Tuesday, September 18, 2007
Ruídos biométricos
A indumentária do Pessoal da Saúde na Grã - Bretanha
O novo Ministro da Saúde Britânico, Alan Johnson, impõe novas regras quanto às roupas que o pessoal da saúde deve usar: Long-sleeved white coats, favoured by physicians for decades, are set to be banned under an NHS shake-up aimed at tackling hospital superbugs.Monday, September 17, 2007
World Health 2001
Fonte: aqui.Sunday, September 16, 2007
Hospital de Santa Maria EPE - Resultados 2006
- Antes de mais, é anómalo verificar que o HSM tenha um Resultado Líquido positivo de 44,5 milhões de euros em 2005, enquanto teve apenas 4,8 milhões de euros em 2006. Contudo, e dado que o HSM é um Hospital Universitário, consideramos que este tipo de hospital de cariz público deveria ter por fim, o "lucro zero". Não conseguimos conceber um Hospital Universitário com imensos lucros, a não ser como excepção!
- A anomalia verificada nos Resultados Líquidos prossegue nos Proveitos do HSM. Isto é, enquanto em 2006, o HSM tem 259 milhões de euros de Prestação de Serviços, apenas tem 36,5 milhões de euros em 2005! Contudo, o HSM tem em 2005, 267 milhões de euros de transferencias correntes, quando tem apenas 12 milhões de euros de transferencias em 2006.
- Na parte final da Demonstração de Resultados, parece que estamos perante um autentico milagre financeiro, pois o HSM apresenta em 2006 Resultados Operacionais francamente maus, de cerca de 8,6 milhões de euros, mas consegue ter Resultados Financeiros de 5 milhões de euros (sobretudo por via da obtenção de juros de 3,9 milhões de euros!!!), o que lhe permite ter o tal lucro de 4,8 milhões de euros!
Estranha, muito estranha, tal Demonstração de Resultados. Sobretudo, por se tratar de um Hospital público, ainda que tenha cariz empresarial, e em particular por ser um Hospital Universitário.
Finalmente, verificamos que o HSM tem um Imobilizado que cresce sobretudo através dos Edifícios e dos Terrenos, caindo acentuadamente quanto a Equipamentos. Ou seja, o principal Hospital Universitário do país tem desinvestido em equipamentos, o que é grave, na nossa opinião.
Cuidados Continuados
Afinal, o que querem os portugueses? Portugal reduzido a Lisboa e Porto? Nós, não.
Saturday, September 15, 2007
Eurobarómetro e a Saúde na União Europeia
- As part of the European Commission’s Health Strategy, a Public Health Programme1 was adopted for the period 2003-2007.
- Amongst other objectives, this aims to improve information and knowledge for the development of public health monitoring.
Os resultados são muitos, e não pretendemos analisar aqui, todo o manancial de informação levantada pela TNS Opinion & Social. Já agora, o Estudo foi levado a cabo entre 6 de Setembro e 10 de Outubro de 2006, nos 25 Estados da UE, na Bulgária, Roménia e Croácia.
Referiremos, por ora, apenas uma análise sobre as duas primeiras questões colocadas.
- Questão: How is your health in general?
A esta questão, 73% da média dos cidadãos europeus responderam que têm a sua saúde em muito bom ou em bom estado. 20% respondeu que a sua saúde não está bem, nem mal. E apenas 7% repondeu que a sua saúde vai mal ou muito mal.
Dos Irlandeses, 89% consideram-se em bom estado de saúde. No outro extremo, apenas 44% dos Lituanos se consideram em bom estado de saúde. Quanto a Portugal, cerca de 66% dos seus cidadãos consideram-se em bom estado de saúde.
- Questão: Do you have any long-standing illness or health problem?
Dos Estonianos, 42% consideram que têm uma doença crónica. Enquanto que no outro extremo, estão os Irlandeses, em que apenas 19% consideram ter uma doença crónica. Dos Portugueses, 30% consideram que têm uma doença crónica.
Finalmente, as respostas a estas duas questões, mostram que a UE se considera mais doente em 2006 (data do Estudo), do que em 2005. Esta é uma tendência comum a todos os países desenvolvidos. Os hipocondríacos alastram!
Sunday, September 09, 2007
A revolução no retalho farmaceutico vem aí
- Segundo o Vox Populi, que ouviu 400 pessoas a partir de 18 anos, 75,5% dos consumidores freqüentam uma rede de farmácia e drogaria para ter acesso a não-medicamentos - entre alimentos, doces, bebidas, higiene e limpeza, produtos domésticos e veterinários -, enquanto 60,6% também adquirem remédios no ato da compra.
- Já no levantamento do Ibope, 77% de um universo de 504 pessoas, de 16 anos ou mais, acreditam que as farmácias e drogarias não devem se ater à oferta de medicamentos e cosméticos.
Nos EUA, as farmácias já vendem serviços clínicos e meios complementares de diagnóstico. No Brasil, conforme poderemos verificar, as farmácias vendem higiene, bebidas e alimentação.
A discussão no Brasil, tem que ver com uma discussão política e pública, em que a Autoridade do Medicamento, a Anvisa, tem uma opinião:
- A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) participou, nesta quinta-feira (6), de audiência pública promovida pela Câmara dos Deputados para o debate das propostas da Agência voltadas à normatização dos serviços prestados pelas farmácias e drogarias.
- o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Raposo de Mello, defendeu que o funcionamento destes estabelecimentos tenha foco na prestação de serviços de saúde. “Nós, que atuamos na área de saúde pública, temos que refletir sobre o tipo de farmácia que devemos oferecer à população”.
A discussão vai continuar, mas as farmácias não vão continuar como estão, no Brasil, nos EUA ou em Portugal!
Friday, September 07, 2007
A prevenção na saúde: o consumo de sal e as crianças
- Children as young as four are eating so much salt it is putting their health at risk by raising their blood pressure, a study suggests.
- The average four-year-old ate 4.7g a day, which is way above the 2-3g recommended for this age group, the Journal of Human Hypertension reports.
- In the study, which involved 2,127 4-18-year-olds in Britain as part of an official audit for the Department of Health called the National Diet and Nutrition Survey, salt intake did not include salt added in cooking or at the table, although this often occurred.
- Every extra gram of salt consumed by the children was related to a rise in systolic (peak) blood pressure of 0.44mmHg - which the researchers say tallies with past studies linking high salt intake with high blood pressure.
- Jo Butten of Consensus Action on Salt and Health said: "The message for parents is to check labels, especially on foods such as breakfast cereals and snack products, which they may not expect to contain high levels of salt, and choose the lower salt options.
Por cá, não vemos nem estudos semelhantes a estes, nem activismo que tente impor regras mais estreitas junto dos fabricantes de alimentação!
Sem prevenção, há pior qualidade de vida e mais custos de saúde! De certeza.
Tuesday, September 04, 2007
As lutas das Corporações
Venda de medicamentos na Internet: avanço muito curto
Monday, September 03, 2007
Os gastos da saúde em França
Claro que haveremos de ter um "tecto", pois senão, daqui por algumas décadas gastaríamos tudo em saúde, e nem comeríamos!
É que na saúde, há muita gente a ganhar dinheiro, e não se pense que mesmo aqueles que falam na "gratuitidade" dos serviços de saúde, não têm uma barriga cheia! Não! Desde os mais famosos Laboratórios Farmacêuticos, até aos Médicos e Enfermeiros, passando pelos Administradores Hospitalares, são pessoas que antes de pensarem nos "doentes" (que pagam directa ou indirectamente os serviços), pensam no seu rendimento, ou num eventual apoio para ir a uma Conferência, se possível num qualquer paraíso tropical!
Embora, concedemos que não há regra sem excepção...
Sunday, September 02, 2007
Os gastos com a saúde e a esperança média de vida
In 2003, America spent $5,635 per person on health care, more than twice the average in rich economies, according to a new OECD report. Britain spent only $2,231 per person. Health spending accounted for 15% of America's GDP. Germany, France, Switzerland, Norway and Iceland also spent over 10% of GDP on health. America is the only country where more than half of all health spending is within the private sector.

Fonte: aqui.
Thursday, August 30, 2007
Hospitais EPE: Resultados do 1º semestre 2007
- Crescimento dos proveitos de 11,5%. Comentário nosso: num clima recessivo, aumentar as receitas em 11,5%, justifica-se por duas razões: melhor capacidade de cobrança e aumento dos preços aos doentes.
- Crescimento dos custos de 0,5%. Comentário nosso: bastante bom.
- Resultados individuais dos Hospitais: 8 hospitais apresentam resultados líquidos positivos. Comentário nosso: não compreendemos como é que entre os 8 hospitais que apresentam lucros, há dois hospitais oncológicos e dois hospitais universitários. Á partida, este tipo de hospitais deve investir significativamente em investigação e em novos equipamentos!
- Finalmente, no consolidado dos 35 hospitais, o resultado líquido é de cerca de 128 milhões de euros de prejuízos. Enquanto que os resultados operacionais são de 144 milhões de euros de prejuízos. Comentário nosso: para nós, que até percebemos de contabilidade, há aqui artifício contabilistico, pois é normal, que os resultados líquidos sejam inferiores aos resultados operacionais. A não ser que agora os hospitais tenham aplicações financeiras, e de grande rentabilidade!!!
Próximamente, analisaremos, qual o nível de investimento destes hospitais, nomeadamente os "oncológicos" e os "universitários".
Wednesday, August 29, 2007
Parabéns ao Hospital do Barreiro
- Esta nova organização requer montar novos armários, redimensionar as caixas de medicamentos e materiais e alterar a organização dos espaços para que tudo esteja acessível em pouco tempo.
- «Com este sistema saberemos quem retirou o medicamento ou material, a que horas, para quê e quando o fez, o que nos permite ter os stocks controladíssimos, visto que os serviços são repostos de acordo com níveis definidos», adiantou Vanessa Paulino (Directora do Serviço de Aprovisionamento).
- «Deixará de haver problemas de stock, tais como faltar alguma coisa ou haver material a mais que terá de ser devolvido por estar fora da validade, visto que todos os stocks serão repostos diariamente», garantiu a directora do departamento de aprovisionamento.
- O custo total de alteração dos produtos, armários e sistemas ronda os 200 mil euros, um investimento que, segundo Vanessa Paulino, será recuperado, «na pior das hipóteses, em 15 meses».
Era bom, que exemplos como este frutificassem, e não metessem medo às pessoas. Não há que ter medo, da mudança, da inovação e da qualidade dos serviços.
Tuesday, August 28, 2007
Coitados dos pacientes da saúde
- A Carta dos Direitos de Acesso aos Cuidados de Saúde tem origem num projecto de lei do Bloco de Esquerda, aprovado por unanimidade na Assembleia da República. Apesar de o diploma ter sido votado em Outubro de 2006, a aprovação final só ocorreu em Julho deste ano.
- O prolongar das negociações no Parlamento acabou por ter como resultado que a lei só tenha efeitos práticos para os utentes em 2009. A alternativa, referiu ao DN João Semedo, deputado bloquista que apresentou o projecto de lei, seria o Governo definir em portaria os tempos máximos de espera.
- João Semedo afirma que a solução encontrada é a melhor, na medida em que os estabelecimentos de saúde ficam "vinculados nos respectivos contratos-programa". "O preço disso é que a lei tem, em termos práticos, um certo atraso", refere o parlamentar do Bloco, também médico.
Os portugueses continuam a ser Pacientes!
Monday, August 27, 2007
Prevenção na saúde?
- Num curto prazo de sete anos, o número de diabéticos aumentou quase 40% em Portugal. Os dados do 4.º Inquérito Nacional de Saúde apontam para uma incidência de 6,5% da doença em Portugal, entre 2005 e 2006, quando em 1998/9 a diabetes afectava apenas 4,7%.
- O cenário do País, traçado pelo INE e Instituto Nacionald e Saúde Dr. Ricardo Jorge, abrange apenas o total de diagnosticados, mas o responsável (Luís Gardete Correia, presidente da Sociedade Portuguesa de Diabetologia) calcula que haja 30% a 40% de casos não diagnosticados, o que elevaria a incidência a um milhão.
- as causas, as mesmas que afectam todas as sociedades em desenvolvimento e com um maior poder de compra: "As pessoas não se mexem, são sedentárias e o tipo de alimentação tradicional, rico em fibras, foi substituído".
- Outros factores, como o envelhecimento da população, potenciam o aumento. "A partir dos 65 anos, entre 18% e 20% é diabética. É natural. Vive-se melhor, até mais tarde", justifica Luís Gardete.
Estes dados são provenientes do Inquérito Nacional de Saúde. Contudo, vemos os dados, mas não vimos nenhuma acção que tente contrariar tal situação!
Onde está quem cuida da prevenção (nem que esta seja feita à posteriori)?
Friday, August 24, 2007
Serviços clínicos em farmácia
- With demand for primary care doctors surpassing the supply in many parts of the country, the number of these retail clinics in drugstores has exploded over the past two years, and several companies operating them are now aggressively seeking to open clinics in New York City.
- But with their increasing popularity, the clinics are drawing mounting scrutiny. Several states including New York, New Jersey, Rhode Island, Massachusetts and California are examining ways to more closely monitor the clinics, which are overseen by a hodgepodge of state agencies applying a wide and inconsistent range of regulations.
- More than 700 clinics are operating across the country at chain stores including Wall-Mart, CVS, Wallgreens and Duane Read.
Thursday, August 23, 2007
O reforço do sector privado da saúde
- Centros de saúde geridos por entidades privadas, sociais ou por cooperativas de médicos poderão avançar no próximo ano.
- O coordenador da Missão para a Reforma dos Cuidados Primários (MRCP), Luís Pisco, afirma que estas USF têm como objectivo colmatar a falta de médicos de família nos locais em que estes são em número insuficiente para as necessidades.
- Luís Pisco garante que estas unidades serão em "número residual" e não vão entrar em concorrência directa com o SNS.
- Várias entidades já se mostrarem interessadas em avançar. Misericórdias, grupos de médicos e algumas clínicas, refere o responsável. Mas a lei permitirá também às autarquias gerirem USF. De fora deste sector deverão ficar os grandes grupos de saúde. "É um pequeno negócio", diz Luís Pisco.
Só não percebemos porquê, que se teme sempre a concorrência. Que mal haveria se as novas opções viessem a concorrer com o que existe? Até pensamos que falta concorrência, em Portugal, e não só na saúde!
Wednesday, August 22, 2007
Incúria? Erro? Negligência?
Tuesday, August 21, 2007
Medicina: a nova Era Ibérica
Obesidade: a doenças dos países desenvolvidos
Porquê que não se investe, a sério, em políticas de prevenção da obesidade? Porque não se aposta, logo desde a escola pública, numa oferta alimentar mais saudável, alternativa às tradicionais "bombas calóricas", que estão à venda nas cantinas? Serão os interesses empresariais mais importantes? Porquê que se investe tanto contra o tabaco, e não se investe um pouco mais contra a má qualidade da alimentação?
Ás vezes, os exemplos vêm de cima:
Monday, August 20, 2007
Avião: emergência médica
Sunday, August 19, 2007
Tuberculose em Portugal, no Século XXI
- Com uma taxa de 260 casos por cem mil, o HSJ ressente-se do facto de estar inserido no distrito português com mais casos de tuberculose no país, 45,4 por cem mil habitantes, contra 29,4 para todo o país.
- Ora, se o distrito do Porto tinha uma incidência de 45,4 no ano passado, os funcionários hospitalares deveriam revelar uma taxa de 68. Mas atingiram os 260 por cem mil.
- A tuberculose entre profissionais de saúde apresenta uma taxa de 11 por cem mil na Escócia, 45 em Portugal e 400 em Hong Kong. O que coloca o HSJ perto dos níveis asiáticos, sobretudo se atentarmos nos números de 2005, ano em que ocorreu um surto no serviço de otorrinolaringologia a taxa de incidência chegou aos 420 casos por cem mil!
- Em 4172 pessoas rastreadas (num universo de 5100 funcionários cuja rotação dificulta a avaliação a 100%), 1694 revelaram prova positiva de tuberculina. Ou seja, em algum momento da vida, 40% dos profissionais do HSJ contactaram com o bacilo, fosse por infecção assintomática, fosse por já ter tido tuberculose activa, fosse por ter recebido a vacina do BCG recentemente (que faz com que fiquem traços do bacilo no organismo durante cinco a dez anos).
A situação é muito grave, mas para um Alto Funcionário da Direcção Geral de Saúde, parece que a situação é comezinha: O número não é visto por Torres da Costa (Coordenador do Programa Nacional de Luta Contra a Tuberculose) como assustador desses, apenas 12 apresentam risco significativo de ter tuberculose activa, por terem sido infectados há menos de dois anos.
Coitados dos portugueses, que caiem nas mãos de Altos Funcionários, como este.
Friday, August 17, 2007
Direcção Geral de Saúde?
Thursday, August 16, 2007
Helicóptero: urgência médica
Wednesday, August 15, 2007
A gestão central de recursos humanos
- O processo de avaliação da mobilidade especial a levar a cabo pelos estabelecimentos deverá obedecer a critérios objectivos, de racionalização de meios e recursos humanos.
- Os hospitais levarão em linha de conta o seu perfil assistencial, sem prejuízo de em geral, se deverem considerar quanto à mobilidade especial, entre outros aspectos, os seguintes:
- abordagem relativa a todas as carreiras;
- um rácio máximo de 25% de pessoal de suporte – pessoal inserido nos grupos administrativo, operário e auxiliar – em relação ao total de efectivos;
- a título exemplificativo, as leis orgânicas recentemente publicadas relativamente ao sector da saúde consideraram uma redução de 25% do pessoal dirigente. Também neste âmbito se deve levar em conta a redução do pessoal dirigente.
Curioso o seguinte, em toda a "circular informativa", não há uma única referência a pessoal Médico, de Enfermagem ou Técnico de Saúde. Porque será? Será que para o Ministério da Saúde, há pessoas e pessoas?
Tuesday, August 14, 2007
A oncologia e as crianças
- O IPO do Porto está a desenvolver um projecto para investigar as mazelas cognitivas nas crianças que sobrevivem ao cancro. Segundo a instituição, dois terços dos sobreviventes oncológicos infantis manifestam, pelo menos, um efeito neuropsicológico nefasto.
É que sobreviver a um cancro é algo de extradordinário, mas muitas mazelas e sequelas, ficam para o resto da vida, e no caso das crianças, ainda em fase de crescimento, a recuperação da parte psíquica é ainda mais importante do que nos adultos.
Vejamos, mais detalhes deste caso:
- Entre as possíveis complicações a longo prazo estão: limitações no crescimento e desenvolvimento da criança, disfunções neurocognitivas, problemas cardiopulmonares e gastrointestinais e ainda sequelas músculo-esqueléticas.
- Adoíndo Pimentel, Director do Serviço de Psico-Oncologia do IPO-Porto salienta “que o número de crianças sobreviventes de cancro é cada vez mais elevado. No entanto, é inegável que os tratamentos, quando actuam sobre o Sistema Nervoso Central, têm consequências neurocognitivas e psicológicas deveras negativas para as crianças".
E ainda este lado, mais cruel:
- Os cancros infantis mais frequentes: As leucemias e os tumores cerebrais são as formas mais representativas de cancro na infância e o tratamento deste tipo de cancro pode ter um impacto intelectual e neuropsicológico negativo de largo espectro, contribuindo para os défices cognitivos na memória visual, na atenção/concentração e na capacidade de reconhecimento.
Mas, a humanidade vai-nos trazendo diáriamente coisas boas, mesmo na adversidade.
Monday, August 13, 2007
Decreto - Lei 276-A/2007, outra vez
- Ministro de Estado e das Finanças.
- Ministro da Saúde.
- Administração Central do Sistema de Saúde, I.P. (Instituto Público).
- Administração Regional de Saúde.
- Hospitais EPE (Entidade Pública e Empresarial).
De facto, ficamos siderados com a imensa teia de poder! E parece que todos têm poder!
O Ministério da Saúde tem cerca de 200.000 funcionários (do "quadro" e "a contrato"), o que não é nada transcendental. Existem empresas no mundo, com quadros de pessoal, de mais de 1.000.000 de pessoas.
Aliás, a SONAE ou o MillenniumBCP, têm cerca de 20.000 funcionários, e se complicassem tanto a sua orgânica interna, bem poderiam fechar as portas, pois os seus clientes, não poderiam esperar por tanta indecisão, e por tanto "chefe".
Aliás, o que perpassa no Ministério da Saúde é que "há muito Chefe e pouco Indio", e assim não há forma de funcionar! Por muito que nos façam crer que afinal as coisas estão sempre a melhorar.
Saturday, August 11, 2007
O (não) exemplo da saúde nos EUA
- A baby born in the United States in 2004 will live an average of 77.9 years. That life expectancy ranks 42nd.
- Andorra, a tiny country in the Pyrenees mountains between France and Spain, had the longest life expectancy, at 83.5 years, according to the Census Bureau. It was followed by Japan, Macau, San Marino and Singapore.
- The shortest life expectancies were clustered in Sub-Saharan Africa, a region that has been hit hard by an epidemic of HIV and AIDS, as well as famine and civil strife. Swaziland has the shortest, at 34.1 years, followed by Zambia, Angola, Liberia and Zimbabwe.
Apesar de tudo, o facto da Suazilândia ter uma esperança média de vida de 34 anos, deixa-nos muito tristes.
Mas, vejamos a causa de tão fraco resultado dos EUA, quanto à sua esperança média de vida:
- Adults in the United States have one of the highest obesity rates in the world. Nearly a third of U.S. adults 20 years and older are obese, while about two-thirds are overweight.
- "The U.S. has the resources that allow people to get fat and lazy," said Paul Terry, an assistant professor of epidemiology at Emory University in Atlanta.
- Racial disparities. Black Americans have an average life expectancy of 73.3 years, five years shorter than white Americans.
Outro resultado dramático, para quem gasta tanto dinheiro em saúde:
- Forty countries, including Cuba, Taiwan and most of Europe had lower infant mortality rates than the U.S. in 2004. The U.S. rate was 6.8 deaths for every 1,000 live births. It was 13.7 for Black Americans, the same as Saudi Arabia.
Diz o Prof. Murray, da University of Washington: "The starting point is the recognition that the U.S. does not have the best health care system. There are still an awful lot of people who think it does."
Friday, August 10, 2007
Incúria, erro ou negligência médica?
Na mesma notícia, refere-se ainda: O caso remonta há quatro anos, quando uma criança nasceu com lesões irreversíveis, o que levou os progenitores a apresentarem várias queixas, tendo umas delas dado origem ao processo disciplinar que resultou num processo à clínica, Olímpia Trigo do Campo.
Não conhecemos o caso, não conhecemos a médica, não conhecemos a criança, apesar de já a termos visto na televisão. Só por termos visto na televisão a criança, sentimos alguma revolta.
Não somos juízes, médicos ou sequer responsáveis públicos. Somos alguém que tem antes de mais, apenas e só, como intenção a protecção dos direitos dos cidadãos, perante os prestadores de serviço.
Nessa qualidade, que ninguém nos incumbiu, gostamos que os cidadãos sejam mais respeitados, num sector, em que há por hábito, tratar os doentes, como "pacientes". Termo, para nós, aviltante e, mesmo, revoltante. Porque será que um doente é "paciente", e um utilizador de um banco ou de um supermercado, também não é "paciente"?
Todos temos direito a errar. Todos, mesmo os médicos, os enfermeiros, os políticos, os gestores, os polícias, ou, entre outros, os juízes. Mas, temos que ter uma avaliação muito rigorosa, sobre o que distingue o "erro", da incúria ou da negligência. É que ignorar um cliente num supermercado, resultará, certamente, na troca de fornecedor de supermercado. Ignorar um doente, ou esquecer-se dele, pode ter consequências muito graves. Talvez seja esta uma das razões, porque não é fácil trabalhar no sector da saúde. Mas, também talvez seja esta uma das razões, porque as pessoas que trabalham na saúde, tem um estatuto social mais elevado e, normalmente, rendimentos também mais elevados.
Mas, só está a trabalhar no sector da saúde, quem quer. Quem achar que trabalhar no sector da saúde envolve riscos elevados, só tem que mudar de profissão.
Registamos, finalmente, duas outras notícias, a propósito ainda deste caso, que nos deixam incomodados:
Coitadas das pessoas, que terão que estar a ser atendidas por tal pessoa, apesar do que aqui se afirma: a conclusão do relatório final da inspecção em que é considerada «uma médica de valor excepcional, com conhecimentos técnicos e qualidade humanas fora do vulgar».
Thursday, August 09, 2007
Decreto - Lei 276 A - 2007: legislar sem sentido
- O presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares considera que se vive, actualmente, uma situação de impasse na gestão de pessoal nas unidades de saúde. Isto porque, apesar da promessa de uma nova lei, existem profissionais «em postos de trabalho de absoluta carência» de que a hospitais não podem prescindir, garante Manuel Delgado.
Nota: só não percebemos, porquê que o Decreto - Lei 276 A / 2007, só agora é polémico. Será que ninguém pensou no dito Decreto - Lei, antes da sua entrada em vigor?
Ministério da Saúde dispensa 180 médicos e 3 mil enfermeiros
- Fonte oficial do Ministério da Saúde sublinhou, ao DE, que o pessoal contratado a termo “serve para cumprir necessidades excepcionais dos serviços e agora vão acabar, porque o Governo pretende reduzir a precariedade” no sector.
- O ministro da Saúde, Correia de Campos, garantiu ontem, em Viana do Castelo, que nenhum profissional do Serviço Nacional de Saúde “terá o seu contrato cancelado” devido às alterações.“O que alterámos foi o sistema de contratos renováveis de três em três meses, substituindo-os por um com renovações semestrais durante dois anos, ao mesmo tempo que fazemos o levantamento da malha necessária em cada unidade de saúde”, afirmou.
- Os novos contratos só poderão ser celebrados “após a fixação de quotas para contratação de pessoal”, sendo da competência das administrações regionais a sua distribuição pelos diversos serviços e estabelecimentos de saúde, lê-se no ofício.
- Até lá, para não haver rupturas, ou seja, para evitar que todos os actuais contratos cessem, a Administração Central dos Centros de Saúde emitiu uma circular onde refere que, até final de Agosto, os contratos de três meses podem ser renovados mais uma vez, caso tenham sido já autorizados pelo serviço.
A propósito, não nos recordamos do autor de palavras semelhantes a esta frase: "tudo muda, para tudo ficar na mesma".
Pelo menos é o que nos parece, depois de ler toda a notícia referida. Pois, o Decreto-Lei 276A/2007, torna a contratação mais restritiva e com quotas, mas depois o Ministério e o Ministro da Saúde vêm falar de que afinal não é bem assim.
Ou então, o Ministro percebeu que afinal o SNS tem uma forte dependência dos "contratados a termo", e decidiu alterar aquilo que tinha decidido. Aliás, não é a primeira vez que Correia de Campos "ziguezagueia"!
Wednesday, August 08, 2007
Centros de saúde à moda antiga!
- A actual unidade de saúde local está situada em instalações provisórias arrendadas há mais de 30 anos, representando uma despesa mensal de 2500 euros para o Ministério da Saúde.
- O espaço daquela unidade de saúde é repartido entre o antigo hospital da Santa Casa da Misericórdia local, onde funciona o serviço de atendimento complementar, e dois andares de um prédio de habitação, cujo único acesso é por escada.
- "Se for uma pessoa que se desloque de cadeira de rodas vai ao serviço de atendimento complementar em vez de ir às consultas", disse à Lusa Joaquim Rosa Lopes, director da unidade, sublinhando que "20 por cento da população [do concelho] é idosa".
Tudo isto, porque:
- A construção do novo centro de saúde de Sobral de Monte Agraço, que deveria terminar em Dezembro, ainda nem sequer começou, levando já um atraso de um ano e meio.
O que andam a fazer as pessoas da Unidade de Missão dos Cuidados Primários? Ou não são eles os reponsáveis, pelos Centros de Saúde? Se calhar, o Responsável é ninguém!
Tuesday, August 07, 2007
Sealy season
- Segundo a FNAM, a nova lei “está a provocar situações delicadas em várias unidades por via da completa inoperância da administração central e das administrações regionais de Saúde”.
- Alerta do Sindicato dos Enfermeiros, que acusa esta lei de mandar para a rua milhares de enfermeiros.
- A consequência mais previsível é, diz a FNAM, “a ruptura de funcionamento de serviços, a começar pela USF”.
Diz o Ministério da Saúde:
- O Ministério da Saúde contesta as acusações dos sindicatos dos enfermeiros e médicos, alegando que assinaram o acordo com a tutela. Alega ainda que a nova lei abrange apenas “os profissionais em situação excepcional e não do quadro. Os novos contratos têm a duração de um ano e nesse período as unidades vão saber de quantos profissionais precisam. Ficam apenas os que são necessários”.
Monday, August 06, 2007
Sunday, August 05, 2007
Reflexões privadas da saúde
- Neste momento, temos (o Grupo Mello) projectos em Portugal e Espanha e assumimo-nos como um grupo ibérico.
- O objectivo é oferecer uma medicina de proximidade às pessoas, evitar que tenham de percorrer grandes distâncias para aceder a cuidados de saúde. Não gosto – nem me parece que seja a realidade – da dicotomia público/privado. Não nos desenvolvemos à custa do sector público.
- Para nós não se trata de uma segunda rede ou de fazer acordos com o Estado. Contribuímos de forma significativa para a melhoria da qualidade de vida dos portugueses. Tratamos, em internamento, mais de 50 mil doentes, mais de dois mil doentes oncológicos, mais de sete mil crianças por ano. Garantimos mais de 600 mil consultas nas nossas unidades, 350 mil urgências. E isto existe porque as pessoas escolhem as nossas unidades, confiam no tratamento que prestamos.
- Com excepção do hospital Amadora-Sintra, com que temos um contrato de gestão, somos um grupo puramente privado. Não dependemos do SNS.
- Foi a experiência de gestão do Amadora-Sintra que levou os sucessivos governos, liderados pelo PSD e pelo PS, a apostar neste modelo de parcerias público-privadas. Ficou provado que é possível gerir, de forma mais eficiente, os recursos, com os incentivos correctos que os modelos de parceria permitem criar.
- Tenho pena que os processos tenham sido tão lentos – é fruto da sua complexidade. Mas nós temos uma estratégia e não estamos condicionados pelas parcerias público-privadas. Somos um parceiro para o reforço do investimento privado em Portugal. Apesar do fraco crescimento económico do país, vamos investir mais de 200 milhões de euros nos próximos três anos. Temos uma agenda....
- E hoje os procedimentos são bem mais simples, as decisões é que ainda são muito lentas. Até hoje, não há uma única iniciativa concretizada. Aí os sinais não são muito claros para o mercado. Não é por acaso que, apesar de estarmos no quarto ou quinto concurso e apesar de serem concursos significativos, não existe um único ‘player’ estrangeiro. Provavelmente por também considerarem que as regras são pouco claras; e enquanto for assim, não há investidor estrangeiro que aposte no sector.
Este último parágrafo da entrevista do Dr. Salvador de Mello diz tudo sobre a falta de atractividade do mercado português para os investidores estrangeiros. Na saúde é assim, nos outros sectores é igual! Ou o poder político percebe que tem que mudar a Administração Pública, ou a qualidade de vida dos portugueses continuará a definhar lenta, mas compassadamente!
Friday, August 03, 2007
A contenção tem limites
Thursday, August 02, 2007
Reclamações na saúde
- A Inspecção-Geral da Saúde contabilizou uma média de 101 queixas por dia em 2006, num total de 37.043 reclamações.
- o número de queixas em 2006 representa um aumento de 7.621 reclamações (25%) em relação a 2005.
- O Hospital com maior taxa de queixas em todo o continente (em que a taxa é igual ao número de queixas a dividir pelo total de atendimentos) é o de Santa Maria, em Lisboa.
- Na contabilidade por assuntos, a maior fatia das reclamações (30,6%) respeita à categoria de «sem referência ou outros», surgindo depois a «acessibilidade» que recolheu 26,9% das queixas e a «comunicação» com 23,4 por cento. A «assistência médica» recolheu 12,7% das insatisfações.
Num outro sítio, vemos isto:
- Em 2006, a IGS registou um total de 37.043 reclamações, das quais resultaram 120 processos para tratamento mais aprofundado.
- Sobre as penas aplicadas a profissionais, os médicos foram os mais sancionados, correspondendo a 54 por cento, seguindo-se os auxiliares (24 por cento). Os enfermeiros representaram seis por cento dos castigados e os administrativos 14 por cento, não havendo qualquer registo de penas aplicadas a dirigentes.
Comentários nossos:
- Saudamos que os doentes sejam mais exigentes, pois os profissionais de saúde, apesar de serem muito importantes, também têm que responder perante quem lhes paga (os contribuintes e/ ou os segurados).
- Achamos um rácio muito baixo, existir apenas o aprofundamento de 120 processos, em mais de 37.000 reclamações.
- Finalmente, achamos lapidar, o facto de nem um único Dirigente ser objecto de uma sanção, em mais de 37.000 reclamações. Dirigentes exemplares, temos nós!!!





