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Sunday, November 09, 2008

A personalidade da gravata

Fonte: aqui.

Next time around, think twice before selecting a tie. While the tie may be considered as an important part of the man’s wardrobe, it could reveal much more about one's personality than one could imagine.

Tuesday, June 03, 2008

Hospitais à beira de um ataque de nervos

Como seres humanos, somos avessos à mudança e sempre ouvimos que "o hábito faz o monge". Ou seja, num mundo em mudança, esta é quase sempre tolerada ou aplicada à força. Nós não somos contra a mudança, antes pelo contrário, temos é que saber geri-la bem, sob pena de ser "pior a emenda do que o soneto".

Há já muitos anos, era Ministra da Saúde, a Dra. Leonor Beleza, e nós ouvimos falar no fim do Hospital Júlio de Matos e da transformação daquilo que agora se chama de "Parque da Saúde", num mega complexo habitacional, que até poderia passar por um "condomínio fechado". Aquela Ministra da Saúde exerceu funções nos idos da década de oitenta.

Vinte anos depois, lemos coisas que nos preocupam, pois as tentativas da Dra. Beleza não foram bem sucedidas e o Hospital Júlio de Matos, ainda lá está. Não sabemos se está bem ou mal. Deixamos este aspecto, para quem percebe da "poda", e no caso vertente, estamos sobretudo a falar de especialistas em psiquiatria.

Vejamos esta tentativa de mudança de paradigma da saúde psiquiátrica, que se arrisca a deixar muita gente "à beira de um ataque de nervos":
  • A fusão dos hospitais Miguel Bombarda e Júlio de Matos lançou o caos nos serviços psiquiátricos e, segundo vários médicos, a situação culminou na demissão da directora clínica do Júlio de Matos.
  • Os hospitais Miguel Bombarda e Júlio de Matos têm neste momento cerca de 500 doentes internados.
  • Depois a "tentativa de encerramento dos dois hospitais e a diminuição do pessoal não tem sido benéfica para os doentes", alerta Pilar Vicente, clínica do Miguel Bombarda.
  • "Aquela ideia moderna de integrar os doentes psiquiátricos no meio familiar é muito bonita quando as famílias têm condições para os acolher e os podem acompanhar", aponta Pilar Vicente.
  • Ana Barreiros, psicóloga no Miguel Bombarda, alerta ainda para o facto de "começarem a existir listas de espera para acompanhamento psicológico". "Antes só existiam nos hospitais centrais, que encaminhavam os doentes para nós, agora até aqui temos listas".
  • Do lado da administração, o presidente do Conselho de Administração e director do centro hospitalar psiquiátrico de Lisboa, que engloba os dois hospitais, Ricardo França Jardim garantiu à Lusa que "se houver necessidade, pagamos horas extraordinárias ou faremos contratação externa".
  • Ricardo França Jardim informou ainda que a directora clínica apresentou a demissão no passado dia 15 de Maio, "alegando problemas de doença pessoal". Mas, várias fontes do hospital confessaram à Lusa que esta se terá demitido devido ao caos em que se encontram estes hospitais.

Será que trabalhar num hospital do foro psiquiátrico, leva as pessoas a ficarem "á beira de um ataque de nervos"?

Post Scriptum: apesar de gostarmos do sarcasmo e da ironia, não gostamos de brincar com coisas sérias.

Monday, April 14, 2008

Tuesday, August 14, 2007

A oncologia e as crianças

A oncologia é uma parte da saúde a que todos fugimos. Mas, não há como fugir, para muitas pessoas. Têm (temos) que enfrentar a situação.

As crianças que são vítimas de cancro, não são tão poucas como pensamos. E custa, se calhar mais, ver uma criança num serviço de oncologia, do que um adulto. Mas, quem trabalha em oncologia, tem que coseguir maravilhas, ainda que por vezes não seja um trabalho fácil.

Tudo isto a propósito deste projecto do Instituto Português de Oncologia, do Porto:
  • O IPO do Porto está a desenvolver um projecto para investigar as mazelas cognitivas nas crianças que sobrevivem ao cancro. Segundo a instituição, dois terços dos sobreviventes oncológicos infantis manifestam, pelo menos, um efeito neuropsicológico nefasto.

É que sobreviver a um cancro é algo de extradordinário, mas muitas mazelas e sequelas, ficam para o resto da vida, e no caso das crianças, ainda em fase de crescimento, a recuperação da parte psíquica é ainda mais importante do que nos adultos.

Vejamos, mais detalhes deste caso:

  • Entre as possíveis complicações a longo prazo estão: limitações no crescimento e desenvolvimento da criança, disfunções neurocognitivas, problemas cardiopulmonares e gastrointestinais e ainda sequelas músculo-esqueléticas.
  • Adoíndo Pimentel, Director do Serviço de Psico-Oncologia do IPO-Porto salienta “que o número de crianças sobreviventes de cancro é cada vez mais elevado. No entanto, é inegável que os tratamentos, quando actuam sobre o Sistema Nervoso Central, têm consequências neurocognitivas e psicológicas deveras negativas para as crianças".

E ainda este lado, mais cruel:

  • Os cancros infantis mais frequentes: As leucemias e os tumores cerebrais são as formas mais representativas de cancro na infância e o tratamento deste tipo de cancro pode ter um impacto intelectual e neuropsicológico negativo de largo espectro, contribuindo para os défices cognitivos na memória visual, na atenção/concentração e na capacidade de reconhecimento.

Mas, a humanidade vai-nos trazendo diáriamente coisas boas, mesmo na adversidade.