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Friday, April 11, 2008

Exemplo a seguir

A saúde não se faz só de hospitais, médicos e medicamentos. Vai mais além. Necessita de cada vez mais recursos e de instrumentos mais sofisticados.

Vejamos como se pode gerir a saúde, sem criar entropia e de forma racional:
  • Em onze meses de funcionamento, a Linha Saúde 24 terá conseguido evitar mais de 106 mil idas desnecessárias a uma urgência hospitalar.
  • Quanto às urgências evitadas, trata-se do saldo entre os utentes que no início do contacto tencionavam deslocar-se a uma urgência e acabaram por não ir e aqueles que não pensavam ir e foram - por agravamento dos sintomas durante a conversa ou por desconhecerem a gravidade do caso - por ser encaminhados para lá pelos técnicos.
  • Até porque, diz Ramiro Martins, "quem passa pela Saúde 24 tem, a garantia de que a sua situação está bem encaminhada" e "alguém que chegue a uma urgência tendo sido aconselhado e pré-triado [pela Saúde 24] é uma garantia de que vai com a prescrição adequada".

É um bom exemplo. Mas, querer ir muito mais além, pode vir a significar problemas posteriores. É que a saúde tem muito de "pessoal" ou de contacto directo entre prestador e doente.

Tuesday, December 04, 2007

O uso da comunicação no serviço de saúde


Haverá algum espanto, perante tal evidência? Não, evidentemente.

Esperamos é que o Ministério da Saúde procure agilizar mais a comunicação com os doentes, promovendo mais a prevenção e evitando que as pessoas encham as urgências.

Toda a gente sabe que uma parte significativa das urgências hospitalares seriam evitadas com melhor comunicação com as pessoas e com melhor interacção com os cuidados primários.

É em aspectos como este, que achamos que existe muito espaço para melhorar o SNS, mesmo com orçamentos reduzidos.

Sunday, November 26, 2006

Ineficiência da comunicação com o consumidor

Um dos maiores problemas do SNS, é a falta de comunicação organizada com os consumidores de saúde. Sabemos que na era da comunicação global não é fácil comunicar bem. Mas, também sabemos, que graças às tecnologias de informação, nunca foi tão fácil comunicar com tanta gente.

A propósito disto, não compreendemos
isto:
  • O centro de atendimento telefónico da saúde, destinado a aconselhar e identificar os casos mais urgentes, encaminhando-os para os hospitais, só deverá entrar em funcionamento em Abril de 2007, mais de um ano depois do previsto.
  • De acordo com informação da Direcção-Geral da Saúde (DGS), apesar de o contrato com a empresa que vai prestar o serviço ter sido assinado em Maio, o visto do Tribunal de Contas ao acordo só foi concedido três meses depois.
  • A par da informação e aconselhamento sobre o que fazer em caso de doença, o centro de atendimento vai permitir fazer uma triagem dos casos, com posterior encaminhamento para os hospitais e centros de saúde.
  • Anunciado em 2004 pelo anterior ministro da Saúde Luís Filipe Pereira, o centro é um projecto que teve continuidade com o actual titular da pasta, António Correia de Campos, e arranca quase um ano e meio depois da data inicialmente apontada pela tutela, que era o final de 2005.

Já sabíamos que o management andava arredio de muitas organizações do Estado. Verificamos, que persiste a falta de organização e estratégia no Estado!

Não se podem é queixar os Responsáveis do Estado, de que as Urgências dos Hospitais estão cheias de doentes que deveriam ir para os Centros de Saúde!