Thursday, September 15, 2011
Os fenómenos portugueses V
Wednesday, October 20, 2010
Muito riso e pouco siso
Ana Jorge garantiu que o OE não afectará a qualidade dos serviços prestados.Tuesday, July 06, 2010
Se a incompetência pagasse impostos
Monday, April 19, 2010
SNS: acentua-se o declínio
Tuesday, April 13, 2010
A reclamação é uma oportunidade para melhorar
- As queixas dos utentes dos serviços de saúde aumentaram em 2009, para chegar a perto de 53 mil.
- Dessas, 62% dizem respeito a hospitais, mais de metade incidem sobre as urgências e a prestação de cuidados e 48% recaem sobre os médicos.
No entanto, os que não querem ver, insistem:
- Inspecção--Geral das Actividades em Saúde, segundo a qual o crescimento de 14% face a 2008 deve-se essencialmente a uma maior percepção do direito de reclamação por parte dos utentes.
- O administrador (Pedro Lopes, presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares) ressalva, contudo, a pouca expressividade da taxa de reclamações: é de 1,66 por mil actos assistenciais nos hospitais e de 0,52 nos centros de saúde.
- o director-geral da Saúde garante que as reclamações não são ignoradas, mas que não esgotam, só por si, a questão da "qualidade dos serviços prestados".
Quando a Entidade Reguladora da Saúde (que supervisiona as entidades privadas da saúde) informa sobre o aumento das reclamações naquelas instituições, hiperboliza-se o problema. No entanto, o facto do SNS gerar 53.000 reclamações, num ano, é negligenciável!
Preparem-se, pois os cidadãos sabem que vão tendo mais poder, pois sabem que os serviços públicos não são de borla, ao contrário do que se quer fazer crer. É que, quem trabalha nos serviços públicos é pago, e tem que prestar um serviço adequado. Ou então, deve-se dar a opção de escolha ao doente, sobre o prestador de serviço que pretendem, e também a opção de poder ou não pagar impostos para o SNS. Pois!
Sunday, October 18, 2009
A responsabilidade tem custos
- Os gestores já sentiam a necessidade de estar protegidos por seguradoras, tal como já acontece nas empresas privadas. Só que os custos destes seguros poderiam ser muito elevados, dados os riscos que a actividade hospitalar implica.
- O problema é que o administradores acham que devem ser os hospitais a pagar o prémio de seguro ou uma caução para efeitos de indemnização. E não eles próprios, como parece depreender-se do despacho do Governo.
- "A medida é muito importante numa altura em que cada vez mais as administrações dos hospitais são responsabilizadas em tribunal por actos praticados nas instituição que gerem e em que os utentes estão cada vez mais conscientes do seu direito de reclamar", explicou ao DN Pedro Lopes, o presidente da Associação dos Administradores Hospitalares
- são os gestores a suportar estes custos", diz Pedro Lopes, garantindo que "isso não será possível", até porque "quando os gestores foram contratados não lhes foi colocada essa questão"
- Para Adalberto Fernandes, presidente do conselho de administração do Santa Maria, o seguro "é um princípio de bom governo e responsabilidade , previsto no código das Sociedades Comerciais e que deve estender-se ao sector empresarial do Estado". Mas acrescenta que ainda não se sabe como poderá ser aplicado, até porque, alerta, os hospitais tem especificidades.
Porque é que será que cada sector tem mais especificidades do que outros? Será o sector hospitalar mais exigente do que o sector judicial? Ou será mais exigente do que o sector financeiro ou de que o sector da restauração? Umbigos...
Tanta desculpa, só porque os doentes estão a acordar para os direitos que têm. Nomeadamente, quando são mal tratados e objecto de incúria ou negligência.
Post Scriptum: o paternalismo do Senhor Secretário de Estado ajuda os Administradores Hospitalares, pois perante uma eventual penalização em Tribunal, lá teríamos a ladaínha de que estes Senhores não tinham bens pessoais para fazerem face a uma choruda indemnização.
Friday, June 12, 2009
Foi Você que pediu uma gestão hospitalar assim?
- "Atirar mais dinheiro para o sistema não é a melhor forma de resolver o problema", advertiu Pedro Lopes, que já pertenceu ao conselho de administração dos Hospitais da Universidade de Coimbra. "É óbvio que é positivo ter um sítio aonde ir buscar dinheiro para resolver problemas de pagamentos e de tesouraria", mas isso "não resolve a questão de fundo".
- "Ou se trata de uma questão de subfinanciamento ou de uma questão de má gestão". Para este responsável, o que "o Ministério da Saúde tem de fazer agora é um acompanhamento muito rigoroso da execução orçamental dos hospitais e chamar à responsabilidade aqueles que não cumprem". "Os contratos-programa são assinados e são para ser cumpridos ou então estamos numa espécie de ficção", diz.
E a que propósito fala o Dr. Pedro Lopes: Só uma "avaliação rigorosa do desempenho dos conselhos de administração dos hospitais, que está por fazer," permitirá fazer face ao eterno problema das dívidas dos hospitais, que "continua a agravar-se", defendeu ontem, em declarações ao PÚBLICO, o presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares. Pedro Lopes reagia ao anúncio do secretário de Estado da Saúde, Francisco Ramos, de que o fundo para pagar as dívidas será reforçado, este mês, com mais 100 milhões de euros.
Pois é, Dr. Pedro Lopes, que a gestão anda mal, já nós sabemos, basta ir a qualquer hospital de Portugal e observar como se atendem as pessoas, as listas de espera, as horas de espera nas urgências, o incumprimento de horários por parte dos funcionários, a falta de limpeza, a decadência de muitos edifícios, as obras eternas em alguns hospitais, e tantas outras coisas que poderíamos referir. Ahhhh, e os martelanços evidentes em várias Contas de Resultados de múltiplos hospitais!
Melhores dias virão!
Tuesday, May 27, 2008
A debacle do SNS
- A ministra da Saúde admitiu hoje que «números elevados» de utentes continuarão sem médico de família mesmo com a abertura de mais 50 Unidades de Saúde Familiar (USF) até ao final do ano, devido à falta de clínicos.
Diz o nóvel Presidente do lobby dos Administradores Hospitalares:
- Os hospitais públicos precisam de ser mais eficientes. Pedro Lopes considera inaceitável que a maioria dos blocos operatórios não funcionem, pelo menos, oito horas por dia.
