Sunday, June 09, 2013
Os gloriosos anos loucos
Sunday, January 02, 2011
A iliteracia das élites
Sunday, December 19, 2010
Parabéns Senhor Ministro
Wednesday, November 17, 2010
Barões
Fonte: aqui.- "Alberto João Jardim é presidente do governo regional, mas tem de perceber algo muito concreto: ou declara independência do país ou, se a Madeira faz parte do todo nacional, há legislação nacional" a cumprir, frisou Pedro Nunes.
- Enquanto persistir a recusa da Madeira em permitir a avaliação extraordinária do Centro Hospital do Funchal e dos centros de saúde do arquipélago, que deveria ter sido realizada até Setembro passado, o bastonário da OM garante que não permitirá a abertura de novos internatos em 2011.
- Jardim Ramos reagiu garantindo que tinha “ recebido dos colégios de especialidade da Ordem dos Médicos (OM) pareceres favoráveis para haver formação em 2011 nos serviços do Hospital Central do Funchal”.
- Por seu lado, Alberto João Jardim reduz a situação a “um conflito que tem natureza política”. Como “o presidente da Ordem dos Médicos está de saída, eu não queria fazer dele uma pessoa importante e, portanto, nós vamos seguir o nosso caminho e o presidente da Ordem dos Médicos vai à vida e não tem qualquer importância para nós”, conclui.
Sunday, September 26, 2010
Os predadores do SNS - II
Thursday, August 19, 2010
Uns mais guais do que outros
- Abertura de vaga de ginecologia/obstetrícia para o mapa de pessoal do Centro Hospitalar Oeste Norte: concurso deserto.
- Abertura de vaga para assistente de oftalmologia para o Hospital de Faro: concurso deserto.
- Abertura de vaga para assistente de psiquiatria no Hospital do Divino Espírito Santo: concurso deserto.
- Abertura de vaga para médico na especialidade de nefrologia: concurso deserto. Não é difícil encontrar concursos desertos de 2005, 2002 até de 2000.
- Há hospitais que em quatro anos só conseguiram contratar um médico quando precisavam de dezenas.
Pior, quando o Chefe do clã afirma isto: "Antigamente, as condições eram iguais para todo o País. Transformaram os hospitais em empresas e o mercado é para todos. Não fomos nós que inventámos o mercado. Agora que resolvam o problema. Se o concurso ficou deserto é porque não é atractivo", disse ao DN Pedro Nunes, bastonário da Ordem dos Médicos.
E mais isto: "Dêem-lhes boas condições, possibilidades de progressão na carreira e pagamento correspondente. Da mesma forma que se contratam profissionais de outras áreas. As pessoas movem-se pelos desafios e pela estabilidade económica", avança o bastonário.
Este Bastonáriozinho faz lembrar a decepada Rainha Maria Antonieta, "se não têm pão comam brioche".
Porque será que os médicos são o equivalente moderno dos padres da época medieval?
Monday, July 12, 2010
A arrogância do Dr. Pedro Nunes
- Para o bastonário, "se o governo acha que tem capacidade para abrir 1600 vagas na faculdade, deve simultaneamente garantir que abre 1600 vagas nos internatos quando forem necessários daqui por cinco anos".
- "Se continuarmos todos os anos a abrir 1600 vagas, é previsível que haja desemprego médico porque não é previsível que o país tenha capacidade económica de os colocar, mas claro que fazem falta: é ilimitada a capacidade que pode haver de trabalho médico", referiu ainda Pedro Nunes.
O Dr. Pedro Nunes pode defender bem a corporação médica, mas não é amigo da Humanidade. Desde quando é que o Estado (que são todos os contribuintes e restantes cidadãos) garante lugares de trabalho a todos os licenciados em Filosofia? Ou licenciados em Economia? Ou licenciados em Enfermagem?
Este é um tipo de discurso sem pudor. Vergonhoso. Desumano. Sem decoro. Revoltante.
Numa fase de tremendas dificuldades para o sector privado, o Dr. Pedro Nunes recostado na sua poltrona afirma isto: "se os hospitais estiverem em contenção financeira, não têm capacidade para pagar os ordenados". Tal como Maria Antonieta, esposa de Luís XVI, "se não têm pão, comam brioche".
E o pior, é que quando os aparentes líderes de opinião dizem disparates, tendem a ser mimetizados: O representante dos alunos frisa que, num futuro próximo, o eventual excesso de médicos “poderá vir em muito prejudicar a saúde em Portugal, porque acreditamos que o sector da saúde não é igual à maioria dos sectores em que a concorrência poderá ser benéfica”.
Os Senhores Doutores, médicos, quando estão recostados na poltrona do Estado, acham que a saúde não é um sector que se mova pela concorrência. Quando, os Senhores Doutores, médicos, estão nas suas clínicas ou consultórios privados, cobram valores absolutamente incomportáveis, a não ser que as poderosas seguradoras de saúde os travem ás 4 rodas, e aí, já não gostam do mercado, outra vez!
Sunday, May 23, 2010
Acordou a Dra. Jorge?
- «Não podemos cortar cegamente o orçamento do ministério da saúde, que já é para manter a qualidade do serviço no que consideramos o mínimo exigível. O que temos de cortar, sim, é naquilo que é o desperdício, naquilo que não é necessário», afirmou a ministra.
Mas, as corporações já berram:
- A serem aplicadas ao sector da saúde "de forma cega e indiscriminada", haverá uma ruptura nos serviços, pondo em causa o Serviço Nacional de Saúde (SNS), alertou o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses. "Mais de 2500 enfermeiros contratados podem ser despedidos", afirmou o SEP num comunicado.
- “Estamos em tempo de crise, é necessário conter a despesa, mas espero que o Governo seja inteligente nessa matéria para perceber que é possível conter gastos em muitos aspectos, mas não o deve fazer nos recursos humanos da Saúde”, disse à agência Lusa Constantino Sakellarides.
- Pedro Nunes diz que com os cortes na contratação, impostos pelo Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) para o sector da Saúde, existe mesmo o risco de alguns serviços de urgência chegarem a fechar.
Esta gente deve pensar que o contribuinte que acorda todas as manhãs para trabalhar, cumpre os seus deveres fiscais e aguenta o imenso fardo fiscal, vai aturar estes "bem estares" das élites da saúde, para o resto da vida. Se este ou o próximo governo aceitar estas reivindicações corporativas à custa de quem sofre todos os dias para cumprir com um Estado cada vez mais ineficiente, só pode esperar uma próxima e longa "guerra fiscal". Lembram-se do Robin dos Bosques? Apareceu porque havia um Sheriff de Nothingham, tirano.
Post Scriptum: do Reino Unido já se vê isto: Pelo menos 300 mil funcionários públicos britânicos podem perder o emprego nos próximos anos devido às medidas adoptadas pelo novo Governo de coligação para reduzir o défice de 156 mil milhões de libras.
Monday, September 28, 2009
SNS: a descida evidente
- O sistema com melhor classificação é o holandês, seguido da Dinamarca e da Islândia. O sistema português está no fim da tabela, apesar de ter subido uma posição.
- No capítulo do “direito dos utentes à informação”, Portugal tem três insuficientes: no direito a uma segunda opinião médica, na consulta do seu processo clínico e no que respeita a informações sobre tratamentos além-fronteiras.
- Quando se fala da utilização da internet para facilitar a vida dos utentes, Portugal só tem uma nota boa: é possível marcar consultas através da internet.
- Quanto aos tempos de espera, por exemplo, o acesso ao médico de família no próprio dia, a nota é insuficiente, assim como o acesso a um médico de especialidade e as cirurgias programadas que demoram mais de três meses.
- Mudando de capítulo e seguindo-se para os indicadores de saúde, nota positiva na redução da mortalidade infantil, mas os restantes indicadores são médios ou mesmo insuficientes, como por exemplo na taxa de mortalidade associada a ataques cardíacos.
- O relatório mede também o alcance de alguns serviços em particular a taxa de mamografias, que é considera média ou o número de transplantes renais, onde Portugal aparece com nota positiva.
- Por fim, acesso aos medicamentos: nota média no que respeita à comparticipação do Estado, e nota insuficiente no acesso a novos medicamentos para as doenças oncológicas.
O Senhor Bastonário da Ordem dos Médicos refere a este mesmo propósito, isto: “É uma perspectiva de uma organização que olha para o sistema de saúde na perspectiva do cliente e é óbvio que o nosso sistema de saúde deixa a desejar. Em contrapartida o nosso sistema de saúde pode, com uma enorme eficácia do ponto de vista clínico, sendo aquele que menos gasta em termos de euros per capita”, refere.
Pois é, no SNS tudo funciona na óptica do funcionário, quer ele seja o Administrador, o Médico ou o Enfermeiro! Quanto ao doente, nem se sabe que ele existe.
As coisas vão mudar, e muito.
Wednesday, September 02, 2009
Falta de vergonha II
Fonte: aqui.Friday, July 31, 2009
As múltiplas faltas de vergonha
Wednesday, May 13, 2009
Piratas da Malásia
Thursday, April 16, 2009
As Comadres zangaram-se
Sunday, April 12, 2009
As corporações da saúde
Sunday, February 22, 2009
As aparências iludem
Depois, veio a Ministra Ana Jorge promover o PIO (Programa de Intervenção em Oftalmologia). E os resultados foram estes:
- 83 255 operações realizadas em 2008, mais do que as 56 458 registadas em 2007.
- Governo, que gastou 28 milhões de euros para reduzir, em seis meses, o número de doentes a operar.
Contudo, resta ainda isto:
- Um total de 26 941 portugueses esperava, a 31 de Dezembro de 2008, por uma operação às cataratas.
Se o PIO foi um programa extraordinário e não deve ser encarado como um programa de trabalho normal, o que irá acontecer quando se acabar o PIO?
Para o Senhor Bastonário dos Médicos, a opinião não é igual: Pedro Nunes, garante que há "desvio de recursos" e que a ida dos doentes a Cuba foi "propaganda política".
Dias difíceis, continuarão a esperar os portugueses.
Wednesday, January 14, 2009
Erros na saúde?
Thursday, January 01, 2009
Ministério da Saúde: 1ª batalha 2009
Wednesday, October 29, 2008
Barbaridades II
- "Os médicos estão absolutamente afastados da decisão", lamentou Pedro Nunes.
- Na sua opinião, o problema do SNS não se resolve com "artifícios de gestão", mas dando voz a políticas especializadas. Por isso lamentou que os médicos andem "assoberbados a produzir rotina" e que não sejam incentivados a participar na área da gestão.
Ora bem, perante mais estas barbaridades, temos a contrapor o seguinte:
- Todos os Conselhos de Administração dos Hospitais do SNS têm como um dos seus membros, o seu Director Clínico. Portanto, em todos os hospitais, há pelos menos um médico na sua Administração.
- Depois, uma grande parte dos Presidentes de Conselho de Administração dos hospitais do SNS são médicos.
- Como é que o Dr. Pedro Nunes consegue suportar-se na afirmação de que os médicos estão afastados da gestão dos hospitais do SNS?
- Finalmente, vem o Dr. Pedro Nunes falar em que os médicos têm que "produzir rotina". Pois é, Dr. Pedro Nunes, qualquer organização necessita de informação com qualidade, e esta só se produz com a criação de rotinas de controlo de gestão. O problema é que muitos médicos ainda assentam o seu desempenho organizativo com base "na caneta e no papel", e isso é absolutamente imperdoável para qualquer profissão do século XXI. Basta pensarmos no receituário, ainda hoje manuscrito!
Monday, October 27, 2008
Barbaridades
- A administração errada de medicamentos aos doentes hospitalizados é responsável pela morte anual de 7 mil portugueses.
- Aida Baptista, da Associação Portuguesa dos Farmacêuticos Hospitalares (APAH), reconhece os erros de medicação e afirma que vão sempre existir. “Não se trata de um erro humano, mas sim do sistema”, disse, lamentando que muitos dos erros sejam escondidos por medo dos profissionais serem acusados.
- O erro pode acontecer nas mais variadas ocasiões, desde o médico que prescreve o medicamento, e a letra é ilegível ou há confusão na dose, à farmácia que distribuiu, confundido as embalagens, até ao enfermeiro, que pode enganar-se no medicamento.
- Pedro Nunes desvalorizou estes números, não confirmando a sua dimensão, por considerar que "em Portugal não existe um registo fiável das causas de morte". O bastonário da Ordem dos Médicos lembra que são feitos milhões de actos médicos em Portugal por dia e, por isso, "é natural que se cometam alguns erros".
Mas depois, parece que o "filme" mudou, quando alguém decidiu corrigir o drama, para uma farsa:
- O ex-vice-presidente do Infarmed esclareceu, este domingo, que os sete mil mortos anuais atribuídos a erros na medicação são dados internacionais e não reflectem a situação em Portugal, onde não há um sistema que registe estes casos
- Faria Vaz ocupava a vice-presidência da autoridade que regula o sector do medicamento quando, em 2005, realizou uma apresentação onde divulgou números sobre os mortos atribuídos a erros na medicação. Esses dados foram, desde então, interpretados pela Associação Portuguesa de Farmacêuticos Hospitalares (APFH) como nacionais
Mas, a barbaridade maior é esta: "Poderão ser 7.000 ou 70 mil. Sete milhões não serão certamente, pois nesse caso estaríamos quase todos mortos", disse Pedro Nunes.
Como é que os portugueses se poderão ver livres destes bárbaros?
Monday, September 29, 2008
Será que Portugal precisa mesmo de mais médicos?
- Portugal já tem 4.287 médicos estrangeiros a exercer no país e vai avançar com novos acordos para a contratação de mais profissionais. O mercado da América Latina é o alvo.
- De acordo com a Ordem dos Médicos, dos 38.538 clínicos que exercem em Portugal, 300 são oriundos da América do Sul. Do Brasil vieram 600.
- Mas chegam também da União Europeia (2.583), dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (261), da Europa não Comunitária (378), da África não PALOP (33), da Ásia (42), da Austrália (um) e da América do Norte (19).
Para nós, esta situação espelha a falta de organização de várias entidades do país, nomeadamente do Ministério da Saúde e da Ordem dos Médicos. Já há longos anos, que ouvíamos dizer que o Hospital de Santa Maria tinha cerca de 1.000 médicos a mais. Depois, ouvíamos dizer que Lisboa, Porto e Coimbra tinham médicos a mais, e o Interior tinha falta de médicos.
Ouvimos com frequência dizer que os médicos, apesar de serem escassos, trabalham em vários sítios ao mesmo tempo. O que para nós é estranho, a não ser que estes que trabalham em vários sítios ao mesmo tempo, sejam exclusivamente "profissionais liberais". E não são, quase todos têm o seu vínculo a uma instituição do Estado. E o Estado, que são todos os contribuintes, vê a "caravana passar". Pior, ainda que raramente se houve que poderemos estar à "beira do desemprego médico", como se todas as outras profissões pudessem ter desempregados, com excepção dos médicos.
Depois, ainda temos que ler este tipo de afirmação: Apesar de apoiar o Ministério da Saúde nesta matéria, Pedro Nunes lembrou que há muitos estudantes de Medicina nas universidades portuguesas que esperam um lugar nas unidades de saúde quando iniciarem o internato. Mas, afinal há médicos por colocar ou há médicos a mais?


