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Sunday, November 24, 2013

Tontices

Portugal vive em situação de tontice há bastantes anos. Como os portugueses não têm demonstrado inteligência suficiente para se livrarem de políticos e de administradores do Estado tontos, a tontice tem estado a aumentar e até a roçar a absoluta irracionalidade. Isto é algo que nem um tonto imaginaria como possível: No próximo ano, os hábitos tabagísticos dos pais devem passar a ficar registados por escrito no Serviço Nacional de Saúde e no boletim infantil das crianças. Saber se os pais fumam em casa, no carro e quantos cigarros por dia são algumas das questões que vão ser colocadas, numa nova orientação defendida por vários especialistas em saúde pública.

Isto não é socialismo. Isto é algo perigoso. Isto é um atentado a todas as liberdades individuais. Se a moda pega, todos os portugueses vão ser cadastrados para saber se: 1) dormem com um ou mais companheiros; 2) quantas vezes vão ao McDonald's por mês; 3) quantas Coca-Colas consomem por semana; 4) quantas farinheiras ingerem por mês; etc.

Post Scriptum. Declaração de interesses: nunca fumámos, nem temos qualquer tipo de solidariedade com os fumadores.


Wednesday, May 23, 2012

SNS gratuito para estrangeiros

Sabemos há muito que o descontrolo no Estado é quase generalizado. Com excepção da recolha de impostos, quase tudo no Estado, não tem função de controlo. Isto acontece apenas pelo facto do contribuinte ainda aguentar uma das maiores cargas fiscais do mundo. Em Portugal, claro.

Contudo, nos "dias de Saigão", que Portugal vive, muita coisa se vai sabendo, que há poucos meses seria impensável: Uma dessas entidades foi a Direcção Geral da Saúde (DGS), organismo que contabilizou 18,3 por cento de mulheres de nacionalidade estrangeira que, em 2011, realizaram uma Interrupção de Gravidez (IG).

Vivemos o dealbar do fim de Portugal, ou da República. Até quando teremos que ver esta realidade agonizante?

Monday, December 06, 2010

Mais vale tarde do que nunca

Temos aqui sugerido várias extinções de serviços inúteis dentro do Ministério da Saúde. Um deles, pomposamente chamado "Alto Comissariado da Saúde". A Senhora Ministra da Saúde, ou talvez um emissário do Ministério das Finanças seguiu a nossa sugestão: O gabinete da ministra da Saúde aproveitou a demissão (Maria do Céu Machado) para anunciar que vai extinguir o Alto Comissariado para a Saúde e tudo indica que apenas terá antecipado uma decisão já tomada. O argumento é a necessidade de contenção.

Valham-nos os contabilistas, que apesar de serem cinzentões, acabam por serem os últimos guardiões dos cofres do reino!

Mas, não exultemos, porque afinal o que fazia o tal de "Alto Comissariado da Saúde" era tão pouco, mas consumia e vai consumir ainda em 2011, bastante: Esta (Plano Nacional de Saúde) era já praticamente a única função do Alto Comissariado. As coordenações de áreas como a sida, a saúde mental ou as doenças oncológicas já estavam sob tutela do Ministério. No seu Orçamento para 2011, este organismo contava com cerca de quatro milhões de euros em receitas dos jogos sociais para implementar o Plano Nacional de Saúde, uma despesa que se mantém.

Pior, quase de certeza, não deverá haver um único elemento do extinto "Alto Comissariado da Saúde", que fique sem poiso! Haverá sempre um hospital próximo, ou um qualquer Instituto Público, ou eventualmente uma assessoria numa ARS, onde os magníficos "extintos" vão poisar.

Deixamos aqui um desafio aos contabilistas do Ministério das Finanças: extinguir a bafienta Direcção Geral de Saúde.

Quem sabe!

Thursday, June 10, 2010

Poupar no farelo e estragar na farinha

  • Na sequência das medidas avançadas pelo Governo para reduzir a despesa, a DGS implementou um “conjunto de regras e boas práticas”, uma das quais se refere às deslocações em serviço que só serão autorizadas se forem consideradas “absolutamente necessárias”.
  • Segundo as novas regras, as chamadas telefónicas devem ser realizadas no menor tempo possível, “privilegiando-se a ligação para números de rede fixa em detrimento de números móveis”.
  • “Deve ser dado especial cuidado ao gasto excessivo de material de higiene (água, toalhetes, papel e sabonete)” e “cada trabalhador deve zelar pela poupança energética, desligando as luzes e equipamentos de climatização à hora do almoço e, no final do dia, desligando o computador, o monitor, o equipamento de climatização e as luzes do gabinete”.
  • Para racionalizar os custos, a DGS decidiu que a impressão de textos e outros documentos apenas deve ser realizada quando estritamente necessária e a impressão a cores deve ser utilizada a título excecional, assim como o recurso a fotocópias.

Estragar na farinha:

  • Farmácias estranham disponibilização de remédios gratuitos a todos os utentes, independentemente dos regimes de comparticipação.
  • Desde o dia 1 de Junho que o Estado está a comparticipar a 100% mais de mil medicamentos, sejam genéricos ou de marca, e a todas as pessoas, sejam pensionistas de baixos rendimentos, doentes crónicos ou utentes do regime geral. Este benefício tem abrangido todos os utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS) que adquiram um remédio numa farmácia com a devida receita médica.
  • A medida gerou alguma confusão nas farmácias, que estranharam a dispensa, em apenas oito dias, de uma grande quantidade de medicamentos gratuitos e a pessoas que geralmente não beneficiariam de comparticipações a 100%. 'Do que me recordo, o diploma do Governo falava em comparticipações a 100% apenas para os pensionistas de menores recursos e para os cinco remédios com preço de venda ao público mais baixos', refere o técnico de uma das farmácias visitadas pelo CM, acrescentando que essa medida já está a funcionar.
  • 'A sinvastantina 20-60 da Ratiopharm [genérico], que era gratuita para os idosos, passou a custar-lhes 7,40 euros', disse. O que estranhou foi nos antibióticos para o regime geral: 'O Clavamox DT 16, que é de marca, e o seu genérico da Mylan eram mais baratos para quem trazia a receita médica, mas agora são gratuitos e o mesmo aconteceu com o omeprazol'.

Monday, August 17, 2009

Conspiração ou Tamiflu?

Lemos isto: A autoridade sanitária suíça autorizou a prorrogação da data de validade do Tamiflu, o principal antiviral utilizado para combater o vírus da gripe A (H1N1). A Swissmedic aceitou a petição da farmacêutica helvética Roche, fabricante do Tamiflu, para aumentar de cinco para sete anos a vida útil do medicamento.

Estranho. Um medicamento com tão pequena vida útil no mercado, e logo é aceite o alargamento do seu prazo de validade. Dois anos. Sabendo-se, ainda para mais, que o Tamiflu apareceu para tratar preferencialmente a estirpe H1N5. Sabendo-se que a histeria geral vai ficar ao rubro dentro de momentos, lá para o Outono. Daqui por um mês.

Nada melhor do que esta afirmação, para verificarmos que há algo mais por detrás da "Gripe A": Não há Inverno sem gripe e no último Inverno tivemos 700 mil casos no País. Agora, poderemos ter mais do dobro.

E o pior é que o Senhor Director-Geral da Saúde, de Portugal, ainda diz isto: Mas morrem todos os anos 105 mil portugueses e ninguém se interessa em saber o porquê ou colaborar numa perspectiva pedagógica e educativa para fazer com que os portugueses adoptem comportamentos e possam evitar problemas que antecipam a morte.

Como? O Director-Geral da Saúde anda muitíssimo preocupado com a "Gripe A", mas diz que ninguém se interessa em saber porque morrem 105.000 portugueses anualmente? O problema é que nem o Director-Geral da Saúde sabe porque morrem os tais 105.000 portugueses.

Friday, January 02, 2009

Vitória contra o tabaco

Quase assistimos à perseguição dos fumadores, desde a introdução da nova Lei do Tabaco. Contudo, fumar faz mal, e é preciso combater esse vício, de todas as formas possíveis.

Os resultados deste combate recente são bons: Num balanço sobre os primeiros 10 meses desde a entrada em vigor da Lei do Tabaco, o director-geral de saúde revelou um estudo que indica que o número de cigarros vendidos em Portugal sofreu uma queda de 13,5 por cento.

A Direcção Geral de Impostos é que não deve estar a gostar da brincadeira!

Sunday, December 28, 2008

A gestão do caos

Todos os sectores têm situações críticas. Todos os sectores sofrem com a falta de clientes ou com o seu excesso. É normal. Contudo, na moderna gestão das organizações, convém tentar arranjar alguma forma de evitar a falta de clientes ou o seu excesso.

A saúde não é excepção. Mas, pelo menos, de falta de clientes, o sector da saúde não se queixa. Tudo isto, a propósito disto: Sexta-feira, registaram-se 37 mil episódios de urgência (17 mil em hospitais e 20 mil em centros de saúde), um afluência quase duas vezes superior ao normal, e ontem 20 mil pessoas acorreram aos serviços públicos de saúde (13 mil em hospitais e 17 mil em centros de saúde).

E disto: Mariana Martins esteve 25 horas à espera que o seu marido fosse atendido. Chegou às urgências do Hospital Amadora-Sintra às 10.00 de sexta-feira e só às 11.00 de ontem foi visto pelo médico. "O meu marido estava com falta de ar, só há duas horas [às 11.00] é que foi atendido e vai ficar internado", conta ao DN Mariana Martins, depois de uma noite passada no banco da sala de espera do hospital.

Mas, parece que tudo se foi resolvendo: Estamos a acompanhar a situação de perto e a comunicá-la à ministra da Saúde. Por detrás desta afluência está ainda uma epidemia de gripe moderada. Mas esperamos que as pessoas percebam que uma gripe não é uma doença grave e que não devem ir às urgências.

Mas, o pior, mesmo muito mau foi isto: Mário Carreira aconselha a que os utentes que sintam sintomas de gripe procurem os centros de saúde, a linha Saúde24, e as farmácias "em busca de aconselhamento sobre o que devem fazer nessas circunstâncias" e evitem as urgências hospitalares.

E para fechar os dislates: A Direcção-Geral da Saúde (DGS) aconselhou os utentes, que sintam sintomas de gripe, a recorrerem às urgências hospitalares apenas em «necessidade absoluta», uma vez que podem «entupir» o serviço e agravar a expansão da doença.

Até parece que Portugal está em guerra! Ou que existe alguma catástrofe natural! Ainda ouvimos o Senhor da DGS aconselhar a auto-medicação e o auto-diagnóstico. Mas, os Técnicos Superiores do Ministério da Saúde conhecem o país que dirigem?

Monday, May 12, 2008

O SNS em fatias

A prestação de serviços de saúde às populações é um direito constitucional. Contudo, para além dos recentes e vergonhosos casos dos acordos com Cuba para resolução de cirurgias às cataratas, há outras fatias do SNS que só existem para quem tem dinheiro.

Pior, os políticos adoram vir dizer que é a primeira vez que fazem isto ou aquilo, mesmo que saibam que mentem com a boca toda! O actual Primeiro Ministro e o antigo Ministro da Saúde, Correia de Campos, vieram pomposamente anunciar a cobertura de serviços de saúde dentário a determinadas franjas da população, como sejam idosos e grávidas. Quando se foi ver quantos portugueses tinham a tal "esmola" (um cheque - dentista no valor de 120 euros), viu-se que apenas cobria cerca de 200.000 pessoas! Claro que José Sócrates, para além de gostar de dizer que é o primeiro em tudo, vem ainda dizer que o que "dá" é sempre mais do que os outros "deram" e que não pode "dar" mais!

Bem, e depois ainda temos que ler isto: A Direcção-geral de Saúde admite o alargamento do programa de saúde oral para grávidas, mas pretende primeiro ver quais são as necessidades destes grupo de pessoas.

E isto: A Direcção-geral de Saúde admite alargar o programa de saúde oral para grávidas, que prevê actualmente um máximo de três cheques-dentista, mas que também prevê que a grávida fica livre de lesões activas de cárie dentária.

Seria melhor que se assumisse claramente o quê que as pessoas têm direito e não andarmos atrelados a princípios de uma Constituição de República que dizem que ainda existe!

Monday, March 24, 2008

Prós e Contras

Na saúde, como na vida, uns dias dão-se passos à frente, outros dias regride-se.

  • O director-geral de Saúde assinalou a tendência de descida que se está a verificar na incidência da tuberculose em Portugal. Em declarações à TSF, Francisco George revelou que se verificou uma descida de 14 por cento nos casos desta doença em portugal em relação a 2006.

Contras:

  • Os dados da Direcção-Geral da Saúde (DGS) indicam que, de um total de 12.767 mortos por “sinais, sintomas e afecções mal definidas”, ou seja, por causa desconhecida, apenas 6802 foram autopsiados.

Wednesday, February 20, 2008

O fumo dos carros e o fumo do tabaco

Não fumamos, mas somos contra o imenso fundamentalismo que por aí vai contra quem fuma. Se é assim tão mau fumar, proiba-se a venda de tabaco! Não se persiga quem fuma e paga imenso de impostos, que o Estado não rejeita.

Lemos esta notícia: City pollution from car exhausts could be causing heart damage, say scientists, who have also found increasing evidence linking smoke from fires and tobacco to heart attacks, cardiovascular disease and clogged arteries.

Ou seja, o fumo do tabaco faz mal. O fumo originado nos automóveis faz também muito mal. Será que a Direcção Geral de Saúde (DGS) vai proibir a circulação de automóveis, também!

Vejamos mais dados daquela notícia:
  • "In rapidly modernising regions, environmental regulations are frequently avoided in the interest of improving economic growth," said Matt Campen, of the Lovelace Respiratory Research Institute in Albuquerque, New Mexico. "Thus, the global cardiovascular health burden from air pollution is likely to escalate dramatically over the coming decades."
  • PAHs are produced when substances such as coal, tobacco, or wood are burned, and many of the larger types are carcinogenic. The smallest PAH molecules have normally been ignored but Incardona's research shows these chemicals, found in oil, are toxic to the developing hearts of zebrafish, a standard model for the effects of chemicals on human hearts.

Pronto, a DGS e a ASAE não vão permitir a circulação automóvel e a utilização de lareiras!

Friday, September 28, 2007

Tomar a vacina ou beber um copo de água!

A vacina da gripe tem tido uma adesão progressiva, sobretudo no que toca aos mais velhos. As Autoridades estão sucessivamente a recomendar que as pessoas se protejam contra a gripe, tomando a vacina, nesta altura de Outono.

Mas afinal, parece que os aspectos positivos que a vacina contra a gripe traz, não são grande coisa. Se não, vejamos o que aqui nos dizem: O grupo coordenado por Lone Simonsen, da George Washington University (EUA), afirma que "as evidências são insuficientes para indicar os benefícios reais contra a mortalidade - se é que existem alguns - associados à vacinação dos idosos".

Então para que serve a vacina? Diz a Senhora Sub-Directora Geral de Saúde: A subdirectora-geral considera, por isso, que "por pequena que seja, é protecção" e, por isso, a sua administração é uma escolha "racional", considera.

Mas, vale a pena tomar a vacina, ou está-se a suportar apenas um ou vários Laboratórios farmacêuticos, que comercializam a vacina?

Pior, até por cá, parece que existem estudos que comprovam a pouca eficácia da vacina: O estudo, coordenado por Baltazar Nunes, e que analisou dados de 1998 a 2007, mostra que não há uma tendência de melhoria definida no tempo.

Apesar disto tudo, é com incredulidade que lemos isto: Este ano, o objectivo é vacinar mais 10% dos idosos, passando a abranger 60% e chegar a 100% da população dos lares.

Tomar a vacina ou beber um copo de água, será o mesmo? Não estaremos a falar de um placebo?

Sunday, August 19, 2007

Tuberculose em Portugal, no Século XXI

O SNS está associado a muitos exitos alcançados na saúde, em Portugal, como por exemplo, o aumento da esperança média de vida e a baixa taxa de mortalidade infantil.

Mas, há também lados muito negros associados à prestação do SNS: a taxa de SIDA/ Aids, que é das maiores da Europa, e também a persistente tuberculose.

Vejamos esta notícia dantesca: A incidência da tuberculose entre os funcionários do Hospital de S. João (HSJ), no Porto, é quase seis vezes a taxa nacional da doença entre profissionais de saúde.

E os detalhes são ainda mais elucidativos:
  • Com uma taxa de 260 casos por cem mil, o HSJ ressente-se do facto de estar inserido no distrito português com mais casos de tuberculose no país, 45,4 por cem mil habitantes, contra 29,4 para todo o país.

  • Ora, se o distrito do Porto tinha uma incidência de 45,4 no ano passado, os funcionários hospitalares deveriam revelar uma taxa de 68. Mas atingiram os 260 por cem mil.

  • A tuberculose entre profissionais de saúde apresenta uma taxa de 11 por cem mil na Escócia, 45 em Portugal e 400 em Hong Kong. O que coloca o HSJ perto dos níveis asiáticos, sobretudo se atentarmos nos números de 2005, ano em que ocorreu um surto no serviço de otorrinolaringologia a taxa de incidência chegou aos 420 casos por cem mil!

  • Em 4172 pessoas rastreadas (num universo de 5100 funcionários cuja rotação dificulta a avaliação a 100%), 1694 revelaram prova positiva de tuberculina. Ou seja, em algum momento da vida, 40% dos profissionais do HSJ contactaram com o bacilo, fosse por infecção assintomática, fosse por já ter tido tuberculose activa, fosse por ter recebido a vacina do BCG recentemente (que faz com que fiquem traços do bacilo no organismo durante cinco a dez anos).

A situação é muito grave, mas para um Alto Funcionário da Direcção Geral de Saúde, parece que a situação é comezinha: O número não é visto por Torres da Costa (Coordenador do Programa Nacional de Luta Contra a Tuberculose) como assustador desses, apenas 12 apresentam risco significativo de ter tuberculose activa, por terem sido infectados há menos de dois anos.

Coitados dos portugueses, que caiem nas mãos de Altos Funcionários, como este.

Friday, August 17, 2007

Direcção Geral de Saúde?

Ouvimos uns ruídos sobre "redes de alta tensão". São mais uns ruídos. Há tantos ruídos: as maternidades que fecham; os "contratados a termo" que não lhes renovam os contratos; as urgências que encerram; os SAP's que apesar de não terem a visita do Ministro, não se podem fechar mais depressa; tanto ruído!

Agora, voltamos a ouvir o ruído das "redes de alta tensão". E veja-se quem vem falar sobre isto: Dois estudos sobre exposição aos campos electromagnéticos (CEM), publicados no site da Direcção-Geral de Saúde, frisam que a ciência ainda não conseguiu provar a relação entre essa exposição e o registo de problemas de saúde, mas recomendam cuidado, especialmente com as crianças.

Pensamos nós, mas a Direcção-Geral de Saúde (DGS) diz que não conseguiu provar a relação, mas recomenda em simultâneo cuidado com as crianças! Então, há ou não há relação? Há com as crianças? E não há com os adultos?

Mas, não ficamos por aqui, reparem nesta monstruosidade: Um dos documentos, denominado "Exposição da População aos Campos Electromagnéticos" — elaborado por uma comissão interministerial a pedido do Governo, há já quatro anos, na sequência do Despacho Conjunto nº 8/2002, de 7 de Janeiro de 2002 — conclui que "a avaliação da exposição revela-se particularmente difícil na epidemiologia dos efeitos na saúde".

Então, o estudo foi solicitado há 4 anos, e só agora viu a luz do dia? 4 anos? 4 anos, para dizer que não há relação? E para as crianças terem cuidado?

Ficamos felizes, porque pelo menos, temos a União Europeia a olhar pela nossa saúde: O documento refere ainda que, segundo uma recomendação elaborada pelo Conselho da União Europeia, datada de 1999, os Estados são obrigados a ter em conta limites na exposição das populações e a disponibilizar informação sobre os efeitos dos CEM.

E no tal documento a DGS remata, desta forma desastrada: Foi também recomendado o incentivo à investigação mais apurada nesta área.

Direcção Geral de quê? Coitados dos habitantes de São Marcos (Sintra) e de Guimarães, que têm a passar-lhes por cima das suas casas, as "redes de alta tensão" da REN!

Wednesday, April 11, 2007

Evoluções da saúde em Portugal

Agora, que o país político vive outros dramas, o sector da saúde, tem menos holofotes da comunicação social.

Assim, registamos algumas evoluções, como seja um anúncio realizado pelo Director Geral de Saúde, de que os Médicos terão que declarar obrigatóriamente, mais doenças do que faziam no passado: O número de doenças de declaração obrigatória vai aumentar, para que se possa traçar um mapa real das doenças em Portugal.

É caso para dizer, de que mais vale tarde do que nunca! Pois a situação actual, remonta a, e não se pasme, 1949! Se não vejamos: A lei-quadro de vigilância epidemiológica data de 1949 e as formas de declaração, através de correio e papel, não foram modificadas.

É caso para dizer, que Portugal ainda anda à velocidade do pós-Guerra!

Mas, não nos podemos entusiasmar muito, pois que: Francisco George disse ao DN que "estão a decorrer trabalhos que visam a remodelação do diploma. A proposta de lei tem de ser aprovada ainda este ano".

Mas, as mudanças quando forem feitas, terão efeitos benéficos: não serão só as doenças infecciosas a ser notificadas, como a tuberculose ou a sida, mas também "doenças crónicas, oncológicas e fenómenos como as ondas de calor, que têm efeitos na saúde pública".

Nós sabemos, o quão difícil é investigar na área da saúde, em Portugal!

Tuesday, March 13, 2007

Causas de Morte

É absolutamente inacreditável, a forma como se trata a informação sobre a morte em Portugal. Basta ter um caso próximo, de algum familiar ou amigo falecido, para se perceber, que a causa de morte, que será inscrita no "Óbito", será a primeira que ocorrer!

Este facto é absolutamente inacreditável, por duas razões:
  1. O tratamento da informação é vital para melhoria futura da qualidade dos cuidados de saúde, não se compreendendo o desleixo com que a tarefa é encarada.
  2. Quem preenche tais "requisitos" é altamente qualificado, pelo que não se compreende o desinteresse e a incompreensão pelo cumprimento de tal tarefa.

Tudo isto a propósito disto: Os ministérios da Saúde e da Justiça vão criar um sistema para apurar as causas da morte em Portugal e perceber porque é que há mais óbitos no Inverno, cerca de 13 mil, contra 8 mil nos meses de Verão.

Num país, em que se fala e promove o "Plano tecnológico", nem acreditamos ao ler isto: «Temos um sistema reconhecidamente difícil e estamos, neste momento, a trabalhar com os serviços que dependem do ministério da Justiça, para mudar o sistema de registo de óbitos no nosso país», anunciou Francisco George. E mais isto: A Direcção-geral de Saúde vai assim passar a receber informações da Conservatórias do Registo Civil, «muito provavelmente» CDs e DVDs com imagens dos «próprios certificados de óbitos», adiantou.

As pessoas que estão à frente dos Organismos do Estado, ao mais alto nível, ainda não perceberam (jamais perceberão), o que são sistemas de informação.

Triste, muito triste!