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Thursday, December 12, 2013

Cirurgia com Google Glass


A inovação tecnológica também acontece em Portugal, e logo em áreas tão complexas como a das intervenções cirúrgicas: O hospitalcuf infante santo realizou duas intervenções cirúrgicas transmitidas pela primeira vez em Portugal em directo para estudantes e profissionais de saúde através do dispositivo Google Glass.

O Google Glass é um dispositivo tecnológico que permite, entre outras funcionalidades, a transmissão de imagem e som em tempo real através da Internet. Os estudantes e os profissionais de saúde tiveram, assim, a possibilidade de assistir às intervenções cirúrgicas de uma perspectiva privilegiada e com todo o pormenor, como se estivessem no lugar do cirurgião.

As intervenções cirúrgicas consistiram num implante coclear - realizado pelos especialistas João Paço, e Hugo Estibeiro médico especialista em otorrinolaringologia - e numa videotoracoscopia - realizada por António Pinto Marques, coordenador de Cirurgia Torácica do hospitalcuf infante santo, e Fernando Martelo, médico especialista em cirurgia torácica.

Sunday, July 11, 2010

Cirurgias

Fonte: aqui.

Wednesday, March 11, 2009

As maravilhas da medicina

Fonte: aqui.

A seven-year-old girl has survived a surgery procedure which required doctors to remove six of her vital organs. Doctors at New York Presbyterian Hospital removed Heather McNamara's pancreas, liver, spleen, stomach and small and large intestines in order to extract a tennis ball-sized cancerous tumour before the organs were re-implanted.

Friday, December 26, 2008

A defesa dos doentes II

É com prazer, que lemos isto: A partir de 01 de Janeiro, os estabelecimentos do Serviço Nacional de Saúde terão de informar os utentes dos prazos máximos previstos para consultas ou cirurgias e divulgar a posição do doente na lista de espera.

De vez em quando, o poder político lá vai fazendo alguma coisa pelos doentes, a quem gostam de chamar utentes, mas que para nós são clientes, dado que o SNS é suportado pelos impostos que os contribuintes portugueses pagam.

Vamos ver se os hospitais e centros de saúde cumprem as regras definidas pelo Ministério da Saúde.

Thursday, March 27, 2008

A encruzilhada

Por aqui, defendemos os doentes, que são na maior parte das situações, as vítimas de um sistema de saúde que é alvo de muitos interesses: laboratórios farmacêuticos, corporações de médicos e enfermeiros, associações de retalho farmacêutico e outros.

Revemo-nos na frase da Professora Regina Herzlinger: os pacientes estão fartos de serem pacientes!

Mas, há doentes que gostam de ser tratados como pacientes. Vejamos este caso anormal:
  • Nos últimos três anos, quase 33 mil doentes recusaram ser operados fora do seu hospital de origem, rejeitando a utilização dos chamados vales-cirurgia em hospitais privados ou do sector social.
  • Em causa estão três grandes motivos, um dos quais "o facto de os doentes gostarem dos seus médicos", afirma Pedro Gomes, coordenador do Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia (SIGIC). Os doentes com situações menos críticas são os que optam por se manter nas listas de espera.
  • Entre 1 de Dezembro de 2004 e 31 de Dezembro de 2007 foram emitidos 157 mil documentos em nome de doentes em lista para cirurgia. Destes, apenas 28% culminaram numa cirurgia e 21% não foram utilizados por iniciativa dos doentes. Esta percentagem ainda elevada de recusas deu origem a um inquérito por parte do SIGIC, que já foi entregue ao Ministério da Saúde.

Perante isto, ficamos siderados. As pessoas preferem ficar em lista de espera, do que serem operadas num outro hospital? Então, é porque a doença não é grave.

Com doentes destes, é fundamental que o SNS os trate como pacientes e os retire das listas de espera!

Parabéns ao SIGIC e ao Dr. Pedro Gomes, pela iniciativa de analisar esta irracionalidade.

Tuesday, February 19, 2008

Friday, July 13, 2007

E-Health - Portugal !

O E-Health, ou "saúde electrónica", é o futuro. De contrário, será impossível gerir um sistema de saúde. Nós já o percebemos há muito!

Temos dado, por aqui, vários exemplos de E-Health. Sem querer ser catastrofista ou "bota-abaixo", queremos demonstrar que isto não é E-Health:
  • “Alguns meses após a morte da minha mãe recebemos uma carta do Centro de Saúde de Loulé a marcar-lhe uma consulta de oftalmologia”, explica Fernanda da Silva, que diz ter então contactado os serviços, informando do falecimento da mãe e tendo a garantia de que o nome seria eliminado no sistema informático.
  • “Não serviu de nada o alerta".
  • A família recebeu agora, dois anos após a sua morte, uma convocatória dessa unidade de saúde para se apresentar no Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio, em Portimão, a fim de marcar a tão desejada operação.

Lamentável. Vergonhoso.

Vem agora o Presidente do Conselho de Administração do hospital, onde a Senhora seria objecto de cirurgia, dizer isto:

  • Luís Batalau, director do CHBA, disse ao CM que “os serviços do hospital desconheciam, em absoluto, este caso, não constando nos arquivos qualquer pedido da utente para cirurgia”.
  • A responsabilidade do erro que revoltou a família da falecida é dos serviços do Centro de Saúde de Loulé, como também foi explicado pela Administração Regional de Saúde do Algarve.

Mas, será que "responsabilidade" faz parte dos dicionários dos Altos Responsáveis Públicos? É que a "responsabilidade" é sempre de alguém......mas, não é de ninguém.

Thursday, May 31, 2007

Gestão global dos recursos

Portugal faz parte da OCDE e da UE, logo faz parte dos países mais desenvolvidos do mundo. Contudo, o país não tem tido um desenvolvimento adequado, desde pelo menos, o ano de 2000. O país dá mesmo indícios de estar a assistir a algum tipo de definhamento!

Por tudo isso, seria importante, que Portugal soubesse gerir melhor todos os seus recursos, e não existir por excesso uma "gestão compartimentada".

Tudo isto, a propósito desta oferta ao Ministério da Saúde: As Misericórdias portuguesas poderiam ajudar o Estado a baixar as listas de espera para cirurgia em cerca de 80% das situações – é o que diz o presidente da União das Misericórdias.

Contudo o Responsável da União das Misericórdias faz esta afirmação, que para nós é dúbia: O Estado muitas vezes tem uma capacidade instalada, mas não a aproveita porque se a aproveitasse não havia listas de espera. Por exemplo, aqui no norte, isso é muito evidente. Podíamos resolvê-la em 80 a 90% das listas de espera. Não é legitimo que nenhum cidadão português esteja à espera mais do que é razoável. Na Misericórdia pode fazê-lo na semana seguinte ou na quinzena seguinte”, disse.

Não percebemos se o Estado tem uma capacidade instalada própria, que não utiliza, ou se o Estado não utiliza a capacidade instalada das Misericórdias.

Para o caso tanto faz, há excesso de capacidade instalada, que não é utilizada a bem dos consumidores da saúde, que continuam meses ou anos à espera de uma cirurgia!