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Wednesday, June 11, 2008

Sistemas de informação na saúde: jackpot

Nada que nos espante. A saúde precisa de mais tecnologias de informação. Imagine-se o que eram os bancos há 20 anos: longas filas de espera, carimbos, papéis e muitos papéis.

Hoje, a banca é electrónica, a banca não vive sem sistemas de informação. Outros serviços são dependentes dos sistemas de informação. Na saúde, ainda sobrevive a vinheta, o papel, o carimbo e as longas esperas.

Vejamos as oportunidades que estão à espreita:
  • ``If you're chasing dollars, there's probably nothing bigger than health care,''.
  • ``The software that health-care companies use is archaic. That's a big opportunity for Oracle.''.
  • In the U.S. alone, technology spending by health-care companies will jump 16 percent to $50.2 billion by 2011, according to researcher Gartner Inc. in Stamford, Connecticut. Hospitals and physicians' offices will account for almost two- thirds, based largely on a switch to electronic record keeping from paper. Insurance companies will make up the rest.

Por cá, o "jackpot" será inevitavelmente menor. Mas, percebemos porquê que a Consiste/Pararede, a CPH, a Siemens, a Globestar ou a Alert Life Sciences, se posicionam para o grande bolo. Mas, preperem-se que a IBM, a Oracle ou a Accenture estão por aí!

Tuesday, May 27, 2008

ConnexAll


Bem, está aí mais um sistema de informação para hospitais, e parece que o SNS é a "cobaia" em Portugal deste novo software.

Vejamos mais coisas sobre o referido software:
  • Está também instalado nos serviços de urgência, consultas externas, apoio a doentes e no gabinete de coordenação de colheita de órgãos e transplantes no Hospital de S. José e no bloco operatório pediátrico do Hospital Dona Estefânia.
  • Com o uso do sistema, o CHLC referiu, em nota enviada à Lusa, esperar que a comunicação se torne 10 vezes mais rápida e com «inegáveis e óbvios ganhos na qualidade dos cuidados prestados aos doentes».
  • «Num caso em que são necessários chamar 10 polícias, o sistema faz automaticamente as chamadas até chegar a esse número, sem ser preciso que seja uma pessoa a efectuar essa função».

Bem, começamos a ver os sistemas de informação do SNS espartilhados entre a Alert Life Sciences, a Consiste Informática e agora a Globestar.

Parece-nos que o SNS corre o risco de ser uma manta de retalhos.

Sunday, January 27, 2008

Será o Alert P1, um sistema informático?

Um sistema de informação de gestão tem que ser integrador e global, em relação aos vários utilizadores que o utilizam. Se não o for, mais vale continuar a ter os velhos carimbos, papel e caneta. Tudo isto a propósito desta notícia: Empresa conquista informática sem concurso. Programa para a Consulta a Tempo e Horas tem deficiências, criticam médicos.

Vejamos mais, a propósito de mais um acto gestão grave para todos os contribuintes portugueses:
  • Incompatibilidade total. Foi a esta conclusão que chegou o Ministério da Saúde depois de ter gasto sete milhões de euros na compra a uma empresa privada de um novo sistema informático que visava a marcação pelos centros de saúde das primeiras consultas da especialidade nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde.
  • Agora, médicos e administrativos acabam de perceber que a aplicação informática Alert P1 é totalmente incompatível com os sistemas já pré-existentes nos centros de saúde, nas Unidades de Saúde Familiar e nos hospitais públicos
  • Entre as falhas do Alert P1 detectadas por centros de saúde de norte a sul do país contam-se a "falta de interoperabilidade com as demais aplicações informáticas - SAM, Medicine One e VitaCare - e ainda a reduzida flexibilidade funcional do sistema".

Das duas uma, ou quem tomou a decisão de adquirir o equipamento informático, não percebe nada de sistemas de informação de gestão ou sequer de gestão, ou existiram factores ocultos que ajudaram a tão disparatada decisão!

Lá terão que se encerrar mais uns quantos serviços de saúde para colmatar mais um golpe de sete milhões de euros.

Friday, January 25, 2008

A evidente falta de capacidade de gestão: outra vez

Não é possível viver sem sistemas de informação, em qualquer tipo de organização. Goste-se ou não de informática.

O tempo em que existiam centenas ou milhares de pessoas a prencherem papéis à mão, carimbando e agrafando documentos, acabou. Ou pelos menos, tem que acabar.

Só que uma decisão de compra de um sistema informático, não pode ser leviana ou tomada por impulso. Ainda poderá menos, ser tomada por pessoas que nem sequer percebem de informática! Ou se quisermos, de sistemas de informação.

Tudo isto, a propósito disto: O Ministério da Saúde gastou sete milhões de euros na compra a uma empresa privada de um sistema informático que visa a marcação pelos centros de saúde das primeiras consultas da especialidade nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

À primeira vista, óptimo. Mas, a decisão parece que não foi a melhor: As boas intenções do Governo caem por terra com as críticas dos médicos dos centros de saúde e das Unidades de Saúde Familiar (USF), que denunciam que a aplicação informática Alert P1 é incompatível com o sistema informático já existente nos centros de saúde e hospitais.

Pois é, e quem é o responsável? A resposta vem aqui:
  • A secretária de Estado adjunta e da Saúde, Carmen Pignatelli, é a governante responsável pela compra do programa informático Alert P1 e fonte do Ministério da Saúde diz que não houve qualquer financiamento do antigo programa Saúde XXI gerido pela actual governante à compra do programa informático.

E assim vamos nós, alegremente esbanjando nuns lados e poupando noutros à custa dos que menos podem!