nunca 2

Em Portugal, salvo um ou dois actos na sua História, a actuação foi sempre reactiva e não proactiva. Agora, que se bombardeia diáriamente os portugueses com a falta de médicos, como se o fenómeno fosse novo, parece que se quer fazer alguma coisa, para daqui por 10 anos! É que formar um Médico e especializá-lo, demora mais de 10 anos. E veremos depois, se com os efeitos da globalização, eles não se formam em Médicos, para depois irem trabalhar para a Suécia, para os EUA, ou para a China.

Vejamos as novidades, no que toca à Medicina, sobre o número de vagas em aberto para o Ensino Superior para o ano lectivo 2008/2009: O curso de Medicina também é responsável pela subida do número de vagas. Desde 2004 que este valor subiu de 1185 para 1614. Só de 2007 para este ano o crescimento foi de cerca de dez por cento. A Universidade do Minho oferece mais 25 lugares, um aumento possível graças às novas instalações que foram inauguradas recentemente. Segue-se a Universidade Nova de Lisboa com mais 20 novas vagas e a de Coimbra com 16. A Universidade de Lisboa é a única que não mexe no número de lugares, uma decisão compreensível já que é aquela que mais alunos pode admitir: 330.

Monday, July 07, 2008

A escassez prevista de Médicos

Estamos fartos da conversa acerca da falta de Médicos em Portugal. Aliás, não percebemos como é que há falta de Médicos em Portugal. Aliás, o número de Médicos por mil habitantes em Portugal não é dos mais baixos da União Europeia.

Mais, muitos portugueses vão para o estrangeiro para cursar Medicina, nomeadamente para Espanha e para a República Checa.

Há Engenheiros desempregados, há Enfermeiros desempregados, há Carpinteiros desempregados, há Talhantes desempregados, mas parece que há falta de Médicos.

As Universidades produzem demasiados Licenciados, o que provoca muitas vezes que estes procurem a emigração logo que acabam os seus cursos.

Porquê Medicina? Porque é que não se aumenta o numerus clausus das Faculdades de Medicina? Porque é que Cuba, que tem também 10 milhões de habitantes, tem Médicos em toda a América Latina e ainda tem imensos recursos internos, até para resolver as listas de espera das cirurgias oftalmológicas dos portugueses?

Mas, ainda temos que ler isto:
  • A Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, está à beira da ruptura. Faltam médicos para assegurar as urgências desde o início do ano. Oito clínicos foram convidados para hospitais privados, o que agrava ainda mais a situação.
  • Acontece que faltam médicos para garantir as urgências e o número de nascimentos vai subir porque as doentes de Vila Franca vão passar a ser reencaminhadas para esta unidade hospitalar.
  • A situação começou a agravar-se com a saída de médicos dos quadros para os hospitais privados. Queixam-se de falta de incentivos, no Estado. Para além dos partos, a Maternidade recebe cem urgências por dia, asseguradas pela mesma equipa médica.

Parece-nos que estamos perante mais uma mega-mistificação na sociedade portuguesa. Não estaremos perante um simulacro de extermínio do SNS? Aguardemos.

Wednesday, June 18, 2008

O pânico

Quando as medidas são estas, o topo da estrutura de poder está em ruptura:

  • Portugal vai passar a ter 15 médicos do Uruguai a trabalhar, por três anos, nos serviços de emergência médica dos hospitais, e o Governo está a estudar alargar a experiência a outros países.
  • Face à falta de médicos formados em universidades portuguesas -- um problema que a governante admitiu vir a agudizar-se no prazo «de quatro ou cinco anos» -, Ana Jorge disse depois aos jornalistas que a contratação de médicos uruguaios era «uma das formas que há» para tentar resolver o problema.
  • Ana Jorge afirmou que outra das maneiras para tentar fixar médicos ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) é fazer acções junto dos jovens estudantes ainda quando estão das universidades.

Perguntas nossas:

  1. Não saberá a Senhora Ministra que há centenas de portugueses a tentarem tirar uma licenciatura em Medicina em países como a República Checa e a Espanha, porque as universidades portuguesas não têm vagas?
  2. A seguir, a Ministra Ana Jorge irá contratar Médicos em Marte ou em Júpiter?

Tuesday, June 17, 2008

Ineficácia do Estado

O Estado tem como uma das suas funções, a implementação de direitos fundamentais consignados na Constituição da República, nomeadamente no tocante à saúde e à educação.

Dito isto, não basta apenas que estes direitos existam no "papel"! É preciso levá-los à prática, sob pena de que os cidadãos se podem considerar defraudados com a organização do Estado.

Há já muitos anos, que o Estado, através de vários governos tem abdicado de parte da sua função relacionada com o ensino da medicina. Vários Ministros do Ensino Superior e da Saúde reconhecem o problema, mas passam os anos e as décadas, e o problema começa a ser insustentável.

Vejamos este retrato:
  • Terminou o fluxo migratório de médicos espanhóis para Portugal. Uma maior oferta de emprego e melhores salários em Espanha vieram tornar menos atractivo cruzar a fronteira para exercer medicina ou tirar cá a especialidade.
  • O fluxo de médicos galegos, extremenhos, andaluzes e de outras regiões de Espanha "está praticamente parado", confirma Carlos Lopez Salgado, vice-presidente de Profissionais de Saúde Espanhóis em Portugal (APSEP). "Agora, os espanhóis estão a procurar oportunidades de trabalho na sua região de origem", diz.
  • As unidades de saúde nas zonas raianas já estão a ressentir-se da falta de médicos espanhóis. Em 2007, entre 800 e mil médicos espanhóis exerciam a sua actividade no Norte de Portugal, na grande maioria nos centros de saúde, diz o número dois da APSEP. Cinco anos antes havia três mil. Neste momento, a estimativa (não há dados oficiais) aponta para menos de dois mil médicos espanhóis no Norte.
  • Na região alentejana chegaram a trabalhar quase 400 médicos oriundos da Extremadura espanhola. Agora o número deve estar entre 100 a 150 profissionais. Os restantes distribuem-se pela região centro, Algarve e zonas litorais. Lopez Salgado diz que a grande maioria, cerca de 80 por cento, são médicos e o resto enfermeiros. No final de 2007, o ministro da Saúde espanhol, Bernat Soria, admitia existirem cerca de 1700 espanhóis nas unidades hospitalares portuguesas.
  • O Norte é a região mais afectada. O bastonário da Ordem dos Médicos fala do elevado número de médicos galegos nas unidades de saúde de Chaves, Montalegre, Boticas, Miranda do Douro, onde "cerca de metade dos quadros eram espanhóis", o mesmo acontecendo com o hospital de Faro, "muito dependente de profissionais" vindos da região de Huelva.

Perante tal "retrato", que nada tem de novo, os Responsáveis Governamentais confirmam o "problema", e provavelmente dirão que "estão a trabalhar para o solucionar". Mas, podem existir ainda políticos que venham dizer que "herdaram o problema", mas daqui por alguns anos o problema será ainda mais grave!

Que fazer, sobretudo quando sabemos que há centenas de portugueses que até buscam Universidades Espanholas e Checas para cursar Medicina? Porquê que estes portugueses não conseguem fazer esses mesmos Cursos em Portugal?

Nós até sabemos porquê que não aumentam os numerus clausus de Medicina em Portugal. E os governantes também. Mas, quem governa, não quer governar.....

Tuesday, May 20, 2008

O falhanço do Estado

As sociedades modernas só fazem sentido com um Estado forte, mas eficiente. De outra forma, não há incentivo para pagar impostos. A carga fiscal em Portugal é das mais elevadas do mundo, tendo em conta a dimensão económica do país. Isto é, que fique claro que os países nórdicos, por exemplo, têm uma carga fiscal superior aos portugueses, mas têm também uma riqueza per capita muito superior.

Contudo, no que toca à eficiência do Estado, estamos profundamente tristes, dado que há tanto por fazer e tanta coisa mal feita. Vejamos mais um falhanço estrondoso do Estado (deste Governo e dos anteriores):
  • Em Portugal formam-se por ano cerca de 1200 médicos, se bem que as vagas sejam da ordem dos 1500. Mas, tal como reconhecia não há muito tempo o ex-ministro da Saúde, Correia de Campos, o país precisava de formar cerca de dois mil médicos por ano para fazer face às necessidades que se avizinham nos próximos tempos. Necessidades que se reforçam com o crescente aumento da esperança média de vida e do consequente aumento do recurso aos serviços de saúde pela população mais idosa.

Perante este diagnóstico, o que fizeram os sucessivos Ministros da Educação e da Saúde? Apenas e só, soçobraram perante o lobby da Ordem dos Médicos!

Em Espanha, o lobby médico tenta travar a abertura de novas Faculdades de Medicina, para evitar a emigração e o desemprego médico. Por cá, há 1.500 vagas de medicina e 1.200 alunos! Pior, as necessidades são de 2.000 alunos por ano!

Estado, para quê? Pagar elevados impostos para quê?

Pior, dado o elevado investimento privado na saúde, o SNS corre o risco de ficar com os "velhos" médicos e com os pouco ambiciosos: As necessidades de recrutamento dos novos hospitais ameaçam continuar a exercer uma pressão crescente para que muitos clínicos abandonem o sistema público de saúde.

Post Scriptum: No entanto, abrem-se várias curso superiores todos os anos, sabendo-se que serão futuras portas para a emigração ou para o desemprego.

Tuesday, April 29, 2008

Mais médicos em Espanha? Não.

Em Portugal, estão a reformar-se médicos a mais. Em Portugal, não se estão a formar médicos suficientes. Em Portugal, muitos jovens vão para Espanha e República Checa, para tentarem ser médicos.

Em Espanha, os médicos pedem para que o Estado e as Regiões autonómicas Espanholas não abram mais Faculdades de Medicina. Vejamos:
  • Los estudiantes de la Facultad de Medicina de la Universidad de Zaragoza se unirán hoy a la protesta nacional contra la creación de más centros docentes para facultativos.

  • En el manifiesto que hoy leerán denuncian que el "indiscriminado" aumento de alumnos y la creación de hasta quince nuevas facultades, una propuesta realizada por diversas comunidades autónomas, traerá sólo "subempleo, el paro médico y el deterioro de la asistencia al ciudadano".

É difícil lidar com determinadas classes profissionais. Porque será que os médicos têm tanto medo do desemprego? Outras classes profissionais é que vão sofrendo na pele, o desemprego!

Friday, April 18, 2008

A formação em medicina em Portugal

Há já muitos anos que se fala na falta de médicos em Portugal. Há já alguns anos que se sabe que existem alunos portugueses a estudar medicina na República Checa e em Espanha. Finalmente, parece que o poder político em Portugal acordou para o problema:
  • O ministro do Ensino Superior, Mariano Gago, garantiu ontem que o número de vagas em medicina vai aumentar.

Mas, este "acordar" parece que tem obstáculos vários:

  • O anúncio do ministro do Ensino Superior surgiu depois de Manuel Sobrinho Simões, professor na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e um dos oradores da conferência, ter indicado que "não há capacidade" para as escolas portuguesas de medicina receberem mais alunos. "Atingiu-se o número máximo. Não conseguimos aguentar mais médicos nas faculdades de medicina clássicas", acrescentou.

Como? Não há cá instalações suficientes? Então, construam-se novas Universidades. Nós não temos petróleo ou ouro, que se saiba, mas ainda temos terrenos para construção e pessoas para estudar, porque é que se tem que optar por esta solução:

  • Sobre a possibilidade de o Governo português estabelecer acordos com escolas estrangeiras, Manuel Sobrinho Simões afirmou conceber a possibilidade de se estabelecer parcerias "com universidades espanholas de qualidade comprovada", rumo à formação em medicina de alunos portugueses.

Ás vezes parece que os portugueses estão demasiado adormecidos!

Tuesday, August 21, 2007

Medicina: a nova Era Ibérica


E ainda, em referência à mesma notícia: «Este ano, em que a nota mínima de acesso é de 8,4, matricularam-se 50 alunos portugueses».

Wednesday, December 06, 2006

Mais Médicos

O Conselho de Ministros de hoje, 6 de Dezembro de 2006, aprovou o seguinte:
  • Decreto-Lei que institui e regula um concurso especial para acesso ao curso de Medicina por titulares do grau de licenciado e fixa as áreas que devem integrar obrigatoriamente as provas de ingresso no curso de Medicina .
  • Este Decreto-Lei vem permitir que os licenciados, em qualquer área, que pretendam ingressar no curso de Medicina disponham de uma nova via, para além do regime geral de acesso e do concurso especial, para titulares de um curso superior.

É de louvar, esta medida governamental, sobretudo numa altura em que diversos especialistas em saúde repetem sistemáticamente que "há falta de médicos".

Nós pensamos que a falta de Médicos, nem é assim tanta. O problema é outro: há demasiados Médicos nos grandes centros e poucos Médicos no interior.

Mas, segundo diversas fontes, só a norte de Coimbra estão a trabalhar cerca de 3.000 Médicos Espanhóis.