- Utentes vão passar a poder escolher o médico de família.
- Programa do Governo prevê o alargamento da gestão dos centros de saúde aos grupos privados.
- O programa do Governo, hoje entregue no Parlamento, promete "introduzir liberdade de escolha em determinadas áreas e serviços, de forma prioritária nos Cuidados Primários" (centros de saúde e unidades locais de saúde).
Tuesday, June 28, 2011
Primeiro: o doente
Monday, June 16, 2008
Ineficiência logística do SNS
- diversos hospitais têm promovido a transferência da requisição dos exames complementares de diagnóstico entendidos necessários nas consultas realizadas pelos seus médicos para os Centros de Saúde – neste procedimento frequentemente nem sequer é anexada qualquer informação clínica.
- Os hospitais começam agora a solicitar que sejam os médicos de família a requisitar os exames pré-operatórios e de estadiamento em situações oncológicas, bem como a emitir as credenciais de transporte dos doentes para consultas, tratamentos e internamentos.
- Esta prática é identificada pelos médicos de família como um dos factores mais geradores de desmotivação no seu trabalho diário, na medida em que se vêem sobrecarregados com solicitações de utentes vindos dos hospitais que visam uma mera acção burocrático-administrativa de pedidos de transcrição.
- Implicam um aumento importante do número de consultas, desnecessárias, nos Centros de Saúde e um acréscimo de custos, fruto de os utentes terem de recorrer aos seus médicos de família para simplesmente formalizar requisições decorrentes da avaliação clínica efectuada a nível hospitalar.
Não gostamos de ouvir lobbies a reclamarem o seu quinhão. Contudo, quando os lobbies dão verdadeiros contributos para uma melhoria dos serviços, gostamos de ouvir.
Neste caso, esta corporação de médicos até tem uma intervenção adequada, dado que estes procedimentos burocráticos do Ministério da Saúde podem ter algum objectivo, mas de certeza que não têm como fim a satisfação dos doentes.
Independentemente da satisfação dos médicos e de outros colaboradores da saúde, os doentes devem ser o fulcro dos serviços da saúde, e nesta reclamação da FNAM, vê-se claramente que os doentes são um objecto que anda de um lado para o outro! E quando assim é, o serviço não serve. Ou dito de outra forma, não há qualidade do serviço, ainda que o serviço médico possa ser satisfatório!
Friday, January 25, 2008
A evidente falta de capacidade de gestão: outra vez
- A secretária de Estado adjunta e da Saúde, Carmen Pignatelli, é a governante responsável pela compra do programa informático Alert P1 e fonte do Ministério da Saúde diz que não houve qualquer financiamento do antigo programa Saúde XXI gerido pela actual governante à compra do programa informático.
E assim vamos nós, alegremente esbanjando nuns lados e poupando noutros à custa dos que menos podem!
Tuesday, November 27, 2007
A Globalização chegou ao SNS
- Dos 2365 médicos e enfermeiros em funções nos hospitais e centros de saúde da região, com vínculo contratual com o Ministério da Saúde, mais de 200 não são portugueses.
- Nos hospitais e centros de saúde de Portalegre predominam os profissionais espanhóis. Mas também trabalham técnicos oriundos do Brasil, Ucrânia e Angola. No total, são 106 os profissionais estrangeiros no distrito.
- Espanhóis e angolanos estão em maioria no distrito de Évora, mas também há profissionais brasileiros, moçambicanos e moldavos.
- A maioria dos 45 médicos estrangeiros em Beja é espanhola. Existem também alemães, holandeses, cabo-verdianos e moldavos.
Mas que raio, fecha-se a Maternidade de Elvas, para se terem filhos em Badajoz, e agora também temos as Nações Unidas nos hospitais do Alentejo?
Mas, o que anda a fazer o Ministério da Saúde e o Ministério do Ensino Superior? Parece que andam a formar alunos para o desemprego, para depois importarem alguns tipos de licenciados!
Que falta de gestão há neste país! Será que há gestores na condução de Portugal? Duvidamos. Perdão, temos a certeza que não há gestão no Estado da Nação!
Post Scriptum: queremos deixar claro que não temos nada contra os emigrantes que vivem em Portugal. Mais, Portugal tem todo o dever de aceitar todos os emigrantes, pois sempre foi e continua a ser um país com uma grande diáspora.
Tuesday, September 04, 2007
As lutas das Corporações
Friday, July 06, 2007
Projecto de Centro de Saúde ou a inexistência de planeamento
Tuesday, February 20, 2007
Falta rigor na gestão da saúde
É nestes "pequenos detalhes", que a gestão hospitalar se deve focar. Pois, não é só na reorganização dos cuidados de saúde, que há muitas ineficiências. No dia-a-dia das organizações de saúde há muitas "pequenas" ineficiências. Se não forem minimizadas, correremos o risco de fechar quase toda a rede de saúde!
Friday, February 16, 2007
Correr atrás de tudo o que mexe
A temática da saúde é cada vez mais "capa de jornal" ou "abertura de telejornal". Todos os sabemos. Mas, cabe aos mais Altos Responsáveis saber gerir também a comunicação. Tudo isto, a propósito da notícia acima referida. Os media, sabe-se lá porquê, começaram a dar muita importância às avalanches das urgências hospitalares. Falou-se em "picos" de gripes. Como se as condições climatéricas, durante o presente Inverno, fossem anómalas. Ou, houvesse alguma epidemia por contágio. Nada disso, acontecia.
Mas, como o poder político se deixa arrastar pelos opinnion makers, neste caso as "aberturas de telejornal", o Senhor Ministro decidiu abrir os Centros de Saúde a horas nocturnas, oferecendo até alguns medicamentos. O resultado está à vista!
Senhor Professor, dizemos nós, não vale a pena correr atrás de tudo o que mexe! Até porque os recursos são escassos.
Monday, February 12, 2007
Ministério da Saúde: contas 2006
- Não sabemos se a dívida aos Laboratórios Farmacêuticos, por parte dos Hospitais, constará ou não dos valores a apresentar pelo Senhor Ministro. Se não constarem, o cumprimento do Orçamento não é real.....
- O desinvestimento claro nas Unidades de Saúde (Centros de Saúde e Hospitais), com excepção da abertura das novas Unidades de Saúde Familiar, fazem-nos pensar que se mantém o nível orçamental, à custa da degradação evidente de edifícios e de equipamentos.
- Finalmente, o nível de qualidade dos serviços é cada vez pior (listas de espera nos Centros de Saúde, falta de Médicos de Família, listas de espera cirúrgicas, etc.).
Sunday, February 11, 2007
Crónica de uma morte anunciada
- Listas de espera de meses/ anos para uma cirurgia.
- Lista de espera para uma consulta num Centro de saúde, de mais de um mês.
- Instalações hospitalares em degradação generalizada, desde as salas de atendimento, aos corredores, às camaratas, às casas de banho, etc.
- Instalações de Centros de Saúde degradadas, situadas em zonas difíceis e inacessíveias a idosos e deficientes.
- Falta de Médico de Família (que deveria ser o pilar da prevenção na saúde) para centenas de milhar de cidadãos.
- Falta de respeito para com os cidadãos - contribuintes, na generalidade dos centros de atendimento de saúde pública.
Por tudo isto, não nos espanta esta notícia:
- A criação de um novo imposto para o sector da Saúde, caso o sistema caminhe para a falência, consta das recomendações finais que a comissão que está a estudar a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde apresentou ao Governo.
Thursday, February 08, 2007
A flexibilidade máxima
Já havíamos antecipado os diversos apertos que se vão sentindo no sector da saúde, não porque sejamos sobredotados, mas antes, porque conhecemos a realidade da gestão dos serviços e as tendências de gestão internacional.Víamos (vemos):
- Esperança média de vida maior (logo, maiores dificuldades em gerir os problemas dos mais velhos).
- Maior poder dos Clientes (que na saúde em Portugal, se insiste em chamar "utente", para subliminarmente, querer dizer que as pessoas têm direito a um serviço, sem poderem reclamar).
- Maior poder das corporações (à medida que a especialização dos diferentes sub-sectores da saúde for maior, os diferentes parceiros "compartimentam-se" e exigem mais). Muito para além de: Médicos e Enfermeiros.
- O ser humano exige a perfeição e não quer sofrer (é dramático, este aspecto, mas é uma tendência global, que causa imensos problemas aos sistemas de saúde).
Mais poderíamos dizer. No entanto, perante apenas estes factos, exige-se de quem gere o "orçamento da saúde": mais rigor, mais flexibilidade e mais disciplina. Nós não vemos isso!
Vemos isto: Os centros de saúde de Lisboa e Vale do Tejo vão alargar o horário de funcionamento até às 22:00 ou 24:00 para responder a um acréscimo na procura de urgências que se tem verificado nos hospitais da região.
Para nós, esta medida do Ministério da Saúde, revela apenas: desnorte, sobretudo após os sucessivos encerramentos de Serviços de Urgência. Perigoso caminho, virá a seguir.
Sunday, January 14, 2007
Fractura evidente
- a criação de um novo imposto para o sector "é uma hipótese, como todas as outras".
Sempre existiram tentativas dos diferentes tipos de Estados, de castigarem as suas populações, com a criação de novos impostos, para suportar as élites governantes. Para nós, esta é mais uma tentativa adicional (depois de sucessivos aumentos do IVA, do imposto de combustíveis, e, entre outros, de vários impostos nacionais ou locais, sobre o património e o consumo), para suportar a ineficiência da "máquina estatal".
Já elencamos várias vezes, diversos problemas estruturais na saúde, em Portugal, que levam à insustentabilidade do sistema público:
- Falta de rigor na gestão hospitalar e dos cuidados de saúde primário, que se reflectem sobretudo, na falta de controlo e de responsabilidade inerentes.
- Elevada promiscuidade em diferentes áreas, das relações entre o Estado e alguns dos seus prestadores, de que é o maior exemplo, a dupla participação pública e privada, dos Médicos.
- Falta de disciplina e de controlo dos vários operadores, motivada pela inexistencia de mecanismos de controlo dos vários níveis de serviço (exemplo: quantos doentes atende um Médico, num Centro de Saúde? qual o rácio de número de medicamentos prescrito por doente atendido, por Médico?).
Deixamos apenas estes exemplos, poderiam ser várias dezenas. Perante a total incapacidade dos actuais Administradores da Saúde Pública, aparecem-nos estas notícias de "pré-aviso" de novos impostos. A reacção, só pode ser tumultuosa. Em alternativa, só vemos uma solução: a maciça privatização dos serviços de saúde.
É pena que assim venha a ser!
Sunday, November 26, 2006
Ineficiência da comunicação com o consumidor
A propósito disto, não compreendemos isto:
- O centro de atendimento telefónico da saúde, destinado a aconselhar e identificar os casos mais urgentes, encaminhando-os para os hospitais, só deverá entrar em funcionamento em Abril de 2007, mais de um ano depois do previsto.
- De acordo com informação da Direcção-Geral da Saúde (DGS), apesar de o contrato com a empresa que vai prestar o serviço ter sido assinado em Maio, o visto do Tribunal de Contas ao acordo só foi concedido três meses depois.
- A par da informação e aconselhamento sobre o que fazer em caso de doença, o centro de atendimento vai permitir fazer uma triagem dos casos, com posterior encaminhamento para os hospitais e centros de saúde.
- Anunciado em 2004 pelo anterior ministro da Saúde Luís Filipe Pereira, o centro é um projecto que teve continuidade com o actual titular da pasta, António Correia de Campos, e arranca quase um ano e meio depois da data inicialmente apontada pela tutela, que era o final de 2005.
Já sabíamos que o management andava arredio de muitas organizações do Estado. Verificamos, que persiste a falta de organização e estratégia no Estado!
Não se podem é queixar os Responsáveis do Estado, de que as Urgências dos Hospitais estão cheias de doentes que deveriam ir para os Centros de Saúde!
