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Sunday, February 28, 2010

Informatização do papel

More than one-and-a-half million hospital records in Bristol stored on paper over the past 50 years are to be transferred on to computer.

The task is expected to last four years but ultimately should speed up access to patients' medical records. At present the records are stored in a warehouse at a secret location in the city but will eventually be transferred on to a system at Southmead Hospital. It is hoped having notes accessible will make treatment much safer.

Neurosurgeon Mike Carter said at present he could access brain scans of patients who may be hundreds of miles away. Until now he has had to rely on written notes for details of their treatments. "At present sometime we have to wait a long time to get records from other hospitals. "Once we become computerised we should have access to these instantaneously which I think will help patient management, make it a lot more efficient and I think a lot safer as well," he added.

Wednesday, August 29, 2007

Parabéns ao Hospital do Barreiro

Sem informação de gestão, não é possível hoje, gerir organizações complexas e com dimensão. Já não estamos nos anos 50 ou 60. Quem pensa que consegue controlar a operação das organizações através de "carimbos", "papelinhos" e "vinhetas", está ultrapassado, e ele próprio tem que ser "arquivado" como o "papelinho".

Gostamos de iniciativas como esta: O Hospital Nossa Senhora do Rosário será o primeiro no país, depois do sistema estar totalmente implementado, a ter um armazenamento de stocks computadorizado em todos os serviços da unidade médica.

Mas, parabéns, só por se informatizar uma parte do Hospital? Evidentemente, que sim. Tem que se começar por algum lado. Não se pode é parar.

Vejamos alguns detalhes desta informatização e automatização de processos:
  • Esta nova organização requer montar novos armários, redimensionar as caixas de medicamentos e materiais e alterar a organização dos espaços para que tudo esteja acessível em pouco tempo.
  • «Com este sistema saberemos quem retirou o medicamento ou material, a que horas, para quê e quando o fez, o que nos permite ter os stocks controladíssimos, visto que os serviços são repostos de acordo com níveis definidos», adiantou Vanessa Paulino (Directora do Serviço de Aprovisionamento).
  • «Deixará de haver problemas de stock, tais como faltar alguma coisa ou haver material a mais que terá de ser devolvido por estar fora da validade, visto que todos os stocks serão repostos diariamente», garantiu a directora do departamento de aprovisionamento.
  • O custo total de alteração dos produtos, armários e sistemas ronda os 200 mil euros, um investimento que, segundo Vanessa Paulino, será recuperado, «na pior das hipóteses, em 15 meses».

Era bom, que exemplos como este frutificassem, e não metessem medo às pessoas. Não há que ter medo, da mudança, da inovação e da qualidade dos serviços.

Wednesday, April 11, 2007

Evoluções da saúde em Portugal

Agora, que o país político vive outros dramas, o sector da saúde, tem menos holofotes da comunicação social.

Assim, registamos algumas evoluções, como seja um anúncio realizado pelo Director Geral de Saúde, de que os Médicos terão que declarar obrigatóriamente, mais doenças do que faziam no passado: O número de doenças de declaração obrigatória vai aumentar, para que se possa traçar um mapa real das doenças em Portugal.

É caso para dizer, de que mais vale tarde do que nunca! Pois a situação actual, remonta a, e não se pasme, 1949! Se não vejamos: A lei-quadro de vigilância epidemiológica data de 1949 e as formas de declaração, através de correio e papel, não foram modificadas.

É caso para dizer, que Portugal ainda anda à velocidade do pós-Guerra!

Mas, não nos podemos entusiasmar muito, pois que: Francisco George disse ao DN que "estão a decorrer trabalhos que visam a remodelação do diploma. A proposta de lei tem de ser aprovada ainda este ano".

Mas, as mudanças quando forem feitas, terão efeitos benéficos: não serão só as doenças infecciosas a ser notificadas, como a tuberculose ou a sida, mas também "doenças crónicas, oncológicas e fenómenos como as ondas de calor, que têm efeitos na saúde pública".

Nós sabemos, o quão difícil é investigar na área da saúde, em Portugal!

Tuesday, March 13, 2007

Causas de Morte

É absolutamente inacreditável, a forma como se trata a informação sobre a morte em Portugal. Basta ter um caso próximo, de algum familiar ou amigo falecido, para se perceber, que a causa de morte, que será inscrita no "Óbito", será a primeira que ocorrer!

Este facto é absolutamente inacreditável, por duas razões:
  1. O tratamento da informação é vital para melhoria futura da qualidade dos cuidados de saúde, não se compreendendo o desleixo com que a tarefa é encarada.
  2. Quem preenche tais "requisitos" é altamente qualificado, pelo que não se compreende o desinteresse e a incompreensão pelo cumprimento de tal tarefa.

Tudo isto a propósito disto: Os ministérios da Saúde e da Justiça vão criar um sistema para apurar as causas da morte em Portugal e perceber porque é que há mais óbitos no Inverno, cerca de 13 mil, contra 8 mil nos meses de Verão.

Num país, em que se fala e promove o "Plano tecnológico", nem acreditamos ao ler isto: «Temos um sistema reconhecidamente difícil e estamos, neste momento, a trabalhar com os serviços que dependem do ministério da Justiça, para mudar o sistema de registo de óbitos no nosso país», anunciou Francisco George. E mais isto: A Direcção-geral de Saúde vai assim passar a receber informações da Conservatórias do Registo Civil, «muito provavelmente» CDs e DVDs com imagens dos «próprios certificados de óbitos», adiantou.

As pessoas que estão à frente dos Organismos do Estado, ao mais alto nível, ainda não perceberam (jamais perceberão), o que são sistemas de informação.

Triste, muito triste!

Sunday, February 04, 2007

IGIF: demasiado MAU!

O Ministério da Saúde decidiu solicitar mais um "diagnóstico" a uma Consultora, tendo como objecto, desta vez, a "Definição do Programa de Transformação dos sistemas de Informação da Saúde".

O que lemos é tão confrangedor, que até nos dói a alma! Tanta é a incompetência espelhada em tal "diagnóstico". E o que nos dói mais, é que o Responsável máximo da Saúde, já é conhecedor deste "diagnóstico" há muitos anos, e nada fez para mudar a situação!

Apenas, e agora, um primeiro resumo:

Cerca de 66% dos dirigentes (do IGIF) não tem competências no domínio dos fundamentos tecnológicos avaliados. Só 8% tem competencias sólidas nesta área e são do Porto. Os dirigentes de Lisboa, o máximo que obtém na avaliação dos fundamentos tecnológicos é "competência mínima".Cerca de 60% dos técnicos tem competências nulas ou mínimas, no domínio dos fundamentos tecnológicos avaliados. Cerca de 21% tem competências sólidas nesta área e são fundamentalmente do Porto. Cerca de 74% dos técnicos de Lisboa tem competências nulas ou mínimas, no domínio dos fundamentos tecnológicos avaliados.

Infelizmente, sabíamos que a situação era assim. Tememos, que daqui por 2 ou 3 anos, assim continue!

Tuesday, January 23, 2007

A internet na saúde

Para nós, a Internet veio para ficar e ficou mesmo. Ignorá-la ou retardá-la, só custará insatisfação e recursos.

A situação actual, nos hospitais portugueses, não é má, mas poderia ser muito melhor. Senão vejamos:

Contudo, dos Hospitais com ligação à Internet, 22,8% praticaram alguma actividade de Telemedicina. E, A troca interna de imagens médicas apresenta-se informatizada em 30,3% dos Hospitais portugueses e um pouco mais de metade (54,5%) informatizou a gestão de listas de espera.

Para nós, que fazemos parte da OCDE e da UE, deveríamos ter no mínimo, 100% dos hospitais informatizados, mas com funcionalidades reais, que não apenas com o registo de que tem banda larga ou não!

O choque tecnológico, é uma miragem!

Wednesday, December 13, 2006

A doença crónica e a sua gestão

Ninguém gosta de ficar doente. Ainda menos, ser ou vir a ser doente crónico. O Senhor Ministro da Saúde proferiu um discuro no 1º Fórum Nacional do Doente Crónico. Extraimos alguns trechos:
  • Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), as doenças crónicas representam mais de 60 por cento da morbilidade mundial.
  • o fardo das doenças crónicas recai mais fortemente sobre os grupos de mais baixo nível sócio-económico.
  • os mais desfavorecidos tendem, não só, a ter maior probabilidade de serem doentes crónicos, mas ainda doentes mais doentes.

Depois, o Senhor Ministro elenca as exigências para melhorar o tratamento dos doentes crónicos:

  • identificação eficaz dos doentes com patologia crónica, do seu risco clínico e das suas necessidades.
  • Programas de educação para os doentes crónicos, adaptados às características em termos de nível educacional, dos cidadãos a que se destinam.
  • Informação generalizada à população sobre os factores de risco das doenças crónicas.
  • Boa acessibilidade aos Cuidados de Saúde Primários (CSP).
  • Adequada referenciação entre os CSP e os cuidados hospitalares, ou para os cuidados continuados, e coordenação efectiva dos cuidados, independentemente da entidade prestadora.
  • Sistemas integrados de registo clínico.
  • Acesso equitativo a fármacos e meios indispensáveis para a auto-vigilância.
  • E… flexibilidade, ou seja, capacidade, por parte dos profissionais que acompanham os doentes crónicos, e do próprio sistema de saúde, de adequarem as intervenções de gestão da doença, ao nível de complexidade e risco de cada situação crónica concreta.

O Ministério da Saúde tem uma longa lista de objectivos a concretizar, face às necessidades referidas. Nós sugerimos alguns trabalhos ao Ministério da Saúde:

  • Para que exista um sistema de referenciação, seria necessário existirem dois ou três aspectos fundamentais: pessoal altamente qualificado em termos de orientação para o consumidor da saúde; sistemas de informação integradores.
  • Para montar um sistema de informação integrado, entre hospitais, centros de saúde e outros serviços de saúde, serão necessários vários anos, para que um sistema destes esteja minimamente efectivo.
  • Para que o sistema de saúde seja flexível, e o seu pessoal ajustado a essa necessidade, seria necessário, qualificar os vários tipos de profissionais da saúde. Neste aspecto, vimos grandes dificuldades, pois para um sistema de saúde ser flexível, necessita que as pessoas que nele trabalham sejam orientadas para o cliente.

Mas, o Ministro concluiu o seu discurso com esta mensagem: "Contam com o apoio de um Governo que está aberto à mudança, que sinaliza as boas práticas e que incentiva a inovação na gestão". Ainda bem, dizemos nós!

Sunday, November 05, 2006

Electronic Health Records

Em experiência recente que tivemos numa urgência de um hospital do Serviço Nacional de Saúde (SNS), continuamos a verificar a falta de informática ou se quiserem, de gestão de informação, no atendimento aos doentes. Seria um elemento tão facilitador, o facto de haver registo dos doentes e de todas as operações inerentes ao seu percurso no hospital, quer para os doentes, quer para os outros participantes no processo: médicos, enfermeiros, técnicos e até para os serviços financeiros.

Vimos
aqui, algumas soluções, que já se utilizam em outros países.

Registamos alguns dos benefícios da utilização de sistemas de informação na gestão da saúde:

  • Point and click interface makes charting fast and easy.
  • Simple access to patient's Medications, Allergies and other past medical history.
  • Patient records can be simultaneously viewed from any terminal on the network.
  • Records are portable - Use the Synchronization module to make a database that can be used independently from the network.
  • No folders to file, nothing to misplace, and every note is typed for legibility.
  • Automated Office Tasks.
  • Physician Referral Letters - Automatically generates referral letters based on your charting note. What used to be a struggle is now so simple that your letters will always get out on time.
  • Patient Instructions - Before the patient leaves the office, you can print specific care instructions for their medical condition. These instructions are excellent reminders that your patient must follow their prescribed care. Their permanent digital records indicate that they were given instruction for care.
  • Prescriptions - No more looking for your script pad. Now you may generate prescriptions right from the program, and store a copy in the patient's folder for future reference. Once in the system, refills are simple - just click the refill icon.
  • Billing Statements - Billing codes used in the note can be exported directly to compatible billing programs or printed as SuperBill statements.
  • Physician's Orders - Orders that are stated in the note can be printed as separate documents.

Se os proprietários dos hospitais privados e os administradores do SNS, não avançarem pela informatização, e rápidamente, não será possível controlar um processo cada vez mais complexo.