Thursday, February 12, 2009

Portugal Prozac

Num país em que o partido que ocupa a função governamental, se ocupa da questão candente da eutanásia, lê-se isto:
  • Nos últimos cinco anos, houve progressos na prestação de cuidados médicos a crianças e jovens, mas o indicador de saúde mental registou um agravamento.
  • «O consumo de ansiolíticos e antidepressivos ou as taxas de suicidio está a agravar-se e temos um consumo exagerado».

Será que são mais preocupantes as razões que conduzem a um suicídio, ou as razões que podem levar um doente terminal a pedir a eutanásia?

Nós temos uma opinião e uma prioridade muito clara.

Wednesday, February 11, 2009

Eutanásia: a última prioridade

Faltam médicos. Existem dezenas ou centenas de Centros de Saúde em estado de degradação. Há partes significativas de hospitais em decadência. Há listas de espera de vários tipos de cirurgias. Há listas de espera de tratamentos oncológicos. O Serviço Nacional de Saúde não tem serviço de estomatologia para a generalidade da população. Contudo, a prioridade do poder político é esta: Um grupo de militantes socialistas anunciou que quer levar ao XVI Congresso do partido o tema da eutanásia. Para tal, o deputado Marcos Sá entregou uma moção sectorial nos serviços do partido a propor a abertura do debate sobre a eutanásia, uma prática proibida por lei em Portugal.

Ou seja, estamos num mundo com os pés ao contrário! Portugal está dirigido por um bando de gente louca. A insanidade passou para o controlo da nação. Pior, um dos defensores daquela proposta é Secretário de Estado da Saúde: O documento é igualmente subscrito por Manuel Pizarro, secretário de Estado da Saúde.

Ainda vai demorar mais algum tempo, para Portugal bater mesmo no fundo.

Saugella

Fonte: aqui.

A autoridade que regula o sector do medicamento (Infarmed) mandou retirar do mercado nacional todos os lotes de um produto específico para higiene íntima por utilizar um conservante proibido.

Sunday, February 08, 2009

Tratamento oncológico sem auditoria

Vimos alertando para a falta de avaliação da qualidade dos serviços de saúde. Contudo, a situação já foi pior. Os doentes e os meios de comunicação social vão pressionando para que os serviços sejam mais e melhor auditados. Por tudo isto, não nos surpreende que isto se passe:
  • Especialistas em oncologia, reunidos na Assembleia-Geral da Sociedade portuguesa de Oncologistas, divulgam Carta de Princípios em que alertam para o “desperdício e a ineficiência” na utilização de recursos na luta contra o cancro em Portugal.

Gastamos globalmente cerca de 10% do PIB em saúde. É demasiado para o nível de resposta obtido. Espanha gasta cerca de 8% do seu PIB, e tem um nível de resposta melhor do que nós.

Contudo, é preciso ter em atenção que o desperdício e a ineficiência dos gastos em saúde dão jeito a muita gente!

Ainda que este alerta dos especialistas de oncologia tenha um outro enfoque:

  • Para os autores do documento, "o desperdício dos recursos deve-se à incapacidade e à inexperiência por parte de alguns profissionais face à abordagem diagnóstica e terapêutica dos doentes com vários tipos de tumores".
  • Os dados que se dispõe, nomeadamente os dos resultados obtidos em cada região e instituição, são na opinião destes especialistas "escassos e em regra pouco completos e fiáveis".

Ou seja, há pouco nível de controlo de gestão e pouca especialização da oferta de saúde na área oncológica. Nada de surpreendente.

Mas, também há aspectos positivos:

  • Enfatizam o alargamento da cobertura em cuidados especializados através da descentralização da prestação de serviços, o incremento da formação dos profissionais e uma melhor organização das instituições.

Aguardemos por melhores dias.

Thursday, February 05, 2009

A ansia de protagonismo de Correia de Campos

Correia de Campos foi Ministro, por duas vezes e Secretário de Estado, por uma vez. Foi um destacado membro de uma Universidade Pública e de um organismo público de formação. Contudo, Correia de Campos vive para a imagem. Não consegue viver sem as luzes da ribalta!

Há quem lhe ligue. Há quem goste de Correia de Campos. Nós achamos que Correia de Campos até fez algumas coisas positivas na última passagem pelo governo, como Ministro da Saúde.

Mas, já não temos paciência para ler este tipo de diatribes:
  • O ex-ministro da Saúde António Correia de Campos admite a existência de «excessos» e até de «fraudes» no sector, classificando-as como «perfeitamente normais».
  • «O que o gestor máximo tem de fazer é estar atento e ter mecanismos de intervenção», disse, recordando o sucesso da mediação que fez em 2005 quando, numa cerimónia pública no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, revelou que a nova direcção desta instituição, onde foram registadas fraudes com o aprovisionamento, estava a receber ameaças de morte.

Oh Senhor Professor Correia de Campos, se tem conhecimento de fraudes no sector que tutelou até há um ano, deve denunciá-las, sob pena de parecer ser conivente com elas!

Porque será que a imagem da classe política portuguesa anda pelas ruas da amargura? Apenas e só, porque não têm espírito de serviço público, assim como não se controlam para estarem sempre no púlpito.

Melhores dias virão.

Wednesday, February 04, 2009

Obama e o universal healthcare

Fonte: aqui.

O Presidente Obama criou uma onda de novidade. Mesmo, uma aura de grandiosidade. "Yes, we can". Todos, ricos e pobres, pretos e brancos, velhos e novos, podem alcançar o "american dream".

Obama questionou sobretudo que "a América não poderia aceitar que cerca de 46 milhões de cidadãos não tivessem cobertura de saúde", dado que não tinham dinheiro para suportar um seguro de saúde.

Azar, Presidente Obama, logo o Secretário da Saúde (equivalente ao nosso Ministro da Saúde), escolhido por Obama, haveria de lhe deixar mais um amargo de boca: When President Obama nominated former Senator Tom Daschle to be his secretary of health and human services, it seemed to be a good choice.

Mas, afinal: Unfortunately, new facts have come to light — involving his failure to pay substantial taxes that were owed and his sizable income from health-related companies while he worked in the private sector — that call into question his suitability for the job. We believe that Mr. Daschle ought to step aside and let the president choose a less-blemished successor.

Pois é, a moral e a ética está pelas ruas da amargura, por todo o lado. E Obama aguentará tanta falta de ética e de moral na política e nos negócios?

Monday, February 02, 2009

Sunday, February 01, 2009

Palavras malditas: negligência médica

Errar é humano. Só por isso, a nossa sociedade deveria aceitar mais o erro. A negligência é que não deveria ser tolerável. A negligência deveria ser punida. Punição implacável.

Mas não, em Portugal, como em muitos outros países, "há pessoas mais iguais do que outras"! Vejamos o que aqui nos dizem e que nos deixa mesmo profundamente revoltados:
  • A Inspecção-Geral das Actividades de Saúde movimentou 2388 processos de natureza disciplinar e pré-disciplinar, em 2007.
  • Se tivermos em conta que só no livro amarelo o mesmo ano registou 39 652 reclamações (metade direccionadas aos médicos), percebemos a abissal distância entre a sociedade civil e o resultado das suas queixas.

Ou seja, das quase 40.000 reclamações feitas por doentes e familiares, apenas foram levadas a sério pelo IGAS, cerca de 5% das reclamações. As restantes 95% foram para o lixo! Dito isto, valerá a pena reclamar?

Vejamos mais: Em termos práticos, no ano de 2007 aplicaram-se 62 penas disciplinares, a maioria de repreensão escrita (e não dependente de prévio processo disciplinar), dirigidas em 60% aos médicos. Em causa esteve a assiduidade, as deficiências e omissões nos registos clínicos e a assistência médica.

E isto, ainda constrange mais: Mas no mesmo relatório anual de actividades do IGAS não se diz quantos casos de negligência médica foram, de facto, provados. Aliás, palavras como erro e negligência médica praticamente não aparecem. Quando muito, fala-se em "alegada assistência negligente".

Pior é ainda o que se diz aqui: "Há uma diferença grande entre existir negligência e prová-la. Na maioria esmagadora das vezes, não se prova a negligência. É muito difícil", atalha Pedro Nunes, acrescentando que, "numa percentagem muito elevada, há uma relação de igualdade, sendo a voz de um contra a de outro".

Naturalmente que há também um grave problema, de que não se fala neste artigo, que é o facto de os doentes não terem na maioria dos casos, apoio judiciário para se defenderem perante uma classe importante, mas demasiado poderosa, numa sociedade portuguesa ainda com tiques feudais!

Ou seja, há uma grande oportunidade para os jovens advogados começarem a defender os interesses dos doentes fragilizados e mal tratados. É que para o Bastonário da Ordem dos Médicos, negligência é isto: "sendo a negligência a falta de prestação de cuidados".

Nós, que não somos juristas, achamos que a simples falta de prestação de cuidados, não é a única fonte de negligência médica. Negligência médica pode ser o que aqui se escreve: falta de diligência, preguiça, incúria, desmazelo, desleixo.

A informação será a arma dos doentes objecto de negligência médica.

Post Scriptum: não temos nada de especial contra os profissionais médicos, não podendo contudo, classificá-los fora do âmbito dos outros cidadãos.

Thursday, January 29, 2009

Parabéns Senhora Ministra

A Ministra Ana Jorge é simpática, leve e neutra. Para além disso, Ana Jorge, é médica. Como Ministra da Saúde tem sido discreta. Quanto a resultados? Tem sido a evolução na continuidade.

Mas agora, ao fim de um ano no cargo de Ministra da Saúde, Ana Jorge parece demonstrar capacidade de análise sobre o sector hospitalar:
  • "Um dos grandes problemas da saúde em Portugal é organizacional", disse Ana Jorge.
  • Na área hospitalar, "tem falhado muito o envolvimento das administrações e dos directores de serviço", disse, considerando que são estes "os grandes responsáveis pelo funcionamento do serviço hospitalar e por envolver os seus profissionais".
  • Ana Jorge dá como "exemplo de sucesso" o Programa de Intervenção em Oftalmologia (PIO), através do qual foram realizadas mais de 15 mil cirurgias. A "chave do sucesso foi o envolvimento dos profissionais e, nomeadamente, dos directores dos serviços de oftalmologia", considera Ana Jorge.
  • A ministra preconiza mudanças, mas não só ao nível do nome, numa referência à transformação dos hospitais em Sociedades Anónimas (SA) e, mais tarde, em Entidades Públicas Empresariais (EPE).
  • Para Ana Jorge, "existem alguns hospitais EPE com os profissionais mobilizados e outros que se esqueceram que precisam dos profissionais" de saúde. "Assim não dá, pois só muda o nome", salientou.

Ora, muito bem, Senhora Ministra. Contudo, a Dra. ana Jorge esquece-se do seguinte:

  1. As Administrações dos Hospitais EPE são nomeadas pelo Ministério da Saúde. Ou seja, se a Senhora Ministra acha que não sabem gerir bem os recursos que têm a cargo, Ana Jorge deve demiti-los.
  2. A grande maioria das Administrações dos Hospitais EPE não sabem gerir a autonomia que têm, porque: a) não têm perfil para liderar organizações; b) sabem que são boys políticos e têm medo de arriscar e de decidir.

É pena, Senhora Ministra, que não vá até ao fim, na sua análise.

Wednesday, January 28, 2009

Gripe das aves

Fonte: aqui.

The Ministry of Health in China has confirmed the fifth human bird flu death in the country this month. The H5N1 bird flu has taken its toll on the nation of China this month, sickening many and killing a total of five. The month of January has been a disaster for China to say the least in terms of controlling the H5N1 bird flu virus.

Tuesday, January 27, 2009

Sai uma Licenciatura em medicina em 3 anos?

Após "Bolonha", a generalidade dos cursos do ensino superior passaram a ter 3 anos. É a força da padronização da União Europeia. Goste-se ou não. Mas, há sempre "vacas sagradas". O curso de medicina continua a ser de 6 (seis) anos, mais os estágios.

Bem, parece que era. Se não, vejamos o que aqui se diz:
  • Por um lado, a duração do internato (estágio de especialidade) passou de 18 meses para 12.
  • Por outro, deixou de existir um período de seis meses de preparação para o exame.

Todo este "encurtamento" tem um objectivo: Até Janeiro de 2010 vão estar formados mais 600 médicos de família.

Então, e os argumentos de que a qualidade da medicina obriga a uma não-redução do tempo de formação? Então, o que dirá agora a toda-poderosa Ordem dos Médicos? É que o poder político foi célere para tapar buracos na falta de médicos que dizem haver: esta vaga de médicos resulta de uma alteração feita na lei que diminuiu em um ano o tempo de formação dos clínicos.

Nós continuamos na nossa: não há falta de médicos. Há de facto, alguns médicos a entrar em fase de reforma. Mas, na essência existem demasidos médicos nos hospitais centrais, de Lisboa, Porto e Coimbra. E faltam médicos no Interior Norte, Centro e Sul, e nos centros de saúde.

Por exemplo, como é que se percebe que o Centro Hospitalar de Lisboa Central (Hospital de São José, Hospital dos Capuchos e Hospital de Santa Marta) tenha cerca de 60 oftalmologistas e, até há pouco tempo, o Hospital de Faro tinha apenas 1 (um) oftalmologista?

Virá o tempo em que os médicos terão uma de duas opções: o desemprego ou a emigração. Aliás, como os restantes portugueses!

Sunday, January 25, 2009

Tratamentos do Principe Carlos

Fonte: aqui.

Promoted and sold under ‘Duchy Originals’ brand, these medicines have been made from plant extracts and are said to be effective in curing ailments such as colds, low disposition, fretfulness and dyspepsia. Andrew Baker, Duchy Originals's chief executive said, "The decision to launch these products reflects the Prince of Wales's passion for integrated healthcare. We hope that the Duchy Herbals range of herbal remedies will encourage more people to adopt this integrated approach to their health."

Friday, January 23, 2009

Saúde Ibérica

De Espanha, nem bom vento, nem bom casamento! Quem foi o autor desta frase? Confessamos que não sabemos se é mais do que uma frase popular.

Sinceramente, não somos contra Espanha. Até gostamos de Espanha. Se somos a favor da Ibéria? Temos muitas dúvidas em seguir por esse caminho, pela História e pela dignidade dos antepassados.

Bem, tudo isto a propósito disto: Do lado da Saúde, vão ser protocoladas as intervenções de assistências às populações das regiões transfronteiriças. Uma questão que ganha importância acrescida com a implementação da nova organização física do sistema de Saúde português.

Dito de outra maneira, a Ministra Ana Jorge foi a Zamora, com José Sócrates, entregar a gestão da saúde fronteiriça ao Ministério da Saúde de Espanha, e respectivos Governos Regionais. Só quem não conhece partes raianas, é que acha inovadora esta abordagem de Ana Jorge em Zamora.

Na Região de Elvas-Campo Maior, é normal ir tratar da saúde a Badajoz. Assim como na Região de Reguengos de Monsaraz, se passa o mesmo!

Então, o que foi fazer a Zamora, Ana Jorge? Apenas e só, formalizar a entrega do SNS raiano a Espanha!

Haverão de vir, dias melhores!

Wednesday, January 21, 2009

Esperança para o cancro do colon

Fonte: aqui.

Genetech is expecting to see results from a colon cancer study involving Avastin by April, according to media reports Tuesday. Avastin has already been approved for breast cancer, Lung cancer and colon cancer which has already speared. Genentech’s goal of the current study — which involves more than The 2,710-patients — is to show whether Avastin improves survival of patients after colon cancer surgery.

Tuesday, January 20, 2009

Investimentos na saúde em Portugal

Alguns projectos privados na saúde, parece que não se estão a sair bem. Porquê? Por várias razões: 1) a oferta pública é vasta; 2) o poder de compra da população é baixo; 3) a oferta de saúde privada ainda não é alternativa, mas antes complementar à saúde prestada pelo Estado.

Mas, há quem insista em investir na saúde: Cerca de seis milhões de euros vão ser investidos em Castelo Branco pelo Grupo Lusófona, na construção de uma unidade de saúde privada, que pretende aliar a prestação de serviços de medicina e de lazer.

Não sabemos se este projecto trará resultados positivos, mas às vezes há oportunidades que se aproveitam: O Hospital de Dia Ribeiro Sanches, que funcionará entre as 08:00 e as 20:00, vai ocupar instalações das Galerias Império, no centro da cidade.

Parece que este é um projecto que não é megalomano, como outros que há por aí!

Monday, January 19, 2009

Os orçamentos da saúde

A despesa em saúde representa cerca de 10% do PIB da generalidade dos países desenvolvidos (nos EUA, já representa quase 18% do PIB). É muito? É pouco? Há pessoas que dizem que a saúde não tem preço! Será que não tem? Será que não tem que se impor um limite aos gastos com a saúde?

Vejamos o que por aqui se escreve:
  • The American hospital is a 19th-century cottage industry in the postmodern world. The problem is not medical or technological.
  • The first problem is correcting wasteful and dangerous management practices before extending coverage to more patients. Knowledge exists to transform every hospital in the country to deliver higher quality care and in so doing substantially reduce costs and save lives.
  • Extending health care to more people without correcting the antiquated delivery system doesn’t make sense.
  • In fact, two large hospitals systems — in Pittsburgh and across the Midwest — cut costs in half and significantly reduced hospital-acquired infections and medical and medication errors.
  • This solution of continually improving patient care was based on the Toyota management system. The hospital managements created an environment — without blame — where their employees could learn and practice continual improvement of their processes, systems and themselves in pursuit of “perfect patient care.”

O próximo Presidente dos EUA, Barack Obama, prometeu uma cobertura de saúde alargada, tendo em vista dar mais saúde àqueles que não têm dinheiro para comprar uma apólice de seguro de saúde. Mas, como se diz acima, se alargar a cobertura de saúde, sem racionalizar custos, vai apenas transformar um grande problema, na falência do Estado Americano!

Sunday, January 18, 2009

Exemplos das Ilhas

Nem tudo em Portugal é mau. Há muita gente a trabalhar. Há muita gente que trabalha bem. É preciso esquecer os que remam para trás? Não. Se não criticarmos, não se chega à melhoria ou à correcção do que está errado.

Vemos este exemplo, e gostamos:
  • O Centro de Hemodiálise do Hospital do Santo Espírito de Angra do Heroísmo (Ilha Terceira) tratou 350 doentes nos últimos vinte e cinco anos dos quais 62 foram transplantados.
  • Teresa Azevedo, directora do Centro de Hemodiálise do Hospital de Angra do Heroísmo, adiantou que os serviços acompanham ainda em observação mais meio milhar de doentes
  • Antes da fundação destes serviços, os doentes açorianos optavam por mudar de residência para o continente português ainda que alguns "sabendo que corriam risco de vida permanecessem nas ilhas".
  • Teresa Azevedo disse à Agência Lusa que, para além da doença, o grande problema dos doentes de outras ilhas "é o facto de se encontrarem fora do seu ambiente familiar".
  • Foi por isso adoptado o tratamento de "Diálise Peritoneal", que pode ser feito na residência de cada paciente, reduzindo-se a deslocação dos doentes ao centro a um dia por mês.

Parabéns ao Hospital de Angra do Heroísmo, ao Centro de Hemodiálise e à sua Directora. São precisos mais bons exemplos.

Friday, January 16, 2009

Aumento das taxas moderadoras

Sabemos que o SNS não é gratuito. Mas é gratuito para os mais idosos com poucos rendimentos e para os mais novos afectos ao "rendimento mínimo garantido".

Contudo, o SNS é "tendencialmente gratuito", como diz o artigo 64º da Constituição da República.

Agora, o Governo, que anda a suportar várias falências de empresas, por esse Portugal fora, decidiu aumentar uns cêntimos nas taxas moderadoras: A partir de 1 de Fevereiro, se precisar de ir a um hospital do Serviço Nacional de Saúde (SNS), prepare-se para pagar mais. O Ministério da Saúde actualizou a tabela das taxas moderadoras.

Tudo bem, nós aceitamos. Mas, não gostamos é que digam que o SNS é "tendencialmente gratuito" e depois digam isto: Numa portaria hoje publicada em "Diário da República" e datada do passado dia 8, o Ministério indica que as taxas em vigor "encontram-se desactualizadas, quer quanto ao valor, quer quanto à tipologia dos actos, pelo que se torna necessário proceder à sua revisão".

É caso para perguntar, será que o Governo está a pensar colocar o preço dos serviços do SNS ao nível do sector privado? E então, para que pagamos impostos?

Thursday, January 15, 2009

Unidade de radioterapia na Madeira

A instalação de uma unidade de radioterapia não custa meia dúzia de euros. Naturalmente que não queremos implicitamente dizer que a instalação de equipamentos de cariz oncológico deva apenas ser avaliada por questões de rentabilidade comercial. Os portugueses pagam impostos e devem ser solidários. Mas, é preciso avaliar a disponibilidade dos recursos, face às necessidades.

Lemos esta notícia:
  • Os cerca de 250 doentes oncológicos na Madeira que anualmente se tinham de deslocar ao continente para tratamentos passarão a ser assistidos na unidade de radioterapia que vai entrar em funcionamento em Fevereiro no Funchal.
  • O governante, Francisco Jardim Ramos, salientou tratar-se de uma clínica privada que se candidatou num concurso internacional, a Quadrante, que tem várias unidades de prestação de serviços nesta área, em Lisboa, Porto e Faro.
  • "Temos enviado uma média de 250 doentes oncológicos por ano ao continente. Esta é já uma doença com muita carga de sofrimento, que traz mais penosidade pelo facto das pessoas terem de sair da região, pelo que o objectivo deste projecto é dar-lhes mais conforto e amenizar a situação", destacou.

Não queremos imaginar o sofrimento de um doente oncológico. Mas, queremos antes, imaginar que há muitas outras doenças dolorosas e mais raras, mas que não têm qualquer apoio, dado que os recursos são escassos!

Será que 250 doentes justificam a instalação de uma unidade de radioterapia? Temos muitas dúvidas.

Wednesday, January 14, 2009

Erros na saúde?

Diz o Senhor Bastonário da Ordem dos Médicos: Pedro Nunes confessou que gostava que José Sócrates admitisse a existência de erros na gestão do sector em Portugal.

Como? O Engenheiro Sócrates vai admitir erros? Pensamos que o Engenheiro Sócrates vai admitir tantos erros cometidos pelo Governo que dirige, como o Dr. Pedro Nunes admitirá que a classe que representa em Portugal, comete erros!

Depois, cá vem o discurso para "enganar cidadão": É óbvio que os médicos gostariam que o sr. primeiro-ministro dissesse que a saúde ia ser gerida com lógica de resultados a favor dos cidadãos, dizer que reconhece que houve alguns erros nesta gestão estritamente economicista e que iria passar a defender a saúde dos seus concidadãos», afirmou o Dr. Pedro Nunes.

Mas, será que os médicos não têm interesse por questões "economicistas"?

Tuesday, January 13, 2009

Michelle Obama

Fonte: aqui.

A uma semana da posse do marido, Michelle Obama decidiu abandonar seu emprego no hospital de Chicago (Illinois, norte dos Estados Unidos), onde trabalhava há seis anos, para se dedicar totalmente a sua futura função de primeira-dama dos Estados Unidos, anunciou nesta segunda-feira o próprio centro de saúde.

A advogada Michelle Obama, que se tornará a nova primeira-dama americana no dia 20 de janeiro, ocupava desde 2005 o cargo de vice-presidente para assuntos externos e comunitários do hospital, onde começou a trabalhar em 2002.

Sunday, January 11, 2009

Hospital de Faro: outra vez!


O Hospital de Faro é falado, quase sempre pelos piores motivos. São os médicos-Chefes, demissionários há mais de um ano. São os problemas no Verão, por causa da avalanche de doentes, de férias. São os médicos oftalmologistas que quase não existem. São as péssimas condições das urgências. São os corredores do hospital sempre cheios. Será possível ser pior?

Parece que não, pois vejamos:
  • Num dos dias mais frios do ano, há pacientes que têm de esperar sentados à mercê do clima, por uma consulta de Ortopedia. Aquecedores ficaram sem gás.
  • Só no dia de hoje, mais de uma dezena de pessoas encontravam-se no exterior do edifício do Hospital Central de Faro, onde se encontra montada uma enorme tenda amarela, para tentar proteger os utentes da chuva e do vento.
  • “Isto é uma situação que se arrasta para aí há um ano e meio”, garante Eduardo Rocheta, outro dos utentes à espera de consulta. “Só hoje já houve duas pessoas a pedir o livro de reclamações por causa das más condições de espera”.
  • Caso caricato, é que houve até mesmo um utente que estacionou debaixo da tenda, num lugar de acesso exclusivo às ambulâncias, para que a mulher que tem doenças dos ossos, pudesse ficar à espera sem ser ao relento.

Triste e caricato, de facto. E acontece alguma coisa ao poder responsável pelo Hospital de Faro?

Saturday, January 10, 2009

Gardasil

Fonte: aqui.

Another roadblock for the much coveted cervical cancer vaccine, Gardasil, from Merck & Co! The Food and Drug Administration has asked for additional information before it approves Gardasil for women aged between 27 and 45.

Wednesday, January 07, 2009

Império fiscal

Por aqui, escrevemos apenas sobre saúde e assuntos relacionados, directa e indirectamente. Um dos temas indirectos, que temos por aqui abordado, é o facto do Estado estar sistemáticamente em atraso no pagamento de dívidas a fornecedores, nomeadamente da saúde.

Agora lemos isto: Antes de pagar as dívidas aos fornecedores do Estado, como se comprometeu fazer até Abril deste ano, o Governo quer reaver o que é seu. Esta semana, as Finanças mandaram penhorar os créditos de todos os fornecedores do Serviço Nacional de Saúde com impostos em atraso, soube o Negócios.

Como? O Estado paga tarde e a más horas, e mesmo após os atrasos sucessivos, arranja mais subterfúgios, para continuar a não pagar? O fisco passou de uma indolência e ineficiência, para uma máquina temível e mesmo repressiva.

Gostaríamos de saber, se nós como cidadãos, podemos deixar de pagar impostos, se o Estado estiver em dívida para connosco?

Melhores dias virão.

Post Scriptum: Não somos contra o pagamento de impostos, mas somos contra um Estado que actua acima dos cidadãos que no fundo constituem o fundamento desse mesmo Estado!

Tuesday, January 06, 2009

Efeito boomerang

O Dr. António Ferreira, Presidente do Conselho de Administração do Hospital de São João, abriu uma guerra que não vai ser curta, quando ameaçou ou disse ter intenções de "publicar uma lista com a assiduidade dos médicos".

Vejamos o efeito boomerang: O Conselho Regional do Norte da Ordem dos Médicos está "indignado" com as alegadas afirmações do presidente do Hospital de São João, no Porto, que terá insinuado que os médicos faltavam muito e ameaça "tomar as medidas necessárias", não descartando a possibilidade de processar o administrador.

Os gestores não devem abdicar de uma função fulcral, que é o controlo de gestão, sob pena de eles próprios não desempenharem a sua função, de forma integral. O Dr. António Ferreira veio afirmar que os funcionários públicos com vínculo definitivo têm um nível de absentismo muito mais elevado do que os funcionários públicos com contrato individual de trabalho. Se o referiu, é porque não é mentira. Se é verdade, resta ao Dr. António Ferreira actuar para que o erário público e os contribuintes não saiam defraudados.

Concordamos com isto, que o Dr. António Ferreira quer fazer:
  • o presidente do Conselho de Administração do Hospital de São João anunciou que esta unidade de saúde vai adoptar este ano uma política de incentivos aos profissionais, monitorizando a sua produção e respectiva qualidade através de sistemas informáticos.
  • António Ferreira explicou que a monitorização em tempo real acontecerá através de sistemas informáticos, que substituem o 'papel' até agora utilizado mas sem recurso a quaisquer câmaras de vigilância.

Mas, já não concordamos com isto:

  • Actualmente, o hospital atribui subsídio de assiduidade a trabalhadores que estejam ao abrigo da lei geral.

E porque é que não concordamos? Apenas por isto: não será suposto os funcionários receberem um salário por contrapartida de um determinado serviço, com o respectivo horário de trabalho? Então, para que é que se incentiva quem cumpre o horário de trabalho? Nós achamos, que quem não cumpre o horário, deve ser penalisado. Se não, o crime compensa!

Sunday, January 04, 2009

Grave, muito grave

A gestão evolui todos os dias. Ás vezes, no sentido positivo. Ás vezes, no sentido negativo. Vejamos esta parte de entrevista do Senhor Presidente do Conselho de Administração do Hospital de São João, do Porto:
  • Neste hospital, temos dois grandes grupos: os profissionais da Função Pública e os que agora fazem contrato individual de trabalho. A taxa de absentismo na Função Pública, em termos brutos, é da ordem dos 14 a 16%. Nos contratos individuais de trabalho não ultrapassa um por cento.
  • E é preciso que se desmistifique a ideia de que só acontece com os médicos. Temos profissionais que faltam 59 dias, vêm trabalhar dois ou três e faltam mais 59, com base em atestados.
  • Isto é estratégico. Como se resolve isto? No respeito por todos os direitos legais, com a publicação das listas de ausências. Isto nos locais de funcionários do hospital, não para doentes ou visitas. E há outra coisa, o pontómetro (para picar o ponto) não diz o que estão a fazer no hospital. O que produziram? Os médicos deram consultas? Viram doentes?

Antes de mais, comentários nossos:

  1. Portugal continua a ser o paraíso de alguns e a miséria para a maioria.
  2. O sistema laboral, apesar de aparentemente rígido, ainda só funciona para uma grande minoria.
  3. O controlo de gestão em Portugal, ainda passa apenas pelo "pica ponto". O que, segundo se vê pelo caso do Hospital de São João, do Porto, é ainda muito pouco. Para não dizer, nada.

Friday, January 02, 2009

Vitória contra o tabaco

Quase assistimos à perseguição dos fumadores, desde a introdução da nova Lei do Tabaco. Contudo, fumar faz mal, e é preciso combater esse vício, de todas as formas possíveis.

Os resultados deste combate recente são bons: Num balanço sobre os primeiros 10 meses desde a entrada em vigor da Lei do Tabaco, o director-geral de saúde revelou um estudo que indica que o número de cigarros vendidos em Portugal sofreu uma queda de 13,5 por cento.

A Direcção Geral de Impostos é que não deve estar a gostar da brincadeira!

Thursday, January 01, 2009

Ministério da Saúde: 1ª batalha 2009

Definir o nível de serviço do atendimento, é um dos princípios básicos de defesa dos cidadãos ou dos clientes. O Ministério da Saúde decidiu isto e bem: O secretário de Estado da Saúde, Manuel Pizarro, considerou que os prazos máximos que definiu hoje em portaria para consultas nos estabelecimentos do Serviço Nacional de Saúde são «perfeitamente» exequíveis.

Mas, os obstáculos aparecem desde já: Muitos hospitais não vão conseguir cumprir os tempos de resposta aos utentes definidos ontem pelo Ministério da Saúde. O alerta é dado por Pedro Lopes, presidente da Associação de Administradores Hospitalares (AAH), que considera que os objectivos definidos são "um bocado ambiciosos".

Há sempre participantes do jogo, que não percebem que o doente deve estar sempre em primeiro lugar: "Fixar prazos é fácil, cumprir é mais difícil", diz Pedro Nunes, referindo que este não é o caminho para resolver o problemas das listas de espera.

A luta dos doentes tem que passar pela exigência, quer se chame reclamação, acção litigiosa ou recusa do pagamento de serviços por incumprimento. É que a Lei é muitas vezes coxa!

Tuesday, December 30, 2008

Obama’s Efforts to Quit

Fonte: aqui.

Franklin D. Roosevelt smoked cigarettes, and John F. Kennedy and Bill Clinton occasionally smoked cigars. Gerald R. Ford preferred a pipe.

Sunday, December 28, 2008

A gestão do caos

Todos os sectores têm situações críticas. Todos os sectores sofrem com a falta de clientes ou com o seu excesso. É normal. Contudo, na moderna gestão das organizações, convém tentar arranjar alguma forma de evitar a falta de clientes ou o seu excesso.

A saúde não é excepção. Mas, pelo menos, de falta de clientes, o sector da saúde não se queixa. Tudo isto, a propósito disto: Sexta-feira, registaram-se 37 mil episódios de urgência (17 mil em hospitais e 20 mil em centros de saúde), um afluência quase duas vezes superior ao normal, e ontem 20 mil pessoas acorreram aos serviços públicos de saúde (13 mil em hospitais e 17 mil em centros de saúde).

E disto: Mariana Martins esteve 25 horas à espera que o seu marido fosse atendido. Chegou às urgências do Hospital Amadora-Sintra às 10.00 de sexta-feira e só às 11.00 de ontem foi visto pelo médico. "O meu marido estava com falta de ar, só há duas horas [às 11.00] é que foi atendido e vai ficar internado", conta ao DN Mariana Martins, depois de uma noite passada no banco da sala de espera do hospital.

Mas, parece que tudo se foi resolvendo: Estamos a acompanhar a situação de perto e a comunicá-la à ministra da Saúde. Por detrás desta afluência está ainda uma epidemia de gripe moderada. Mas esperamos que as pessoas percebam que uma gripe não é uma doença grave e que não devem ir às urgências.

Mas, o pior, mesmo muito mau foi isto: Mário Carreira aconselha a que os utentes que sintam sintomas de gripe procurem os centros de saúde, a linha Saúde24, e as farmácias "em busca de aconselhamento sobre o que devem fazer nessas circunstâncias" e evitem as urgências hospitalares.

E para fechar os dislates: A Direcção-Geral da Saúde (DGS) aconselhou os utentes, que sintam sintomas de gripe, a recorrerem às urgências hospitalares apenas em «necessidade absoluta», uma vez que podem «entupir» o serviço e agravar a expansão da doença.

Até parece que Portugal está em guerra! Ou que existe alguma catástrofe natural! Ainda ouvimos o Senhor da DGS aconselhar a auto-medicação e o auto-diagnóstico. Mas, os Técnicos Superiores do Ministério da Saúde conhecem o país que dirigem?

Friday, December 26, 2008

A defesa dos doentes II

É com prazer, que lemos isto: A partir de 01 de Janeiro, os estabelecimentos do Serviço Nacional de Saúde terão de informar os utentes dos prazos máximos previstos para consultas ou cirurgias e divulgar a posição do doente na lista de espera.

De vez em quando, o poder político lá vai fazendo alguma coisa pelos doentes, a quem gostam de chamar utentes, mas que para nós são clientes, dado que o SNS é suportado pelos impostos que os contribuintes portugueses pagam.

Vamos ver se os hospitais e centros de saúde cumprem as regras definidas pelo Ministério da Saúde.

Wednesday, December 24, 2008

FDA warns Coca-Cola about claims on diet drink

Fonte: aqui.

The Food and Drug Administration issued a warning letter to the company, objecting to the product's labelling, which describes the drink as "Diet Coke with Vitamins and Minerals."

Tuesday, December 23, 2008

Chamem a Polícia!

Os hospitais estão a escrever aos fornecedores (incluindo os laboratórios farmacêuticos e empresas de dispositivos médicos) a pedir que façam descontos nas facturas em atraso, porque "a disponibilidade financeira não permite o pagamento total da dívida".

Como? Não deve ser verdade! Mas, aparece aqui escrito. Então, o Estado não anda a suportar empresas deficitárias com financiamentos extraordinários para evitar a sua falência? Será que os Hospitais do SNS não serão do mesmo Estado que salva vários bancos da falência?

Bem, mas a história já tem histórias:
  • O Governo anunciou há um mês que iria activar o Fundo de pagamentos para que as unidades de Saúde saldem as dívidas vencidas, que ascendem a 908 milhões de euros, e reduzam os prazos de pagamento.
  • O Ministério das Finanças anunciou já ter transferido para os hospitais 767 milhões.
  • Mas, ao que o CM apurou, vários conselhos de administração enviaram cartas aos fornecedores a pedir que lhes seja "concedido um desconto", num valor a propor pelas próprias empresas. Os hospitais dizem, ainda, que a disponibilidade para baixar os preços "será tida em consideração na definição dos pagamentos a efectuar", mediante o plano que estão a elaborar.

Sinceramente, isto parece-nos um procedimento semelhante ao utilizado pela "família Soprano". Será que o Estado que financia bancos insolventes, adopta procedimentos duvidosos junto de organizações suas fornecedoras?

A credibilidade só se ganha, se nós próprios formos credíveis. De outra maneira, impera o salve-se quem puder!

Monday, December 22, 2008

Desculpas de mau pagador

Todos sabemos que o Estado paga tarda. Todos sabemos que o Estado paga mal (não se incluem neste grupo, as empresas que concorrem a concursos públicos e que vêem os valores corrigidos a posteriori). Mas, o que vamos aprendendo agora, é que o Estado aprende a dilatar os prazos de pagamento, ainda que apenas prometa que paga:
  • Vários hospitais com gestão empresarial receberam sexta-feira cerca de 767 milhões de euros para pagarem dívidas vencidas, no âmbito do Fundo de Apoio ao Sistema de Pagamentos do Serviço Nacional de Saúde (SNS), segundo o Ministério das Finanças.
  • No passado dia 08, a ministra da Saúde, Ana Jorge, garantiu que a dívida vencida do SNS, no valor de 908 milhões de euros, vai ser paga até ao final do ano.
  • «A dívida do SNS está a ser enquadrada, vamos acompanhá-la, cumpri-la, estamos a trabalhar para que tudo corra bem. O importante neste momento é que a dívida vencida vai ser paga aos fornecedores», disse a governante (Ana Jorge).

Mas, para que é que servem estes avisos permanentes de "promessas de pagamento"? Se querem pagar, paguem! Para que é preciso dizer que se vai pagar, não pagando, mas prometendo que se vai pagar?

Thursday, December 18, 2008

Ultrasons: 4 D


Fonte: aqui.

Our creative multi-dimensional formats clearly convey cardiac anatomy, synchronicity and viability. You get 4D images rendered online that look like an actual heart. And, the new 4D visualization tools offer you a new perspective on volume and dimension with the assistance of Depth Color Rendering and Stereo glasses –making it look real enough to touch.

Wednesday, December 17, 2008

União Europeia: a propriedade da farmácia

O negócio do retalho farmacêutico foi quase sempre bom. E foi quase sempre exclusivo dos próprios farmacêuticos. No entanto, como o negócio é bom, as multinacionais do retalho querem esta fatia apetecível. Só que o Tribunal Europeu impede que as redes de distribuição pan-europeias consigam actuar em toda a União Europeia.

  • Efforts by some of Europe’s biggest retail chains to overturn ownership restrictions on pharmacies in European Union countries including Germany, France, Italy and Spain were frustrated in Europe’s top court on Tuesday.
  • A surprise preliminary legal opinion in two test cases found European law does allow EU member states to put curbs on who may own and operate pharmacies. The conclusion could seriously hamper expansion plans for a number of companies.
  • A senior legal adviser at the Luxembourg-based European Court of Justice said restrictions – for example, requiring owners to be qualified pharmacists – were justified because of the need to “protect public health”.

No entanto, esta "guerra" não terminou:

  • Advocate-generals’ opinions are not binding on the full court at the ECJ, which must still rule on the matter. But they are upheld in about 80 per cent of cases.
  • If the court does take the same view, it will be a serious setback for retailers including Germany’s Celesio and Britain’s Alliance Boots and supermarket chains such as France’s Carrefour, known to be keen to expand into pharmacy.

Tuesday, December 16, 2008

Aumenta o autismo em Espanha

Fonte: aqui.

Las tasas de autismo infantil en España están creciendo de forma paulatina en los últimos años gracias a un mejor diagnóstico de esta severa y crónica enfermedad asociada al desarrollo neurológico. Se estima que en España más de 13.000 niños padecen actualmente autismo.

Algunos expertos han llegado a especular sobre la existencia de una posible "epidemia de autismo", aunque la gran mayoría se decanta por pensar que esta proliferación de nuevos pacientes se debe, fundamentalmente, a un mejor conocimiento clínico de la enfermedad, al empleo de instrumentos diagnósticos más adecuados y a la realización de un buen diagnóstico diferencial con otras patologías del neurodesarrollo. "Hemos detectado un aumento de casos cada año.

Resulta curioso pero parece demostrado que los niños autistas pueden beneficiarse del contacto con los animales. Así, se han hecho pruebas con caballos (hipoterapia) y con delfines (delfinoterapia) con el fin de mejorar la interacción social y los patrones posturales y de coordinación motriz de estos niños.

Monday, December 15, 2008

INEM consome mais impostos

Há duas garantias na vida de cada cidadão: morrer e pagar impostos. Da primeira, não nos livramos. Da segunda, temos que contestar, pois se não, viveremos condenados a contribuir para uma sociedade que partilha pouco e em que os bens públicos são mal geridos (lembremo-nos do Sherriff de Nottingham e do nosso ídolo Robin Wood).

Bem, por cá, quase todos os dias temos notícias frescas do Fisco: 1) aumento do número de penhoras; 2) aumento do valor das coimas; 3) aumento dos impostos directos e indirectos.

Temos a saúde cada vez menos gratuita. Temos uma educação pública bastante fraca. Temos a maioria das estradas de melhor qualidade, com pagamento obrigatório. Então, porque pagamos tantos impostos?

Bem, mas por aqui fala-se sobretudo de saúde, e há organismos relacionados com a saúde, que andam "por maus caminhos" e parece que querem comer mais:
  • Portugueses vão pagar mais nos seguros.
  • Os custos totais com os seguros deverão subir, o que representa uma má notícia para os bolsos dos portugueses. Em causa está uma alteração feita na proposta de Orçamento do Estado que prevê que a taxa cobrada pelas seguradoras e que reverte a favor do INEM passe dos actuais 1% para 2%.

Contudo, este organismo anda "por maus caminhos":

  • Professor morre à espera do INEM.
  • Em paragem cardiorrespiratória, os colegas professores tentaram desesperadamente contactar o 112, mas sem sucesso. Alertados, os Bombeiros Voluntários de Espinho, com quartel nas proximidades, acorreram de imediato, não tardando mais do que três minutos. Todavia, a VMER, Viatura Médica de Emergência e Reanimação, que deveria ser imediatamente accionada para uma situação destas, estava, segundo informação dada aos Bombeiros pelo CODU, ocupada noutra situação, pelo que receberam indicações para não esperar pelo INEM e conduzir o professor de imediato para o hospital.

Valerá a pena pagar impostos? Ou poderemos estar nós á beira de uma campanha cívica pelo não-pagamento de alguns impostos?

Friday, December 12, 2008

Medicina alternativa

Fonte: aqui.

Just like their parents, kids are taking herbal supplements from fish oil to ginseng, a sign of just how mainstream alternative medicine has become. More than one in nine children and teens try those remedies and other nontraditional options, the government said Wednesday in its first national study of young people's use of these mostly unproven treatments.

Thursday, December 11, 2008

Hospital de Faro: palavras para quê?

Fonte: aqui.

Primeiro a versão "normal":
  • A ministra da Saúde, Ana Jorge, recusou hoje a existência de caos na urgência do Hospital de Faro, considerando que há apenas uma «maior procura» por estarmos em «plena época de Inverno». A ministra disse ter informações de que «os doentes estão a ser atendidos, e não num tempo de espera que ultrapasse aquilo que é razoável».

Depois a versão normal:

  • Um dos médicos daquele serviço hospitalar disse à Lusa que «a situação actual é de ruptura». O novo serviço de urgências do Hospital de Faro começou a funcionar este mês, mas as macas acumuladas nos corredores estão a provocar o caos e os médicos que há um ano pediram a demissão continuam demissionários.
Quando os Governantes não saiem dos gabinetes, ou se o fazem, vão apenas lançar "primeiras pedras", tudo é "normal"!

Post Scriptum: e nós que pensávamos que o Algarve tinha maior afluxo de pessoas no Verão!

Wednesday, December 10, 2008

Hospital de Braga

A decisão de construir um novo Hospital em Braga foi tomada em 1984 pelo ministro do sector, o socialista Maldonado Gonelha, tendo o concurso público sido lançado em 2005 pelo, então, titular da pasta da Saúde, Luís Filipe Pereira, do governo PSD/CDS.

O novo Hospital de Braga, cujo arranque depende do visto do Tribunal de Contas, terá 700 camas e 12 salas de cirurgia, representando um investimento inicial de 200 milhões de euros.

Fonte: aqui.


O valor global da parceria público-privada, para a construção e manutenção da nova unidade durante 30 anos e a gestão da mesma durante 10 anos, está avaliada em 794,5 milhões de euros, um valor que está 200 milhões de euros abaixo da proposta inicial deste grupo.

O agrupamento "Escala Braga", vencedor do concurso, integra as firmas, José Mello Saúde, Estabelecimentos de Saúde e Assistência, (ISU), a Sociedade Gestora do Hospital das Descobertas (SGHD), a Somague Itinere - Concessões de Infra-estruturas e a Somague Engenharia, Edifer - Construções Pires Coelho & Fernandes e Edifer - Investimentos, SGPS.

Tuesday, December 09, 2008

A conversa fiada

Andamos por esse Portugal fora, e vemos escrito "só se fia amanhã", ou "não há fiados". Qualquer organização quer receber o mais rápidamente possível e pagar o mais tarde possível.

Mas há limites para tudo. Quando um fornecedor espera durante mais de 180 dias por algum recebimento, ou corre o risco de falência ou tem muita solidez financeira. Ou seja, se a empresa for de pequena ou média dimensão, não aguenta tal embate. Se a empresa for muito grande, até pode aproveitar o mau cumprimento do cliente, e passar a elevar a sua margem de lucro para compensar os atrasos nos recebimentos.

É preciso fazer um "boneco"? Não. Basta ler mais esta notícia:
  • A ministra da Saúde Ana Jorge garantiu hoje, em Lisboa, que a dívida vencida do Serviço Nacional de Saúde (SNS), no valor de 908 milhões de euros, vai ser paga até ao final do ano
  • e adiantou que foram dadas garantias aos fornecedores do SNS que aguardam pelo pagamento há mais de 90 dias
  • "O problema do endividamento do SNS começou a ser resolvido há três anos com a melhoria das condições de gestão, e, portanto, desde essa altura que não há um aumento da dívida dos serviços do Ministério da Saúde. Aquilo que está a ser feito agora é encontrar condições para que a dívida seja reduzida para valores equivalentes a 90 dias", disse Francisco Ramos.

Com conversa fiada, ninguém vai. Dizer que fazem melhor do que os outros, é sempre a conversa fiada de políticos! Quando nos livraremos desta gente de conversa fiada?

Monday, December 08, 2008

Contas do SNS: Janeiro a Setembro 2008

Estamos à beira do fim do ano. Estamos próximos de fechar contas. É provável que se consigam atingir alguns objectivos. É muito provável que não se conquistem muitos objectivos. O Estado sofre, por enquanto, uma erosão lenta nos seus recursos. O Estado não controlou as suas despesas em altura mais apropriada. A aflição vem aí.

Vejamos o que nos diz a Direcção Geral de Orçamento, em relação ao que se passou no período de Janeiro a Setembro de 2008, em comparação com igual período de 2007, quanto ao SNS:
  • Receita cobrada total: +2,5%.
  • Transferências correntes obtidas (Orçamento Estado): +2,9%.
  • Despesa total do ano: +3,7%.
  • Despesas com o pessoal: +1,4%.
  • Compras: +3,8%.
  • Fornecimentos e serviços: +3,6%.
  • Subcontratos: +4,3%.
  • Produtos vendidos farmácias: +6,2%
  • Meios complementares de diagnóstico e terapêutica: +7,8%.

Verificamos que:

  1. Apesar das tão propaladas "taxas moderadoras", o SNS depende a 95% das suas receitas, do Orçamento de Estado.
  2. As "despesas com pessoal" estão aparentemente controladas. Dizemos aparentemente, dado que muitas despesas com pessoal em 2007, foram colocadas na rúbrica "fornecimentos e serviços", em 2008.
  3. A despesa com medicamentos e meios complementares de diagnóstico ameaça a aparente sustentabilidade do SNS.
  4. O SNS tem um saldo positivo nesta altura de 152,5 milhões de euros, quando no mesmo período de 2007, tinha um saldo positivo de 217,6 milhões de euros.
  5. Apesar do aumento de vendas de genéricos e do controlo administrativo dos contratos com prestadores de serviços de meios complementares de diagnóstico, estes dois tipos de produtos/serviços são o grande rombo de 2008: têm um custo acrescido de 100 milhões de euros.
  6. Se o SNS não gera grandes verbas para além do Orçamento de Estado e se as despesas estão em grande crescimento, como se vai sustentar um SNS com a dimensão que tem, estando Portugal em recessão económica severa?

Post Scriptum: nem queremos imaginar como estarão, na realidade, as contas do SNS neste momento!

Friday, December 05, 2008

Concurso para Sistemas Informáticos para a saúde

A saúde não é possível de gerir sem uma grande plataforma informática. Ou se quiserem, uma mega plataforma de vários tipos de softwares, com muito hardware.

Outro aspecto: é impossível gerir informação sem constantes updates.

Dito isto, a refeição vai ser grande, sobretudo para quem vende sistemas de informação de gestão. Não tenham dúvidas. Informatizar as centenas ou mesmo milhares de unidades de saúde (se incluirmos os Centros de Saúde) vai ser obra!

Mas, é preciso ter cuidado, pois se não, vai-se repetir o "Caso Alert P1", de que aqui já fomos escrevendo.

Bem, mas parece que a Ministra da Saúde Ana Jorge foi incumbida de: Conselho de Ministros, que delegou em Ana Jorge a finalização do concurso público para criar a Rede Informática da Saúde. Coitada da Senhora Ministra! Sem qualquer preconceito, parece-nos que a Senhora Ministra é ainda da geração do "papel, da caneta e do carimbo". Gerir informação hoje, é muito complexo, e sobretudo muito caro.

Ficamos a aguardar futuras notícias disto: O Ministério da Saúde prepara-se para adjudicar por quase dez milhões de euros a informatização de todos os hospitais e centros de saúde e a sua ligação em rede.

Ou estamos perante mais uma falácia (dez milhões de euros para informatizar a saúde? só?), ou o sistema cairá que nem um castelo de cartas, pois se não:
  • "As exigências em termos de velocidade de comunicações são actualmente muito elevadas, uma vez que a generalização a todo o território nacional da utilização de sistemas de informação implica uma sobrecarga da rede incompatível com a capacidade actual".

Wednesday, December 03, 2008

Embaixadora mundial contra a Sida

Fonte: aqui.

La primera dama de Francia, cantante y ex modelo Carla Bruni-Sarkozy, se convirtió hoy en embajadora del Fondo Mundial para la protección de las madres y los niños contra el Sida, coincidiendo con la jornada internacional de lucha contra esa enfermedad.

Tuesday, December 02, 2008

Sida e a Unicef

Fonte: aqui.

el FC Barcelona hizo historia este lunes en Nueva York al convertirse en la primera entidad deportiva que participa de manera activa en la presentación del informe anual de la UNICEF, ONUSIDA y la OMS sobre el impacto de la enfermedad en los niños coincidiendo con la celebración ayer del Día Mundial Contra el SIDA.

Monday, December 01, 2008

NHS: nurse

Fonte: aqui.

An NHS nurse has broken the £100,000 pay barrier for the first time as the drive to cut waiting lists brings lucrative rewards for senior staff. The nurse consultant, who is based in Rotherham, earns double the basic salary of around £50,000 by working overtime under a generous Health Service initiative.