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Monday, January 19, 2009

Os orçamentos da saúde

A despesa em saúde representa cerca de 10% do PIB da generalidade dos países desenvolvidos (nos EUA, já representa quase 18% do PIB). É muito? É pouco? Há pessoas que dizem que a saúde não tem preço! Será que não tem? Será que não tem que se impor um limite aos gastos com a saúde?

Vejamos o que por aqui se escreve:
  • The American hospital is a 19th-century cottage industry in the postmodern world. The problem is not medical or technological.
  • The first problem is correcting wasteful and dangerous management practices before extending coverage to more patients. Knowledge exists to transform every hospital in the country to deliver higher quality care and in so doing substantially reduce costs and save lives.
  • Extending health care to more people without correcting the antiquated delivery system doesn’t make sense.
  • In fact, two large hospitals systems — in Pittsburgh and across the Midwest — cut costs in half and significantly reduced hospital-acquired infections and medical and medication errors.
  • This solution of continually improving patient care was based on the Toyota management system. The hospital managements created an environment — without blame — where their employees could learn and practice continual improvement of their processes, systems and themselves in pursuit of “perfect patient care.”

O próximo Presidente dos EUA, Barack Obama, prometeu uma cobertura de saúde alargada, tendo em vista dar mais saúde àqueles que não têm dinheiro para comprar uma apólice de seguro de saúde. Mas, como se diz acima, se alargar a cobertura de saúde, sem racionalizar custos, vai apenas transformar um grande problema, na falência do Estado Americano!

Tuesday, September 25, 2007

Europa: a mudança social e cultural

Por aqui, só abordamos temas relacionados com a saúde e com o consumidor de serviços de saúde. Contudo, há aspectos que não sendo exclusivamente de saúde, nos interessam. Vejamos este panorama preocupante:

Definitivamente, esta atitude diz muito da deriva social e cultural da Europa e em particular da União Europeia. A Europa, históricamente, foi emigrante, enviou hordas de gerações por esse mundo fora, muitas vezes com intuitos pouco dignificantes. Agora, a "fortaleza europeia" parece querer rejeitar pessoas que apenas procuram comer melhor, ter direito a um pouco mais de conforto e de dignidade. Perante isto, a Europa fecha-se!

Este é um caminho perigoso:

  • esta situação acontece por três razões: desconhecem os seus direitos (33%), porque os profissionais lhes recusam esse direito (10%) ou simplesmente porque têm medo.
  • «Os ilegais desconhecem que podem recorrer a um centro de saúde ou a um hospital e que ninguém os vai denunciar. Mas os serviços de saúde e sociais também desconhecem as leis e recusam-se a prestar os cuidados ou criam barreiras, exigindo papéis que não são necessários. E, às vezes, têm atitudes incorrectas e discriminatórias».
  • Entre os 835 entrevistados (do estudo), há quem resida no País há 24 anos, embora a média de permanência seja de dez anos.

Há qualquer coisa a correr mal na União Europeia! Ou a Europa já se esqueceu dos milhões de pessoas que tiveram que sair, no passado, para adquirir uma vida mais digna?