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Wednesday, December 05, 2007

Os avanços da ciência

Todos sabemos que a ciência e a tecnologia têm contribuido para a melhoria da qualidade de vida das pessoas. No entanto, para que a vida seja melhor para a maioria, houve muita gente que sofreu com as experiências iniciais.

Onde queremos chegar? Aqui: O DIAP do Porto está a investigar a morte de três doentes durante um ensaio clínico no Hospital de S.João, Porto, depois de o Ministério Público ter deduzido acusação contra um médico devido a um quarto óbito.

Ou seja, parece que houve mortes causadas por medicamentos em fase de experiência. Estas situações não são tão anormais, quanto parecem. Pois, muitos dos doentes que experimentam novas tecnologias médicas ou farmacológicas, estão muitas vezes condenados a uma vida curta ou a uma vida difícil.

Contudo, há situações mais complexas que importa salvaguardar. Vejamos mais detalhes:
  • «Além da morte da minha mãe, participei ao Ministério Público, à Inspecção-Geral de Saúde e à Comissão de Ética do Hospital S.João, no Porto, a morte de mais três pessoas que participaram no ensaio clínico do medicamento «Humira», realizado em 2003», disse à Lusa o filho da vítima, Fernando Moreira.
  • Durante a investigação à morte de Felícia Moreira, o DIAP constituiu arguidas cinco pessoas: o médico em causa, dois responsáveis pelo laboratório Abbott e duas clínicas do Hospital S. João.

Mas, é necessário reflectir sobre isto: «O laboratório não tem dúvidas de que o remédio 'Humira' foi o responsável pela morte da minha mãe porque, pouco tempo depois de ter pedido esclarecimentos à Alemanha (onde está sedeada a farmacêutica), a empresa quis pagar uma indemnização de um milhão de dólares para que o processo não avançasse», disse o filho de Felícia Moreira.

Thursday, January 04, 2007

Assim não, Senhor Professor!

Sempre gostámos de ser "pessoas de bem". E dentro do conceito de "pessoa de bem" integra-se, sem dúvida, o conceito de pagamento a tempo e horas, das nossas responsabilidades.

Tudo isto, a propósito disto:
  • O Estado português deve mais de 1520 milhões de euros a fornecedores. Os números foram divulgados hoje pelo Tribunal de Contas e constam do parecer sobre a Conta Geral do Estado de 2005 entregue ao final da manhã na Assembleia da República por Guilherme d´ Oliveira Martins.
  • Quase metade deste bolo (46,8%) era dívida que já deveria ter sido paga mas que o Estado ainda não tinha saldado. O ministério da Saúde é o grande devedor, respondendo por quase 70% do total da dívida do Estado no final de 2005. No total, o ministério de Correia de Campos tinha há um ano mais de mil milhões de euros a pagar a empresas.
  • Nomes como a Abbott Laboratórios, a Pfizer ou GlaxoSmithKline são alguns dos exemplos. Também a Associação Nacional de Farmácias, devido às dívidas de comparticipações de medicamentos vendidos nas farmácias, está entre os maiores credores do Estado.

É que, quando não honramos os nossos compromissos, não podemos alardear virtudes e impor regras. Algo, que o Senhor Ministro da Saúde, gosta de fazer!

São necessárias mudanças na Saúde, em Portugal.