Tuesday, August 31, 2010
Uma boa notícia da Madeira
Wednesday, May 20, 2009
Medicamentos: o grande bolo II
Saturday, April 04, 2009
Monday, November 24, 2008
Medicamentos: Luta entre gigantes
- O Governo desistiu de impor às farmácias, à indústria e aos grossistas margens de lucro na venda de medicamentos.
- Para Ana Jorge, ao Estado cabe "salvaguardar o direito ao acesso do cidadão" aos fármacos e que para isso basta-lhe "fixar os preços máximos". Deixa, assim, à indústria, farmácias e distribuidores o ónus da definição das "margens adequadas ao seu próprio negócio".
Por uma vez, estamos em completo acordo com a Ministra da Saúde. Os jogadores do mercado que façam valer os seus trunfos, pois que o Estado definiu o seu tecto máximo.
E, não se venha dizer que os Laboratórios farmacêuticos, representados pela Apifarma, são mais poderosos do que o retalho farmacêutico, representado pela ANF. São dois gigantes em Portugal. Por isso, chegou a altura de viverem com menos!
Mas, será que o sector do medicamento vai ter que viver com menos, ou serão os doentes a pagar mais? Veremos as cenas dos próximos capítulos.
Friday, September 12, 2008
A batalha dos medicamentos
- Os remédios vão ser comparticipados com um valor fixo, independentemente do seu preço.
- “Não há limite para as medidas a tomar pelo Ministério da Saúde, há é uma gestão permanente da política do medicamento e um esforço constante para pôr pressão sobre os agentes do sector para serem o mais eficientes possível”.
- A primeira das medidas que deverá ser tomada é uma mudança de fundo: a comparticipação dos medicamentos vai deixar de ser feita em função de uma percentagem, passando a ficar definido um valor fixo para a ajuda que o Estado dá aos doentes quando compram medicamentos nas farmácias.
Mas, há alguém que já vê as consequências à vista:
- é unânime a ideia de que os doentes vão pagar mais pelos medicamentos se o Governo optar por definir um valor de comparticipação que fique abaixo daquele que é praticado actualmente.
- é unânime a ideia de que os doentes vão pagar mais pelos medicamentos se o Governo optar por definir um valor de comparticipação que fique abaixo daquele que é praticado actualmente.
Isto tudo porque o "ideal" não existe: o equilíbrio na definição de um valor de comparticipação que não encareça a factura dos doentes, que estimule a concorrência pelo preço e que force os inovadores a descer o preço é, assim, uma equação complicada.
É caso para perguntar, e os impostos não descerão face a uma perda de direitos sociais por parte dos contribuintes?
Friday, September 05, 2008
Efeitos colaterais
- A Bluepharma já despediu 20 funcionário e avançou com um processo em tribunal contra o Estado, depois do Governo ter decidido a descida em 30% dos preços dos genéricos a partir de Outubro.
- Generis, vai fechar uma fábrica em 2009, eliminando mais de 100 postos de trabalho, ponderando a deslocalização total da produção para fora do País.
Pois é, quando se tomam medidas unilaterais e com custos relevantes, num mundo globalizado, os efeitos colaterais são imediatos. Ou estarão os laboratórios a tentar pressionar um Estado cada vez mais fraco e condicionado por uma actividade económica anémica?
Monday, October 22, 2007
As Farmácias e a gestão do espaço
- A introdução no mercado de medicamentos genéricos veio criar um problema de falta de espaço para armazenamento nas farmácias.
- Além da substância activa ou princípio activo Sinvastatina com 319 apresentações de genéricos, seguem-se a Amlodipina com 241, Risperidona com 237 (ambas para perturbações psiquiátricas), Ciprofloxacina (antibiótico) com 231, Sertralina (antidepressivo) com 225, Lansoprazol (acidez gástrica) com 204, Pravastatina (colesterol) com 170, Omeprazol (acidez gástrica) com 136, Fluoxetina (antidepressivo) com 104 e Acido Alendrónico (osteoporose) com 75 medicamentos genéricos, nas suas várias apresentações.
Não entendemos qual o problema das farmácias. Hoje, com um software com capacidades mínimas, consegue-se gerir muito bem um portfolio de milhares de referências. Nem sequer é necessário um grande conhecimento de gestão.
Os hipermercados gerem mais de 50.000 items. Em algumas categorias de produtos, os hipermercados, perante a oferta de 50 marcas, só oferecem 4 ou 5. O consumidor só tem que escolher o que existe, sob pena de ter que ir a outro hipermercado.
A ANF até sabe trabalhar bem com as regras do mercado, porquê que não se adapta a uma oferta de produtos maior? Até porque, é natural que várias marcas de genéricos venham a sair do mercado, porque as vendas são baixas.
Mas, é mais fácil chamar pelo regulador que até tem estado a fazer o seu trabalho: o Infarmed entende que actualmente «já há medicamentos genéricos para a maior parte das patologias e para as patologias mais importantes».
Wednesday, July 18, 2007
Medicamentos genéricos
- O aumento da importância dos "Genéricos" (ou seja, da quota de mercado), face aos "produtos de marca".
- Os problemas crescentes de foro jurídico, face aos efeitos adversos de muitos medicamentos (que levam a custos judiciais enormes).
Por cá, a situação dos "Genéricos" veio desde há 3 anos, repôr alguma disciplina nas despesas com os medicamentos do SNS. Vem agora a Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed), que tem como função regular o sector, dar algumas informações preocupantes, se não vejamos:
- O presidente da Autoridade Nacional do Medicamento, Vasco Maria, admitiu esta quarta-feira que Portugal tem preços demasiado elevados para os medicamentos genéricos.
- preços elevados, colagem de preços ao Preço de Referência, elevado número de medicamentos com preços semelhantes, ausência de concorrência, número excessivo de genéricos na mesma substância activa, bem como um elevado número de substâncias activas sem genérico porque “os preços são menos interessantes”.
- o Instituto da Farmácia e do Medicamento (Infarmed) quer aumentar o nível de conhecimento e voltar a dissipar as dúvidas existentes sobre a qualidade dos genéricos em relação aos medicamentos de marca.
Comentário nosso: grave, muito grave, que a própria Entidade Reguladora do sector, venha publicamente reconhecer as ineficiências que existem, por sua evidente incapacidade. Esperemos que este "acto de contrição", sirva para que o Infarmed venha repôr a sua função no mercado.

