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Saturday, July 17, 2010

O atestado de pobreza

Nos tempos idos de Salazar/Caetano havia um documento hediondo e sinistro, apelidado pelo Regime em questão de "atestado de pobreza". Servia para que os mais desprevenidos pudessem aceder a pequeníssimas benesses.

Hoje, num Estado que suporta a falência de bancos, como o BPN, que custou aos contribuintes biliões de euros, chega-se a tomar esta medida:
  • As doses de vacinas contra a gripe sazonal vão ser administradas gratuitamente aos pensionistas mais pobres, à semelhança do apoio que o Estado já dá a este grupo de idosos na comparticipação de medicamentos a 100%.

Claro que cada idoso, terá que ter um qualquer documento que comprove que tem uma pensão miserável (bem abaixo do salário mínimo nacional), que não tem activos imobiliários ou mobiliários, e provavelmente, que os seus filhos também serão pobres.

É o renascer do "atestado de pobreza" do sinistro regime de Salazar/Caetano.

Como se vai escrevendo por aí, "cheira a fim de regime"! Pelo menos, esperemos que o próximo seja democrático.

Post Scriptum: mas estas vacinas da gripe vieram por troca das vacinas da Gripe A da Dra. Jorge (O Ministério da Saúde chegou a acordo com a GlaxoSmithKline (GSK) para trocar um milhão de vacinas da gripe A por 900 mil doses de vacinas da gripe sazonal).

Wednesday, October 28, 2009

Vacinas em refugo?

Será isto verdade, Dr. George e Dra. Jorge: A vacina que está a ser usada em Portugal contra a gripe A não foi aprovada pelos Estados Unidos por conter substâncias na sua composição que podem alegadamente causar danos à saúde dos que a tomam?

Será que a vacina comprada pelo Ministério da Saúde, tem mesmo defeito? Parece que sim: a vacina escolhida pela Agência Europeia do Medicamento para ser usada em todos os Estados membros, é a Pandemrix. No entanto, nos EUA, a Pandemrix não foi aprovada porque contém uma substância, o escaleno, que alegadamente provoca a alteração do sistema imunitário.

Lá teremos que voltar aos "folhetins diários do Dr. George e Dra. Jorge".

Se a Dra. Jorge e o Dr. George não tivessem transformado um problema de saúde pública, numa pandemia, estes assuntos não estariam a ter este tipo de impacto.

Tuesday, May 05, 2009

A fanfarronice de Correia de Campos

Correia de Campos adora estar nos media. Correia de Campos adora os cadeirões do poder. Correia de Campos gosta de se mostrar. Vejamos (edição de 5 de Maio de 2009) no que dá, esta ansia de protagonismo: Se se tivesse concretizado o investimento anunciado em Janeiro de 2006 por três ministros e um secretário de Estado, Portugal pertenceria hoje ao restrito número de países do mundo com capacidade de produzir vacinas antigripais.

Em 2006, lá estava para aparecer no telejornal do dia: Correia de Campos, Manuel Pinho e Mariano Gago a assistir à assinatura do protocolo de entendimento entre a Medinfar e a Agência Portuguesa para o Investimento.

E agora, o que diz o sempre presente Correia de Campos: Segundo o relato do ex-ministro, foram os responsáveis da empresa que manifestaram ao Governo a intenção de avançar para uma fábrica que pudesse produzir 800 mil vacinas por ano para a gripe sazonal e que, ao mesmo tempo, estivesse desde logo preparada para readaptar a sua produção às necessidades de responder a uma pandemia, assim que fosse conhecida a estirpe do vírus em causa. "Nós só nos podíamos associar a esta intenção, já que não investíamos um cêntimo, e apenas nos comprometíamos a comprar, em caso de pandemia, as vacinas que ali fossem produzidas, e a preço de mercado", sublinhou.

Para nós, só faz sentido inaugurar algo, quando algo está pronto a funcionar. Ou se quiserem, quando algo está a começar a ser construído. Para Correia de Campos e também para José Sócrates, a ansia de mostar coisas é tanta, que até se prestam ao triste espectáculo de irem atrás de boas intenções. Mas, como se costuma dizer, de boas intenções está o inferno cheio!

Friday, September 28, 2007

Tomar a vacina ou beber um copo de água!

A vacina da gripe tem tido uma adesão progressiva, sobretudo no que toca aos mais velhos. As Autoridades estão sucessivamente a recomendar que as pessoas se protejam contra a gripe, tomando a vacina, nesta altura de Outono.

Mas afinal, parece que os aspectos positivos que a vacina contra a gripe traz, não são grande coisa. Se não, vejamos o que aqui nos dizem: O grupo coordenado por Lone Simonsen, da George Washington University (EUA), afirma que "as evidências são insuficientes para indicar os benefícios reais contra a mortalidade - se é que existem alguns - associados à vacinação dos idosos".

Então para que serve a vacina? Diz a Senhora Sub-Directora Geral de Saúde: A subdirectora-geral considera, por isso, que "por pequena que seja, é protecção" e, por isso, a sua administração é uma escolha "racional", considera.

Mas, vale a pena tomar a vacina, ou está-se a suportar apenas um ou vários Laboratórios farmacêuticos, que comercializam a vacina?

Pior, até por cá, parece que existem estudos que comprovam a pouca eficácia da vacina: O estudo, coordenado por Baltazar Nunes, e que analisou dados de 1998 a 2007, mostra que não há uma tendência de melhoria definida no tempo.

Apesar disto tudo, é com incredulidade que lemos isto: Este ano, o objectivo é vacinar mais 10% dos idosos, passando a abranger 60% e chegar a 100% da população dos lares.

Tomar a vacina ou beber um copo de água, será o mesmo? Não estaremos a falar de um placebo?