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Tuesday, April 05, 2011

O maná

Os portugueses sempre tiveram jeito para descobrir negócios da China. Desde as especiarias da Índia, ao ouro do Brasil, passando pelo petróleo de Angola, os portugueses sempre se dedicaram muito à procura do "remédio universal".

Houve épocas em que tirar um curso, era sinal de vidinha feita. Depois, veio a moda das croissanterias. Mais tarde, o boom da construção civil.

Nos últimos anos, houve a corrida às licenciaturas na área da saúde. E paralelamente, começou a moda de querer ter filhos jogadores de futebol, e foi o bom e o bonito, com os papás a quererem ter os filhotes nos berçários dos clubes de futebol mais famosos.

Agora, o maná é este: A Universidade de Aveiro (UA) recebeu 1636 candidaturas para preencher as 40 vagas do novo curso de Medicina, que vai arrancar em Setembro. Na TSF, o reitor da UA confessou que a procura superou as expectativas.

Apenas uma pergunta singela, se há tanta falta de médicos, conforme dizem as respectivas corporações, e se há tantos candidatos, porque é que a vetusta Universidade de Aveiro só abre 40 vagazinhas para o exercício de feitiçaria moderna? Não deve ser por falta de espaço.

Saturday, June 28, 2008

Portugal provisório

Antes do 25 de Abril de 1974, existiam duas marcas de cigarro: os "definitivos" e os "provisórios". Longe de nós, fazermos publicidade a tabaco. Aliás, estas marcas já não existem há muito tempo e nós nunca fumamos.

Onde queremos chegar? A um Portugal eternamente adiado e provisório:
  • A Escola Superior de Saúde da Universidade de Aveiro espera há sete anos por novas instalações, já que as actuais são provisórias e inadequadas, lembrou o director Nelson Rocha na cerimónia de compromisso de 140 graduados.
  • O sucessivo adiamento da construção de um edifício para a instalação da Escola Superior de Saúde da Universidade de Aveiro (ESSUA) tem provocado uma "gestão atribulada de espaços inexistentes ou inadequados", lembrou Nelson Rocha.

O que é engraçado, ou talvez não, é que ninguém assume responsabilidade pelos adiamentos sucessivos:

  • A decisão de construir um edifício de raiz para instalar a ESSUA foi tomada há sete anos, mas "razões externas à Universidade " têm protelado o arranque de obras no pólo universitário do Crasso.

Mas, para variar, a esperança nesta terra não falta: O responsável pela ESSUA referiu ao JN que está confiante que a construção das novas instalações da ESSUA venha a ser contemplada com verbas do próximo quadro comunitário de apoio.

Até quando, a União Europeia continuará a ser o mecenas de um Portugal provisório e constantemente adiado?