Wednesday, June 02, 2010

A bagunça

Quais trapalhadas. Qual caos. Qual anarquia. Bagunça é isto:
  • O Bastonário da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes, afirmou hoje que “todos temos de estar receosos de não termos, como país, capacidade económica para sustentar o Serviço Nacional de Saúde com a qualidade que temos tido até agora.”
  • A ministra da Saúde, Ana Jorge, criticou hoje aqueles que de forma escondida usam o argumento da “livre escolha”, quando na realidade o que querem é acabar com o acesso universal ao Serviço Nacional de Saúde (SNS).
  • Os sindicatos médicos opuseram-se esta segunda-feira ao regime especial de contratação de médicos aposentados e defendem que o Ministério da Saúde deve apresentar uma grelha salarial e criar condições para os clínicos não pedirem a reforma antecipada.
  • Médicos com reforma antecipada podem voltar a trabalhar para o SNS mas a ganhar o mesmo. Sindicatos chumbam proposta mas tutela decide avançar.
  • Bastonário da Ordem do Médicos admite falhas de medicamentos nas farmácias.

A "parede" aproxima-se.

Tuesday, June 01, 2010

Monday, May 31, 2010

Tragédia Luso-Grega

Acto 1: Another Danish pharmaceutical company is withdrawing products from Greece in protest at the government's decision to cut the prices of medicines by 25%. The decision by Leo Pharma to suspend distribution of an anti blood-clotting agent and a remedy for psoriasis takes Greece one step closer towards an all-out boycott by medical suppliers. Earlier this week another Danish company, Novo Nordisk, withdrew sales of its state-of-the-art insulin product from Greece for the same reason.

Acto 2 (tragédia lusa): A indústria farmacêutica vai deixar de fornecer gratuitamente os dispositivos utilizados por 600 mil diabéticos, método através do qual fazem a leitura da tira que mede a glicemia. A ameaça foi feita pelos laboratórios, na semana passada, quando o Governo anunciou a redução em 10% no preço de venda ao público das referidas tiras, comparticipadas em 85% pelo Estado.

Os "especuladores financeiros" (vulgo, compradores de dívida pública dos Estados) têm a arma apontada à cabeça dos governos dos Estados. Estes só estão a decretar o fim do sacrossanto Estado Social.

É a vida!

Sunday, May 30, 2010

«A saúde não tem preço, mas tem custos»

Quem o afirma? O Professor Manuel Antunes. E diz mais:
  • Manuel Antunes “dissecou” o Serviço Nacional de Saúde, a convite da Confraria da Chanfana, em mais um jantar temático, realizado na noite de sexta-feira, em Vila Nova de Poiares. O director do Centro de Cirurgia Cardiotorácica dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC) deu a conhecer «o olhar de quem vive por dentro», que tem um a vivência inteiramente dedicada, nos últimos 22 anos, ao serviço da saúde pública. Com uma média de trabalho de 12 horas/dia, orgulha-se de não ter listas de espera, e aponta o seu olhar crítico em todas as direcções.
  • «A saúde não tem preço, mas tem custos», afirma, e não tem dúvidas em defender a necessidade explícita do doente conhecer os custos do seu tratamento. Isto porque, em seu entender, por vezes de assiste a um «consumo exagerado de um bem porque não é pago» e isso «também é um desperdício». Como tal, e no que aos cuidados de saúde diz respeito, importa “cuidar”, fazer contas e aplicar medidas de gestão efectivas e eficazes, que passam, também, por consciencializar os cidadãos/utentes desses mesmos custos.
  • Manuel Antunes apontou as operações que efectua e que custam ao Estado entre 10 a 12 mil euros. «Se pedisse à maior parte das pessoas que pagassem mil euros, certamente o fariam», aventou, sublinhando, muito embora, a necessidade de «salvaguardar e garantir a prestação de cuidados de saúde àqueles que genuinamente os não podem pagar». Mas afirma, não são todos os que se encontram nesse registo, tanto mais que os números apontam para a existência de 20 por cento de pobres em Portugal, muito abaixo dos «60 por cento que não pagam taxas moderadoras».

Pois é, chegamos sempre à mesma conclusão: a maioria dos portugueses contribui para o bolo, mas há definitivamente muito comedor de chanfana, que não a paga.

Felizmente que há médicos como o Professor Manuel Antunes, que para além do exercício exemplar da medicina, têm sensibilidade para a sua gestão:

  • dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), de acordo com os quais, em 2009, as despesas da saúde foram 10,3 por cento do PIB, um valor acima da média europeia, disse, que está nos 8,4 por cento.
  • «O orçamento do Ministério da Saúde mais que quintuplicou desde 1991 para 2009 e em 2010 são quase nove mil milhões de euros, pouco mais de metade dos quais gastos com pessoal».

Obviamente que a "parede" está próxima, porque os "especuladores financeiros" que sustentam a enorme dívida da República e da banca, não vão permitir este "fandango":

  • «óbvio que o Orçamento de Estado para despesas de saúde não pode continuar a aumentar».
  • HUC, onde trabalham diariamente seis mil pessoas (entre funcionários e contratados em regime de outsourcing): «Já não digo que se possa fazer com metade, mas pelos menos com dois terços», advogou.
  • «Actualmente é quase impossível gerir o SNS numa perspectiva eficiente», afirma, crítico, sublinhando que a terapêutica que “prescreve” «vai doer», apontando a «lógica despesista», a «gestão ineficiente», os «interesses corporativos» e a «inércia relativamente às reformas».
  • Defensor de «reformas progressivas», que nos «últimos 10/15 anos os sucessivos governos» não fizeram, Manuel Antunes defende uma diferenciação «rigorosa das fronteiras entre o sector público e o sector privado, mantendo, inclusive, pontes entre os seus sectores, mas sem permitir promiscuidades».

Ao contrário do Primeiro-Ministro e do Ministro das Finanças que querem apenas arranjar dinheiro para suportar "penduras", através dos que trabalham e pagam impostos, os verdadeiros patriotas, são pessoas como o Professor Manuel Antunes, que querem tirar da mesa da chanfana, os comedores corporativos, que nada acrescentam e que são autênticos penduras nas almoçaradas!

Post Scriptum: Seria curioso ouvir a argumentação do Senhor Presidente dos HUC, Professor Fernando Regateiro, perante tal afirmação do Professor Manuel Antunes.

Thursday, May 27, 2010

Proposta de medidas de emagrecimento do SNS

Diz quem ainda governa o país, que não basta criticar, não basta dizer mal, é preciso dar soluções. Nós achamos que só vai para o governo, quem quer. Se quem está no governo não tem ideias, deve-se ir embora. Governar significa, ter objectivos, preparar uma estratégia, pô-la em acção e controlá-la. Se não resultar, deve alterar a estratégia ou ir-se embora, demonstrando a sua total inépcia.

Mas, alinhemos no discurso oficial de quem não é capaz de governar, mas não abdica do poiso!

Aqui propomos um conjunto de medidas, mais duras, ou mais leves, mas que emagreceriam o obeso SNS, e talvez garantissem a sua continuidade, sobretudo tendo em vista aqueles que não têm rendimentos para pagar uma cirurgia num hospital privado.

Aqui vão algumas ideias a implementar:
  1. Eliminação de todos os sistemas de saúde de protecção a castas especiais (ADSE, sistema de saúde dos militares, sistema de saúde da polícia, sistema de saúde do Ministério da Justiça, sistema de saúde da Caixa dos Jornalistas, sistema de saúde da CGD, sistema de saúde dos CTT e de muitos outros que por aí existem).
  2. Impedimento de TODOS os funcionários do Ministério da Saúde de exercerem um lugar público e simultaneamente funções como profissionais liberais. Ou seja, qualquer funcionário do Ministério da Saúde só poderá exercer funções privadas, desde que o faça em distrito diferente no qual exerce funções públicas. Ou seja, qualquer médico, enfermeiro, administrador hospitalar ou técnico de saúde, só poderá exercer funções públicas e privadas em simultaneo, desde que o faça, em distritos diferentes, de forma a não haver concorrência na prestação de serviço.
  3. O Estado deve deixar de fixar os preços dos medicamentos. Ou seja, o Estado apenas deve fixar um "tecto máximo" por referência de medicamento, podendo as farmácias vender abaixo desse tecto. O Estado comparticiparia percentualmente sobre o valor final cobrado ao doente.
  4. O Estado deveria fazer cessar todas as licenças sem vencimento, e não autorizar novas licenças. Este tipo de situação está hoje perfeitamente desajustado de um mundo mais aberto e concorrencial. Quem sentir necessidade de pedir licença sem vencimento, deve pedir a rescisão de contrato.
  5. O Estado deveria integrar rápidamente (menos de 1 ano), toda a estrutura assistencial por unidade de saúde. Ou seja, cada Centro de Saúde integrar-se-ia com a respectiva Unidade Hospitalar, de forma a poupar incómodos burocráticos e administrativos aos doentes, e evitando hierarquias múltiplas, que não trazem qualquer valor acrescentado (quem passa a baixa por doença é o Centro de Saúde e não o Hospital; é preciso uma credencial do Centro de Saúde para fazer um TAC num Hospital; etc.).
  6. O Estado deveria centralizar numa única entidade (basta inspirar-se no que faz a Sonae ou a Jerónimo Martins) todas as suas compras de: medicamentos, meios complementares de diagnóstico (vulgo, TAC's, ressonâncias, PET-CT's, raio-x, etc.), aquisição de equipamentos médicos, aquisição de viaturas, aquisição de consumíveis (seringas, algodão, etc.), aquisição de serviços de consultoria (Accenture, escritórios de advogados, etc.), aquisição de alimentação, etc.
  7. Implementar uma contabilidade única para todo o SNS (hospitais EPE's, SPA, Centros de Saúde, etc.), que dê uma informação por centro de custos, fiável e comparável.
  8. Eliminar serviços redundantes. Por exemplo eliminar alguns serviços que não trazem valor acrescentado, e que muitas vezes se sobrepõem: Inspecção Geral das Actividades em Saúde, Entidade Reguladora da Saúde, Instituto da Qualidade na Saúde (recentemente integrado no próprio Ministério da Saúde), Secretaria Geral do Ministério, Alto Comissariado da Saúde, Direcção Geral da Saúde, etc.
  9. Implementar a receita de medicamentos por Denominação Comum Internacional, em que o médico apenas deve aconselhar o doente na opção de medicamento a adquirir, mas nunca impedir a compra do medicamento que o doente entender.
  10. O Estado deveria implementar uma componente variável salarial, tendo em vista premiar os elementos mais eficientes. Este pagamento variável deveria ser baseado numa avaliação externa à entidade em que o funcionário trabalha, tendo a concordância da administração de cada organização.

Tuesday, May 25, 2010

Direitos, liberdades e garantias

Retemos esta decisão:
  • Os hospitais ligados ao Estado que apresentem lucros vão poder continuar a contratar novos médicos, escapando ao plano de austeridade na Saúde apresentado por Ana Jorge.

Lembramos esta visão de George Orwell:

  • Todos os animais são iguais.
  • Todos os animais são iguais mas alguns são mais que outros.

Comentários nossos:

  1. É totalmente falso que haja falta de médicos em Portugal. Para confirmar este facto, basta consultar informação da credível OCDE.
  2. É para nós incompreensível que só os hospitais "com lucros" possam contratar, à sua maneira, médicos. Se for verdade (para nós, não é), que há falta de médicos em hospitais com prejuízos, que culpa terão os doentes dessa situação?
  3. Não é suposto o Estado e as suas organizações serem entidades sem fins lucrativos? (concordamos que também não tenham por fim o déficit eterno).

Monday, May 24, 2010

Deixa-me rir!

Esta é a letra de Jorge Palma:
  • Deixa-me rir
  • Essa história não é tua
  • Falas da festa, do Sol e do prazer
  • Mas nunca aceitaste o convite
  • Tens medo de te dar
  • E não é teu o que queres vender

A Dra. Ana Jorge quer imitar Jorge Palma:

  • Os hospitais públicos têm um prazo de 20 dias para apresentar um plano de redução de despesa, incluindo baixar pelo menos 5% a despesa com horas extraordinárias.
  • Segundo a ministra, só este ano estas dez medidas contribuirão com 50 milhões de euros na redução global da despesa do SNS, que se pretende que seja de mais de 100 milhões de euros até ao final do ano, com a aprovação de outras medidas.
  • O plano de redução de despesas dos hospitais deverá assegurar o cumprimento da meta orçamental de crescimento de apenas até 2,8% da despesa em farmácia hospitalar e baixar pelo menos 2% a despesa com fornecimentos e serviços externos.

Gostamos mais de ouvir Jorge Palma. Da Dra. Ana Jorge, que consta que seja Pediatra, mais parece médica oncologista, especialista em cuidados paliativos! Com contenções deste tipo, os "especuladores financeiros" vão apertar o gatilho! Só quem não conhece a realidade financeira, brinca com coisas sérias.

Sunday, May 23, 2010

Acordou a Dra. Jorge?

Ao contrário do seu antecessor, a Dra. Ana Jorge faz um enorme sacrifício para encarar o enorme fardo que o sector da saúde representa na despesa do total do Estado. Para o Prof. Correia de Campos conseguir reduzir a despesa da saúde, fecharam-se hospitais e SAP's, negociaram-se "à bruta" cortes administrativos nos medicamentos, e fez-ze muita "engenharia" financeira. Foi de curto-prazo? Foi. Mas, teve alguns resultados.

A Dra. Ana Jorge é mais "Gripe A", lavagem de mãos, embalar o pobre contribuinte, de forma a que não acorde para o fim abrupto do mítico SNS.

Tal como o governo de Portugal já funciona por sub-rogação do Banco Central Europeu, a Dra. Ana Jorge não tem outro remédio e entrar na onda, mas devagar:
  • «Não podemos cortar cegamente o orçamento do ministério da saúde, que já é para manter a qualidade do serviço no que consideramos o mínimo exigível. O que temos de cortar, sim, é naquilo que é o desperdício, naquilo que não é necessário», afirmou a ministra.

Mas, as corporações já berram:

  • A serem aplicadas ao sector da saúde "de forma cega e indiscriminada", haverá uma ruptura nos serviços, pondo em causa o Serviço Nacional de Saúde (SNS), alertou o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses. "Mais de 2500 enfermeiros contratados podem ser despedidos", afirmou o SEP num comunicado.
  • “Estamos em tempo de crise, é necessário conter a despesa, mas espero que o Governo seja inteligente nessa matéria para perceber que é possível conter gastos em muitos aspectos, mas não o deve fazer nos recursos humanos da Saúde”, disse à agência Lusa Constantino Sakellarides.
  • Pedro Nunes diz que com os cortes na contratação, impostos pelo Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) para o sector da Saúde, existe mesmo o risco de alguns serviços de urgência chegarem a fechar.

Esta gente deve pensar que o contribuinte que acorda todas as manhãs para trabalhar, cumpre os seus deveres fiscais e aguenta o imenso fardo fiscal, vai aturar estes "bem estares" das élites da saúde, para o resto da vida. Se este ou o próximo governo aceitar estas reivindicações corporativas à custa de quem sofre todos os dias para cumprir com um Estado cada vez mais ineficiente, só pode esperar uma próxima e longa "guerra fiscal". Lembram-se do Robin dos Bosques? Apareceu porque havia um Sheriff de Nothingham, tirano.

Post Scriptum: do Reino Unido já se vê isto: Pelo menos 300 mil funcionários públicos britânicos podem perder o emprego nos próximos anos devido às medidas adoptadas pelo novo Governo de coligação para reduzir o défice de 156 mil milhões de libras.

Thursday, May 20, 2010

Wednesday, May 19, 2010

O SNS entrou em colapso II

De facto, a farsa, a comédia e a tragédia (para o desgraçado do contribuinte) é imparável:
  • Na terça feira à noite, o Ministério da Saúde disse à Lusa que a presidente do SUCH sabia desde 26 de abril que ia ser substituída, depois de o Conselho de Administração se ter revelado "estupefacto" com o anúncio de que Nelson Baltazar iria presidir a este organismo.
  • Hoje, em declarações à agência Lusa, a vogal da administração do SUCH Lourdes Hill revelou que a presidente, Paula Nanita, se encontra de baixa desde o dia 28 de abril.
  • Em comunicado divulgado na terça feira, o Conselho de Administração dos SUCH disse estar "completo, cumprindo a maioria dos seus membros o segundo mandato, após ter sido reconduzido em 2009 e não tendo nenhum dos seus elementos renunciado ao cargo nem sido destituído".

Admiram-se muitos portugueses que os chamados "especuladores financeiros" (entidades que compram títulos da dívida pública da República Portuguesa), tenham declarado a falência do país! Sobretudo, enquanto os governantes se entretém em actos sucessivos de má gestão, mas em que ninguém se demite (sem direito a qualquer indemnização) ou assume responsabilidades.

O SNS entrou em colapso

As organizações não entram em colapso só porque deixam de pagar ou sequer de actuar. Às vezes, as organizações dão evidentes sinais de colapso, apesar de mostrarem sinais de vida. Isto significa o fim de um mito, a existência de um serviço de saúde permamente, disponível, tendencialmente gratuito e para todos:
  • A Entidade Reguladora da Saúde (ERS) intimou dois hospitais públicos a pagarem a meias uma operação a um descolamento da retina que uma doente fez no hospital privado Cuf Descobertas (Lisboa), depois de esta não ter sido atendida de imediato nas duas unidades, por ser véspera de fim-de-ano.

Isto é absolutamente inacreditável. Mas, o que a seguir registamos, é sinal de um completo estado de irresponsabilidade por parte de toda a estrutura do Ministério da Saúde, desde a pediatra Ana Jorge, até aos Altos Funcionários das ARS's e Hospitais:

  • A doente vinha de Faro para o Porto na noite de 30 de Dezembro de 2008 quando sentiu problemas no olho esquerdo e decidiu recorrer à urgência dos HUC (Hospitais da Universidade de Coimbra), que era a mais próxima. Foi-lhe ali diagnosticado um descolamento grave da retina, mas, por ser véspera de passagem de ano e os especialistas estarem de férias, disseram-lhe que para ser atendida no mesmo dia deveria recorrer a uma urgência de um hospital do Porto ou de Lisboa. Ela optou pela capital.
  • Chegou à urgência do Hospital de S. José (que pertence ao CHLC) às 2h50 e saiu dali duas horas mais tarde, depois de o médico interno que a observou lhe ter dito que não tinham oftalmologistas e se devia dirigir ao Hospital dos Capuchos (também do CHLC) para ser vista e operada. Levava um pedido de consulta externa muito urgente, mas teve de aguardar pela abertura, de manhã, do Hospital dos Capuchos, onde uma funcionária administrativa lhe terá dito que o médico não a poderia atender e só num privado seria operada de imediato. Sugeriram-lhe o Cuf Descobertas. Acabou por ser operada nesse hospital privado pelo médico que dirige o Serviço de Oftalmologia do CHLC.

Esta é uma imagem de um Estado Kafkiano, que está apoderado por um conjunto de interesses e interessados, que cinicamente enchem os discursos com os interesses dos doentes.

Veja-se o detalhe sinistro deste episódio surreal:

  • O director do Serviço de Oftalmologia do CHLC - que foi quem operou a doente na instituição privada - adiantou, porém, ao PÚBLICO que a administração já lhe pediu para apresentar um projecto para alterar a situação na unidade pública, de forma que casos como este não se repitam.
  • O médico garantiu ao PÚBLICO que não teve nada a ver com o facto de a doente ter ido ao hospital privado - "foi uma coincidência superdesagradável" - e sublinhou que a cirurgia do descolamento da retina não é feita nos serviços de urgência. "Não é uma intervenção de emergência, apesar de ser urgente", o que significa que pode ser feita vários dias depois, justificou. No hospital público, a doente teria de esperar por segunda-feira (era quarta-feira no dia seguinte era feriado e no outro havia tolerância de ponto) para ser observada e para depois lhe ser marcada a cirurgia.

Chegámos a uma situação, em que as pretensas élites da sociedade já se desresponsabilizam de tudo, sem nunca abdicarem, no entanto, das suas prebendas, sejam elas "tolerâncias de ponto", ou "promiscuidades público-privadas".

Estamos a chegar a um limiar de absoluta intolerância. Ao observarmos a História, verificamos que algo de muito perigoso está do outro lado da esquina.

Tuesday, May 18, 2010

Jobs for the boys

A expressão foi de um ex-Primeiro Ministro. Dizia ele na altura: no more jobs for the boys. Tal era o enxame que ele tinha à sua volta. Mas, os enxames à volta do Estado, não o largam. Parecem larvas que consomem um corpo em estado de cadáver, vejamos um mero retrato da política de saúde da Senhora que está no turno da Avenida João Crisóstomo:
  • O presidente do Conselho de Administração do hospital Garcia de Orta (HGO), em Almada, Nelson Baltazar, em funções desde janeiro de 2009, confirmou hoje à Lusa que cessará funções na sequência de uma proposta do Ministério para participar noutro projeto.
  • O antigo deputado socialista, que deveria cessar funções apenas no final de 2012, afirma acreditar “completamente naquilo que é o projeto do HGO” e considera que deixa à próxima administração um hospital melhor do que o que recebeu.

Terá sido Nelson Baltazar despachado para algum "projecto especial", vulgo prateleira dourada? Ou será que Nelson Baltazar é tão bom, que vai liderar um novo projecto na área do Ministério da Saúde, que vai por exemplo, limitar a débacle financeira do SNS? É que não é normal, alguém estar há pouco mais de um ano numa função, e ser alocado para outra função, sem se saber qual é essa nova função!

Sunday, May 16, 2010

SNS em acelerada auto-gestão

A auto-gestão não funciona. Comprovadamente, no passado, não funcionou. É até mesmo disruptiva. Em Portugal, numa altura em que o governo de Portugal deixou de dirigir a nação, e em que a direcção foi sub-rogada no Banco Central Europeu, os diferentes corpos do Estado estão à deriva. Caminhos muito perigosos, trilham agora os portugueses. Até quando? Até o Banco Central Europeu e os credores de Portugal assim o entenderem.

Sinais de auto-gestão:
  • Só a distração ou a imprudência política pode ignorar os sinais preocupantes de deterioração da situação financeira do serviço nacional de saúde. Crescimento excessivo da factura dos medicamentos, défices crescentes dos hospitais, aumento incomportável das despesas de pessoal, etc.

Quem o afirma? O deputado europeu, Vital Moreira!

Outro sinal:

  • Mas com a despesa com a comparticipação de medicamentos a crescer acima do orçamentado no primeiro trimestre de 2010 - um aumento de mais de 10% em comparação com o mesmo período de 2009 - é possível que o Ministério da Saúde tenha de avançar com um novo quadro de medidas. A hipótese já foi admitida pelo secretário de Estado da Saúde. "Se o efeito [das novas medidas de comparticipação de medicamentos] não for o previsto, temos de avançar com outro tipo de medidas", avançou Óscar Gaspar durante o encontro Tertúlias da Saúde, a 6 de Maio. E uma das formas de reduzir factura do Estado com remédios pode passar por reduções administrativas dos preços dos medicamentos.

Quem o afirma? O ainda Secretário de Estado da Saúde, Óscar Gaspar.

Quando quem está no poder, vê que não tem controlo nenhum sobre a situação, é o sinal mais evidente de incompetência e de inoperância. E o que acontece? Nada. A coisa está em auto-gestão. Até onde permitirão os credores de Portugal (há quem lhes chame "especuladores financeiros"), que a situação vá em roda livre?

Thursday, May 13, 2010

Wednesday, May 12, 2010

A comunicação entre técnicos de saúde e doentes

O tema é complexo. Não temos dúvidas. Complicar-se-á ainda mais. Também não temos dúvidas. Mas, não devem os vários intervenientes fugir do problema. Antes têm que o enfrentar. Vejamos este caso paradigmático:
  • Há seis anos, uma mulher morreu no Hospital de S. João, no Porto, no seguimento do ensaio clínico de um medicamento. O reumatologista responsável pelo ensaio vai ser julgado por "homicídio negligente" por "ignorar" as queixas da paciente.
  • O Tribunal de Instrução Criminal do Porto decidiu pronunciar um médico reumatologista do Hospital de S. João, pelo crime de homicídio negligente durante o ensaio clínico de um medicamento que, ao que tudo indica, causou a morte a uma mulher de Guimarães, no dia 20 de Fevereiro de 2004. A mulher sofria de artrite reumatóide.
  • O médico, também professor auxiliar na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, era o responsável pelo estudo clínico do medicamento Humira, do Laboratório Habbott, que foi entretanto licenciado pelo Infarmed e encontra-se, agora, à venda.
  • "O problema não era nem é o medicamento. O problema é que a minha mãe não foi informada dos riscos que corria, inclusive o risco de vida, enquanto tomava, a titulo experimental, o medicamento", disse ao JN Fernando Moreira, o filho da doente que acabou por falecer com tuberculose e sépsis.

Já não compreendemos o mutismo desta gente: Tanto a Ordem como a Inspecção-Geral de Saúde receberam, há cinco anos atrás, uma denúncia de Fernando Moreira sobre a actuação do médico acusado e sobre a forme como decorreu o ensaio no Hospital de S. João. "Ambas as instituições delegaram qualquer decisão para depois de ser conhecida a decisão do tribunal".

Para que serve então a tal de Inspecção? Não quer arriscar? Não tem uma função própria? Quanto à Ordem dos Médicos, naturalmente, defende os seus membros. Como sempre. Agora, a Inspecção do Ministério da Saúde não tem vida e vontade própria?

Uma coisa temos a certeza, serão os técnicos de saúde que têm que se adaptar aos doentes, e não o contrário.

Monday, May 10, 2010

Críticos

Fonte: aqui.

Sunday, May 09, 2010

«Ministério não é o paizinho dos hospitais»

Quem o diz? A Senhora Ministra, Dra. Ana Jorge! O que quer dizer? Pois, não sabemos. Há uma cultura ancestral de intervenção do Estado em todas as actividades. Os pobres pedem maior intervenção do Estado. Os grandes grupos empresariais pedem maiores ajudas ao Estado. Este anátema é muito antigo, até o demonizado Dr. António de Oliveira Salazar acentuou a intervenção do Estado.

E agora, a Dra. Ana Jorge quer ser diferente: A ministra da Saúde, Ana Jorge, apelou hoje à «boa gestão» dos hospitais e pediu responsabilidades às unidades pelos seus gastos e cumprimento dos contratos-programa, recusando que o Ministério sirva de «paizinho» dos hospitais.

Chega a este extremo: «Não é necessário que o Ministério ou os seus organismos sirvam quase de um paizinho que tem de andar a acompanhar periodicamente os hospitais para eles cumprirem aquilo que são as regras que vêm na contratualização», advertiu a ministra, durante uma visita ao Hospital Geral do Centro Hospitalar de Coimbra.

Tudo isto por causa de um Relatório do Tribunal de Contas: Ana Jorge falava aos jornalistas a propósito da subida da dívida dos hospitais à indústria farmacêutica e do relatório do Tribunal de Contas que conclui que estas unidades estão a atrasar o pagamento aos fornecedores porque o Estado, no contrato-programa que define o financiamento das mesmas, não paga algumas actividades da prestação de cuidados.

Mas, há uma coisa que a Dra. Ana Jorge, enquanto Ministra da Saúde, não abdica, a nomeação de pessoas da sua confiança política e pessoal, nos hospitais do Estado! Pois, olha para aquilo que eu digo, mas não olhes para aquilo que eu faço!

Thursday, May 06, 2010

Tylenol

The Food and Drug Administration confirmed Wednesday that the bacteria found at the Johnson & Johnson plant that produced the recalled children's medicines was Burkholderia cepacia, a bacteria often resistant to common antibiotics. The Centers for Disease Control and Prevention said B. cepacia poses little medical risk to healthy people. However, those with certain health problems like weakened immune systems or chronic lung diseases, particularly cystic fibrosis, may be more susceptible to infections with B. cepacia.

Wednesday, May 05, 2010

As roletas russas acabam normalmente mal

A sociedade portuguesa vai em aceleração. Para onde? Não sabemos. As burlas. Os tráficos de influências e de substâncias. A ineficácia total das "autoridades". Vale mesmo tudo:
  • Cerca de 70 funcionários do Hospital de S. João, no Porto, estarão envolvidos num esquema de fraude à ADSE, com prejuízos para o hospital superiores a 100 mil euros.
  • depois de uma auditoria interna ter detectado uma série de facturas provenientes de uma só clínica que levantavam suspeitas de irregularidades.
  • O esquema, apurou o JN, passava por efectuar tratamentos corporais numa clínica privada do Porto a custo zero, com a comparticipação da ADSE. Os trabalhadores, maioritariamente mulheres, pediam uma receita a um médico para tratamentos de drenagem linfática - por exemplo às pernas - e dirigiam-se à clínica, no centro do Porto, onde recebiam massagens corporais que não correspondiam ao tratamento receitado.
  • Depois dos tratamentos, os funcionários apresentavam ao hospital as facturas emitidas pela clínica com a designação "60 sessões - massagem de drenagem linfática com correntes farádicas", no valor de 2100 euros, para efeitos de reembolso da ADSE (80%).

Mas, a chico-espertice nacional tem fama antiga, mas consegue estar actualizada:

  • A ideia era receber massagens a custo zero, numa clínica privada do Porto, segundo apurou o «Jornal de Notícias». A ADSE comparticipa tratamentos de drenagem linfática, mas não comparticipa tratamentos corporais e massagens. Forma de contornar isso era, alegadamente, obter uma receita para os ditos tratamentos de drenagem linfática e trocá-los por massagens, muito diferente daquilo que tinha sido receitado. Diagnóstico: fraude.
  • A desconfiança terá crescido quando verificaram que os dados referentes ao emissor das facturas não eram fidedignos. Onde pára a clínica é a pergunta que se segue. O número de telefone não existe e o JN foi bater à porta da morada que vem na factura e que corresponde a um andar na Rua do Bolhão.
  • O fio da história pode não ficar por aqui. Outros hospitais do norte poderão ter sido lesados com esquemas semelhantes. Inocentes estarão, aparentemente, os médicos que passaram as receitas.

Curiosa é esta opinião de que "inocentes estarão......os médicos", ainda que tenham passado receitas a pedido! De facto, não há possibilidade de pôr ordem numa casa em completo desnorte!

Monday, May 03, 2010

Ligações perigosas

Não basta à mulher de César ser séria, tem que parecer séria!

Isto tem um nome:
  1. O novo presidente do Infarmed (Jorge Torgal) garante que já não pertence à Fundação GlaxoSmithKline das Ciências de Saúde, apesar de continuar a aparecer na site da internet desta multinacional farmacêutica como vogal do respectivo Conselho de Curadores.
  2. “Fui curador mas já não sou, porque a fundação deixou de funcionar desde que saiu o anterior presidente [da GSK]”. Seja como for, “esta era uma solução independente da empresa e as decisões eram tomadas independentemente da atribuição de subsídios”, acentuou Jorge Torgal, que não quis prestar declarações a propósito da sua nomeação para o Infarmed. O médico reagia assim a várias notícias que o davam como conselheiro da indústria farmacêutica.

Sunday, May 02, 2010

A farmácia visa sobretudo o lucro

É verdade, as farmácias são na sua grande maioria privadas e visam o lucro. Mas, há quem ache que as farmácias, ditas de comunidade ou de oficina, visam muito mais do que o lucro. Talvez. Imagine-se o serviço "para-médico" que muitas farmácias prestam a muitos cidadãos, evitando que estes vão ao médico, por causa de uma dôr de garganta ou de uma dôr intestinal.

Mas, ao ler isto, ficamos com a perfeita noção de que um negócio de ratalho farmacêutico é gerível da mesma forma que um supermercado ou um café: Com a subida das margens de lucro para 20 por cento, prevista para Junho, as empresas estão a racionar o stock, para beneficiar do aumento. As farmácias e as empresas distribuidoras e grossistas estão a cancelar, desde o início da semana, as encomendas dos medicamentos à espera que entre em vigor o aumento das margens de lucro, previsto para Junho. Esta situação pode levar à ruptura de medicamentos no mercado, prejudicando os doentes.

Poder-se-á dizer que as farmácias não podem fazer promoção ou publicidade aos medicamentos com prescrição. É verdade. Mas, os alvarás de farmácia não são de livre acesso como os alvarás de tabacarias ou dos restaurantes.

Para além disso, quem se arrisca a abrir uma mercearia, sabe que não pode perder dinheiro, mas não tem margens de lucro garantidas, ao contrário das farmácias, que usufruem de uma situação única: uma margem de lucro garantida por quem lhes atribui o alvará, o Estado!

Como o "bolo" dos medicamentos é muito suculento, há sempre alguém que acha que ganha pouco com o "suco": o sector (Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica) solicitou a intervenção do Governo, alertando para uma alegada ilegalidade na falta de recepção de encomendas, motivadas por uma alteração legislativa, com consequências no fornecimento de medicamentos à população.

Mas, quem deveria emitir uma opinião, como entidade reguladora que é, assobia para o ar: A Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed), que representa o Ministério da Saúde, afirmou não 'ter informação a prestar' sobre o assunto.

Thursday, April 29, 2010

Entidades Reguladoras

Hoje, lá apareceu nos media, a Entidade Reguladora da Saúde, para dizer isto:
  • O número de reclamações enviado para a Entidade Reguladora da Saúde (ERS) continua a aumentar, totalizando 7848 queixas e exposições, mais 19 por cento do que no ano anterior.
  • Analisando os 10.415 processos de reclamações terminados no ano passado (alguns transitaram de anos anteriores), percebe-se que o grosso é arquivado (75 por cento). Em 17 por cento por cento dos casos foram garantidas medidas correctivas e apenas um por cento das situações deu origem à abertura de processos.
  • Um exemplo: depois de ter diagnosticado um tumor maligno no olho esquerdo que teria que ser removido com urgência, uma profissional de saúde do Centro Hospitalar do Porto desviou a doente para a Clínica Oftamológica Dr. Manuel Monteiro, Lda, onde também colaborava na altura e onde foi feita a cirurgia.

Bem, numa altura em que se fala em falência do Estado de Portugal, de muitas empresas e de muitos indivíduos, resta um simples exercício: 1) continuar a fingir que a "nossa" crise é igual à dos outros, e continuar a usufruir do "nosso" querido crédito; 2) reduzir drásticamente todas as adiposidades que há por aí (leiam-se, actividades que não têm valor acrescentado para quem as paga).

Um conjunto de entidades que existem, mas que se sobrepõem, em termos de competências, e sobretudo, com muito pouca eficácia (como aliás, se pode ver pelos extractos acima verificados, do resultado da ERS):

  • Entidade Reguladora da Saúde: supervisiona as entidades privadas da saúde, mas não as públicas. Porquê? Talvez, para garantir a continuidade da IGAS.
  • Inspecção Geral das Actividades em Saúde (IGAS): parece que é a entidade que regula as entidades públicas, a não ser que hajam outras ao barulho, como por exemplo o Infarmed, no caso dos medicamentos.
  • INFARMED: supervisiona o medicamento e a venda de medicamentos, excepto naquilo que as autoridades europeias já fazem. Por exemplo, se há falhas nas farmácias dos hospitais, quem regulará ou supervisionará? O IGAS? Ou o Infarmed? Ou pior, ninguém? E no caso das farmácias de comunidade, que são privadas, já não é a ERS que intervem, mas, parece que é o Infarmed!
  • Autoridade da Concorrência: regulará a eventual concentração ou concertação de actividades de concorrência. E a Entidade Reguladora da Saúde não terá também uma palavra a dizer neste aspecto? E a regulação da abertura de novas farmácias não é competência do Infarmed?
  • Ordens profissionais: supostamente são responsáveis pelo rigor e profissionalismo das suas profissões, muitas vezes com maior peso que as próprias entidades reguladoras. Então para quê ter duas opiniões, ou mais? Sobretudo num país, que quer ser moderno, mas não tem sequer recursos para ser apenas e só eficaz?
  • Instituto da Qualidade em Saúde: parece que já não existe, mas aqui diz-se que foi substituído por outro....parecido.

Poderíamos elencar mais entidades reguladoras ou supervisoras. Queremos apenas dar uma achega ao "ataque ao despesismo" que pretende ser o PEC. Mas, imaginamos que vão acabar algumas das entidades mencionadas? Nem pensar. O poder (Governo e Parlamento) está mais relacionado com estas "entidades reguladoras", do que com quem lhes paga o salário, que são os contribuintes e os clientes.

Wednesday, April 28, 2010

Anti-ciclone dos Açores

Será isto um exemplo real, ou mais uma dôr fingida: O prejuízo dos três Hospitais da Região Autónoma dos Açores é de 60 milhões de euros, mas, o Governo Regional dos Açores quer reduzir esse valor para metade e, em dois anos, os gestores têm de poupar 34 milhões de euros?

Será esta ideia real ou apenas para contribuinte ver: Esta é uma meta lançada pela secretaria da Saúde que vê na poupança a única forma de sair de uma situação crítica?

Quem tem que pôr em prática queixa-se: O primeiro objectivo é reduzir, já no corrente ano, 14 milhões de euros, contas que deixam os gestores apreensivos, como é o caso de Armando Anahory, Presidente do Conselho de Administração do Hospital de Ponta Delgada que considera "estar-se a pedir um esforço muito grande e não sabemos se vamos conseguir atingir esses objectivos".

A nós sempre nos ensinaram que só podemos gastar o que temos no bolso! Por vezes, poderemos recorrer ao crédito. Mas, não sempre.

Monday, April 26, 2010

Heart screening

Heart screening tests to be offered to millions of adults across England could be a waste of resources, a study warns.

Everyone between 40 to 74 is to be invited for screening for the early signs of heart disease and other problems by their GP. However, Cambridge University researchers say targeting only "higher-risk" people would save just as many lives, and potentially cost less. Their research was published in the British Medical Journal.

The researchers said universal screening, while effective, might be "unrealistic to implement" at a time when the NHS was likely to be increasingly short of resources. "Policy makers have to decide on the balance between the number of people needed to screen or treat and the number of cases that can be prevented in the population," they said. "Given that universal screening will take years to implement, it makes sense to prioritise people who are most likely to benefit," he added. "There are untreated patients at high risk of cardiovascular disease, most of whom can be identified from their electronic primary care records. We should act on this information."

Sunday, April 25, 2010

A malária versus a Gripe dos Porcos

Isto sim, é verdadeiramente dramático: Diretora da UNICEF considera "inaceitável" que 850 mil pessoas morram todos os anos devido a Malária.

Será que a Gripe A ou Gripe dos Porcos é mais importante porque é mais provável de acontecer nos chamados países desenvolvidos, do que a malária? (Ann Veneman salienta que "quase 90 por cento das mortes" causadas pela malária todos os anos ocorrem na África subsaariana). Ou porque as crianças são menos importantes? (as "crianças menores de cinco anos constituem a maior parte dessas vítimas mortais").

Wednesday, April 21, 2010

Tribunal de Contas: falta verdade nas contas do SNS

Há uma grande descrença por parte do cidadão comum, em relação às entidades públicas e privadas. O cidadão sente-se defraudado. Em Portugal e na generalidade dos países. Veja-se o que pensa o cidadão americano sobre o Governo dos EUA: Nearly eight in 10 Americans do not trust the Federal government and have little confidence that it is capable of solving the nation’s woes, according to a recently released survey from the Pew Research Center.

Em Portugal, talvez nem 20% acredite naquilo que as autoridades dizem. Aliás, as tais autoridades hoje dizem uma coisa, amanhã dizem o oposto. Confiar? Talvez nas crianças, e só nas mais pequenas.

O Tribunal de Contas tem por finalidade controlar a forma como o Estado gasta o dinheiro dos contribuintes (os tais que deixaram de acreditar nas instituições). E o que diz o Tribunal de Contas a propósito do Serviço Nacional de Saúde? Isto:
  • As contas consolidadas do Serviço Nacional de Saúde não reflectem de forma verdadeira e apropriada a posição financeira e os resultados das operações de todo o universo das entidades que o integram e, consequentemente, o valor das necessidades de financiamento, justificando-se uma posição de reserva.
  • Os encargos plurianuais assumidos, nomeadamente no âmbito das parcerias público-privadas, não constam da Conta, o que constitui uma lacuna, face aos elevados montantes envolvidos e ao seu reflexo na situação financeira do Estado. O Tribunal chama de novo a atenção para a necessidade de ser fixado o limite dos compromissos a assumir anualmente com essas parcerias e melhorada a informação sobre a despesa futura resultante dos encargos já assumidos.

Enquanto isto, a Senhora Ministra da Saúde entretém-se, como aqui e aqui se diz: a ministra disse que chegou a Estrasburgo na quinta-feira, para dar uma conferência sobre a importância da música nos serviços de pediatria. “Não vim como ministra, mas como ex-responsável de um serviço de pediatria”, disse.

No século passado, a orquestra do Titanic tocava música, também em momentos dramáticos.

Monday, April 19, 2010

SNS: acentua-se o declínio

Na nossa opinião o SNS e respectivas instituições deveriam ter por finalidade, o "lucro zero". Mas, no tempo do Prof. Correia de Campos, imagine-se, até se vangloriavam dos Hospitais EPE darem lucros (alguns deles, nomeadamente os IPO's).

Naturalmente, que estes reversos só confirmam que muita da informação governamental limita-se a utilizar recursos de "contabilidade criativa" e expedientes momentâneos. A verdade é como o azeite, vem sempre ao de cima.

Agora, o barco afunda-se: No ano passado, os prejuízos dos hospitais públicos com gestão empresarial dispararam 40%, para os 295 milhões de euros. Em 40 hospitais de todo o país, apenas 13 apresentam resultados positivos. As unidades da Região de Lisboa são as piores.

Os "homens da administração" não se sentem desconfortáveis: O presidente da Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares, admite que os números "não são famosos".

Numa altura em que se discutem os salários da "gestão de topo" no sector privado, não se discutem os valores ganhos pelos "gestores públicos" quando os resultados são maus. Pior, no sector privado quando não se atingem resultados positivos, normalmente "atinge-se a rua", de forma mais rápida!

Pior, para alguns, quando os números são maus, a culpa é sempre das regras: O CH Lisboa Central critica os mecanismos de financiamento existentes por não se ajustarem a uma instituição que agrega quatro hospitais dispersos, "a funcionar em instalações adaptadas de antigos conventos, com constrangimentos vários, além de custos de manutenção e conservação elevados".

Esperamos na "plateia" pelos impactos do PEC na Administração Pública. A outra alternativa, o aumento de impostos, seria matar Portugal, de uma só vez, e rápidamente!

SNS: as vergonhas escondidas

Os altos funcionários do Ministério da Saúde enchem os seus discursos com "acessibilidade". Ou seja, o SNS permite a saúde "gratuita" para todos.

Infelizmente, esta é uma situação muito comum em muitas partes de Portugal:
  • Passam vinte minutos das seis da manhã. As ruas ainda estão desertas, o sol tímido de Abril tarda em nascer, mas à porta do Centro de Saúde da Amadora já há quem marque vez. O silêncio característico de quem ficou a dever horas à cama começa aos poucos a ser interrompido, à medida que a fila vai crescendo. Com o despertar das conversas soam também as primeiras críticas.
  • A fila que diariamente se forma à porta deste centro de saúde não dá motivos de orgulho à direcção. Pelo contrário. Maria Helena Cargaleiro, directora executiva do ACES Amadora VII, afirma que essa “é uma realidade que não só nos preocupa como nos diminui".
  • Apesar dos problemas não serem de agora, utentes queixam-se da saída de médicos nos últimos tempos, uma informação confirmada pelos números oficiais. Nos últimos três meses, o Centro de Saúde da Amadora perdeu um terço dos seus médicos.
  • Esta é uma realidade que se estende um pouco por todo o país.

Pois é. Mas, esta situação não tem nada que ver com a saída antecipada de médicos. Esta situação é muito comum em muitas zonas suburbanas das grandes cidades de Portugal. Onde estão as famosas Unidades de Saúde Familiares do Prof. Correia de Campos? Onde está o Dr. Luís Pisco, a debitar "sucesso" nos cuidados primários?

Os tempos de espera são apenas uma das partes degradantes do serviço prestado. Outras poderão ser: as instalações decadentes, ou a praga de Delegados de Informação médica a passarem à frente dos doentes.

Onde está a Dra. Jorge? E o Dr. Pizarro? E o "todo-poderoso" Dr. Óscar?

Coitados dos portugueses.

Post Scriptum: agora até passou a ser interessante o desempenho da função de "magala" (Jovens querem ir para o Exército para fugirem ao desemprego).

Sunday, April 18, 2010

Brain implant

A brain implant made partly of silk can melt onto the surface of the brain, providing an "intimate" connection for recording signals.

Tests of their device showed the thin, flexible electrodes recorded signals from a cat's brain more accurately than thicker, stiff devices. Such devices might help people with epilepsy, spinal cord injuries and even help operate artificial arms and legs, the researchers report in the journal Nature Materials. John Rogers of the University of Illinois, Urbana and colleagues at the University of Pennsylvania and Tufts University in Boston made the electrode arrays using protein from silk and thin metal electrodes. The silk is biocompatible and water-soluble, dissolving into the brain and leaving the electrodes draped over its contours, the researchers reported. They tested them on cats who were anesthetized but whose eyes were functioning. The electrodes recorded the signals from the eyes of the cats as they were shown visual images.

Wednesday, April 14, 2010

A catastrófica política do medicamento

Zig-zag. Zig-zag. Zig-zag. Contudo, vê-se aqui um gráfico que mostra que o "grande bolo" dos medicamentos devora tudo. É pior do que o monstro das bolachas!

Alguns valores extraídos daquele documento do Infarmed:
  • Em Janeiro de 2010 gastou-se cerca de 138 milhões de euros em medicamentos.
  • Em Janeiro de 1999 tinha-se gasto cerca de 85 milhões de euros em medicamentos.
  • Ou seja, em 11 anos, a despesa em medicamentos aumentou cerca de 62%. Provavelmente, a inflacção nesse período ter-se-á ficado por metade.
  • Pior, só comparando Janeiro de 2010 com Janeiro de 2009, o aumento com a despesa em medicamentos foi de cerca de 8%.

Hecatombe? Não. Não queremos ser catastrofistas!

Entretanto, a estratégia dos últimos Governos em relação ao medicamento continua errática. Apenas e só um princípio: como fingir que se resiste perante os vários lobbies relacionados com os medicamentos (Indústria, retalho e grossistas farmacêuticos e médicos em formação científica).

Este é o último episódio desta saga: O Ministério da Saúde recuou na intenção anunciada pela ministra da Saúde de liberalizar as margens de comercialização dos medicamentos por temer «rupturas de stock».

Comentamos nós: a liberalização só poderá conduzir a rupturas de stock, se houver concertação! O preço livre dos iogurtes, das bolachas e dos ben-u-rons não conduziu até hoje à ruptura de stocks, que se saiba.

Este Senhor que ocupa o "posto de turno" no Ministério da Saúde, que consta que é economista, não deve ter lido os manuais de economia adequados: «Por um lado, não havia entendimento entre os agentes do sector e, por outro, o Ministério da Saúde foi sensível ao argumento do risco de ruptura de stocks e portanto voltámos ao sistema actual de fixação de margens», explicou à Lusa o secretário de Estado da Saúde, Óscar Gaspar.

No fundo, aquele que, o ainda Primeiro-Ministro, fingiu ser seu inimigo, continua a sorrir!

Post Scriptum: vai-se escrevendo por aí, que este ex-Assessor do Primeiro-Ministro é quem manda no Ministério da Saúde. Pois, parece. Um Secretário de Estado a desdizer o Chefe hierárquico. Pois.

Tuesday, April 13, 2010

A reclamação é uma oportunidade para melhorar

Parece cinismo, mas não é. Uma organização que não liga às críticas e às reclamações dos seus clientes, estará condenada, a não ser que seja Estatal ou monopolista.

Este retrato é elucidativo, a não ser que não se queira ver:
  • As queixas dos utentes dos serviços de saúde aumentaram em 2009, para chegar a perto de 53 mil.
  • Dessas, 62% dizem respeito a hospitais, mais de metade incidem sobre as urgências e a prestação de cuidados e 48% recaem sobre os médicos.

No entanto, os que não querem ver, insistem:

  • Inspecção--Geral das Actividades em Saúde, segundo a qual o crescimento de 14% face a 2008 deve-se essencialmente a uma maior percepção do direito de reclamação por parte dos utentes.
  • O administrador (Pedro Lopes, presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares) ressalva, contudo, a pouca expressividade da taxa de reclamações: é de 1,66 por mil actos assistenciais nos hospitais e de 0,52 nos centros de saúde.
  • o director-geral da Saúde garante que as reclamações não são ignoradas, mas que não esgotam, só por si, a questão da "qualidade dos serviços prestados".

Quando a Entidade Reguladora da Saúde (que supervisiona as entidades privadas da saúde) informa sobre o aumento das reclamações naquelas instituições, hiperboliza-se o problema. No entanto, o facto do SNS gerar 53.000 reclamações, num ano, é negligenciável!

Preparem-se, pois os cidadãos sabem que vão tendo mais poder, pois sabem que os serviços públicos não são de borla, ao contrário do que se quer fazer crer. É que, quem trabalha nos serviços públicos é pago, e tem que prestar um serviço adequado. Ou então, deve-se dar a opção de escolha ao doente, sobre o prestador de serviço que pretendem, e também a opção de poder ou não pagar impostos para o SNS. Pois!

Monday, April 12, 2010

O PECado original

Durante anos e anos, Portugal viveu como a cigarra! A exuberância irracional, de que falou Alan Greenspan, também passou por Portugal. Classe média houve que conseguiu chegar ao ponto de ter uma habitação permanente, uma casa de férias de campo e outra de praia. Juntam-se três ou quatros carros por família. E, era tudo muito feliz, no país dos subsídios com origem na Alemanha, França, Holanda, etc.

Vinham os subsídios, iam os recursos para pagar Mercedes, BMW, Audi e Volvo, que no fundo regressavam à origem. Entretanto, a economia portuguesa remeteu-se ao mero comércio interno. Valor acrescentado? Nenhum. Mas, para que era necessário, se os subsídios continuavam a vir?

Entretanto, ainda acharam os "governantes de turno" que era pouco. E aumentaram-se subsídios, apoios e mais apoios.

E como tudo o vento levou, ficou apenas o PEC. E agora, até aqueles que têm as tais reformas vergonhosas, abaixo, muito abaixo do salário mínimo nacional, vão ver cortadas as migalhitas que o ainda propalado Estado Social lhes dá: Os pensionistas mais pobres tinham direito a medicamentos genéricos gratuitos desde Julho do ano passado. Mas de acordo com o novo diploma, aprovado pelo Governo na semana passada, essa comparticipação deixa de se aplicar exclusivamente aos genéricos e passa a incidir sobre os cinco remédios com preços de venda ao público mais baixos.

Mas, como quem tem mais poder, utiliza-o até poder, a Lei vai levar uma volta: muitos pensionistas não vão conseguir encontrar o remédio gratuito e têm que pagar outro do seu bolso. O próprio Infarmed confirma, em declarações ao Diário Económico, que os cinco medicamentos mais baratos com direito a comparticipação a 100% "podem coincidir" com aqueles que estão esgotados.

Pois é, Senhores Reguladores Infarmed! O que regulam os Senhores? Para que servem os Senhores do Infarmed, se nem fazem cumprir a Lei?

Alternativa 1: mude-se a Lei.
Alternativa 2: faça-se cumprir a Lei.

Mas, o que é a Lei, no Estado de Direito de Portugal em 2010? Será isto: A ministra da Saúde confirmou a denúncia: "Há alguns medicamentos a preços muito ínfimos que às vezes podem ter sido suspensos ou retirados por não haver produção".

Que vergonha existirem "governantes de turno" assim!

Vendedores da gripe dos porcos

The World Health Organisation (WHO) said on Monday it welcomed a frank and critical review of its handling of the H1N1 swine flu pandemic to help draw lessons for future public health emergencies. WHO Director-General Margaret Chan said the three-day review by 29 external experts, which opened on Monday morning in Geneva, should be "independent, credible and transparent". "We want to know what worked well. We want to know what went wrong and, ideally, why. We want to know what can be done better and, ideally, how," Chan told the session. Critics have said that the WHO created panic about the new flu virus, which turned out to be moderate in its effect, and caused governments to stockpile vaccines which went unused. The first influenza pandemic in more than 40 years, which erupted almost exactly a year ago, is known to have killed at least 17,700 people in more than 200 countries, according to data from the WHO, the United Nations health agency.

Comentário nosso: os miméticos Drs. George e Jorge, lá virão fazer o acto de contricção à semelhança da Dra. Margaret Chan. Só que, deveriam dar, todos eles, o lugar a gente competente, uma vez que demonstraram uma total incapacidade de gerir um pequeno surto gripal, que como disse essa figura surreal, de nome George, serviu pelo menos para que as pessoas tenham mais higiene! Ora bolas (para não entrarmos no vernáculo).

Saturday, April 10, 2010

Hospital da Cruz Vermelha: não era um caso de sucesso?

Há uns meses escrevemos aqui sobre um propalado caso de sucesso, consubstanciado no Hospital da Cruz Vermelha, em Lisboa, que tinha que ver, com um negócio público-privado: Os Hospital da Prelada e da Cruz Vermelha já fizeram mais de 200 mil cirurgias e um milhão de consultas para o Estado ao abrigo de contratos-programa assinados, implicando 51 milhões de euros por ano.

Mas, não nos esquecemos que o Hospital da Cruz Vermelha, de Lisboa, foi durante muitos anos, o local idealizado pelas mães da classe média e média-alta, para terem filhos. Aí, o Hospital da Cruz Vermelha não precisava dos negócios com o Estado para fazer negócio!

Agora, as coisas mudaram e as mamãs da classe média e média-alta ou estão a fugir para outros hospitais mais na moda, ou estão já a serem vítimas do tal PEC. Vejamos: A carismática maternidade da Cruz Vermelha Portuguesa, em Benfica, pode fechar as portas. A decisão ainda não foi tomada, mas a drástica diminuição do número de partos e a saída de médicos para hospitais privados comprometem o futuro do hospital.

Como mudam as coisas. E nem as ligações do Administrador do Hospital da Cruz Vermelha parecem conseguir mudar o próximo fecho da maternidade: Nas últimas semanas têm-se sucedido as reuniões internas entre a administração do hospital, presidida pelo médico Manuel Pedro Magalhães, e os clínicos que ainda fazem partos privados na Cruz Vermelha – em particular com o obstetra Luís Graça, que está a ponderar transferir a sua actividade privada para outro local.

Em Portugal, há muita gente que ainda não percebeu que a mudança é imparável. Não vai deixar pedra sobre pedra, mesmo para algumas "vacas sagradas" da sociedade portuguesa.

Wednesday, April 07, 2010

U.S. birth rate fell in 2008

The U.S. birth rate fell 2 percent in 2008. Here are some facts about births in the United States from the NCHS, part of the Centers for Disease Control and Prevention: 4,251,095 babies were born in the United States in 2008, down nearly 2 percent from the 2007 peak of 4.317 million; the general fertility rate, which measures births among women aged 15 to 44, declined in 2008 to 68.7 per 1,000; The crude birth rate, which refers to births in the total population, was 14 per 1,000, 2 percent lower than the rate in 2007.

Tuesday, April 06, 2010

New system of trauma centre

A new system of trauma centres for seriously ill patients in the capital has officially opened in the city. The system is made up of three trauma networks each with a major trauma centre for treating the most seriously injured patients.

"Evidence shows that dedicated major trauma centres with expert teams of professionals can save more lives," said Dr Fionna Moore, clinical director for trauma in London. "Plans to develop a trauma system for London were based on evidence which showed that many trauma patients in London and across the UK receive poor care."

A falácia da unidose

Há muitos anos que existem medicamentos em unidose, em países desenvolvidos (nomeadamente EUA). Aliás, numa época de constrangimentos económicos, pelo menos para a maioria da população, impõe-se que não se adquira uma embalagem de 40 comprimidos, para se consumirem 3 ou 4!

Mas, por cá, agitam-se sempre os "gordos", com os mais criativos argumentos, para impedir a implementação da unidose nas farmácias. Por isto: comportar "riscos" para o doente, como é o caso da contrafacção. Ou por isto: os doentes, em Portugal, não estão preparados para ir entregar uma receita à farmácia e esperar pelo dia seguinte para que a unidose lhe seja preparada e entregue. Ou ainda por isto: nenhuma farmácia mostrou interesse em aderir à dispensa unitária de medicamentos.

Mas, o cinismo e a hipocrisia são tantos, que se conseguem colocar questões de lesa-inteligência: 1) Não é exequível porque as farmácias não estão preparadas e porque acarretaria um enorme custo; 2) Os médicos não têm nada a opor-se, mas do ponto de vista técnico e da gestão dos recursos públicos [a unidose] é um disparate.

Coitado de Portugal e dos portugueses actuais, que têm que aguentar (terão mesmo?) este tipo de gente que dirige as organizações públicas e privadas. Que mentem. Que são cínicos. Ques são despudoradamente adoradores do lucro (o lucro faz sentido, mas não deve ser encarado a todo o custo, pois nesse caso, o mercado deve arranjar alternativas sérias).

É que entretanto há uma Lei: A lei que autoriza a venda de medicamentos em unidose nas farmácias entrou em vigor a 07 de Junho de 2009, por um período experimental de um ano.

Mas, quem é que impõe a Lei a determinados "poderes" em Portugal? Ninguém, pois esses "poderes" são mais poderosos que o poder formal! Quando assim é, poderemos estar à beira de um Estado falhado.

Sunday, April 04, 2010

Oportunidades de negócio em Tui

Por cá, o Estado, que é de todos os portugueses, abandona paulatinamente o Interior de Portugal. São as linhas de comboio encerradas. É a falta de incentivos à presença num Interior menos confortável, que leva à desertificação acentuada. A concentração dos fundos comunitários (único investimento que vai existindo em Portugal, e claramente em fim de linha) nos grandes centros urbanos. Tudo isto, como se viver em Campo Maior, em Valença do Minho ou ainda em Vilar Formoso, fosse como se habitasse o deserto. Não é. É terra arável, fértil e com potencial de desenvolvimento.

Mas, parece que do outro lado da fronteira, já não se pensa assim: A pensar no número crescente de espanhóis mas também de muitos portugueses, os serviços de Saúde galegos vão criar um novo centro de atendimento em Tui. Proximidade e ausência de taxa moderadora levam cada vez mais lusos a atravessar a fronteira.

Portugal atravessa um período de mediocridade acentuada. Com falta de gente com visão, com discernimento e com estratégia para um país pequeníssimo. Portugal é tão pequeno como os mais pequenos Estados dos EUA. Portugal é maior do que a Suíça ou a Bélgica. Mas, aqueles países, vão sobrevivendo na sua pequenez, enquanto Portugal regride, se afunila, se encaminha para uma extinção, outra vez!

Depois dos episódios de Elvas, rápidamente substituída por Badajoz, agora vemos que Tui vai substituir Valença. Do lado de cá, os "políticos de turno" nem se incomodam, nem sequer tentam entender o que é a "noção de espaço territorial". Mas, isso era pedir-lhes demais, a gente tão medíocre.

Ou então, os tais "políticos de turno" têm algo mais na sua visão: transformar Portugal numa Região da Ibéria, à semelhança da Galiza ou da Andalucia! Quem sabe. Mas, se for assim, vale a pena serem francos. Por uma vez.

Thursday, April 01, 2010

Sucesso em português

Não estamos numa fase de grandes sucessos. Os tempos são de mediocridade. Ou se quisermos, de emigração dos melhores. Outra vez.

Mas, há sempre alguém que contraria as tendências: O primeiro medicamento de patente portuguesa chega esta quinta-feira às farmácias, com um atraso de um ano face à aprovação da Comissão Europeia e depois de já estar a ser comercializado na Alemanha, Reino Unido e alguns países do norte da Europa.

Parabéns a Luís Portela, presidente do grupo Bial. É que o investimento em causa não é dispiciendo: 14 anos de investigação e 300 milhões de euros de investimentos.

E o novo medicamento português serve para: o primeiro medicamento «made in» Portugal e destina-se a doentes que sofrem de epilepsia.