Monday, March 03, 2014
Por andam os gestores?
Saturday, December 22, 2012
Cada cirurgião faz em média uma cirurgia por semana
Friday, November 02, 2012
SNS: Sinais de fim à vista
Tuesday, January 06, 2009
Efeito boomerang
- o presidente do Conselho de Administração do Hospital de São João anunciou que esta unidade de saúde vai adoptar este ano uma política de incentivos aos profissionais, monitorizando a sua produção e respectiva qualidade através de sistemas informáticos.
- António Ferreira explicou que a monitorização em tempo real acontecerá através de sistemas informáticos, que substituem o 'papel' até agora utilizado mas sem recurso a quaisquer câmaras de vigilância.
Mas, já não concordamos com isto:
- Actualmente, o hospital atribui subsídio de assiduidade a trabalhadores que estejam ao abrigo da lei geral.
E porque é que não concordamos? Apenas por isto: não será suposto os funcionários receberem um salário por contrapartida de um determinado serviço, com o respectivo horário de trabalho? Então, para que é que se incentiva quem cumpre o horário de trabalho? Nós achamos, que quem não cumpre o horário, deve ser penalisado. Se não, o crime compensa!
Sunday, January 04, 2009
Grave, muito grave
- Neste hospital, temos dois grandes grupos: os profissionais da Função Pública e os que agora fazem contrato individual de trabalho. A taxa de absentismo na Função Pública, em termos brutos, é da ordem dos 14 a 16%. Nos contratos individuais de trabalho não ultrapassa um por cento.
- E é preciso que se desmistifique a ideia de que só acontece com os médicos. Temos profissionais que faltam 59 dias, vêm trabalhar dois ou três e faltam mais 59, com base em atestados.
- Isto é estratégico. Como se resolve isto? No respeito por todos os direitos legais, com a publicação das listas de ausências. Isto nos locais de funcionários do hospital, não para doentes ou visitas. E há outra coisa, o pontómetro (para picar o ponto) não diz o que estão a fazer no hospital. O que produziram? Os médicos deram consultas? Viram doentes?
Antes de mais, comentários nossos:
- Portugal continua a ser o paraíso de alguns e a miséria para a maioria.
- O sistema laboral, apesar de aparentemente rígido, ainda só funciona para uma grande minoria.
- O controlo de gestão em Portugal, ainda passa apenas pelo "pica ponto". O que, segundo se vê pelo caso do Hospital de São João, do Porto, é ainda muito pouco. Para não dizer, nada.
Wednesday, August 27, 2008
A auditoria ao SNS
- Nas auditorias sobre orçamento nos Hospitais Joaquim Urbano (Porto), Curry Cabral (Lisboa), Distrital de Pombal e Francisco Zagallo (Ovar), a IGAS detectou, nomeadamente, falta de fiabilidade de informação financeira na unidade portuense.
- Neste hospital e no de Ovar registou- se também receita não cobrada, enquanto em Pombal existiam despesas não orçamentadas.
- Em Lisboa e no Porto, refere-se "fraco controlo interno com repercussão financeira".
- Aquando da auditoria, o Hospital Curry Cabral tinha fundos de maneio não regulamentados e uma contabilização deficiente das taxas moderadoras em dívida, tal como o Hospital Francisco Zagalo.
- Foram ainda registados problemas com despesas com pessoal.
- As auditorias à gestão dos Hospitais de S. João (Porto), S. Teotónio (Viseu) e Distrital do Montijo indicaram desactualização da lista de espera para consultas externas, elevado aumento sistemático do volume de reclamações, designadamente por atitudes e comportamentos, e falta de fiabilidade da informação financeira.
- Houve também registo de inventários inexistentes ou desactualizados, insuficiência de capitais próprios e no caso da unidade de Viseu endividamento elevado, que também não tinha central de compras e apresentava excessiva autonomia dos serviços farmacêuticos.
Perante este elenco "brilhante" de falhas, inconsistências e laxismos, esperamos apenas que o Estado seja tão exigente com os seus funcionários, como é com todos os outros cidadãos.
Post Scriptum: não gostamos de "caça às bruxas".
Sunday, May 04, 2008
Hospital de São João: será mesmo inequidade?
Wednesday, December 05, 2007
Hospitais de retalhos
- «Ainda temos serviços, como o de Medicina, por exemplo, com enfermarias de oito camas e onde 35 doentes dispõem apenas de uma casa de banho, muitas vezes sem condições», lamentou António Ferreira.
- Por outro lado, acrescentou o responsável, temos o Serviço de Cirurgia Torácica, completamente renovado, com enfermarias de três camas e casa de banho privativa e com circuitos diferenciados para doentes, para profissionais e para visitas.
- O responsável referiu ainda que um terço do hospital já está renovado, outro terço está a ser intervencionado - inclui a construção do novo serviço de pediatria, actualmente deslocado para contentores - avançando, por último, a renovação da Ala Central do edifício.
Isto é, como se a nossa cozinha fosse o máximo de inovação e de funcionalidade, e a casa de banho fosse um antro de lixo! Ou ainda, como se andássemos vestidos de fato e gravata, e andássemos descalços!
Será que quem está à frente destes hospitais, não percebe isto?
Depois, vêm sempre com esperanças vãs, a médio - prazo, sobretudo a pensar que não vão ser eles a cumprirem a promessa: O presidente do Conselho de Administração do Hospital de S. João, do Porto, anunciou hoje que até 2011 aquela unidade hospitalar ficará totalmente renovada e com infra-estruturas de referência.
Os avanços da ciência
- «Além da morte da minha mãe, participei ao Ministério Público, à Inspecção-Geral de Saúde e à Comissão de Ética do Hospital S.João, no Porto, a morte de mais três pessoas que participaram no ensaio clínico do medicamento «Humira», realizado em 2003», disse à Lusa o filho da vítima, Fernando Moreira.
- Durante a investigação à morte de Felícia Moreira, o DIAP constituiu arguidas cinco pessoas: o médico em causa, dois responsáveis pelo laboratório Abbott e duas clínicas do Hospital S. João.
Mas, é necessário reflectir sobre isto: «O laboratório não tem dúvidas de que o remédio 'Humira' foi o responsável pela morte da minha mãe porque, pouco tempo depois de ter pedido esclarecimentos à Alemanha (onde está sedeada a farmacêutica), a empresa quis pagar uma indemnização de um milhão de dólares para que o processo não avançasse», disse o filho de Felícia Moreira.
Monday, December 18, 2006
A gestão da coisa pública
- O Tribunal de Contas (TC) considera que houve "gestão danosa" na forma como foi celebrado o contrato de concessão de exploração do empreendimento imobiliário entre a empresa Bragaparques e o Hospital de São João (HSJ), no Porto.
- Um contrato de concessão que apenas devia gerar receita para o HSJ acabou por gerar encargos para o hospital, estranha o TC.
- o TC faz uma avaliação demolidora do comportamento de vários conselhos de administração (CA) do HSJ no âmbito deste negócio - que incluiu a construção de um hotel, um centro comercial e um parque de estacionamento nas traseiras do hospital.
Repare-se na monstruosidade:
- O contrato assentou nas seguintes premissas: em troca do pagamento de 250 mil euros em material clínico, 3750 euros de renda mensal e uma percentagem de futuras receitas, a Bragaparques recebeu o terreno para construir o empreendimento imobiliário (a explorar durante 20 anos).
- Com a renegociação do contrato em 2002, o hospital comprometeu-se a pagar cerca 30 mil euros por mês, em troca de obras de beneficiação no parque de estacionamento à superfície. A partir daí, o HSJ passou de credor a devedor à Bragaparques.
Apenas um comentário nosso:
- Senhor Ministro da Saúde: Descentralize a gestão e atribua responsabilidades. Depois, actue sem dó, nem piedade. De outra forma, não há "cortes cegos" que valham para pôr o SNS direito. Ele está muito torto!
