Tuesday, May 05, 2009

A fanfarronice de Correia de Campos

Correia de Campos adora estar nos media. Correia de Campos adora os cadeirões do poder. Correia de Campos gosta de se mostrar. Vejamos (edição de 5 de Maio de 2009) no que dá, esta ansia de protagonismo: Se se tivesse concretizado o investimento anunciado em Janeiro de 2006 por três ministros e um secretário de Estado, Portugal pertenceria hoje ao restrito número de países do mundo com capacidade de produzir vacinas antigripais.

Em 2006, lá estava para aparecer no telejornal do dia: Correia de Campos, Manuel Pinho e Mariano Gago a assistir à assinatura do protocolo de entendimento entre a Medinfar e a Agência Portuguesa para o Investimento.

E agora, o que diz o sempre presente Correia de Campos: Segundo o relato do ex-ministro, foram os responsáveis da empresa que manifestaram ao Governo a intenção de avançar para uma fábrica que pudesse produzir 800 mil vacinas por ano para a gripe sazonal e que, ao mesmo tempo, estivesse desde logo preparada para readaptar a sua produção às necessidades de responder a uma pandemia, assim que fosse conhecida a estirpe do vírus em causa. "Nós só nos podíamos associar a esta intenção, já que não investíamos um cêntimo, e apenas nos comprometíamos a comprar, em caso de pandemia, as vacinas que ali fossem produzidas, e a preço de mercado", sublinhou.

Para nós, só faz sentido inaugurar algo, quando algo está pronto a funcionar. Ou se quiserem, quando algo está a começar a ser construído. Para Correia de Campos e também para José Sócrates, a ansia de mostar coisas é tanta, que até se prestam ao triste espectáculo de irem atrás de boas intenções. Mas, como se costuma dizer, de boas intenções está o inferno cheio!

Sunday, May 03, 2009

Gripe A ou a Teoria da Conspiração

Sem espanto lemos isto: The head of the World Health Organisation hit back at critics who have accused it of an over-reaction to the swine flu crisis warning that it may return ”with a vengeance” in the months ahead.

Ou seja, a Dra. Margaret Chan está a ser acusada de mais papista do que o Papa, ou se quiserem de overreacting. Mas, será que a Dra. Chan está mesmo a ser exagerada? Vejamos os impactos do swine flu, ou se quiserem da Gripe A, até este momento:
  • As of 0600 GMT, 3 May 2009, 17 countries have officially reported 787 cases of influenza A(H1N1) infection.
  • Mexico has reported 506 confirmed human cases of infection, including 19 deaths.
  • The United States Government has reported 160 laboratory confirmed human cases, including one death.
  • The following countries have reported laboratory confirmed cases with no deaths - Austria (1), Canada (70), China, Hong Kong Special Administrative Region (1), Costa Rica (1), Denmark (1), France (2), Germany (6), Ireland (1), Israel (3), Netherlands (1), New Zealand (4), Republic of Korea (1), Spain (13), Switzerland (1) and the United Kingdom (15).

Ou seja, será que não estamos perante uma mega-operação mediática, para mera distração de vários outros assuntos? Será que o ébola ou a tuberculose não causarão mais mortes e mais doentes, do que a Gripe A?

Não queremos ser desconfiados. Queremos ser apenas atentos!

Thursday, April 30, 2009

Mexican Flu

Fonte: aqui.

Wednesday, April 29, 2009

Ofertas: boas práticas precisam-se

A polémica relacionada com as ofertas a clientes ou prescritores é muito antiga. Em vários sectores de actividade. Naturalmente, que os mais polémicos são os que geram maior volume de negócio. Os sectores farmacêutico e de equipamento médico têm gerado polémica por estarem muitas vezes ligados a formas mais ou menos inadequadas de "incentivos à compra", para não lhe chamar outra coisa.

Nos EUA, o Congresso prepara-se para mudar a legislação por proposta da própria comunidade médica. Vejamos:
  • the nation’s most influential medical advisory group said doctors should stop taking much of the money, gifts and free drug samples they routinely accept from drug and device companies.
  • “It is time for medical schools to end a number of long-accepted relationships and practices that create conflicts of interest, threaten the integrity of their missions and their reputations, and put public trust in jeopardy,”
  • The report calls on Congress to pass legislation that would require drug and device makers to publicly disclose all payments made to doctors.

Ora bem, o combate às más práticas deve partir daqueles que têm uma visão ética e de princípios da vida. E claro, o poder político deve apoiar e liderar este tipo de iniciativas.

E por cá? Espera-se que as Faculdades de Medicina ou a Ordem dos Médicos venham a solicitar ao Parlamento alguma iniciativa que limite ou impeça a oferta de bens por parte das farmacêuticas ou das empresas de equipamentos médicos aos médicos? Seria bom, que assim acontecesse.

Bial: continuação do sucesso

Não é todos os dias que empresas ou organismos portugueses têm vitórias a nível internacional. Mas, há ainda campeões em Portugal. Vejamos o caso da Bial e deste grande sucesso: O primeiro medicamento de raiz e patente portuguesas foi aprovado pela Agência Europeia do Medicamento e deve chegar às farmácias no final do ano.

Parabéns ao Dr. Luís Portela e à sua equipa de investigadores, verdadeiros campeões em domínios quase inacessíveis para os portugueses.

Vejamos de que tipo de medicamento se trata: Trata-se de um anti-epiléptico, desenvolvido pela Bial, que aplicou na investigação mais de 300 milhões de euros ao longo dos últimos 15 anos.

Tuesday, April 28, 2009

Swine flu

Fonte: aqui.

Monday, April 27, 2009

Medicamentos: o grande bolo

Não vamos aqui falar do SwineFlu, temos mais do que escrever e analisar. Vamos escrever sobre medicamentos, esse belo bolo que dá de comer a muita gente! Mas, que tem ajudado muita gente a melhorar a sua qualidade de vida.

Ora vejamos estas duas notícias:

1. Em Junho, um milhão de reformados com pensões inferiores a 450 euros terão acesso a medicamentos genéricos gratuitos, desde que receitados pelo médico. A medida terá contudo um efeito limitado nas vendas das farmácias, que registam quebras significativas. Dar genéricos aos pensionistas do regime especial de comparticipação de medicamentos representa apenas 2% da despesa do Serviço Nacional de Saúde com medicamentos, que no ano passado foi de 1,473 mil milhões de euros.

2. Em Portugal venderam-se no ano passado mais de 1,9 mil milhões de euros de medicamentos de marca, segundos dados revelados ao DN pelo IMS Health - empresa de consultoria internacional em marketing farmacêutico. E em genéricos, os gastos situaram-se nos 461,5 milhões. O que significa que o ano passado, os portugueses gastaram quase 2,4 mil milhões de euros em medicamentos.

Ora bem, é muita fartura. Dá para perceber porquê que há tanto ruído, quando se fala em medicamentos, genéricos, utilização agressiva de Delegados de Informação Médica, seminários nas Caraíbas, derrapagens no orçamento da saúde, campanhas de informação e de desinformação nos media.

Que pague o "Zé", que é hipocondríaco e paga impostos! Até onde e até quando, vão ter os portugueses dinheiro para pagar o festim?

Post Scriptum: quando é que o Engenheiro José Sócrates cumpre a promessa de lançar no mercado, o medicamento em unidose? É que a medida vinha no Programa do Governo, e as eleições serão já no próximo Outono.

Sunday, April 26, 2009

Resultados dos Hospitais EPE 2008

Não nos surpreende que os Hospitais EPE dêem prejuízo. Aliás, já aqui o dissemos que não conseguimos entender que o IPO - Lisboa reporte lucros. Mas, como nada nos espanta no Portugal de hoje, é também sem espanto que lemos isto: Os prejuízos dos 37 hospitais Entidades Públicas Empresariais (EPE) atingiram os 192,7 milhões de euros em 2008, um aumento de 35,6% face ao ano anterior.

Nem nos espanta que o Secretário de Estado com o pelouro das "contas do SNS" diga isto: Na opinião do responsável os números são «normais», uma vez que os hospitais «precisam de tempo» até obterem resultados económicos positivos. «É normal os primeiros anos terem um mau desempenho», justificou Francisco Ramos.

Bem, se andarmos para trás, sabemos que os Hospitais EPE nasceram em 2005. Embora, anteriormente se chamassem Hospitais SA, em 2003. Ou seja, parece que para o Secretário de Estado Francisco Ramos, passados que são 6 anos após a criação dos primeiros hospitais com autonomia de gestão, a contínua degradação de resultados é normal!

Contudo, apesar desta informação pública sobre os resultados negativos de mais de 192 milhões de euros, dos Hospitais EPE, em 2008, no site da Administração Central do Sistema de Saúde, ainda não constam os resultados finais de 2008. Os últimos resultados estão aqui, e referem-se ao 3º trimestre de 2008. No entanto, nessa altura, os prejuízos dos Hospitais EPE eram mais significativos: somavam 214 milhões de euros de prejuízos!

O garrote ao SNS aperta-se, sobretudo com o crescente tsunami financeiro em curso!

Thursday, April 23, 2009

Maternidades

Perante mais um estudo da chamada Entidade Reguladora da Saúde (ERS), ficamos a saber isto: Só dez das 24 maternidades privadas cumprem todos os critérios considerados essenciais por um estudo da Entidade Reguladora da Saúde.

No entanto, o Presidente da ERS diz isto: Álvaro Almeida considera mesmo que "não há nenhum problema extremamente sério".

Apesar de não haver nenhum problema sério, verifica-se isto: sete não têm pessoal especializado 24 horas por dia.

Mas, para a Ordem dos Médicos, a história não é bem assim: A presença de pessoal especializado 24 horas por dia devia ser exigido, e não recomendado, diz, porque "um parto não tem hora marcada".

Para que serve a Entidade Reguladora da Saúde, afinal?

Tuesday, April 21, 2009

O SNS já não serve os portugueses

O SNS foi durante muitos anos, um relativo exemplo de exercício de melhoria de qualidade de vida dos portugueses, nomeadamente através da diminuição da taxa de mortalidade infantil e do aumento da esperança média de vida.

Agora, no SNS, discutem-se as distribuições de resultados entre as várias Corporações e Oligarquias, dos médicos e laboratórios farmacêuticos, até aos administradores hospitalares e donos de farmácia. Quanto à melhoria da qualidade do serviço de saúde, nem se fala! Os recursos escasseiam, e as Corporações degladiam-se na luta pelas moedas!

Mas é com satisfação que vemos exemplos como este: A Associação para o Planeamento da Família (APF) vai promover a partir de amanhã, quarta-feira, a campanha de informação “Interrupção Voluntária da Gravidez, conheça os seus direitos”.

Mais, esta Associação para o Planeamento da Família, que é privada, substitui-se à imensa teia de serviços do Ministério da Saúde, que só servem para diminuir o nível de desemprego e para se reclamarem de uma utilidade, que no fundo é inexistente, como é o caso do Instituto de Qualidade em Saúde.

Fala-se em interrupção voluntária da gravidez, como se fosse uma festa, ou o clímax de uma sociedade muito avançada. Mas, afinal é uma Associação, de cariz privado, que faz isto: Por outro lado, Elisabete Souto, coordenadora da Linha Opções refere que a APF recebe uma média de 60 a 70 chamadas por mês, na maioria das quais mulheres com dúvidas em relação à interrupção voluntária da gravidez: “São na sua maioria mulheres entre os 20 e os 35 anos que nos ligam, muitas vezes com suspeitas de gravidez, outras já com a gravidez confirmada. Querem saber onde se dirigir, o que acontece na interrupção voluntária da gravidez, se tem custos, se é confidencial, se é em regime ambulatório ou não...”.

Monday, April 20, 2009

O mundo com os pés ao contrário

Gestão e estratégia de organizações não é para todos. Já o sabíamos. Basta circular por um punhado de organizações públicas e privadas, para perceber que a gestão e a estragégia escasseiam. Na saúde, a gestão é quase sempre intuitiva, e a estratégia é mesmo inexistente.

Ora aqui temos um exemplo, em que primeiro se põem a funcionar as instalações, para depois se pensar em quem é que há-de dirigir os serviços: A ministra da Saúde, Ana Jorge, reconheceu hoje as dificuldades em contratar médicos para o centro de Procriação Médica Assistida da Maternidade Alfredo da Costa e anunciou que este deverá ser dirigido por um especialista espanhol.

Então, o Ministério da Saúde e a Maternidade Alfredo da Costa, primeiro preocupam-se em criar um Centro de Procriação Médica Assistida, para só depois se lembrarem que tinham que arranjar alguém para dirigir o Centro! Boa. Melhores exemplos de gestão? Estão no Ministério da Saúde.

Mas, a Ministra Ana Jorge, que é médica, tem esta visão da gestão das organizações de saúde: «À medida do possível e das suas capacidades» vão sendo encontradas «todas as soluções», afirmou a ministra, sublinhando que «os serviços quando estão prontos devem abrir mesmo que não tenham todos os seus recursos em funcionamento».

Mais palavras? Para quê?

A ética está nas ruas da amargura

O que é ética? Nós sabemos. No entanto, há muita gente que agora aprende ética nas Faculdades de Gestão! Ética ensinada na escola, como se fosse aritmética ou álgebra. Algo vai muito mal, quando se aprende ética como se fosse uma conta de somar ou de subtrair.

Uma sociedade com valores não precisa que se ensine ética nas escolas. Será que isto é ética numa Escola de Gestão: A Inspecção-Geral das Actividades em Saúde (IGAS) vai investigar as ofertas que são feitas às farmácias pelos laboratórios para venderem genéricos em vez dos remédios de marca receitados pelos médicos: viagens, descontos e até electrodomésticos, nomeadamente televisões, frigoríficos e máquinas fotográficas.

Ou será que agora já não é ético vender 3 embalagens e receber apenas 2?

Num mundo em completa volatilidade, tudo está a ser posto em causa, ainda que a redistribuição da riqueza seja cada vez mais uma miragem. Pior, o reconhecimento do mérito já não existe, pois antes, existe, o apadrinhamento, o conluio, o nepotismo.

Tal é a devastação da regra de operação da nossa sociedade que até já se admite isto: De acordo com os farmacêuticos “em nenhum país desenvolvido o prescritor de medicamentos é simultaneamente responsável pela sua dispensa, sob pena de se agravarem os conflitos de interesses e as pressões comerciais a que estão sujeitos”.

Falta pouco, para reaparecer o Robespierre do século XXI.

Sunday, April 19, 2009

Thursday, April 16, 2009

As Comadres zangaram-se

A Comadre ANF zangou-se e disparou: a denúncia que João Cordeiro vai fazer também à ministra da Saúde, Ana Jorge, quando entregar nos próximos dias uma carta com todos os factos da alegada corrupção. "Está a ser preparada uma carta que vai ser entregue à ministra da Saúde, onde se dará conhecimento destes problemas."

E em quê que consiste a "corrupção"? Nisto: Demonstrando "ter a certeza de que existem relações ilegais", João Cordeiro exemplificou com a farmácia de que é proprietário em Cascais: "Mal chegam os fins-de-semana, começam a chegar dos hospitais receitas a papel químico, concretamente dos mesmos laboratórios" . E citou o caso das empresas Tetrafarma e Biosaúde, que "num fim-de-semana alcançaram as vendas de três meses".

A Comadre Ordem dos Médicos ripostou: "Se isso não for demonstrável, se for simplesmente uma calúnia, então os médicos que fazem urgências no Hospital de Cascais terão seguramente muitas explicações a pedir ao doutor Cordeiro", concluiu o bastonário da Ordem dos Médicos.

E o que faz a "Justiça"? Talvez faça o habitual! Que é como quem diz, assobiar para o ar, até que o vento mude.

Wednesday, April 15, 2009

Dieta mediterranica

Fonte: aqui.

A new study that was conducted at Mc Master University has found that the best diet for the heart is the Mediterranean diet. The researchers came to this conclusion after reviewing many studies on dietary patterns and heart problems that were conducted in the United States, Asia, and Europe over a time period of more than fifty years.

Tuesday, April 14, 2009

Jobs for the boys

Sabemos que o emprego baixa. Ou se quiserem, o desemprego aumenta. Mas, a produtividade continua a baixar. Lamentavelmente. Contudo, não é com jobs for the boys que se aumenta a produtividade.

Tudo isto, a propósito de mais uns jobs for the boys criados pela Dr. Ana Jorge, ainda Ministra da Saúde: A ministra da Saúde anunciou hoje a criação de um Conselho Nacional de Saúde Pública, um órgão consultivo do Governo que terá duas comissões especializadas, em vigilância e em emergência.

Mas, para que servem: 1) o Alto-Comissariado para a saúde; 2) a Direcção Geral da Saúde; 3) as Secretarias de Estado da Saúde; 4) a Secretaria Geral do Ministério da Saúde; 5) as várias ARS's; 6) os inúmeros serviços de suporte ao Ministério, como por exemplo, o inexistente Instituto da Qualidade em Saúde?

Tanto boy e tão pouca produtividade.

O que é uma farmácia "online"?

Lemos esta notícia: Para que os utentes do serviço de farmácia on-line não tenham dúvidas quanto à sua segurança, o portal do Infarmed disponibiliza a lista dos sites autorizados a vender medicamentos pela Internet.

Quando vamos ao site do Infarmed, encontramos isto: uma morada de uma farmácia, contendo um e-mail! É a isto que o Infarmed chama: serviço de farmácia on-line?

Para nós, uma farmácia online é isto ou isto.

Não sabemos se os serviços do Ministério da Saúde são info-excluídos ou se actuam por má consciência.

Sunday, April 12, 2009

As corporações da saúde

Portugal foi históricamente palco de luta entre corporações. Aliás, o Estado Novo chegou a ter o Ministério das Corporações. Claro está, que cada um deve saber organizar-se e defender-se. Mas, a sociedade também deve saber defender-se face a lobbies que fazem mais mal do que bem, pelo menos em relação aos outros!

Tudo isto, a propósito desta frase: Está a assistir a uma tentativa da ANF de verticalizar o sector do medicamento, de juntar ao facto de ser um monopólio da venda a retalho, de ser um parceiro incontornável e dominante do comércio grossista, agora também vai produzir medicamentos e quer, como se fosse a cereja em cima do bolo, ultrapassar as receitas dos médicos e dar aos doentes os medicamentos que lhe convém, com a alegação de que são mais baratos.

E quem diz aquilo? Só poderia ser um dos líderes de uma das maiores corporações do país: Pedro Nunes, bastonário da Ordem dos Médicos, acusa a Associação Nacional de Farmácias de estar a fazer uma guerra aos portugueses por causa da substituição das receitas.

De facto, a ANF é uma organização bem sucedida, na sequência da cooperação entre os seus membros, perante a falência de grande parte das farmácias nos idos de 1974/75. Mas, a ANF soube tão bem organizar-se que está de facto a ameaçar a sociedade em que vivemos, nomeadamente os contribuintes e os doentes em geral.

Reconhecemos, no entanto, que a ANF tem sido útil ao país e aos portugueses. Mas, quando as corporações falam mais alto do que a sociedade, começamos a chegar aos limites do intolerável.

Mas, o que falar da Ordem dos Médicos? Bem, é uma corporação que tem desempenhado bem o seu papel no ambito da boa formação dos médicos. Mas, a partir daí, o seu papel tem sido demoníaco. E porquê? Porque, directa ou indirectamente, a Ordem dos Médicos impediu a criação de novos cursos de medicina, ao ponto de ser necessária a importação de médicos estrangeiros. A Ordem dos Médicos olvida ou finge olvidar que muita formação dos médicos é suportada por outra corporação relevante, a indústria farmacêutica.

Apesar de tudo o Senhor Bastonário reconhece isto: E hoje a nível mundial, os reguladores éticos, como são as Ordens, e a própria indústria tende a acabar com isso. Não é proibir as instalações de um congresso. Se não for a indústria não são os Estados a fazê-lo e os médicos precisam de aprender. Agora pagar estadias de 15 dias ao Sol é irregular.

Já estamos habituados a guerras entre corporações, sobretudo em fases de previsível depressão económica. A crise pode ser boa, se os doentes tiverem que pagar menos pelos serviços que lhe são prestados, e simultaneamente, se os habituais maiores ganhadores, passarem a ganhar menos.

Friday, April 10, 2009

Maternidade

Fonte: aqui.

Traffic pollution can harm unborn babies in the womb, according to new research.

Thursday, April 09, 2009

Saúde pública versus saúde privada

Não há um sistema universal de saúde pública. Há muitos tipos de sistemas. Uns mais igualitários. Outros mais diferenciados. Uns mais comparticipados. Outros mais públicos. Mas, a dialética público versus privado, existe na generalidade dos países, quase em situação de concorrência ou de alternancia. Vejamos o que se passa em Espanha:
  • La salud de la Sanidad pública ha vuelto a empeorar. Los españoles siguen prefiriendo recurrir a ella frente a la privada, pero menos que hace cuatro años. Esta última gana terreno en la atención especializada, urgencias y hospitales.
  • Pública o privada. Los ciudadanos prefieren los servicios sanitarios públicos frente a los privados. Sin embargo, los primeros pierden poco a poco el apoyo de la población. Sube el porcentaje de personas que recurrirían a especialistas privados (un 1% más que en 2007).
  • Bajan los que escogerían acudir a las urgencias o los hospitales públicos. Sólo se salva la atención primaria pública.
  • Listas de espera. El 50,2% de los ciudadanos opina que la situación de las listas de espera no ha cambiado respecto de años anteriores. Además, el 34,1· de los españoles cree que las autoridades sanitarias no están tomando iniciativas destinadas a mejorar ese tiempo de acceso a los servicios.

Parece que os Espanhóis têm os serviços públicos de saúde em boa conta, mas em perda progressiva, a favor de serviços de urgência e especializados privados. Por cá, a tendência não deverá ser diferente.

Wednesday, April 08, 2009

A guerra do medicamento

Vivemos uma depressão económica com contornos ainda difíceis de prever. A actividade económica abranda claramente. As corporações e os lobbies instalados sentem que o poder treme, e lutam pelo controlo dos seus bastiões.

Vejamos estas lutas pelo naco saboroso do medicamento:
  • 1: O bastonário da OM alertou ainda que se está "a assistir, essencialmente, à troca de genéricos por genéricos que dão mais interesse à farmácia, em vez de outro genérico de outra marca". "Estamos a assistir neste momento a uma campanha de desinformação", frisou o bastonário, afirmando que o presidente da ANF, João Cordeiro, "dirige um monopólio que já devia ter sido desfeito".
  • 2: "Cada médico que encontre um medicamento que foi substituído tem todo o direito de comunicar ao Ministério Público que se praticou um crime naquele estabelecimento comercial. A Ordem dos Médicos deixa à consciência de cada médico fazer essas participações", explicou.
  • 3: A ministra da Saúde anunciou, esta terça-feira, que o Serviço Nacional de Saúde não pagará às farmácias a comparticipação dos medicamentos que forem substituídos pelo genérico mais barato sem autorização do médico.
  • 4: Teresa Caeiro considerou que "não é possível tolerar um conflito aberto entre a Associação Nacional de Farmácias e a Ordem dos Médicos" porque "pelo meio estão os utentes" e "o ministério da Saúde, que é altamente responsável". Por outro lado, a deputada apelou para que o Governo "aceite a proposta do CDS" -- um projecto de resolução que recomenda a mudança da legislação para que a prescrição de medicamentos se faça em regra por princípio activo e não pela marca.
  • 5: Em declarações à TSF, António Arnaut, que assumiu ser um utilizador de genéricos por uma questão de princípio, considerou o assunto da troca de medicamentos de marca por genéricos delicado, sobretudo porque, face à actual lei, há dois direitos em conflito. «Por um lado, o direito do médico à liberdade de prescrição e a sua autonomia técnica que a lei consagra e, por outro,, o direito do utente que pode querer substituir o medicamento de marca, muito mais caro, por um genéricos», disse.

Meu Deus, tanta luta por um naco saboroso! E o pobre do contribuinte? E o coitado do doente? As corporações mandam em Portugal. O dito Governo fechou para obras.

Tuesday, April 07, 2009

Mudança no estilo de vida


Fonte: aqui.

The five lifestyle changes that can cut colorectal cancer risk by a third:
  1. One of the recommendations made by Professor. Donald Maxwell Parkin of Cancer Research UK Centre for Epidemiology, Mathematics, and Statistics, London, is that people’s consumption of red and processed meat should not be more than 80 or 90 grams per day.
  2. He also suggests that people consume at least five portions of fruit, vegetables, and fibre every day.
  3. The third recommendation is to exercise at least 30 minutes on five or more days per week.
  4. The experts also suggest that men should not to consume more than 21 units of alcohol per week, and women should restrict their intake to 15 units.
  5. According to them, overweight and obesity should be reduced to rates of 20 years ago.

Sunday, April 05, 2009

Senhora Ministra: não se desculpe, faça!

Existe uma sistemática falta de cumprimento de promessas por parte do poder político. Existe uma falta de controlo do poder político, tendo em vista o controlo efectivo das promessas por cumprir!

Esta é só mais uma promessa por cumprir: Ana Jorge, ministra da Saúde, admitiu esta sexta-feira um atraso na implementação de um sistema de dispensa de medicamentos em unidose. Uma medida anunciada pelo Primeiro-ministro há três anos.

Porque é que esta medida ainda não foi implementada? Por várias razões, segundo o poder político:
  • explicando que se trata de um “processo complexo” que tem levado o Ministério da Saúde a efectuar diversos estudos de forma a garantir uma distribuição eficaz.
  • o facto de durante os estudo que têm vindo a ser feitos foram “levantados alguns problemas, nomeadamente o risco maior de haver medicamentos de contrafacção”, dada a distribuição das doses à unidade.
  • Ana Jorge referiu ainda que tendo em conta que numa fase experimental a distribuição seria feita em farmácias hospitalares, onde “pode ser feita de forma mais segura”, e recordou que existem apenas “duas farmácias hospitalares no País”.

Oh Senhora Ministra, se fosse tão produtiva a fazer coisas, como é a arranjar desculpas, teríamos Ministra! O que estará por detrás de tal inacção do Ministério da Saúde? Custa tanto colocar à venda "1 comprimido" em vez de 60 comprimidos? Ou será que a venda em unidose não interessa aos Laboratórios farmacêuticos, nem à distribuição farmacêutica?

Contudo, a Senhora Ministra deveria defender os interesses dos cidadãos e dos contribuintes. Estes são os interesses que Ana Jorge deveria defender, a todo o custo. Se não conseguir defender os interesses dos contribuintes, então, Ana Jorge não está a fazer nada no governo.

Saturday, April 04, 2009

Wednesday, April 01, 2009

Crisis? What crisis?

Há uns meses, ouvíamos o Primeiro-Ministro a falar na "crise dos outros", quando já existiam sinais evidentes de degradação das condições económicas. Depois, o tsunami começou, pouco a pouco, a inundar tudo. E agora, já se lê isto, sem grande espanto: Mais de 200 mil doentes portugueses abdicam de comprar medicamentos devido à falta de dinheiro. São doentes geralmente idosos e a quem o Estado não consegue garantir a cobertura plena das necessidades em termos de medicação.

Será que os medicamentos passaram a ser superfluos? Será que os portugueses deixaram de ser hipocondríacos? Será que estes são ainda, e só, os primeiros sinais de uma pequena inundação?

A economia tem ciclos. Uns, de crescimento. Outros, de contração. Naturalmente, que a presente contração é mais profunda, pois assenta numa colossal falta de valores da sociedade moderna, que não reconhece o mérito, que opta pelo nepotismo e pelo "amiguismo". Enquanto a sociedade mantiver estes paradigmas, a recessão transformar-se-á em depressão. E aí, a redução de despesas não se restringirá aos medicamentos. Com toda a certeza.

A satisfação na saúde

Os países da OCDE ainda são os mais ricos do mundo. São também estes países, que possuem os melhores sistemas de saúde do mundo, apesar da sua diversidade de modelos.

A agência Gallup é muito prestigiada em sondagens e estudos de mercado. Fez recentemente um estudo, em que se avalia a satisfação e a insatisfação dos cidadãos dos países da OCDE, com os respectivos serviços de saúde.

Os resultados são os seguintes:
  • Irlanda: 90% de satisfeitos, 9% de insatisfeitos.
  • Suíça: 89% de satisfeitos, 10% de insatisfeitos.
  • Bélgica: 88% de satisfeitos, 11% de insatisfeitos.
  • Luxemburgo: 87% de satisfeitos, 12% de insatisfeitos.
  • Itália: 86% de satisfeitos, 13% de insatisfeitos.
  • México: 86% de satisfeitos, 14% de insatisfeitos.
  • Nova Zelândia: 85% de satisfeitos, 14% de insatisfeitos.
  • Espanha: 85% de satisfeitos, 14% de insatisfeitos.
  • Holanda: 85% de satisfeitos, 14% de insatisfeitos.
  • Reino Unido: 85% de satisfeitos, 15% de insatisfeitos.
  • Áustria: 85% de satisfeitos, 15% de insatisfeitos.
  • Canadá: 85% de satisfeitos, 15% de insatisfeitos.
  • França: 85% de satisfeitos, 15% de insatisfeitos.
  • Grécia: 84% de satisfeitos, 16% de insatisfeitos.
  • Finlândia: 84% de satisfeitos, 15% de insatisfeitos.
  • Dinamarca: 84% de satisfeitos, 16% de insatisfeitos.
  • Islândia: 84% de satisfeitos, 16% de insatisfeitos.
  • Estados Unidos: 83% de satisfeitos, 16% de insatisfeitos.
  • Noruega: 82% de satisfeitos, 15% de insatisfeitos.
  • Austrália: 82% de satisfeitos, 17% de insatisfeitos.
  • Alemanha: 82% de satisfeitos, 18% de insatisfeitos.
  • Suécia: 80% de satisfeitos, 18% de insatisfeitos.
  • Portugal: 80% de satisfeitos, 20% de insatisfeitos.
  • República Checa: 77% de satisfeitos, 20% de insatisfeitos.
  • Turquia: 76% de satisfeitos, 23% de insatisfeitos.
  • Polónia: 76% de satisfeitos, 22% de insatisfeitos.
  • Hungria: 72% de satisfeitos, 27% de insatisfeitos.
  • Eslováquia: 72% de satisfeitos, 27% de insatisfeitos.
  • Japão: 68% de satisfeitos, 26% de insatisfeitos.
  • Coreia do Sul: 67% de satisfeitos, 31% de insatisfeitos.

Rankings são rankings. Sondagens, valem o que valem. Estudos de mercado têm alguma validade. No entanto, por cá, gosta muito de se dizer que o serviço de saúde em Portugal é um dos melhores do mundo. Bem, estar em 23º lugar do mundo, em termos de satisfação, não é mau!

Tuesday, March 31, 2009

Nos EUA, os Deuses estão loucos

Quando lemos isto: Healthcare costs doubled from 1996 to 2006, and are projected to rise to 25 percent of GDP in 2025; 49 percent by 2082 if something does not change. Percebemos, que algo está muito errado na sociedade ocidental. Há com certeza muita gente equivocada, quando organismos públicos estimam que os custos com a saúde poderão representar cerca de 50% do produto de uma economia! Ainda que estejamos a imaginar o não tão longinquo ano de 2082!

Talvez porque estes organismos públicos apenas conjecturam cenários loucos, há alguém que sente necessidade de mudar as coisas: Reform of the U.S. healthcare system is vital this year because of growing costs and worsening care, the Health and Human Services Department said in a report on Monday.

É que os EUA atingem sempre cenários inimagináveis para os outros:
  • The report points out that the United States spent $2.2 trillion on healthcare in 2007, or $7,421 per capita. Healthcare accounts for more than 16 percent of gross domestic product, nearly twice the average of other developed nations.
  • "In spite of the vast resources invested, the health care system has not yet reached the goal of high-quality care," the report said.
  • "Across 37 performance indicators, the United States achieved an overall score of 65 out of a possible 100," it said, citing the non-profit Commonwealth Foundation.

Do or die, parece ser a opção do Presidente Barack Obama.

Monday, March 30, 2009

Listas de espera, sempre!

Os portugueses são bons no improviso. Os portugueses não gostam muito de planificar. É pena, que assim seja. No sector da saúde pública vive-se constantemente no improviso. A gestão estratégica é inexistente. Tapam-se buracos. Apagam-se fogos. Lembremo-nos, apenas, dos que foram resolver os problemas derivados das listas de espera de oftalmologia a Cuba!

Agora, é vez das listas de espera de urologia: As listas de espera para uma consulta de urologia ainda superam um ano em muitos hospitais, disse ao DN o médico Real Dias, presidente do colégio da especialidade da Ordem dos Médicos.

Isto é o que salta para a imprensa. O que não acontecerá por esse país fora, com gente amordaçada pela ineficiência sistemática dos serviços.

O governo limita-se a apagar fogos, mas ainda cria mais frustração, quando cria Leis que não funcionam na realidade: o Governo já definiu em portaria, em Dezembro, que os tempos máximos de espera por consultas não prioritárias não deverão exceder os 150 dias, regra que já está em vigor desde Janeiro.

Então há uma Lei que fixa os tempos máximos de lista de espera em 150 dias, e na realidade há listas de espera de mais do que 365 dias? Para que serve então a Lei? Apenas para enganar os portugueses!

Depois, cada um tem uma solução:
  • Helder Monteiro, director do serviço de urologia do Hospital Egas Moniz, admite haver atrasos na resposta na sua unidade. Porém, desde o início do ano, a unidade desenhou o seu próprio plano de intervenção (ver caixa). "As consultas prioritárias têm de ter resposta mais rápida, tal como as primeiras consultas", sublinha. O grande problema está "nas consultas subsequentes, que podem ser marcadas para daí a seis meses, um ano ou ainda mais tarde".
  • Francisco Rolo sugere uma solução para acelerar as respostas com base na "triagem dos casos, prioritários ou não, e a emissão de cheques-consulta depois de ultrapassado o limite de tempo que for estabelecido".

Onde estão os "Administradores" da saúde pública?

Sunday, March 29, 2009

Se Disney Administrasse Seu Hospital

Fonte: aqui.

A Bookman Editora lança "Se Disney Administrasse seu Hospital" de Fred Lee. Na obra o consultor em serviços mostra que entre um parque como a Disneylândia e um hospital pode haver mais semelhanças do que se imagina. Com uma bagagem que reúne experiências inusitadas nas organizações Disney e em ambientes hospitalares, Lee relata que integrou a equipe de entretenimento, entre 1996 e 1997, para auxiliar no desenvolvimento de um programa de fidelidade aos clientes.

"Acredito que seja infinitamente mais fácil gerenciar a Disney do que um hospital. Mas, diante de diversas dificuldades que os profissionais de saúde enfrentam no cotidiano, a Disney oferece alguns insights que podem ser valiosos" - comenta o autor.

Wednesday, March 25, 2009

Mais impostos: não, obrigado!

Perante esta sugestão: O fundador do Serviço Nacional de Saúde (SNS), António Arnaut, defende a criação de um imposto especial, aplicado a rendimentos a partir de determinado montante, para garantir o financiamento do sistema, caso seja «absolutamente necessário». Nós respondemos, sem tibiezas ou complacência: NÃO.

Bem sabemos, que António Arnaut, referiu isto: o modelo de financiamento do SNS só deve incluir um imposto especial depois de esgotados todos os mecanismos de redução da despesa supérflua. Mas, esta conversa fiada sobra sempre para quem trabalha e ganha dinheiro. Pois que, os mais ricos têm os seus rendimentos em zonas off-shore, para além de outros que mascaram sistemáticamente os seus rendimentos, através de esquemas de fuga ao fisco, como sejam a sub-facturação ou a simples "não-facturação".

Este caminho sugerido por António Arnaut, não nos surpreende nada, mesmo nada. Estamos à espera dele há já muito tempo. Contudo, deveremos lutar para que sejam os lobbies que envolvem o SNS a verem limitados nos seus ganhos (indústria e retalho farmacêutico, élites públicas do SNS, corporações médica e de enfermagem, entre outros). Ou em alternativa, a universalidade do SNS está condenada. Isto é, acabou!

Tuesday, March 24, 2009

É a negligência!

Negligência médica, o que é? Será a negligência médica muito diferente de erro médico? Para nós, é. Contudo, muitos dos casos que por aí vão aparecendo na comunicação social, com o rótulo de "negligência médica", caiem no âmbito de "erro médico", ou pior, de incapacidade das organizações, ou incapacidade logística, ou algo que se assemelhe com "responsabilidade de ninguém"!

Bem, mas os sound bytes vão ficando, não há volta a dar. Os médicos, os enfermeiros e os outros técnicos de sáude, são tão falíveis como os banqueiros, os pedreiros ou os professores. Isto é, todos podem cometer erros, e todos são, por vezes, negligentes.

O tema é cada vez mais importante, senão vejamos: Os pedidos de indemnização aos hospitais públicos em acções judiciais por assistência clínica alegadamente deficiente ultrapassaram os 29 milhões de euros, entre 2005 e 2007, contabiliza a Inspecção-Geral das Actividades em Saúde (IGAS), numa avaliação preliminar sobre esta matéria.

É pouco? Não. Mas, também não é muito. Mas, atenção que os portugueses estão a acordar para o problema. E, a distância que as velhas gerações, com menos informação, tinham para com os médicos, tem tendencia a diminuir.

Claro que há, infelizmente, um benefício do infractor: As condenações "são em número reduzido", atesta Cristina Costa, chefe da Divisão de Segurança do Doente, da Direcção-Geral da Saúde (DGS). Ou seja, os médicos beneficiam de um sistema de justiça opaco e ineficiente.

E o pior, é que a base do serviço de saúde em Portugal, nem sequer está preparada para proteger as vítimas dos erros/ negligência médica:
  • só uma minoria dos hospitais (7,58 por cento) detém seguros de responsabilidade profissional.
  • O inquérito da IGAS pretendeu ainda monitorizar o erro médico em 68 hospitais do Serviço Nacional de Saúde. E as conclusões não são animadoras: mais de metade dos estabelecimentos admitiu não ter protocolos escritos de prevenção de erros médicos e só um terço disse possuir sistemas informatizados de alerta e prevenção de riscos.

Obesidade: de pequenino se começa

A saúde está muito longe de se restringir aos médicos, enfermeiros, hospitais ou medicamentos. A saúde pode ser melhorada, se as pessoas começarem a tratar dela, em casa, na escola, no trabalho. Ou, ao contrário, a nossa saúde pode piorar se nós nos alhearmos daqueles aspectos rotineiros, tais como sejam: a alimentação, o exercício físico, a postura corporal ou a vida mais arejada!

Ou seja, na falta de prevenção ou na existência de hábitos desadequados, começam muitos problemas de saúde. E logo, desde pequeninos. Vejamos, o que aqui se diz: O número de consultas de obesidade pediátrica está a aumentar em Portugal, com 61 por cento das crianças consultadas a terem menos de 10 anos de idade. Mas há casos em que as situações surgem enquanto bebés.

Lembramo-nos, que em Portugal, sempre se pensou que "gordura é formosura". Mas, não é. E pior, os pais deveriam saber que gordura não é formosura. Mas, por variadas razões, os pais alheiam-se dos próprios problemas que têm em casa.

E depois, o que acontece? Isto:
  • "A epidemia do sec.XXI alastra-se e, na verdade, é já a partir dos 2 anos que os pais começam a levar os filhos à consulta", alerta Graciete Bragança, pediatra do Hospital Amadora- Sintra.
  • Os dados do estudo promovido pelo Hospital Amadora-Sintra indicam que 21 por cento das crianças avaliadas, no agrupamento escolar da Amadora, têm excesso de peso e 9,5 por cento são obesas.
  • São os alunos do 1º ciclo os que apresentam maior índice de gordura corporal.

Preocupante. E, agora, o que se vai fazer? Acabar com os donuts nas cantinas escolares? Acabar com os bolicaos nos lanches das festas? Evitar o consumo de happy meals? Ou, continuar tudo na mesma?

Monday, March 23, 2009

Tuberculose

Fonte: aqui.

Thursday, March 19, 2009

O fim esperado do SNS II

Não há omoletes sem ovos, já o sabemos. Dificilmente se consegue um SNS gratuito ou tendencialmente gratuito, já o dizemos por aqui há algum tempo. Os políticos que vão vivendo de mensagens gostosas para português saborear, sentem-se à vontade a criar estes embustes, porque os cidadãos estão adormecidos com as crises!

O SNS não é sustentável. O artigo 64º da Constituição da República Portuguesa não pode ser garantido, de forma séria. Isto é, o artifício que lá puseram, "um SNS tendencialmente gratuito", não passa de um embuste, ou se quiserem, uma fantasia.

Restam duas soluções: 1) os contribuintes terão que pagar mais impostos para sustentar um SNS ineficiente e vítima de múltiplos lobbies; 2) os portugueses terão que pagar cada vez mais a sua saúde através de seguros privados de saúde.

Para os que ainda acreditam em fantasias, vem a Senhora Ministra mostrar que já não há milagres: A ministra da Saúde, Ana Jorge, lançou hoje um apelo aos médicos de família para que prescrevam medicamentos genéricos aos seus doentes, sobretudo numa fase de crise económica.

Curiosamente, foram sempre os médicos (Colegas da Senhora Ministra), que criaram o máximo de obstáculos à expansão dos medicamentos genéricos!

A verdade custa. Mas, a realidade é mais forte.

Wednesday, March 18, 2009

Obesidade: mais uma vez!

Fonte: aqui.

Pedestrians walk across the street near Times Square in New York. About two-thirds of American adults are overweight or obese, putting them at an increased risk for diabetes, hypertension, heart disease, osteoarthritis, stroke, gallbladder disease, sleep apnea and respiratory problems and even some cancers. Those who are extremely obese, about 100 or more pounds over a healthy weight, could be shortening their lives by as many as 10 years.

Tuesday, March 17, 2009

O fim esperado do SNS

Já há bastante tempo, que vimos por aqui falando no fim do SNS, tal como o conhecemos: gratuito ou tendencialmente gratuito.

Pois agora, é Jorge Sampaio, ex-Presidente da República, que vem fazer o alerta: Jorge Sampaio considerou hoje que o problema do financiamento do sector da Saúde é mais grave que o da Segurança Social, mas reconheceu que a situação dificilmente se resolverá sem maiores contribuições dos utentes.

Ora, cá está, a verdade é dura, mas vai sendo dita, no meio de umas quantas frases, inseridas num qualquer evento!

E diz mais, Jorge Sampaio: «Não conheço outros países da OCDE com um sistema de saúde de matriz igual à nossa que tenha encontrado uma fórmula milagrosa que não implique um aumento das contribuições de utentes», como consumidores, como contribuintes, ou ambos.

No entanto, como estamos a 6 meses das eleições, não é interessante falar em tal "castanha": Ana Jorge revelou que a discussão em torno da sustentabilidade do SNS é oportuna, mas não prioritária.

Pois é, a verdade dói. E custa votos!

Monday, March 16, 2009

A crise financeira atinge os farmacêuticos

O mercado de capitais não é para almas boas! O mercado de capitais é para quem sabe que está a arriscar, pois se não, o melhor é não arriscar, e colocar o aforro em títulos do tesouro ou em depósitos a prazo.

Mas, nem todos perceberam isto, e a Bolsa é para muitos um "jogo de ganho certo". Mas, não é, e se não vejamos: O Montepio Nacional da Farmácia (Monaf), associação de socorros mútuos que funciona como fundo de pensões dos farmacêuticos, poderá ser penalizado pela crise dos mercados financeiros. Só no Banco Privado Português, por exemplo, o Monaf tem aplicados 300 mil euros.

Mas, ainda se quer manter a opacidade, apostando numa eventual recuperação dos mercados no curto prazo: O relatório do Monaf de 2007 indicava que 43,2% dos fundos estavam aplicados em títulos de rendimento fixo, enquanto 54,8% (face a 41% em 2006) eram activos de rendimento variável. Os investimentos ascendiam em Dezembro de 2007 a 98,9 milhões de euros.

É preciso ter cuidado, na forma como se investe, sobretudo em épocas de grande volatilidade e incerteza.

brain health awareness

Fonte: aqui.

The competition, launched by The Stroke Association and the University of Edinburgh, invites people from across Edinburgh to think about their brain and the way that it affects their body and mind.

Wednesday, March 11, 2009

As maravilhas da medicina

Fonte: aqui.

A seven-year-old girl has survived a surgery procedure which required doctors to remove six of her vital organs. Doctors at New York Presbyterian Hospital removed Heather McNamara's pancreas, liver, spleen, stomach and small and large intestines in order to extract a tennis ball-sized cancerous tumour before the organs were re-implanted.

Tuesday, March 10, 2009

Headache

Fonte: aqui.


Médicos espanhóis II

Em Portugal, dizem que há falta de médicos, em Espanha, parece que também há falta: De los 408 nuevos galenos que se dieron de alta en el Colegio Oficial de Médicos de la Región el pasado año, 223 eran de fuera. Quiere decir que más de la mitad de los nuevos doctores que ejercen en la Región (54%) no son españoles.

A origem dos médicos estrangeiros em Espanha, é muito diversificada: Más bien, el perfil de los médicos recién llegados es el de una mujer de un país latinoamericano. Sobre todo, vienen de Colombia (27), Argentina (19) y Venezuela (18).

E não têm especialização: «El 90% de los médicos extranjeros son sólo licenciados en Medicina, sin especialidad».

Parece que não existem Faculdades de Medicina, na Europa.

Sunday, March 08, 2009

Médicos espanhóis

Durante as últimas décadas, a má distribuição geográfica dos médicos, tem sido compensada pela vinda progressiva de médicos do estrangeiro, quer sejam espanhóis, ucranianos, moldavos ou brasileiros.

No entanto, apesar deste grande período, o Ministério da Saúde e o Ministério da Ciência e do Ensino Superior foram incompetentes em duas vertentes: 1) na formação de mais médicos; 2) na melhor redistribuição geográfica de médicos.

Agora, o problema vai-se acentuar, pois os médicos espanhóis parece que se querem ir embora, regressando à sua terra natal: La Asociación de Profesionales de la Salud Españoles en Portugal considera "imprescindible" recuperar a médicos españoles que trabajan fuera de su país para hacer frente al déficit de facultativos que afecta a España.

O que fará agora o Ministério da Saúde (consta que existam mais de 3.000 médicos espanhóis em Portugal, que normalmente exercem fora das grandes cidades, onde os portugueses não gostam de trabalhar)? Importará médicos da América Latina? Forçará os médicos que existem a mais em Lisboa, Porto e Coimbra, a deslocarem-se para o Algarve, Trás-Os-Montes e Alentejo? Ou assobiará para o ar, como é habitual?

Thursday, March 05, 2009

Uma cirurgia no supermercado mais próximo

Fonte: aqui.

Dr Mohammed Jiva stands by his surgery inside Sainsbury's in Heaton Park, Manchester. Another 200 could be opened after its success. Anyone would be able to walk in for treatment, with doctors accessing their records via the NHS computer system.

Wednesday, March 04, 2009

As contas dos hospitais e os "fantasmas"

Temos escrito por aqui, que o SNS e os Hospitais por si geridos, demonstram "a olho nu" muitas incongruências, ou se quiserem, muita criatividade. Entretanto, lá se vai tocando na "ferida", de vez em quando: A Inspecção-Geral de Finanças (IGF) detectou divergências entre as compras e as vendas declaradas pelos hospitais e os respectivos fornecedores no valor de 283,2 milhões de euros, de acordo com um relatório do Ministério das Finanças.

283,2 milhões de euros? Como é possível haver uma divergência tão grande? Bem sabemos que o orçamento do SNS é também muito grande, mas 283,2 milhões de euros, dá para fazer muita coisa.

O pior é que mesmo nesta notícia corriqueira se detecta que há algo mais do que meras incongruências ou divergências, pois se não vejamos: Foram ainda encontradas nas investigações junto dos hospitais «compras de 22,2 milhões de euros, efectuadas por hospitais a fornecedores cessados em sede fiscal», ou seja, a empresas que fiscalmente não existem.

Ou seja, entidades públicas estão a pagar serviços/produtos a entidades "fantasmas". E o contribuinte também pode passar a "fantasma"? Mesmo com a crise internacional, pensamos que o Estado português tem recursos a mais, ao contrário do que por aí se diz.

Monday, March 02, 2009

Os Deuses estão loucos!

Lemos isto: A Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) vai pagar 410 mil euros a privados para prestarem "serviços de consultoria para recuperação da sustentabilidade económico-financeira do Centro Hospitalar de Setúbal EPE e do Centro Hospitalar do Médio Tejo EPE".

Como? O Estado que tem imensas estruturas de assessoria, apoio técnico, Altos-Comissariados e outros experts, vai recorrer a empresas para "porem na ordem" dois hospitais do SNS? Os Deuses do Ministério da Saúde estão a ficar sem senso.

Os visados, nem sabem porquê: Fonte da administração do Centro Hospitalar de Setúbal remeteu para a ACSS quaisquer esclarecimentos: "Neste momento não faz sentido [dar informações]. Qualquer dúvida, deverá questionar a ACSS".

Então, e os funcionários do Ministério da Saúde que deveriam fazer esta função que está a ser sub-contratada? Vão para a mobilidade especial? Ou estão entretidos?

Sunday, March 01, 2009

Secretary of Health

Fonte: aqui.

A Governadora Kathleen Sebelius deverá ser apontada por Barack Obama, como nova Secretária da Saúde do governo dos EUA, conforme se refere aqui: President Barack Obama named Kansas Governor Kathleen Sebelius to help steer his $634 billion plan to provide every American with affordable medical coverage as head of the U.S. Health and Human Services Department.

Algumas das novas tarefas da futura Secretária da Saúde (equivalente à nossa Ministra da Saúde) e o respectivo background:
  • Sebelius is a two-term Democratic governor who successfully pushed to expand subsidized health-care for children in her largely Republican state.
  • The nomination ended almost a month of uncertainty over who would assist Obama in developing and promoting his health plan. His previous nominee, former Senator Thomas A. Daschle, withdrew after questions were raised about his back payment of taxes.
  • Sebelius would also oversee the Food and Drug Administration, which polices the U.S. food supply and approves drugs, and the National Institutes of Health, which holds responsibility for medical research.
  • Sebelius previously served as the Kansas insurance commissioner. She was the first commissioner to reject a proposed conversion of a nonprofit Blue Cross Blue Shield into a for-profit company, slowing the pace of such conversions nationally.
  • Obama this week presented Congress with a budget that envisions spending $634 billion over 10 years to begin overhauling the health-care system.
  • The $634 billion would be a “down payment” on the president’s pledge to make health care affordable and cover the 46 million uninsured. Obama proposed financing it with increased taxes on wealthy Americans and less government money for some drugmakers and health insurers.