Monday, December 20, 2010
Ministério da Saúde: demitam-se
Sunday, December 06, 2009
As contas do SNS: a erosão continua
- Receitas totais (3º trimestre de 2009, acumulado): 6.487 milhões de euros (+4,6%).
- Despesas totais (3º trimestre de 2009, acumulado): 6.558 milhões de euros (+5,3%).
- Prejuízo (3º trimestre de 2009, acumulado): -71 milhões de euros (+162,4%).
Claro está, que se retirarmos os 100 milhões de venda de património, as receitas só cresceriam 2%, e os prejuízos seriam de -171 milhões. Ou seja, o rombo nas Contas do SNS, já não se tapa com a venda de património.
Depois, as transferências do Orçamento de Estado cresceram 3,4%, ou seja, muito acima da inflação de 2009, que deverá ser próxima de 0 (zero)%.
Do lado da despesa, é de salientar o "maná" que o SNS é para uma série de gente, sobretudo se pensarmos que estamos num ano de inflação zero: 1) a despesa de pessoal tem um aumento de 3,7%; 2) a despesa com medicamentos tem um aumento de 4,4%; 3) a despesa com meios complementares de diagnóstico tem um aumento de 7,1%.
Post Scriptum: depois da OMS anunciar que a Gripe A está a diminuir de impacto nos EUA e Canadá, de que irá falar a Dra. Ana Jorge, nos próximos tempos? Será da Gripe B?
Tuesday, September 01, 2009
SNS: a falácia dos números
- Total da receita do SNS: 4.217 milhões de euros (+1,3% do que em igual período de 2008).
- Total da despesa do SNS: 4.176 milhões de euros (+1,7% do que em igual período de 2008).
- Saldo do SNS: 40,5 milhões de euros (-27% do que em igual período de 2008).
É este resultado espantoso? Não. O que nos espanta é a forma "crua" como os contabilistas do Ministério da Saúde transmitem este tipo de variações: 1) as despesas com pessoal decresceram em 2009, 23% face a 2008; 2) os subcontratos cresceram em 2009, 9,2% face a 2008.
Não é de estranhar que as despesas com pessoal tenham decréscimos de dois dígitos? Pois, tira-se daqui, para pôr acolá! O que se pretende com estes jogos? Manipulação, ou se quisermos, mera criatividade financeira! Pois.
Mas, se quisermos analisar as contas das ARS's ou dos Hospitais SPA, encontramos, mais e múltiplos artifícios. Assim não vamos lá, a tentar mascarar coisas. É que, quando ouvimos o Senhor Primeiro Ministro ou a Senhora Ministra da Saúde a falar em grandes investimentos públicos na saúde, e depois verificamos que a rubrica de Imobilizações constantes nas Contas do SNS, para o 1º semestre de 2009, foi de 23,2 milhões de euros investidos, achamos que há algo de inconsistente. Isto, nem para uma ala de um velho Hospital chega!
São rosas, meu Senhor, dizia a Rainha Santa!
Monday, February 23, 2009
Contabilidade criativa na Saúde
Monday, December 08, 2008
Contas do SNS: Janeiro a Setembro 2008
- Receita cobrada total: +2,5%.
- Transferências correntes obtidas (Orçamento Estado): +2,9%.
- Despesa total do ano: +3,7%.
- Despesas com o pessoal: +1,4%.
- Compras: +3,8%.
- Fornecimentos e serviços: +3,6%.
- Subcontratos: +4,3%.
- Produtos vendidos farmácias: +6,2%
- Meios complementares de diagnóstico e terapêutica: +7,8%.
Verificamos que:
- Apesar das tão propaladas "taxas moderadoras", o SNS depende a 95% das suas receitas, do Orçamento de Estado.
- As "despesas com pessoal" estão aparentemente controladas. Dizemos aparentemente, dado que muitas despesas com pessoal em 2007, foram colocadas na rúbrica "fornecimentos e serviços", em 2008.
- A despesa com medicamentos e meios complementares de diagnóstico ameaça a aparente sustentabilidade do SNS.
- O SNS tem um saldo positivo nesta altura de 152,5 milhões de euros, quando no mesmo período de 2007, tinha um saldo positivo de 217,6 milhões de euros.
- Apesar do aumento de vendas de genéricos e do controlo administrativo dos contratos com prestadores de serviços de meios complementares de diagnóstico, estes dois tipos de produtos/serviços são o grande rombo de 2008: têm um custo acrescido de 100 milhões de euros.
- Se o SNS não gera grandes verbas para além do Orçamento de Estado e se as despesas estão em grande crescimento, como se vai sustentar um SNS com a dimensão que tem, estando Portugal em recessão económica severa?
Post Scriptum: nem queremos imaginar como estarão, na realidade, as contas do SNS neste momento!
