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Wednesday, June 09, 2010

Europa ameaça SNS

Quem o diz, são estes Senhores. Senhores que vendem notícias, mas nem sequer sabem muitas vezes o que escrevem, mas apenas o que querem vender.

Nós vimos há muito que a política de saúde era insustentável por várias razões: 1) despesismo alicerçado nos vários lobbies que controlam a saúde em quase todo o mundo e também em Portugal; 2) completa falta de rigor de gestão no desgovernado SNS; 3) multi-hierarquias inúteis que contribuem apenas para se auto-sustentarem.

Claro que agora vêm dizer que é a Europa que funciona e que produz serviços de saúde com qualidade é que vai matar o SNS. Treta. Vejamos então o que nos impõe a União Europeia:
  • A União Europeia aprovou ontem um documento que permite a um cidadão dos 27 tratar-se em qualquer Estado membro, sendo reembolsado pelo país de origem. Apesar de haver algumas excepções, o documento que aprova a livre circulação de doentes pode colocar em risco a sustentabilidade financeira do Serviço Nacional de Saúde e reduzir a qualidade dos cuidados prestados aos doentes portugueses.
  • A directiva determina que os doentes que optem pelo tratamento em outros países possam ser acolhidos em unidades privadas, tendo estas de fazer parte da rede europeia que integrará o acordo. A situação desagrada à tutela. O documento prevê ainda a possibilidade de os Estados autorizarem ou recusarem certos actos previamente, como os que exigem internamentos, grande especialização nos cuidados ou que impliquem risco elevado para o doente.

Quem assume a direcção do desgovernado SNS defende-se sem qualquer convicção:

  • O secretário de Estado da Saúde, Manuel Pizarro, encara "este documento com preocupação, porque aplica as regras de mercado à saúde. O Estado assume o acesso aos cuidados de forma equitativa e universal e isto pode distorcer a oferta e a procura", refere.
  • "Isto cria obviamente maiores desigualdades em Portugal porque quem tem acesso a fazer esta opção obviamente são as pessoas mais esclarecidas e as que têm um maior poder económico", sublinhou Ana Jorge.
  • Para o professor Constantino Sakellarides, "quem vai beneficiar com isto são os países que estão melhor financeiramente e que têm melhor oferta nos cuidados de saúde. E os mais débeis é que vão financiar os mais fortes".

Mas afinal, não ouvíamos dizer há uns anos que o SNS era um dos melhores do mundo? Já não é? O que mudou, então? Diz-se muitas vezes que o serviço de saúde dos EUA é muito caro, ineficiente e não cobre toda a população. O SNS era acessível a todos e estava bem cotado!

A Europa que tem sido o suporte financeiro e económico de Portugal desde 1986, agora é acusada de ameaçar o SNS. Ao que chega a incompetência. A culpa é sempre dos outros. Nós somos sempre muito bons.

Não. A verdade é como o azeite, vem sempre ao de cima.

Tuesday, August 21, 2007

Obesidade: a doenças dos países desenvolvidos

Foto: aqui.

Em África, na América da Latina e em partes da Ásia, a fome é terrível. Mata centenas ou talvez, milhares de pessoas por dia.

Nos EUA, é normal verem-se pessoas com 2,00 metros e mais de 120 quilogramas. O Canadá segue-lhe as pisadas, e parte da Europa vai pelo mesmo caminho. É o sedentarismo, são as bebidas calóricas e gasosas, são os chocolates, são os fritos....é o junk food!

Olhe-se para esta triste realidade:

Porquê que não se investe, a sério, em políticas de prevenção da obesidade? Porque não se aposta, logo desde a escola pública, numa oferta alimentar mais saudável, alternativa às tradicionais "bombas calóricas", que estão à venda nas cantinas? Serão os interesses empresariais mais importantes? Porquê que se investe tanto contra o tabaco, e não se investe um pouco mais contra a má qualidade da alimentação?

Ás vezes, os exemplos vêm de cima:

Monday, February 05, 2007

Estratégia Europeia de Saúde

A União Europeia tem em discussão, desde meados da década de 90, a estratégia a prosseguir no domínio da saúde.

Neste momento, está em discussão a estratégia a seguir, a partir de 2010. Deixamos aqui, os principais aspectos que deverão constar da estratégia em acção:
  • Improve prevention of and response to health threats, including a review of the mandate of the European Centre for Disease Control.
  • Help reduce health inequalities, narrowing health gaps within and between countries.
  • Support citizens and patients, including by making more healthy choices available and improving information to patients.
  • Complement the work of national health systems in providing better quality and safety in healthcare (including issues of better governance and evaluation and use of technologies) and addressing cross border issues.
  • Promote health and help address key health determinants such as nutrition and physical activity, harmful alcohol consumption and smoking, as well as tackling important challenges such as mental health.

Monday, January 29, 2007