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Friday, October 09, 2009

Tuberculose: a batalha continua

Enquanto o aparato mediático do Ministério da Saúde se entretém com a Gripe A, a tuberculose ainda não está domada: A incidência da tuberculose em Portugal continua a baixar sustentadamente, embora o país continue a ter, juntamente com a Espanha, a mais elevada taxa da União Europeia.

Para mal dos nossos pecados, arranjam-se sempre algumas desculpas, em vez de soluções que tragam melhores resultados: Ramalho de Almeida considera que esta situação se deve ao facto de «em Portugal a tuberculose ter começado a ser controlada mais tarde do que na generalidade dos restantes países da União Europeia».

Monday, March 23, 2009

Tuberculose

Fonte: aqui.

Monday, March 24, 2008

Prós e Contras

Na saúde, como na vida, uns dias dão-se passos à frente, outros dias regride-se.

  • O director-geral de Saúde assinalou a tendência de descida que se está a verificar na incidência da tuberculose em Portugal. Em declarações à TSF, Francisco George revelou que se verificou uma descida de 14 por cento nos casos desta doença em portugal em relação a 2006.

Contras:

  • Os dados da Direcção-Geral da Saúde (DGS) indicam que, de um total de 12.767 mortos por “sinais, sintomas e afecções mal definidas”, ou seja, por causa desconhecida, apenas 6802 foram autopsiados.

Sunday, August 19, 2007

Tuberculose em Portugal, no Século XXI

O SNS está associado a muitos exitos alcançados na saúde, em Portugal, como por exemplo, o aumento da esperança média de vida e a baixa taxa de mortalidade infantil.

Mas, há também lados muito negros associados à prestação do SNS: a taxa de SIDA/ Aids, que é das maiores da Europa, e também a persistente tuberculose.

Vejamos esta notícia dantesca: A incidência da tuberculose entre os funcionários do Hospital de S. João (HSJ), no Porto, é quase seis vezes a taxa nacional da doença entre profissionais de saúde.

E os detalhes são ainda mais elucidativos:
  • Com uma taxa de 260 casos por cem mil, o HSJ ressente-se do facto de estar inserido no distrito português com mais casos de tuberculose no país, 45,4 por cem mil habitantes, contra 29,4 para todo o país.

  • Ora, se o distrito do Porto tinha uma incidência de 45,4 no ano passado, os funcionários hospitalares deveriam revelar uma taxa de 68. Mas atingiram os 260 por cem mil.

  • A tuberculose entre profissionais de saúde apresenta uma taxa de 11 por cem mil na Escócia, 45 em Portugal e 400 em Hong Kong. O que coloca o HSJ perto dos níveis asiáticos, sobretudo se atentarmos nos números de 2005, ano em que ocorreu um surto no serviço de otorrinolaringologia a taxa de incidência chegou aos 420 casos por cem mil!

  • Em 4172 pessoas rastreadas (num universo de 5100 funcionários cuja rotação dificulta a avaliação a 100%), 1694 revelaram prova positiva de tuberculina. Ou seja, em algum momento da vida, 40% dos profissionais do HSJ contactaram com o bacilo, fosse por infecção assintomática, fosse por já ter tido tuberculose activa, fosse por ter recebido a vacina do BCG recentemente (que faz com que fiquem traços do bacilo no organismo durante cinco a dez anos).

A situação é muito grave, mas para um Alto Funcionário da Direcção Geral de Saúde, parece que a situação é comezinha: O número não é visto por Torres da Costa (Coordenador do Programa Nacional de Luta Contra a Tuberculose) como assustador desses, apenas 12 apresentam risco significativo de ter tuberculose activa, por terem sido infectados há menos de dois anos.

Coitados dos portugueses, que caiem nas mãos de Altos Funcionários, como este.

Sunday, March 18, 2007

Tuberculose, outra vez!

O SNS português, tem muitos defeitos, mas tem atingido algumas marcas positivas, mesmo a nível mundial, como sejam: a diminuição da mortalidade infantil e o aumento da esperança média de vida.

Contudo, há muito ainda a fazer. Por exemplo, não compreendemos como é que a tuberculose volta a ser uma doença com níveis preocupantes: Em Portugal, a incidência de tuberculose é três vezes superior à média europeia, com 34 casos por cada 100 mil pessoas.

Tuberculose? Porquê? Serão outra vez, as graves condições de pobreza de parte significativa da população? Será que o SNS já só assiste aqueles que são mais informados e educados? Será que o SNS não sabe comunicar com os mais pobres?

Será que estamos, em Portugal, numa fase de inexorável pobreza?